Tuesday 19 August 2014

FMI duvida da redução da pobreza em Moçambique

 

O NÍVEL ACTUAL DA POBREZA É ESTIMADO EM 54%
O Fundo Monetário Internacional (FMI) duvida que o Governo moçambicano possa conseguir reduzir o nível de pobreza para 42%, até finais de 2014, revela no seu Plano de Acção para Redução da Pobreza (PARP) 2011-2014.Este documento é a estratégia de médio prazo do Executivo, orientado para alcançar o objectivo de promover o crescimento económico inclusivo e reduzir a pobreza e vulnerabilidade em Moçambique. Para alcançar o objectivo do crescimento económico inclusivo, o Governo definiu os objectivos gerais sobre os quais estão direccionados os esforços da acção governativa sobre a Governação e Macroeconomia e Gestão de Finanças Públicas. Do esforço ora em curso, que consiste na análise de progresso da implementação do PARP através da confrontação da realização das metas traçadas ao longo dos anos 2011 e 2013 em comparação com as metas traçadas para 2014, o FMI diz que a meta da redução da pobreza não será alcançada, pois, nos três anos de implementação, muitas metas não foram alcançadas, apesar das intervenções da acção governativa favorecerem, em primeiro lugar, as camadas mais pobres. Desta análise, o FMI diz ter conseguido notar que o desempenho global indica que do total de 16 indicadores monitorados, 43,8% atingiram as metas planificadas, enquanto 50% não atingiram as metas e 6,3% tiveram um desem­penho muito abaixo da meta planifi­cada.
O balanço da imple­mentação deste pro­grama tem sido alimen­tado através de dados de vários inqué­ritos, sendo de salientar os inquéritos demográfico e de saúde e ao Orçamen­to Familiar, para além de outros dados administrati­vos sobre a execução das acções planificadas estarem também a ser fornecidos pelos sectores a vários níveis.
Refira-se, entretanto, que os Planos Estratégicos de Redução da Pobreza (PERP) são elaborados pelo Governo em ampla consulta ao corpo técnico do Banco Mundial e do FMI e actualizados a cada três anos por meio de relató­rios anuais de progresso.

(F. Saveca)
CORREIO DA MANHÃ – 18.08.2014,  no Moçambique para todos

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