Monday, 27 March 2017

Queda de avioneta provoca cinco mortos no centro de Moçambique

Chimoio, Moçambique, 27 mar (Lusa) - Uma avioneta com seis tripulantes despenhou-se hoje nas montanhas de Machipanda, a principal fronteira terrestre entre Moçambique e Zimbabué, e fez cinco mortos, disse à Lusa fonte policial.
O único sobrevivente da queda é um dos dois pilotos.
A avioneta, com o registo C9-ADV, despenhou-se cerca das 09:00 na zona de Chiujo, no posto administrativo de Machipanda, distrito e província de Manica, no centro de país, numa cordilheira montanhosa, quando fazia a ligação entre a cidade da Beira (Moçambique) e a capital zimbabueana, Harare, disse Gelindo Vumbuca, comandante distrital da Polícia de Manica.
"Ainda estamos a fazer trabalho no terreno", precisou Gelindo Vumbuca, adiantando que estão em curso investigações para análise das causas da queda.
A aeronave, que descolou do aeroporto internacional da Beira cerca das 08:00, é operada por privados e transportava da Beira para Harare quadros da direção da empresa Cornelder Moçambique, que opera o porto da Beira.
O presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Aviação Civil, João de Abreu, confirmou a queda e prometeu declarações sobre o assunto para o final do dia.

Lusa

Sunday, 26 March 2017

Polícia moçambicana alarga a todo o país investigação de desaparecimento de empresário português

O português está desaparecido há oito meses, depois de ter sido levado por desconhecidos para parte incerta, no distrito de Gorongosa, uma área que, durante muito tempo, foi marcada por confrontações entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana

A polícia moçambicana anunciou este domingo que estendeu as investigações do desaparecimento do empresário português desaparecido há oito meses a todo o país inteiro e conta agora com o apoio de autoridades de países vizinhos.
Em entrevista à Lusa, Inácio Dina, porta-voz da Polícia de Moçambique, afirmou que o caso que estava circunscrito ao centro do país - local do seu desaparecimento - é agora uma das prioridades nacionais das autoridades.
"Nós estendemos as investigações a nível do território nacional e também contamos com alguma ajuda de países vizinhos", disse Inácio Dina, lembrando que o país faz parte da Organização de Policias da África Austral e da Interpol, entidades que têm "contribuído bastante" para o esclarecimento de crimes complexos.
O empresário português está desaparecido há oito meses, depois de ter sido levado por desconhecidos para parte incerta, no distrito de Gorongosa, uma área que, durante muito tempo, foi marcada por confrontações entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição.
Em entrevista ao semanário Canal de Moçambique, na sua última edição, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, acusou membros das Forças de Defesa e Segurança de terem raptado o empresário português, considerando que a imputação do caso ao braço armado do movimento é "propaganda barata".
"Segundo os relatos, aquele cidadão chegou ali às bombas [de combustível], parece que para abastecer o carro, chegaram as forças da FADM [Forças de Defesa Segurança e FIR [Forças de Intervenção Rápida] e pegaram-no, como se fosse brincadeira. Todas as pessoas assistiram", afirmou Afonso Dhlakama.
Questionado sobre as declarações da Renamo, Inácio Dina disse que a principal preocupação da polícia neste momento é garantir que o cidadão português volte ao conviveu familiar, lembrando que há "equipas especializadas no terreno e são estas que se devem pronunciar".
"Que todo cidadão, nacional ou estrangeiro, que tenha alguma informação significativa para o esclarecimento de um determinado crime que apresente às autoridades competentes", declarou o porta-voz do Comando Geral da PRM, que lembra que, no âmbito de uma investigação, as autoridades "não descartam qualquer hipótese".
"É desejo do Estado ver este crime esclarecido", concluiu Inácio Dina, apelando à calma e para que se evite declarações que possam "atrapalhar a investigações".
No início do mês, em declarações à Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, disse que as autoridades portuguesas estão "muito preocupadas" com a falta de informação sobre a localização do cidadão português.
"As autoridades portuguesas - o Presidente da República e o Governo - estão muito preocupadas, como é seu dever, em relação às condições do desaparecimento de um nosso concidadão numa região de Moçambique, sobretudo ao facto de, vários meses depois de se ter verificado, não termos nenhum elemento concreto que os permita conhecer a sorte, o destino, a localização desse concidadão", afirmou Augusto Santos Silva, à margem da inauguração da chancelaria do principado do Mónaco.
Anteriormente, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português havia informado que o ministro do Interior moçambicano "deu conta", em Lisboa, ao Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao primeiro-ministro, António Costa, "de que prosseguem as investigações das autoridades moçambicanas tendentes a apurar a situação do cidadão português.


Lusa/Expresso

Thursday, 23 March 2017

Acusação de que Renamo raptou português é propaganda - líder da oposição moçambicana

 O líder da Renamo, principal partido de oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, considerou propaganda do Governo a acusação de que elementos do seu partido raptaram o cidadão português desaparecido em meados do ano passado no centro do país.
"Nós já sabíamos dessa propaganda [de que a Renamo raptou o cidadão português]. O ministro do Interior [de Moçambique] quando lá chega [em Portugal], ao invés de pedir desculpas, foi meter água, como propaganda", declarou Afonso Dhlakama, em entrevista telefónica ao semanário Canal de Moçambique, publicada hoje.
O líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), que falava a partir do seu esconderijo no centro do país, afirmou que o braço armado do seu partido não faz raptos, assinalando que "os portugueses estão bem informados sobre aquilo que aconteceu aos seus concidadãos".
Citando relatos de populares do distrito de Marínguè, província de Sofala, centro de Moçambique, Afonso Dhlakama afirmou que a vítima terá sido raptada por membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e da Força de Intervenção Rápida (FIR), numa estação de serviço em Nhamapadza.
"Segundo os relatos, aquele cidadão chegou ali às bombas [de combustível], parece que para abastecer o carro, chegaram as forças da FADM e FIR e pegaram-no, como se fosse brincadeira. Todas as pessoas assistiram", frisou Afonso Dhlakama.
Os familiares da vítima, continuou, já sabem que a Renamo não está envolvida no rapto e a imputação do caso ao braço armado do movimento "é propaganda barata".
Em declarações à Lusa este mês, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, disse que as autoridades portuguesas estão "muito preocupadas" com a falta de informação sobre a localização do cidadão português.
"As autoridades portuguesas - o Presidente da República e o Governo - estão muito preocupadas, como é seu dever, em relação às condições do desaparecimento de um nosso concidadão numa região de Moçambique, sobretudo ao facto de, vários meses depois de se ter verificado, não termos nenhum elemento concreto que os permita conhecer a sorte, o destino, a localização desse concidadão", afirmou Augusto Santos Silva, à margem da inauguração da chancelaria do principado do Mónaco.
Anteriormente, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português havia informado que o ministro do Interior moçambicano "deu conta", em Lisboa, ao Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, e ao primeiro-ministro, António Costa, "de que prosseguem as investigações das autoridades moçambicanas tendentes a apurar a situação do cidadão português.
O empresário português está desaparecido há oito meses, depois de ter sido levado por desconhecidos para parte incerta, no distrito de Gorongosa, uma área com forte presença das Forças de Defesa e Segurança, envolvidas em confrontos com o braço armado da Renamo.

No início deste mês, o presidente da Renamo anunciou a prorrogação da trégua - em vigor desde dezembro - nos confrontos com as Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas por mais 60 dias, manifestando confiança num acordo definitivo. 



Partilhar onde está “agora” a partir do Google Maps



“Por onde andas?" vai passar a ser uma pergunta fácil de responder e "mostrar" para quem usa os mapas da Google. Isto porque a gigante tecnológica se prepara para acrescentar localização em tempo real ao serviço.
Seja a partir da aplicação para Android ou para iOS, seja na versão para desktop, muito em breve vai poder mostrar a amigos e familiares onde está em determinado momento e quando vai chegar ao seu destino a partir do Google Maps.
Sempre que quiser que alguém saiba onde está, basta abrir o menu lateral ou clicar o ponto azul que mostra a sua localização. Depois é clicar em “partilhar localização” e selecionar com quem quer partilhar tais dados e por quanto tempo.
Poderá partilhar a sua localização em tempo real com os seus contactos Google ou mesmo partilhá-la com os seus amigos e familiares através das suas apps de messaging favoritas, usando o link.
Quando estiver a partilhar a sua localização, as pessoas escolhidas poderão vê-lo no mapa delas. E o utilizador verá um ícone no seu próprio mapa a lembrá-lo que a partilha da sua localização está ativa. A qualquer momento poderá cancelar a partilha da sua localização.





Wednesday, 22 March 2017

Quatro mortos em ataque junto ao Parlamento britânico


WILL OLIVER



Quatro pessoas morreram esta quarta-feira num ataque junto ao Parlamento britânico, em Londres. Os mortos foram dois civis, atropelados na ponte de Westminster, um polícia e o suspeito, que foi abatido pelas autoridades. Em declarações aos jornalistas, um porta-voz da polícia disse que as autoridades acreditam que apenas um atacante esteve envolvido no atentado.Quem avança com o número de mortos é a agência France Press. Até ao momento, não se sabe se o polícia morto é o que foi atacado com uma faca pelo suspeito.
Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas no atentado, em que o suspeito abalroou os peões no passeio da ponte de Westminster.
De acordo com as fotos oficiais, uma mulher foi retirada do rio Tamisa, em estado grave.
Um agente da Polícia Metropolitana de Londres informou que o ataque junto ao Parlamento fez "vários feridos, incluindo polícias". Contudo, o mesmo agente não avançou com números nem com a gravidade dos ferimentos. O comandante B.J. Harrington confirmou ainda que o incidente está a ser tratado como um ato terrorista e adiantou que as autoridades estão a reforçar a sua presença na cidade.
O ataque começou por volta das 14:40, quando um veículo atropelou vários peões que circulavam no passeio da ponte de Westminster, junto ao Parlamento britânico. Uma testemunha disse que o atropelamento foi muito rápido e que o carro atingiu várias pessoas, indiscriminadamente.
O carro embateu depois num gradeamento junto ao Parlamento, mas o suspeito ainda conseguiu entrar pelo edifício e atacar um polícia com uma faca. Contudo, as autoridades conseguiram abater o suspeito.

África do Sul prepara reformas na política de migração






O DEPARTAMENTO sul-africano de Assuntos Internos desenhou um projecto para ambiciosas reformas no sistema de migração da África do Sul, para conter a imigração económica, ao mesmo tempo que procura atrair competências.
O departamento deve apresentar esta semana o documento oficial sobre o assunto.  Entre as propostas estão a desvinculação da residência e da cidadania e a introdução de vistos de longo prazo com base num sistema de pontos e competências.
O departamento também quer a remoção do direito automático do requerente de asilo para trabalhar ou estudar na África do Sul. A instituição insiste que 95% dos requerentes de asilo são migrantes económicos.
Para separar estes de outros tipos de migrantes, as autoridades projectam estabelecer nas fronteiras centros de triagem para requerentes de asilo.
Estes planos foram anunciados semana passada pelo ministro sul-africano do Interior, Malusi Gigaba, durante uma conferência sobre migração internacional, em Sandton, Joanesburgo.
O ministro justificou a reforma afirmando que se tornou imperativa a lógica política e económica para "gerir estrategicamente" a migração.
O departamento espera que as reformas propostas levem a mudanças até as legislativas de 2018, para substituir a actual legislação de 1999, vista como "desactualizada".
As propostas incluem novos vistos de prazo mais longo e sistemas de quotas para mão-de-obra não qualificada, com a finalidade de enfrentar o problema de migrantes económicos que se apresentam como requerentes de asilo.
O projecto de reforma da política migratória deverá ser debatida no Parlamento em Maio próximo, segundo disse o ministro Gigaba ao jornal “Business Day”.
Chris Landsberg, presidente da Comissão de Diplomacia Africana e Política Externa da Universidade de Joanesburgo, diz que as propostas parecem terem atingido um equilíbrio entre as obrigações do Estado de proporcionar segurança interna e externa, priorizar o bem-estar dos cidadãos e honrar os acordos regionais e internacionais.
Mas Achille Mbembe, professor do Instituto de Pesquisa Social e Económica da Universidade de Witwatersrand, diz que para o cidadão comum as propostas não parecem ser suficientemente flexíveis. – BUSINESS DAY


Notícias

Desenvolvimento Humano: Moçambique entre os oito países com o mais baixo índice


Moçambique está entre os oito países do mundo com o mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), ocupando o 181.º lugar da classificação de 2016, indica o Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD, divulgado hoje em Estocolmo.

Segundo o relatório da autoria do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), na avaliação do IDH, Moçambique alcançou 0.418 valores, face a uma cotação máxima de 0.949 valores obtida pela Noruega, que está em primeiro lugar da tabela, com o Desenvolvimento Humano mais elevado.
Moçambique perdeu no total 33% na avaliação dos indicadores analisados no IDH e registou 0.390 valores no Índice de Pobreza Multidimensional, 0.574 pontos no Índice de Desigualdade do Gênero e 0.879 no Índice de Desenvolvimento do Género.
Com a pontuação obtida, Moçambique é o pior colocado no IDH entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), encontrando-se três lugares abaixo da Guiné-Bissau, o segundo pior da comunidade, no lugar 178 do quadro.
O país também é o pior no contexto da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), encontrando-se, em termos regionais, atrás da RDCongo, o segundo pior colocado na África Austral, com 0.435.
A nível global, a Noruega ocupa o primeiro lugar do índice e a República Centro-Africana o último.

Monday, 20 March 2017

Hotel Polana, uma das 'jóias de África', abre em maio com nova cara

“Um espelho da nação” - assim chamava Samora Machel, ex-presidente de Moçambique, ao hotel Polana
D.R.

O hotel em Maputo com 95 anos de história, onde fica sempre Marcelo Rebelo de Sousa quando vai a Moçambique, foi renovado e vai passar a ter 'villas' junto à praia

Conhecido como “a grande dama de África”, o Hotel Polana, em Maputo, está a ser alvo de uma profunda remodelação e vai reabrir em maio já com nova cara. A intervenção está a ser feita no Polana Mar, junto aos jardins e à piscina, numa obra que decorre desde junho do ano passado e que envolve investimentos de 4 milhões de dólares (cerca de 3,7 milhões de euros) por parte do grupo Serena Hotels, cujo principal acionista é o Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico, e ao qual pertence o Hotel Polana desde 2013.
O hotel Polana tem 153 quartos no edifício principal, incluíndo serviço personalizando de mordomo
O hotel Polana tem 153 quartos no edifício principal, incluíndo serviço personalizando de mordomo
O 'novo Polana' vai ser apresentado na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), feira nacional de turismo que começa hoje na FIL e decorre até 19 de março, enfatizando o facto de os portugueses representarem a maioria dos hóspedes do hotel em Maputo, onde Marcelo Rebelo de Sousa, gosta de ficar nas suas delocações a Moçambique.
A piscina é um 'ex-libris' do hotel em Maputo. “Muita gente aprendeu a nadar na piscina do Polana”, diz o diretor-geral
A piscina é um 'ex-libris' do hotel em Maputo. “Muita gente aprendeu a nadar na piscina do Polana”, diz o diretor-geral
As obras do Polana não incidem no edifício principal, cuja fachada foi objeto de requalificação em 2011, mas na unidade junto aos jardins, o Polana Mar, que vai ser ampliada de 55 para 66 quartos, e que ao nível da decoração terá uma “renovação integral, resultando num produto diferente”. Com serviço personalizado de mordomo, o Polana Mar vai também passar a ter um 'Kids Club', equipado com brinquedos e jogos para os 'clientes' mais novos.
Os portugueses representam a maioria da clientela do hotel Polana, conhecido como 'a grande dama de África
Os portugueses representam a maioria da clientela do hotel Polana, conhecido como 'a grande dama de África
“O Polana é muito mais que um hotel, é uma instituição com 95 anos de história, onde passaram muitos reis, rainhas e presidentes, além de figuras públicas, há quem lhe chame um Estado dentro do Estado e Samora Machel até dizia que o Polana é o espelho da nação”, faz notar Miguel Afonso dos Santos, diretor-geral do Hotel Polana, que veio à BTL apresentar o projeto da requalificação desta unidade.
O responsável do hotel frisa que qualquer intervenção nesta unidade é crítica e adquire grande visibilidade, tendo em conta “a relação emocional que o hotel desperta nas pessoas, todos pensam que é um pouco seu, e há muita gente que aprendeu a nadar na piscina do Polana”.
De arquitetura colonial, o Polana remonta a 1922 e faz hoje parte da Serena Hotels, que pertence ao Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico
De arquitetura colonial, o Polana remonta a 1922 e faz hoje parte da Serena Hotels, que pertence ao Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico
A par da renovação que está a ser feita no Polana Mar, o grupo Serena Hotels vai investir mais 5 milhões de dólares (cerca de 4,7 milhões de euros) na contrução de seis 'villas' com 170 metros quadrados cada e vista para o mar, que resultará na unidade Polana Villas, e ascendendo assim o investimento global do grupo a 9 milhões de dólares nesta intervenção.
Os novos quartos do Polana Mar vão manter a “inspiração africana” mas a ideia é ficarem com uma decoração “mais leve”
Os novos quartos do Polana Mar vão manter a “inspiração africana” mas a ideia é ficarem com uma decoração “mais leve”
“Moçambique neste momento gera um 'mix feeling', é um país onde agora já não se fala em conflito e onde muita coisa se esta a passar”, enfatiza Miguel Afonso dos Santos, chamando a atenção para o potencial do turismo num país “com dois mil e setecentos quilómetros de costa, um povo com um sorriso único e que nos dá lições de humildade todos os dias”.



Expresso

Moçambique: Donativos não chegam a afetados pelo ciclone Dineo

Um mês depois do ciclone Dineo ter afetado o sul de Moçambique, residentes queixam-se que donativos são canalizados para apoiantes da FRELIMO. INGC promete investigar as denúncias. 


Os residentes da província de Inhambane estão a reclamar falta de apoio depois da passagem do ciclone Dineo que assolou a região a 15 de fevereiro, tendo provocado sete vítimas mortais e desalojado centenas de pessoas, segundo o último relatório do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).
Donativos enviados por pessoas, Organizações Não-Governamentais e pelo próprio Governo estão a ser entregues para apoiar as vítimas da tempestade mas, segundo Fernando Guta, residente no bairro de Macupula, na cidade da Maxixe, há várias comunidades onde ninguém está a ser beneficiado. O cidadão dá como exemplo comunidades nas cidades de Maxixe e Inhambane.
Mosambik Ein Monat nach Zyklon Dineo (DW/L. da Conceição)
Ainda são visíveis os estragos causados pelo ciclone Dineo











Em declarações à DW África, Guta nota que as "pessoas não estão satisfeitas com a distribuição que é feita”.
"O que funciona muito é a cor partidária. O mais grave ainda é que só falta ao partido no poder exigir o cartão de militante para poder distribuir as ajudas. Se for pelo sofrimento causado pelo ciclone, é para toda gente. Não há quem não tenha sofrido", acrescenta.



Promessa de investigação 

Os apoios para os afetados pela tempestade estão a ser distribuídos pelo INGC, através de vários parceiros. Segundo Elsa Macul, residente na cidade de Inhambane, só os familiares do organismo estão a ser ajudados.
"É lógico, distribuem-se os apoios entre as famílias. Primeiro consideram os netos, as filhas, os filhos e por aí adiante e só no fim pensam na população. O que a população ganha neste caso? Só ganha aquelas migalhas de meio copito, um copito. Em que país estamos? ”, questiona Elsa Macul.
Face a estas críticas, o porta-voz do INGC, João Nhatitima, admite que são situações que podem "estar a acontecer no terreno” e promete investigar essas denúncias.
"Neste momento, o que se sabe é que em cada ponto onde os produtos são distribuídos tem um sistema de controlo. Provavelmente podem existir alguns casos isolados e o INGC terá que fazer uma avaliação para perceber o que de fato terá ou estará a acontecer”, afirma.  




DW

Sunday, 19 March 2017

Incumprimento financeiro ameaça investimentos em Moçambique

A consultora Business Monitor Internacional considera que o incumprimento financeiro de Moçambique, em janeiro, e a dívida pública em níveis insustentáveis ameaça os investimentos públicos e privados no país, à exceção do setor do gás. 
"Moçambique vai enfrentar um período de crescimento económico baixo até 2018, devido ao recente incumprimento financeiro e ao peso insustentável da dívida, que dificulta os investimentos, quer do setor público, quer do privado", escrevem os especialistas desta consultora do grupo Fitch, numa nota de análise a que a Lusa teve acesso.
No comentário, os analistas dizem que a exceção ao ceticismo dos investidores está no setor do gás natural, já que esperam "progressos nos projetos da Eni e da Anadarko nos próximos meses", o que aliás já está a acontecer, com a entrada da Exxon Mobil no projeto da Área 4, na Bacia do Rovuma.A economia de Moçambique deverá abrandar para 3% este ano, acelerando ligeiramente para 3,5% em 2018, mas mantendo-se bem abaixo da média entre 2010 e 2016, quando a riqueza se expandia a um ritmo médio de 6,5% ao ano, segundo as previsões destes consultores."A nossa visão pessimista sobre a evolução económica de Moçambique a curto prazo é largamente baseada no hiato temporário que prevemos que exista no modelo de crescimento do país, que assenta principalmente no desenvolvimento de infraestruturas", escrevem os analistas.O 'default' de janeiro, no entanto, "vai exacerbar o fraco sentimento dos investidores, que já estava a sofrer com a queda dos preços das matérias-primas", o que significa, concluem, que Moçambique deverá ser menos atrativo para as indústrias mais importantes para o país, que já de si sofrem dificuldades de acesso a financiamento necessário para crescer.


Lusa, no Noticias ao Minuto

Israel exige retirada de relatório acusador. Guterres concorda. Responsável demite-se

DREW ANGERER/GETTY

Independentemente de outros fatores, a forte pressão dos EUA poderá ter tido um efeito na reação oficial  da ONU

Os Estados Unidos exigiram que fosse retirado, António Guterres concordou, e a responsável demitiu-se. Pode-se resumir assim a historia do polémico relatório sobre Israel que a Comissão Económica e Social para a Ásia Ocidental (ESCWA), sediada em Beirute, publicou na passada quarta-feira.O relatório, elaborado por um professor reformado de Princeton e uma cientista política, intitulado “Práticas Israelitas em Relação ao Povo Palestiniano e a Questão do Apartheid”, acusa Israel de praticar o apartheid “tal como definido em instrumentos da lei internacional”. Ao permitir que qualquer judeu se mude para Israel independentemente de ter ligações à terra mas negar o mesmo direito aos palestinianos, aplica “engenharia demográfica”.Logo na quarta-feira, os Estados Unidos reagiram muito negativamente. A embaixadora do país na ONU, Nikki Haley, declarou-se escandalizada. O secretário-geral da organização, António Guterres, rapidamente fez saber se demarcava. “O relatório não reflete os pontos de vista do secretário-geral” mas dos seus autores, explicou um porta-voz de Guterres.Os EUA insistiram. O secretariado fez bem em demarcar-se, disseram, mas “deve ir mais longe e retirar completamente o relatório”. Guterres não demorou a exigir que assim fosse feito, retirando-se da internet o relatório ofensivo. Foi então que a secretária executiva da comissão, a diplomata jordana Rima Khalaf, anunciou que se demitia.Israel congratulou-se com a decisão. "Khalaf trabalha há anos para prejudicar Israel e promover e BDS [o movimento pelo boicote, desinvestimento e sanções a Israel] e devia ter deixado o seu lugar há muito tempo”, disse o enviado de Telavive na organização. Khalaf continua a defender o relatório, dizendo que fala dos “crimes que Israel continua a cometer contra o povo palestiniano, e que são crimes contra a humanidade”. Israel responde fazendo comparações com a propaganda nazi.



Expresso

Saturday, 18 March 2017

Embaixadora quer mais empresários portugueses no país







A embaixadora de Moçambique em Portugal, Fernanda Lichale, defendeu hoje uma maior presença de empresários portugueses no país, que considerou como um dos principais parceiros estratégicos.
«Sempre digo que o investimento português é bem-vindo. Portugal esteve e está sempre nos primeiros 10 lugares» de investidores em Moçambique, disse a diplomata.
A embaixadora falava em Lisboa no final da cerimónia de lançamento do livro `Direito Fiscal Internacional de Moçambique – As convenções de Dupla Tributação´, da autoria de Bruno Santiago e Sara Teixeira.
«Os empresários portugueses são bem-vindos a Moçambique, porque é uma relação de irmandade, de amizade, mas acima de tudo de afetividade», afirmou, salientando que Portugal é um parceiro estratégico e um dos que mais cria emprego no país.
As intenções de investimento em Moçambique caíram 48% no primeiro semestre de 2016 comparativamente ao mesmo período do ano passado, com Portugal no quinto lugar dos principais investidores, mas com uma queda de 80%, bastante superior à média.
Segundo dados do Centro de Promoção de Investimentos (CPI) de Moçambique, divulgado em agosto e a que Lusa teve acesso, o investimento total aprovado no primeiro semestre somou 478 milhões de dólares (430 milhões de euros), dos quais 304 milhões de dólares (273 milhões de euros) foram investimento direto estrangeiro, 52 milhões de dólares (47 milhões de euros) nacional e 122 milhões de dólares (109 milhões de euros) provenientes da rubrica suprimentos e empréstimos.
Todas as formas de investimento sofreram descidas acentuadas, com o estrangeiro a baixar 54% e o nacional 56%.
No caso de Portugal, a diminuição foi ainda maior, com 17 projetos aprovados pelo CPI, totalizando apenas 14 milhões de dólares (12 milhões de euros), contra os 34 no mesmo período de 2015, que somavam 70 milhões de dólares (63 milhões euros), uma queda de 80%.
A lista dos principais investidores no primeiro semestre é liderada pela China, com 154 milhões de dólares (138 milhões de euros), quase 60% do total do investimento direto estrangeiro.
Segue-se a larga distância a África do Sul, com 45 milhões de dólares (40 milhões de euros), as Maurícias, com 29 milhões de dólares (26 milhões de euros), o Reino Unido, com 22 milhões de dólares (20 milhões de euros), e por fim Portugal, que, em 2015, tinha fechado o ano no quarto lugar da lista.
Os restantes países na lista dos dez principais investidores são a Turquia, Itália, Índia, Espanha e Estados Unidos.
O investimento português criava até ao ano passado mais empregos criava face à média, mas os dados do CPI revelam que, no primeiro semestre, os projetos autorizados de Portugal preveem 28 postos de trabalho por milhão de dólares investidos, abaixo dos 44 da média dos restantes países.
No final de 2015, o investimento português previa a criação de 31 postos de trabalho por milhão de dólares investidos contra 30 dos restantes países.
Do investimento estrangeiro aprovado pelo CPI, quase 80% está concentrado no setor da construção e obras públicas, indústria, agricultura e agroindústria, e mais de metade (55%) abrange as províncias de Maputo e Cidade de Maputo, a que se segue, com 21%, a província de Sofala.
Dos 17 projetos aprovados para o investimento português, 67% estão focados no setor de serviços e mais de dois terços (68%) previstos para a província de Maputo.
O investimento em Moçambique vinha conhecendo subidas expressivas nos últimos anos, mas experimentou uma forte inversão de tendência em 2015.
Os projetos de investimento autorizados em Moçambique caíram 74,5% em 2015 face ao ano anterior para 1,7 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros).
Em 2015, Portugal teve 48 projetos aprovados (apenas atrás da África do Sul, com 61) num valor global de 88 milhões de dólares (79 milhões de euros), uma quebra de 73,7% face a 2014, que tinha sido o ano mais representativo desde 2009.
A economia moçambicana está a ser atingida pelo abrandamento do crescimento, com a revisão em baixa dos 7% inicialmente programados pelo Governo em 2016 para 4,5%, forte desvalorização do metical e subida da inflação.
As exportações diminuíram, em resultado de uma fraca produção interna e da descida dos preços das matérias-primas, um quadro agravado pelo impacto das calamidades naturais e pela crise política e militar entre Governo e Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), atingindo sobretudo a região centro do país.
Em abril, foram revelados avultados empréstimos garantidos pelo Governo, entre 2013 e 2014, de 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros), fazendo disparar a dívida pública para 86% do Produto Interno Bruto.
Após a descoberta das dívidas, que não tinham sido declaradas ao parlamento nem aos parceiros internacionais, o Fundo Monetário Internacional suspendeu o pagamento de um empréstimo a Moçambique, e os 14 doadores do orçamento do Estado também interromperam os seus financiamentos.




A Bola

Friday, 17 March 2017

IESE questiona destino dos montantes que sobram do OE
















Valor transitado rondou em média 63 mil milhões de meticais anuais



Pesquisadores do Instituto de Estudos Económicos e Sociais realizaram uma pesquisa que conclui que anualmente há montantes do Orçamento do Estado que não são executados e cujo destino não é transparente, ou pelo menos tornado público.
Intitulada “A Face Oculta do Orçamento do Estado Moçambicano: Saldos de Caixa são fictícios?”, a pesquisa, da autoria dos economistas António Francisco e Ivan Semedo, começa por questionar: “Como se explica que 25% do total de recursos financeiros colocados à disposição do Estado de Moçambique, na forma de saldo de caixa, sejam mantidos à margem do Plano Económico e Social (PES) e da sua expressão financeira no Orçamento do Estado (OE), como se de um fundo oculto ou paralelo se tratasse?”. Prossegue afirmando que “ainda que sejam reportados na Conta Geral do Estado (CGE), fiscalizados e confirmados pelo Tribunal Administrativo (TA), os saldos de caixa são geridos como um novo tipo de fluxos extra-orçamentais, à margem da execução orçamental do Governo, nem a Assembleia da República (AR) se pronuncia sobre eles, quando delibera sobre os níveis de despesas, empréstimos, subsídios, avales e donativos”.

Segundo a publicação (datada de 13 de Março corrente) as três últimas CGE (2013-2015) o valor transitado rondou em média 63 mil milhões de meticais anuais. Trata-se de um valor superior ao capital social das 114 empresas com participação do Estado, quatro vezes maior do que o capital social das 14 empresas públicas com 100% de capital do Estado, e ainda suficiente para liquidar 91% do stock total da dívida interna em 2015.



( O País )

‘Escravidão não é coisa do passado’, alerta secretário-geral da ONU

Organização Internacional do Trabalho (OIT) calcula que 21 milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas de trabalho forçado e exploração extrema. Estimativas são de que os lucros anuais cheguem a 150 bilhões de dólares.
De acordo com o último relatório global de tráfico de pessoas do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), as vítimas desse crime são encontradas em 106 de 193 países. Muitas delas estão em áreas de conflito, onde os crimes não são processados.
Jovens mulheres na Colômbia forçadas à exploração sexual. Foto: UNICEF/ Donna DeCesare
Jovens mulheres na Colômbia forçadas à exploração sexual. Foto: UNICEF/ Donna DeCesare
O tráfico de seres humanos prospera em países onde o Estado de Direito é fraco ou inexistente. Foi o que destacaram funcionários do alto escalão da ONU ao Conselho de Segurança, durante debate ministerial sobre tráfico de pessoas em situações de conflito realizado nessa quarta-feira (15).
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) 
calcula que 21 milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas de trabalho forçado e exploração extrema. Estimativas apontam que os lucros anuais cheguem a 150 bilhões de dólares.
De acordo com o relatório global de tráfico de pessoas do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) do ano passado, as vítimas desse crime são encontradas em 106 dos 193 países. Muitas delas estão em áreas de conflito, onde os crimes não são processados.
“Numa época de divisões em tantas áreas, esta deve ser uma questão que pode nos unir”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, aos 15 membros do Conselho, 
destacando que “a escravidão não é coisa do passado”.
“Vamos nos reunir em torno das questões-chave de acusação, proteção e prevenção, e assim construir um futuro sem tráfico de seres humanos”, acrescentou.
Ele citou uma série de ferramentas da ONU que podem ser usadas para punir o tráfico de pessoas e preveni-lo.
Entre as medidas estão a 
Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional e seu Protocolo, que inclui a primeira definição internacionalmente acordada sobre o crime de tráfico de pessoas. A norma fornece também um quadro para efetivamente preveni-lo e combatê-lo, assim como o Plano de Ação Global sobre o tema.
Aprovado em 2010, o Plano visa a coordenar melhor as respostas nacionais sobre este problema e inclui um 
Fundo Fiduciário Voluntário da ONU para as vítimas do tráfico de pessoas, especialmente mulheres e crianças.
Em seu discurso, Guterres pediu ainda que os Estados-membros reforcem o compartilhamento de informações e outras formas de aplicação da lei, abordando igualmente as vulnerabilidades subjacentes das vítimas, como a educação das meninas, o respeito dos direitos das minorias e a criação de caminhos seguros para a migração.
O dirigente máximo da ONU também pediu mais envolvimento com o setor privado, e advertiu que qualquer apoio precisa incorporar as vozes das pessoas afetadas.
“Para as redes de crime organizado, o tráfico de seres humanos é um negócio criminoso de baixo risco e de alta recompensa, uma percepção reforçada pelas taxas de condenação consideravelmente baixas em todo o mundo”, acrescentou o diretor-executivo do UNODC, Yury Fedotov.
Segundo ele, a melhor maneira de combater o tráfico e proteger os mais vulneráveis é implementar e garantir as resoluções já existentes.
“O Plano de Ação Global será revisado em outubro e se concentrará no tráfico de situações de conflito. Espero que aproveitemos esta oportunidade”, acrescentou.



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