Wednesday, 30 November 2011

Moçambique: um fenómeno de mudanças climáticas

Apesar do seu baixo índice de desenvolvimento industrial, Moçambique é o país com o mais elevado risco dos efeitos das mudanças climáticas ao nível de todo o continente africano, alerta um relatório divulgado nesta terça-feira aqui em Durban, pela Germanwatch, uma Organização Não Governamental alemã.

Apesar do seu baixo índice de desenvolvimento industrial, Moçambique é o país com o mais elevado risco dos efeitos das mudanças climáticas ao nível de todo o continente africano, alerta um relatório divulgado nesta terça-feira aqui em Durban, pela Germanwatch, uma Organização Não Governamental alemã.
De acordo com dados contido no relatório, o sétimo do género e que se refere a 2012, Moçambique ocupa a 19ª posição na lista mundial e o primeiro ao nível africano.
Segundo o índice hoje lançado,a margem da cimeira mundial sobre as mudanças climáticas, só em 2010 pelo menos 480 mil pessoas terão sido afectadas por cheias e seca severa, resultante do fenómeno de mudanças climáticas.
Deste número, 460 mil foram afectados pela seca, com destaque para a província de Gaza, nomeadamente, as regiões de Mabalane, Chigubo e Chicualacála.
O índice resulta de um levantamento da situação mundial no periodo entre 1991 e 2010, considerando factores como a seca, cheias, tempestades e queimadas florestais, sendo os dois primeiros, os que mais afectam o país.
O estudo não avança projecções sobre o futuro, contudo, especialistas ambientais ligados ao Germanwatch, alertam para situações de maior gravidade, caso não sejam tomadas medidas eficientes para acompanhar a evolução das mudanças climáticas e a necessária contenção.
Sobre a 17 Cimeira das Mudanças cliáticas, realce vai para os anúncios da Rússia, Japão e Canadá, de abandobnarem o Protocolo de Quioto, o que veio confirmar o cepticismo da maioria dos analistas sobre a cimeira de Durban.


William Mapote, Voz da América

Ao oitavo dia a campanha começa a aquecer em Quelimane


O princípio da tarde desta terça-feira foi tenso no município de Quelimane. Cerca das 13h30, quando uma caravana do candidato do Movimento Democrático de Moçambique(MDM), Manuel de Araújo, quis passar pela avenida heróis de Libertação Nacional mas a PRM parou o candidato e os seus apoiantes. Apoiada por agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR) a polícia obrigou a caravana eleitoral a fazer meia volta e usar outra via pois, segundo a PRM, que as caravanas de campanha não podem passar em defronte de esquadras, cadeias, palácios, e outras entidades similares.

A Verdade. Continue lendo aqui.

África do Sul: Continua polémica devido à lei que restringe actuação da imprensa

África do Sul: Liberdade de imprensa contra segredo de Estado?

A lei causou indignação entre empresários do sector da comunicação social, jornalistas, membros da oposição e sindicalistas. O governo defende que esta vem combater a espionagem.
O parlamento da África do Sul aprovou, semana passada, um projecto de lei controverso que restringe a actuação da imprensa no país, ao proibir que jornalistas reportem informações consideradas “segredo de Estado”. O Projecto de Protecção da Informação, que criminaliza a divulgação de qualquer dado determinado sigiloso por qualquer agência estatal, ainda deve passar por mais alguns estágios, para se tornar lei. Um desses estágios é pelo Tribunal Constitucional.
Críticos afirmaram que se trata de uma regressão à dura repressão da época do apartheid e disseram que o projecto tem como objectivo proteger autoridades corruptas do escrutínio da imprensa. “O projecto, em seu formato actual, leva-nos de volta a antes de 1994”, afirmou – referindo-se ao ano em que o país se tornou uma democracia – Elston Sippie, director executivo do Instituto de Liberdade de Expressão da África do Sul.

Democracia nova

Os dois lados do debate concordam que a disputa entre a liberdade de imprensa e o governo reflecte o facto de que o país, menos de duas décadas após o fim do apartheid, ainda não ter conseguido estabelecer uma democracia plena, “como os EUA, que levaram muitos anos, muitas décadas, para ter a sua constituição como é hoje”, compara Moegsien Williams, editor do diário sul-africano The Star. “Nós estamos naquela parte do processo em que tentamos corresponder às expectativas e defender a Declaração de Direitos”.
Grupos de direitos civis e membros da imprensa tentaram – sem sucesso – fazer com que o partido da situação, o Congresso Nacional Africano (ANC), incluísse no projecto de lei uma excepção para permitir a revelação de informações sigilosas, caso seja provado o interesse público.

Tutu revoltado

Semana passada, manifestantes contrários à lei convocaram os sul-africanos para vestirem roupas pretas, de boca tapada, e protestar em frente ao parlamento, na cidade do Cabo, e da sede do Congresso Nacional Africano, em Joanesburgo, naquela que o grupo de activistas pela liberdade de expressão Right2Know chamou “terça-feira negra”, numa alusão à “quarta-feira negra” de 19 de Outubro de 1977, quando várias publicações foram banidas pelo regime de segregação racial na África do Sul, que terminou em 1994. O arcebispo Desmond Tutu, Nobel da Paz e figura de destaque na luta pelo fim da dominação da minoria branca na África do Sul, afirmou que é um insulto pedir aos sul-africanos que engulam uma legislação que pode ser usada para criminalizar o jornalismo investigativo. O escritório do ex-presidente Nelson Mandela declarou que o projecto ainda não chegou ao ponto em que se pode considerar que atingiu padrões constitucionais.

Reacção instintiva

A lei tem punição de cinco a 25 anos de prisão (aumenta para até 25 anos se houver “presunção de espionagem”) para quem revelar informação classificada sigilosa pelo governo. Há ainda uma proposta do ANC para criar um tribunal dedicado a ouvir queixas de cidadãos contra veículos de imprensa sobre questões de parcialidade e imprecisão jornalística. Ferial Haffajee, editora do semanário City Press, diz que a legislação reflecte o sentimento de vulnerabilidade do partido que domina a política do país desde 1994. Segundo a jornalista, é instintivo, para quem está no poder, “tentar sufocar a media quando ela expõe informações desconfortáveis”. Membros do partido no governo, no entanto, afirmam que a maior parte dos críticos não leu de facto o projecto de lei. Segundo declaração do Ministério da Segurança do Estado, a lei “não se trata de reprimir a media ou a corrupção”. “O governo sul-africano é claro sobre o papel da media na nossa democracia, e a nossa Constituição supre a necessidade da liberdade de expressão”, continuava a mensagem divulgada pelo porta-voz do ministro Siyabonga Cwele. A mesma dizia ainda que a lei tenta equilibrar “o direito de acesso à informação e as questões críticas de segurança nacional”.

O País

Tuesday, 29 November 2011

A oportunidade da crise

Que lições é que Moçambique deve tirar da actual crise económica mundial? A resposta a esta questão pode ser simples, mas pô-la em prática pode não ser tanto quanto parece. Mas se tivéssemos que dar uma resposta curta e rápida, essa seria, aprender a viver com os seus próprios meios e procurar inventar as suas próprias soluções.
Mas a pergunta mais óbvia que vem logo a seguir, é como é que um país que só é o melhor dos quatro países menos desenvolvidos do mundo pode se dar ao atrevimento de tentar viver com os seus próprios meios, sem a ajuda dos outros países mais desenvolvidos.
O fundamental aqui é que durante décadas o mundo foi sendo convencido das virtudes de um sistema capitalista ancorado na noção bíblica do poder auto-regulador das forças do mercado e do minimalismo do Estado.
Hoje, este mesmo sistema está em queda livre, tendo caído no descrédito e conduzido à revolta popular que se apoderou da Europa e do resto do Mundo Livre. De Portugal à Espanha, passando pela Grécia e Itália, governos estão a cair como consequência da actual crise, que se manifesta no aumento do desemprego e no excessivo endividamento do Estado. Existe a sensação de que todos (ou quase todos) perderam o controlo da situação.
Estes são momentos altamente perigosos, onde a demagogia pode surgir com soluções simplistas, capazes de ganhar ressonância no meio de um público confuso, o qual poderá, emocionalmente, ser convencido da eficácia de sistemas económicos que no passado provaram terem sido um fracasso.
Nunca haverá melhor sistema económico no mundo do que aquele que reconhece a necessidade de criação e multiplicação de riqueza; um sistema baseado na distribuição justa dessa riqueza, e onde o ser humano, como o elemento central no processo de transformação, está livre de explorar até ao máximo todas as suas potencialidades ao serviço do bem comum.
Para além de uma subjugação colonial que se perpetuou por vários séculos, muitos países menos desenvolvidos, sobretudo em África, tiveram a má sorte de nunca terem tido a oportunidade de traçar as suas próprias estratégias de desenvolvimento económico e social, especialmente no auge da Guerra Fria, quando a única opção era aliarem-se ou ao Leste ou ao Ocidente.
O fim da confrontação Leste-Oeste, e o consequente surgimento do Ocidente como o bloco vitorioso deu lugar a uma ortodoxia económica que relegava o Estado ao papel de um mero observador, enquanto as forças do mercado determinavam o destino das sociedades. O papel regulador do Estado tornou-se mínimo, e havia, em muitos casos, a noção de que quanto mais inexistente melhor até.
Neste ambiente de excessiva crença no poder auto-regulador dos mercados, poderosos indivíduos, instituições financeiras e governos foram consumindo mais do que aquilo que produziam, contraindo mais dívidas para fechar o défice.
Países pobres como Moçambique estão a ressentir-se das consequências de uma crise global que não é da sua autoria. Mas este momento deve ser aproveitado para redesenhar toda a estratégia de desenvolvimento baseada em soluções orgânicas apoiadas por um processo de inclusão social e de aproveitamento de todas as capacidades humanas e de recursos existentes no país.
Isto não pode ser interpretado como uma chamada ao isolamento ou à necessidade de formulação de políticas de desenvolvimento baseadas em emoções de novas parcerias que poderão resultar em mais do mesmo.
A descoberta e exploração de novos recursos deve ser aproveitada como uma oportunidade para expandir as oportunidades de todos os moçambicanos num processo de democracia económica que deverá evitar que estes recursos sejam vistos como um demónio que veio para criar mais problemas.
Mas o futuro de Moçambique será melhor determinado não pelos rendimentos que tais recursos trazem, mas sim pela capacidade deste país encontrar as melhores políticas para o aproveitamento de todo o seu grande potencial agrícola.
Enquanto esforços têm sido feitos para que o desenvolvimento rural seja a base da prosperidade de Moçambique, os seus resultados têm sido quase negligentes. Hoje, há mais pessoas a viverem nos centros urbanos de Moçambique do que nas zonas rurais. A maioria destas pessoas vive em condições precárias e numa situação de ociosidade, mas nunca voltarão ao campo enquanto acreditarem que com toda a sua precariedade, a vida no meio urbano continua a ser melhor do que aquela que deixaram atrás no campo.

Editorial do SAVANA – 25.11.2011, citado no Moçambique para todos

Monday, 28 November 2011

A vitória "antecipada" de Manuel de Araújo

À semelhança das cidades de Pemba e Cuamba, nas províncias de Cabo Delgado e Niassa, respectivamente, Quelimane, por estes dias muito mais que uma mera capital da província da Zambézia, cidade na qual me encontro por estes dias, prepara-se para, intercalarmente, ir a votos, na esteira do que o legislador eleitoralista moçambicano chamou, mesmo que não literalmente, de direito à renúncia, que Pio Matos, que fora reeleito, pela segunda vez, pela Frelimo, em 2008, operacionalizou há sensivelmente dois meses "para continuar a viver tranquilamente", como ele próprio, diz-se por cá, faz questão de confidenciar aos que o ouvem distante dos seus superiores.
Por Quelimane concorrem dois residentes da urbe, nomeadamente Lourenço Bico, pela Frelimo, e Manuel de Araújo, pelo MDM. Ambos têm aspectos que jogam a seu favor no processo ora em curso, cujo ponto máximo se observará a 7 de Dezembro próximo, dia reservado à votação. Mas, como não há bela sem senão, é nas diferenças que possuem que terão sortes diferentes no escrutínio em perspectiva.
Comecemos pelo que julgo ser-lhes comum:
· Ambos, enquanto cidadãos de um país que se destaca como um dos mais pobres - ou empobrecidos? - do mundo, podem se orgulhar de terem já resolvido problemas de 'pão e manteiga';
· Fora isso, tanto Bico como Araújo são empresários, coincidentemente operando no mesmo sector, o turístico;
· Possuem, os dois, uma instrução formal muito acima da média, mesmo nos dias de hoje, em que abundam quadros e 'quadras' com formação superior, não sendo relevante, neste artigo, se com ou sem o mínimo que eram supostos ter em termos de competências.
De diferente, há muito que se possa dizer, em minha modesta opinião, sobre a dupla ora em competição:
* Lourenço Bico pertence a um partido político que, historicamente, demonstra ter sempre, em campanhas eleitorais acima de tudo, excesso de liquidez, mesmo quando elas ocorrem no âmago de crises económicas que até abalam países que já se preocupam com coisas como a qualidade do ar que se respira; Manuel de Araújo é apoiado por um partido com uma história sumária em termos de embates eleitorais. Estratégias tipo 'contacto interpessoal', aplicadas, aparentemente com sucesso, na Beira, por Daviz Simango, podem talvez dar fruto, se replicadas acertadamente, depois que feitos os relevantes ajustes;
* Além do fenómeno liquidez, tem, o candidato Lourenço Bico, suporte de um partido experimentado em eleições, tanto nos aspectos formais como no 'under ground level'. O partido que apoia Manuel de Araújo ganha renda através de menos que meia dúzia de deputados que tem na Assembleia da República, ao que se acresce a 'propina' que, eventualmente, possa ganhar no minúsculo "Estado" chamado Município da Beira;
* Manuel de Araújo possui muita experiência de luta política, de resto iniciada quando ele 'militava' em movimentos estudantis, não só no país, como no Zimbabwe e no Reino Unido da Grã-Bretanha. Aliado a isso, possui o dom da palavra, o domínio dos actos de fala para convencer, o que o faz estar muito próximo, senão no âmago, do que Max Weber denominou de 'político profissional'. Lourenço Bico mais parece um 'político estagiário', tendo dificuldades soberbas de articular as suas ideias, embora tal não signifique que ele seja um mau gestor;
* Tendo que em conta que inúmeros eleitores de Quelimane, sobretudo os residentes nas zonas periféricas, vêem-se em presença de 'eleições normais', e não em presença de 'intercalares', por tal não constar do seu 'vocabulário político', Lourenço Bico poderá tirar vantagem do facto aparentemente marginal de ser, acima de tudo nas fotos estampadas nos cartazes, muito parecido com Pio Matos, indubitavelmente carismático pelas terras de Quelimane; pessoas que baseiam-se apenas na foto do candidato para votarem, facilmente verão na sua clareza, no seu quadro de óculos e no 'arrumo' da sua barba, Pio Matos em si; Manuel de Araújo tem uma aceitabilidade expressiva, sobretudo no seio das camadas jovens, mas talvez dificilmente as convencerá de que, no dia 7 de Dezembro, "vale a pena" sacrificar alguns minutos da "folga" pela votação.
Seja como for, eu acho que Manuel de Araújo é um justo vencedor "antecipado" das eleições intercalares de 7 de Dezembro próximo. Com a sua entrega à causa da terra que o viu nascer, não duvido que a liderança da Frelimo se terá arrependido por ter aceite a "renúncia voluntária" de Pio Matos, tal como sucedeu com os antigos edis de Cuamba e Quelimane. Se a minha leitura é equivocada, então não deixa de ser 'politicamente relevante' ver Filipe Chomoio Paúnde, o número dois do partido, Verónica Macamo, ultra sénior no partido e número dois do Estado moçambicano, e o 'chief propaganda', Edson Macuácua, no comando da campanha de Bico. Para não falar de tantos ministros e directores nacionais que, por estes dias, andam pelas ruas de Quelimane, aparentemente em "serviço normal". Um dos ministros até 'mobilizou' todos os seus directores distritais, secretários permanentes, directores de...e etc. etc., para um 'simpósio provincial'.
Quando Barack Obama foi confirmado como candidato democrata nas últimas eleições nos EUA, escrevi, nas páginas do SAVANA, que mesmo que o candidato republicano o derrotasse, ele afigurava-se-me como um vencedor antecipado, dado que, mesmo perdendo o escrutínio - o que não aconteceu - a sua eleição como candidato era tudo para evitar o que denominei de 'bushclintonização' dos EUA. Primeiro Bush pai, depois Clinton, segudamente Bush filho, e Hilary Clinton...a quem Obama adiou o sonho; uma nação como os EUA facilmente se veria sob dominação de duas famílias.
A aparição, nos meandros oposicionistas, de um candidato do nível político de Manuel de Araújo, sublinho, fará com que, da próxima, a Frelimo faça um sério 'risk assessment' antes de "aceitar" que os seus apresentem "renúncias voluntárias".
Viva a democracia!

Ericino de Salema, @verdade – 25.11.2011

Sunday, 27 November 2011

Moçambique precisa de profissionais e oferece oportunidades de negócios – Guebuza


PR está em Lisboa para a Cimeira Moçambique/Portugal

O presidente de Moçambique, Armando Guebuza, disse hoje (Domingo) em Lisboa que o país precisa de profissionais para trabalharem nas explorações de carvão e gás natural e que oferece oportunidades de negócio em várias áreas.
Guebuza está em Lisboa para participar na primeira Cimeira Luso-Moçambicana, prevista para segunda e terça-feira, durante a qual será reforçada a relação entre os dois países.
Num evento deste Domingo com a comunidade Moçambicana, o chefe de Estado destacou a calorosa saudação com que foi recebido pelas cerca de 500 pessoas (de uma comunidade total de 3600 a viver em Portugal) presentes num hotel em Lisboa para o ouvirem.
Na ocasião, o embaixador de Moçambique pediu hoje ao presidente Guebuza, que está em Portugal em visita oficial, soluções para evitar o fim dos voos para Lisboa operados pela companhia Linhas Aéreas de Moçambique.
"Fomos surpreendidos por a companhia Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) suspender voos para Lisboa a partir de 22 de novembro dada a importância para o turismo e para os moçambicanos residentes em Portugal", afirmou Jacob Nyambir.
Guebuza aterrou às 08h40 (10h40) no aeroporto militar de Figo Maduro, apesar de um corpo policial da PSP estar à sua espera no Aeroporto Internacional de Lisboa. Para a cimeira, faz-se acompanhar pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Baloi, dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, da Energia, Salvador Namburete, e das Obras Públicas, Cadmiel Muthemba.
A cimeira, inicialmente prevista para o início deste ano, acabou por ser adiada devido à realização, em Junho, de eleições antecipadas em Portugal. Tem na agenda oficial a avaliação e o reforço da cooperação bilateral, segundo disse à lusa fonte moçambicana.
Armando Guebuza reúne-se na segunda-feira, ao fim da tarde, no Palácio de Belém, com o seu homólogo português, Aníbal Cavaco Silva, que lhe oferece um jantar. Para o mesmo dia estão previstas reuniões sectoriais entre os ministros moçambicanos das Finanças, Negócios Estrangeiros e Economia, e os seus homólogos portugueses.

REN entra em Cahora Bassa

Durante a permanência da delegação moçambicana em Lisboa, será oficializada a entrada da REN no capital da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, adquirindo metade dos 15 por cento que Portugal ainda detém, segundo disse à Lusa uma fonte ligada ao processo.
Deverá ainda ser conhecido o aumento da subscrição do capital do Banco Nacional de Investimento (BNI), detido em partes iguais pelos dois estados e em por cento pelo BCI (do grupo CGD), que será de 70 milhões de euros, passando mais tarde para 125 milhões de euros.
Esta dotação permitirá ao BNI envolver-se no projecto da ponte Maputo-Katembe (350 milhões de euros) e em toda a reabilitação rodoviária e urbana (150 milhões de euros) nessa zona a sul da capital moçambicana. Mas deverão ser empresas chinesas, e não a Mota Engil, como chegou a estar previsto, a construir a ponte do Katembe.
Na terça-feira, o Presidente moçambicano e comitiva restrita têm pelas 10h30 um encontro, no Palácio das Necessidades, com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, a que se seguirá a reunião plenária, assinatura de acordos e uma conferência de imprensa conjunta.
Depois de um almoço oferecido por Passos Coelho, Armando Guebuza e comitiva deixam Lisboa com destino a Paris.

(RM/Lusa)

Em Maputo: 1º Festival Kampfumo 2011



Saturday, 26 November 2011

Na hora da despedida: A paz depois da guerra marcou-me profundamente”, diz Dom Jaime


O arcebispo da Beira, Dom Jaime Pedro Gonçalves, disse ontem na Beira, que um dos acontecimentos que mais o marcaram nos 35 anos em que esteve à frente da Arquidiocese da Beira, foi o estado em que encontrou a mesma nos anos 1975/76, período que coincidiu com a independência nacional.
“Marcou-me a situação de uma igreja, que já não era uma igreja louvada, apreciada, como no tempo colonial. Acabei por receber uma diocese que já tinha o problema das nacionalizações, com as missões ocupadas e transformadas em centros de educação, o que, de facto, marca a vida de um bispo”, disse.
O arcebispo da Beira convocou os jornalistas para informar que, por ocasião dos 35 anos à frente da Arquidiocese da Beira e pela passagem do seu 75º aniversário natalício, a Arquidiocese decidiu realizar uma festa de agradecimento.
Na ocasiões, referiu-se às guias de marcha, documentos na época obrigatórios para os cidadãos se deslocarem de um lugar para outro, no seu caso para fazer visitas às paróquias: “Marcou-me também o próprio ambiente religioso que já não fazia das igrejas ou da religião, de facto, um valor para a pessoa humana, mas a religião, Deus, estes conceitos, a vida eterna, céu, já não eram valores, eram apreciados de outra maneira e isso me marcou na medida em que eu me perguntava: o que vou fazer, afinal de contas?”.
Dom Jaime Gonçalves recordou ainda o facto de a igreja ter participado, depois de Moçambique ter tomado parte na guerra do Zimbabwe e na guerra de libertação da África do Sul do sistema do “apartheid”, na procura de paz na sequência da guerra civil que entretanto eclodiu no país. “Esta parte da violência, também me marcou porque intrometeu-se no meu sistema de vida de bispo. Já não podia visitar também as paróquias ou as missões livremente porque tínhamos que nos acautelar da violência”, sublinhou.
O prelado disse, por outro lado, ter sido marcado por aquilo que designou de questões da sociedade e explicou que “depois do Acordo Geral de Paz, de facto a igreja viveu momentos de liberdade, momentos em que começou a trabalhar para ficar mais livre e tornar-se mais aceitável na sociedade moçambicana”.
Acrescentou que ficou impressionado por ver a grande mudança de homens e mulheres em Moçambique, a aceitarem de facto valores religiosos, espirituais, aceitarem a igreja como uma instituição digna dos moçambicanos, que pode resolver certos problemas religiosos.
“A antropologia cultural sempre revelou que o homem tende a ser religioso”, explicou para dizer em seguida que “este dado reconhecido na nossa sociedade tornou-se um grande acontecimento no interior da igreja e, particularmente, depois na Beira”, disse Dom Jaime.

FESTA DE AGRADECIMENTO

“Um agradecimento a Deus pelo dom da vida, que depois de ser um dom pessoal passou a ser também um dom para a diocese, na medida em que num dado momento da minha vida sacerdotal fui nomeado bispo da Beira, passando assim a minha vida ao serviço desta arquidiocese”, referiu.
Dom Jaime explicou que a vida de um bispo numa diocese é uma vida que se considera total no sentido em que é nomeado de facto para ficar para sempre ao serviço da diocese. Recordou que foi nomeado bispo em 1976, no mês de Dezembro.
Em relação à aposentadoria, o prelado explicou que quando o bispo completa 75 anos de idade, pelas normas da igreja, ele deve apresentar a renúncia do cargo ao Santo Padre e este tem a possibilidade de nomear um outro para ocupar o lugar do bispo que vai resignar.
Disse estar nesta situação de esperar que o Santo Padre designe o seu substituto. “No contexto da festa de amanhã há também este significado que eu saúdo a diocese porque vou entregá-la a outro que for nomeado pelo Santo Padre para a Beira “, disse.

(RM/DM)

Somos todos cúmplices

@Verdade reporta, na página 5 desta edição, que um cidadão, aparentemente na casa dos 40 anos, morreu em plena avenida do Trabalho, depois de ter perdido os sentidos e terem passado pouco mais de 24 horas sem que ninguém o socorresse.
O mais curioso, o mais cretino, o mais caricato é que a polícia foi prontamente informada, mas não se fez ao local por “falta de meios”, estavam à espera de um carro que nunca mais chegou.
Pois, era complicado para a polícia chegar ao local sem um meio circulante. Pouco menos de 500 metros é distância digna de ser percorrida por um fundista como Gibresillassie e não por um agente que se preze. As pessoas foram uma, duas vezes e sempre obtiveram a mesma resposta: “já temos informação. Estamos à espera do carro”.
Essa crença, a de que a polícia resolveria a situação, fez com que ninguém se lembrasse de ligar para o número de urgências. Até porque, no imaginário popular, as sirenes da ambulância não podem, de forma nenhuma, levar um miserável.
Resultado: no dia seguinte, o cidadão anónimo foi socorrido, mas perdeu a vida nas portas do hospital. Antes mesmo de ser socorrido, vários carros da polícia passaram pelo local em que este se encontrava estatelado, sem ao menos procurar saber do que se tratava.
A sua prioridade era, como de costume, o pacato cidadão que não traz o BI porque a entidade responsável ainda não o emitiu, o coitado que só porque é de cor branca é confundido com estrangeiro, o vendedor de esquina, e derivados.
Mais um Zé-ninguém que viveu sem honra e morreu como um cão. Esta morte que podia ter sido evitada representa o destino de muitas pessoas sem meios e devia constituir uma reclamação pública do incompreensível adiamento de uma intervenção que se impõe na prestação dos primeiros socorros.
É também o reflexo das prioridades do país no sector da saúde pública e da assistência social. Confessamos que acordar e ouvir que alguém morreu porque a polícia não quis socorrer é, acima de tudo, deprimente. E leva-nos a ter o desejo de escrever a todas as autoridades deste país ou a pedirmos aos nossos concidadãos que subscrevam por todo o lado abaixo-assinados para que casos destes acabem urgentemente.
Esta história, no seu ridículo, reveste-se de um grau simbólico da caricatura que se vai desenhando sobre o país. É ridícula pa ra o país. E também por isso é de clamar contra as coisas macabras que se alastram sobre uma nação que se quer, e se pensa, séria.
Um cidadão, por mais pobre que seja, não pode morrer dessa forma miserável. Isso é um desrespeito desmedido pela vida. Aqui, na verdade, nem é o problema da polícia enquanto autoridade. É o problema da insensibilidade do homem. É a percepção aterradora do quão a vida do próximo é desprezada, insignifi cante e banal para nós.
Vivemos demasiadamente concentrados nas nossas “vidinhas”, nas nossas “guerrinhas” e no nosso desejo de ascensão social que ignoramos que não somos nada sem os outros. É assim no “chapa”, é assim no hospital, na escola, no serviço. Em suma: é assim em todo sítio. Somos todos cúmplices, uns em menor medida, outros em maior, mas não deixamos de ser responsáveis pela morte dos zés-ninguéns que criámos...

PS: Para quê serve a polícia para além de manter a ordem e tranquilidade públicas? Não que tenha que de ser necessariamente filantrópica, mas sim manifestamente humanista. A PRM não pode apenas investir no apetrechamento dos seus instrumentos repressivos e descurar o seu serviço público (promoção do civismo, urbanidade, pronto-socorros, etc).
Não consegue caber no saco de valores da nossa consciência que a mesma polícia que é capaz de mobilizar, em três tempos, uma frota de viaturas e de carros-blindados para “amortecer” uma manifestação pacífica de antigos combatentes “esfomeados” não consiga alocar uma única viatura para assistir um reles cidadão na linha ténue entre a vida e a morte...
Isto é, a nosso ver, u m tiro certeiro de uma AKM no coração da dignidade de qualquer ser humano. Temos meios para reprimir, espancar ou matar mas os mesmos meios desaparecem como bolas de sabão no ar da nossa vergonha quando é para assistir, socorrer e salvar?!

Editorial, A Verdade

Friday, 25 November 2011

Eleições intercalares: nova oportunidade para mudar

A Frelimo receava que as responsabilidades da gestão desastrosa nos municípios de Cuamba, Pemba e Quelimane lhe fossem imputadas.
Por isso, os edis que ela própria propusera para os cargos nas últimas eleições autárquicas, foram obrigados a cessarem funções muito antes dos seus mandatos terminarem. Foram humilhados como se a responsabilidade do desastre autárquico fosse deles e de mais ninguém. Foram humilhados como se lhes tivessem proporcionado todos os meios para poderem resolver os problemas das autarquias.
Acabaram as suas carreiras como homens incapazes.
No quadro do partido a que estão vinculados não lhes foi dada autonomia de acção, nem proporcionados recursos, mas na hora da responsabilização foram queimados para esconder a indiferença de quem nada mais tem vindo a fazer no País do que prometer sem cumprir.
Ao serem obrigados a renunciar, com a queda desses edis em Pemba, Quelimane e Cuamba, por força de lei terá de haver eleições “intercalares” que levarão a que os residentes nessas autarquias, a 07 de Dezembro próximo, voltem a ter a oportunidade de escolher quem possa trazer a essas cidades novas dinâmicas e com elas o tão aguardado progresso que apesar de prometido nunca lhes chegou.
Ao obrigar os edis cessantes a renunciarem, a Frelimo tentou transferir a responsabilidade exclusiva para eles. Quis fazer deles os exclusivos responsáveis pelo descalabro a que chegaram as autarquias das capitais das províncias de Cabo Delgado e Zambézia, bem como a de Cuamba, a segunda cidade do Niassa.
Nessas três autarquias as gentes de Quelimane, Pemba e Cuamba sofrem hoje de um total abandono, que é claramente fruto da indiferença a que o Governo central – sempre da Frelimo – as vem sujeitando desde há 36 anos.
Em muitos outros municípios, tal como em Quelimane, Cuamba e Pemba, a Frelimo sabe que a governação a seu cargo desde a independência nacional não está a resultar em benefícios para os munícipes.
Mesmo em Maputo, onde o Governo central está instalado, é fácil perceber que os governantes estão mais interessados em usar os meios do Estado e os poderes dos cargos para enriquecerem do que propriamente para proporcionarem um futuro melhor às populações.
No único município do País onde a Frelimo está na oposição e não a governar a autarquia, a autonomia real está a trazer os seus frutos à Beira.
Apercebendo-se do risco que corria se permitisse que aos munícipes de mais autarquias do País fosse dada a mesma possibilidade soberana que terão no dia 07 de Dezembro próximo os que residem em Quelimane, Pemba e Cuamba, a Frelimo acabou por deixar o destino de mais edis para mais tarde, quando os prazos legais permitirem fazê-los cair sem ter de passar por eleições “intercalares”.
A mesma humilhação a que os três edis que estavam em funções foram sujeitos em Quelimane, Cuamba e Pemba, poderão ainda vir a passar aqueles que julgam terem escapado do jogo sujo com que a Frelimo tentou fazer crer que a responsabilidade do caos não é do Governo central.
Se a humilhação a Pio Matos, em Quelimane, e aos outros seus correligionários em Cuamba e Pemba for esquecida, poderá conduzir a que a Frelimo consiga reeleger os seus candidatos nestas “intercalares”.
Mas se os munícipes de Pemba, Cuamba e Quelimane estiverem lúcidos, certamente que se aperceberão que é hora de darem uma oportunidade a quem nunca a teve.
Refrescar a direcção executiva das cidades de Quelimane, Pemba e Cuamba, poderá trazer benefícios porque isso irá certamente atrair ajudas internacionais que não têm estado a vir porque os doadores se cansaram de pôr dinheiro sempre nas mãos dos mesmos que em vez de o usarem a fazer com que a vida das populações melhore, apenas têm estado a cuidar deles próprios, a encherem-se de dinheiro e a deixarem o País cair em todos os índices de avaliação como aconteceu recentemente relativamente ao Índice de Desenvolvimento Humano que colocou Moçambique na humilhante condição de quarto País mais pobre do Mundo.
Os dirigentes máximos da Frelimo já provaram que hoje estão mais preocupados com o seu bolso do que com o bem-estar dos cidadãos.
Os munícipes de Quelimane, Cuamba e Pemba têm até ao dia 04 de Dezembro a oportunidade de ouvir dos candidatos o que eles pretendem fazer se forem eleitos.
A Frelimo vai voltar a prometer maravilhas, mas no fim vai oferecer o mesmo de sempre: riqueza para os “grandes líderes”.
Para quem anda distraído e insiste em votar sempre em quem tem muita conversa mas pouco faz, vão continuar os buracos nas estradas, lixo à porta de casa, falta de água, falta de energia eléctrica, esgotos entupidos e a transbordar, falta de assistência médica, falta de escolas condignas, habitação miserável, falta de medicamentos. Para esses o “prémio” será sempre o mesmo se não abrirem os olhos.
A escolha está nas mãos dos munícipes. Se quiserem desgraça, votem na continuidade. Se quiserem que as suas cidades mudem, votem na mudança. Não há mudança na continuidade. Por isso mudam as moscas mas a “desgraça” é a mesma.
Nós acreditamos nos méritos da Democracia quando através dela quem elege sabe meter os políticos na ordem e jogar com as oportunidades.
Acreditamos por isso que mesmo quem é da Frelimo em Cuamba, Pemba e Quelimane, deve saber que só tem a ganhar se vir na alternância de poder uma mais valia para as terras em que vivem.
Não se deixando levar por quem todos os anos promete melhor, mas depois só assegura miséria e caos, até mesmo os da Frelimo poderão experimentar melhores dias se colocarem os interesses da sua própria terra à frente e deixarem de lado o servilismo.
Já se viu qual é o resultado quando o “Pai” se convence que não é preciso cuidar dos “filhos”... Basta olhar para o estado em que estão Cuamba, Pemba e Quelimane: só miséria e infraestruturas degradadas...
A imagem vale por mil palavras.

Editorial do Canal de Moçambique – 24.11.2011, citado no Moçambique para todos

Antiga FACIM reduzida a escombros: vem aí um moderno complexo de restaurantes, hóteis e escritórios


As instalações da ex-FACIM, nomeadamente o conjunto de pavilhões que albergaram exposições de vária natureza durante cerca de 60 anos, já estão praticamente reduzidas a escombros, prevendo-se que a breve trecho seja erguido no local um complexo que inclui restaurantes, hotéis, escritórios, entre outros.
A demolição das instalações, segundo escreve o jornal Notícias, iniciou há sensivelmente mês e meio, restando neste momento apenas alguns poucos escritórios como é o caso do local onde funcionou a CTA e ainda o complexo Macaneta, para além do muro de vedação que ainda não foi removido.
Toneladas de entulho, ferro, madeira, entre outros materiais são o testemunho do que em tempos constituiu o lugar de atracção de centenas de citadinos, particularmente nos meses de Agosto, quando era aberto para acolher a tradicional feira.
O presidente do município do Maputo, David Simango, é citado pelo jornal Notícias a afirmarem que foram cumpridas as demarches legais e as obras de demolição foram autorizadas conforme mandam as posturas.
Questionado sobre se já havia algum projecto em concreto para o local, Simango indicou que se tal existe ainda não foi submetido à consideração do município. Até aqui, segundo Simango, a edilidade apenas foi posto ao corrente sobre o que constitui o pensamento dos proprietários.
As instalações da FACIM foram vendidas a um grupo imobiliário designado Constellation a 12 milhões de dólares norte-americanos, em 2009.

A história da FACIM

A FACIM é uma feira comercial, espaço privilegiado onde se juntaram durante 60 anos produtores, vendedores, investidores, importadores, exportadores, compradores, etc. A sigla FACIM significava Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Moçambique.
Desde o presente ano, a FACIM é realizada no novo espaço no distrito de Marracuene num local onde estão a ser erguidas novas construções de raiz. A edição deste ano decorreu em tendas.
O objectivo principal da FACIM é a promoção das trocas comerciais, estimular a produção e o consumo, e a integração económica de Moçambique na economia mundial.
A 1ª edição da Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Moçambique foi inaugurada no dia 24 de Julho de 1965. Em 1950, os terrenos da zona compreendida entre a Rua Belmiro Muianga e Escola Náutica, Av. 25 de Setembro e Av. 10 de Novembro albergaram a Exposição do Mundo Português, que assinalou a visita do General Óscar Carmona, Presidente da República Portuguesa, à então Colónia de Moçambique.
A FACIM surgiu por iniciativa de um grupo de colonos portugueses ligados a variados interesses financeiros e agrícolas, com o objectivo de demonstrar a vitalidade económica da então província de Moçambique.
No entanto, foi em 1978, após a independência, que o recinto registou o maior certame de todos os tempos. Ao todo 403 mil pessoas visitaram a feira, presenciando os produtos de 866 expositores distribuídos por 120 pavilhões nacionais e 40 internacionais, dos quais 25 países e 15 empresas privadas estrangeiras. Foi ocupada na circunstância uma área total de 32.715 metros quadrados.

RM

Thursday, 24 November 2011

Refúgio” nos camarada (concl.)


DE nada serve termos esses “refúgios”, que parecendo que não, contribuem igualmente para a prevalência da corrupção, particularmente nas instituições do Estado, atitudes arrogantes, tribalistas e regionalistas, fomentam a incompetência, irresponsabilidade, incapacidade e a má prestação de serviços em várias instituições de reconhecida utilidade pública neste país.

Maputo, Quinta-Feira, 24 de Novembro de 2011:: Notícias


Já vai sendo tempo de não se admitir que alguém roube, maltrate trabalhadores nas empresas, cause acidente de viação, não respeite as leis do nosso país confiando nesses “refúgios”. Só teremos bons investimentos no nosso país, quando os investidores, quer nacionais, quer estrangeiros, cumprirem ou respeitarem devidamente as normas vigentes em Moçambique.
Não deixa de ser uma atitude reprovável, que por exemplo, um empreiteiro é adjudicado uma obra de construção de uma escola ou hospital do Estado, não conclui e ao invés de dar uma justificação plausível ou aceitável, depois de ter “consumido” os fundos do erário público, “refugia- se” nos camaradas. Será que é assim que se combate ou combateremos a pobreza com determinação?
Na minha modesta percepção, é igualmente inadmissível que alguém consuma, de forma abusiva, bebidas alcoólicas num bar ou barraca, e depois de tanto insultar pessoas sem motivo, diga viva este ou aquele partido que lhe garante o “tacho” que nunca vai “deixar”, apesar das atitudes incorrectas que assume, porque tem lá camaradas que lhe “protegem”.
Precisamos de ideias honestas e frontais vindas de camaradas de coragem, capazes de resistir esses “refúgios” que também acabam interferindo negativamente na resolução de problemas que nos afectam. Ideias que permitam que os membros do nosso Governo estejam unidos às decisões sérias e pelo mesmo objectivo central, que é, como está dito, o desenvolvimento da nossa pátria.
Acima de tudo, é fundamental estarmos mais unidos possível e determinados, do Rovuma ao Maputo e de Zumbo ao Índico, como moçambicanos, mesmo com todas nossas reconhecidas diferenças político-partidárias, sociais, económicas, culturais e outras, no combate a males que nos criam obstáculos para a concretização dos objectivos do desenvolvimento.
Deste modo, já não repugnará dizer ou concluir que, enquanto continuarmos com essa raiz de concepção na resolução dos nossos problemas, como de corrupção, má prestação de serviços nas instituições públicas, consumo abusivo do álcool neste sector, apesar da introdução das reformas, talvez não se possa dar mais passos em frente.

Mouzinho de Albuquerque

Manuel de Araújo denuncia uso abusivo de bens do Estado pela Frelimo


Diário da Campanha: Eleições Intercalares 2011.

A Frelimo reage e diz que as acusações de De Araújo não passam de pretextos antecipados para justificar a incapacidade de mobilização e da derrota iminente.
Dois dias após o início da campanha eleitoral em Quelimane, está lançada a polémica. O candidato do Movimento Democrático de Moçambique, Manuel de Araújo, acusou, ontem, a Frelimo e o seu candidato de estarem a fazer um uso abusivo dos bens do Estado na sua campanha.
A título de exemplo, Manuel de Araújo citou o caso de viaturas afectas a várias direcções provinciais, para além de viaturas afectas a vários distritos da Zambézia, bem como a viatura do Conselho Municipal da vila de Alto Molócuè.
Para além das viaturas alegadamente do Estado, De Araújo denunciou aquilo que designou “tratamento desigual” por parte das autoridades. Diz De Araújo que, enquanto o candidato da Frelimo conta nos seus comícios com um aparato policial, bombeiros, água fornecida pelo FIPAG, do lado da sua campanha, estes serviços não estão a ser providenciados.
A nossa equipa de reportagem tem estado a acompanhar de perto a campanha de Lourenço Aboobacar da Frelimo e de Manuel de Araújo do MDM. Porque as viaturas não apresentam nenhum timbre, é difícil aferir com exactidão a veracidade das acusações de Manuel de Araújo. No que se refere à presença massiva da polícia, desde a Polícia de Protecção e de Trânsito, bem como da equipa do FIPAG a providenciar água, a nossa equipa de reportagem testemunhou estes factos no comício de abertura. e, ontem, era também visível a presença da polícia no comício orientado por Aboobacar no bairro Insidua, arredores da cidade de Quelimane, bem como na reunião orientada por Edson Macuácua, secretário para a mobilização e propaganda, no pavilhão do Benfica de Quelimane.

Frelimo nega acusações

Reagindo às declarações de Manuel de Araújo, o secretário para a Mobilização e Propaganda da Frelimo, Edson Macuácua, disse que as mesmas não passavam “de uma manifestação clara de incapacidade de mobilizar uma candidatura ganhadora. Esta acusação denuncia a fragilidade do nosso adversário. Ele está em campo real, a reconhecer a superioridade da Frelimo e do seu candidato. Logicamente, em situação de desespero, os nossos adversários reduzem-se a puros acusadores sem o mínimo de fundamento. É falso! trata-se de um reconhecimento antecipado da derrota e da procura de um pretexto antecipado para justificar a pesada derrota que vão sofrer nestas eleições”, disse Edson Macuácua.

PRM desconhece etinerário

Por seu turno, o Comando Provincial da PRM da Zambézia, através da sua porta-voz, Elcídia Filipe, reconheceu que a polícia não tem estado nas acções de campanha do MDM, porque “eles não apresentaram o seu plano de campanha detalhado e com os locais e etinerários a serem seguidos”. A porta-voz da PRM, socorrendo-se da lei eleitoral, diz que a mesma impõe aos partidos a indicação clara dos locais e etinerários a serem seguidos pela PRM, para que a mesma se encarregue da protecção. “Eles (MDM) solicitaram protecção para toda a campanha, através de uma carta no dia 21 do mês em curso, e nós recomendámos que apresentassem os locais e etinerários, coisa que ainda não fizeram. Temos no comando uma viatura e homens especificamente para o MDM, mas não podemos agir porque não temos o plano por nós solicitado”, justificou.
A nossa equipa de reportagem tentou, mas sem sucesso, ouvir a versão dos bombeiros.

O País



ADENDA: O Canalmoz publicou hoje o seguinte texto:

Município de Pemba
Comandante da PRM acusado de fazer campanha eleitoral da Frelimo
…e de autorizar a população a vandalizar material de campanha de outros partidos. Procurador de Pemba foge do assunto em plena esquadra.

Leia aqui.

Wednesday, 23 November 2011

Moçambicamos afirmam que corrupção aumentou no país

O relatório da organização Transparência Internacional (TI) lançado em Maputo refere que a percepção do público moçambicano em relação a corrupção é que ela aumentou nos últimos três anos.
Intitulada 'Dia-a-dia e Corrupção: Opinião Pública em Moçambique', a pesquisa da TI, no país, envolveu um total de mil pessoas no período entre 26 de Abril a 5 de Maio de 2011 corrente. Segundo o relatório, os dados foram avaliados por idade, género e região para representar um universo populacional de 5,8 milhões de moçambicanos.
Os resultados do estudo indicam que 56 por cento dos indivíduos entrevistados pensam que a corrupção aumentou no país nos últimos três anos, outros 23 por cento dizem que a situação se manteve na mesma em relação ao período anterior, enquanto 21 por cento afirmam que o problema reduziu.
A pesquisa alistou 11 instituições para o público indicar qual delas acredita ser onde há maiores níveis de corrupção. A lista inclui a Polícia (PRM), Educação, Funcionários Públicos, Partidos Políticos, Parlamento, Judiciário, Forças Armadas, Sector Privado, Confissões Religiosas, Media e Organizações não governamentais.
A Polícia é a instituição considerada mais corrupta, seguida do sector da Educação e os Funcionários Públicos. No sentido inverso da tabela encontram-se as Organizações não Governamentais e a Media.
Na análise das experiências pessoais, a pesquisa constatou que 68 por cento dos entrevistados disseram ter pago suborno a um dos 11 provedores de serviços em Moçambique, nos últimos 12 meses.
Neste capítulo, a Polícia também figura como a instituição que mais subornos recebeu, seguida dos hospitais, Sistema de Educação e Serviços de Registo e Licenças.
Entretanto, esses resultados sobre Moçambique são parte da pesquisa regional do mesmo tema realizada em alguns países da África Austral, incluindo a África do Sul, o Malawi, a RDCongo, Zâmbia e Zimbabwe, abrangendo um universo de mais de seis mil entrevistados.
As conclusões das pesquisas são praticamente as mesmas. Mais de metade (62 por cento) de todos os entrevistados pensa que a corrupção aumentou nos últimos três anos, tendo a situação sido mais crítica na RDCongo, onde três em cada quatro pessoas afirmaram que este fenómeno aumentou no período em análise.
Em todos os países analisados, a Polícia é vista como a instituição mais corrupta e 56 por cento dos entrevistados dizem ter pago pelo menos um suborno nos últimos 12 meses.
Nesse último aspecto, Moçambique documentou a maior incidência de suborno e a Zâmbia o menor, com 68 e 42 por cento, respectivamente.
Aliás, a parte moçambicana das entrevistas foi conduzida pela organização 'Gallup International'. A TI ainda não tem representação no país, mas conta com a parceria do Centro de Integridade Pública (CIP), organização nacional de promoção de direitos humanos e boa governação.

(RM/AIM)

ANC acusado de tentar esconder corrupção


Nova lei do segredo de estado "é um insulto" - afirma o arcebispo Desmond Tutu

Devido à influência da África do Sul, esta lei pode ser um mau exemplo para outros países que tentam limitar a liberdade de expressão

O parlamento sul-africano aprovou terça-feira uma controversa lei sobre o segredo de estado, que levanta receios de imposição de limites à liberdade de expressão. Várias organizações convocaram protestos para o dia, a que chamam terça-feira negra.
A lei sujeita a 25 anos de prisão quem divulgar documentos confidenciais do governo, ainda que tenham um fim público legítimo.
Por isso os seus críticos dizem que esta legislação não se fez para proteger segredos, mas sim, para impedir o jornalismo de investigação e a denúncia de actos de corrupção.
Esses actos exigem frequentemente como prova a revelação de documentos confidenciais do Estado… Mas se quem os divulga for preso, então será impossível denunciar esses actos.
“Esta lei é um insulto aos sul-africanos”, disse o arcebispo Desmond Tutu, um herói da luta contra o apartheid para quem a nova legislação enfraquece a democracia. O gabinete de Nelson Mandela, num comunicado, também expressou reservas.
Numa manifestação em frente à sede do ANC, promotor da lei, as pessoas trajavam de negro - cor usada nas manifestações dos anos 70 contra as iniciativas do então regime branco do país para proibir a imprensa livre.
A lei foi aprovada com 229 votos a favor e 107 contra e os seus adversários prometem contestá-la no Tribunal Constitucional.
A oposição a esta lei teve o condão de criar uma coligação quase impossível de conservadores brancos e nacionalistas negros – inimigos por vezes mortais durante o apartheid.
Os activistas receiam que, devido à influência internacional da África do Sul, a aprovação desta lei seja um mau exemplo para outros países que tentem limitar a liberdade de expressão.
Mukelani Dimba, um activista pró-democracia, disse à Associated Press que após a queda do apartheid a África do Sul aprovou uma constituição e leis muito liberais que a diferenciavam das prácticas opressivas do regime branco. Mas, diz ele, com o passar do tempo os ideiais liberais foram-se desvanecendo. “Este regime quer manter o poder e a informação é poder”, disse Dimba.
O ANC afirma que mantém todo o seu empenho na democracia e liberdade de expressão; que a informação sobre o governo continuará a estar acessível ao público; e lembra que a nova lei criminaliza a ocultação de informação apenas por poder ser embaraçosa.
Esta lei é apenas uma causa de receios sobre a liberdade de informação na África do Sul. A outra é uma lei - ainda a ser debatida - que visa criar um tribunal especial para a comunicação social.

Voz da América

MDM em Quelimane desdramatiza conclusões da sondagem d’A Politécnica


Manuel de Araújo diz que não se deixa abalar pelas sondagens



Sondagem de opinião sobre as eleições intercalares.



E a chefe da brigada central da Frelimo em Cuamba, Alcinda de Abreu, diz não estar preocupada com a sondagem, mas, sim, em resolver os problemas dos munícipes. De Abreu diz ainda que Vicente da Costa, sem dúvida, vai governar a autarquia de Cuamba.
Numa primeira reacção aos números divulgados pela sondagem da Universidade Politécnica, o candidato do MDM a edil de Quelimane, Manuel de Araújo, disse que embora não tenha lido a sondagem ao detalhe, no seu ponto de vista, “há um empate técnico entre os dois candidatos”, tendo, no entanto, desvalorizado os números.
“Mas mais do que isso e com base naquilo que é o nosso trabalho no dia-a-dia, não conseguimos vislumbrar nenhum empate técnico, nem fictício, nem real. Quando andamos nas ruas desta cidade, sentimos a vitória e o cantar do galo”, disse, De Araújo, quando interpelado pelo “O País” em Quelimane.
Manuel de Araújo apelou aos seus apoiantes a não se “distraírem” com sondagens, porque a “maior e verdadeira” sondagem será feita no dia 7 de Dezembro.
É que, de acordo com uma sondagem publicada ontem por este jornal e que, ao longo do dia de ontem, alimentou muitas conversas em Quelimane, o candidato da Frelimo está à frente das intenções de voto com 8% de vantagem em relação ao seu oponente do Movimento Democrático de Moçambique, Manuel de Araújo, que surge, na sondagem, com 32 %.
Com uma distância de 8% que separa os dois candidatos, com vantagem para o da Frelimo, Lourenço Aboobacar, este iniciou a sua campanha de forma mais cómoda e com apelos à ida massiva dos eleitores às urnas no próximo dia 7 de Dezembro.

“O tempo não é para aventuras”

Aparentemente animado com o resultado favorável da sondagem, aliado ao facto de a mesma referir que 53,8% dos eleitores de Quelimane aprovam o desempenho do edil cessante, o candidato da Frelimo, Lourenço Aboobacar, chamou o seu rival político, Manuel de Araújo, aventureiro.
Deixou ainda implícita a ideia de que não tem nenhum manifesto eleitoral novo e apenas pretende dar continuidade às acções que vinham sendo desenvolvidas por Pio Matos.

O País

Nota do José = É extraordinário que afinal o candidato da Frelimo não tenha nenhum manifesto eleitoral novo e acho lamentável o recurso ao insulto, certamente que aventureiro só pode ser quem vai a eleições sem nenhum manifesto eleitoral novo!

Tuesday, 22 November 2011

Arranca hoje campanha eleitoral em Cuamba, Pemba e Quelimane

Eleições intercalares-2011.

Inicia, hoje, a campanha eleitoral para as eleições autárquicas intercalares nos municípios de Cuamba, província de Niassa; Pemba, Cabo Delgado; e Quelimane, na província de Zambézia.
Nos próximos 13 dias, os candidatos deverão apresentar, essencialmente, o que se propõe a fazer para melhorar a vida dos munícipes das autarquias para as quais se candidatam.
Ontem, o presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Leopoldo da Costa, convocou a imprensa para exortar os partidos envolvidos no processo a observarem o urbanismo e civismo. Da Costa diz que o momento deve reflectir maturidade política dos partidos envolvidos e não para a manifestação de violência.
De acordo com o presidente da CNE, os dados definitivos do último recenseamento eleitoral indicam que a edilidade de Cuamba terá um total de 45 898 eleitores; Pemba, 88 011; e, por fim, Quelimane conta com 134 545 eleitores.

O País

Município da Beira indignado


Em causa está a demora na transferência de competências de serviços do Estado para o Município.

O Conselho Municipal da Beira, diz estar decepcionado com a forma como estão ser conduzidos os processos de transferência de competência referentes as áreas da educação, saúde e transporte da gestão do Estado para a autarquia da Beira.
A área que neste momento parece preocupar bastante a edilidade da Beira é a dos transporte cujo transferências já foram feitas nas cidades de Maputo e Matola, querendo o conselho Municipal da Beira que tal procedimento seja adoptado também para Beira que já formulou tal pedido.
No inicio deste mês, o vice ministro dos transportes e comunicações esteve na Beira para dentre outros pontos, conversar com os gestores da edilidade sobre o assunto.
Informação que a TIM teve acesso indica que novas recomendações foram dadas a edilidade da Beira para que se cumpram com os requisitos que permitem a transferência da gestão destes bens.

Fonte: TIM

Monday, 21 November 2011

Maria José Moreno à frente nas intenções de voto em Cuamba


Revela sondagem da Universidade A Politécnica feita em exclusivo para “O País”.

Candidata do MDM está dois pontos percentuais acima do candidato da Frelimo, mas dentro da margem de erro de 5% da sondagem. Amanhã apresentamos-lhe as tendências de voto em Quelimane.
Uma sondagem da Universidade A Politécnica, realizada entre os dias 24 e 30 de Outubro, revela que 32,3% dos inquiridos no Município de Cuamba votariam em Maria Moreno, candidata do MDM e, em segundo lugar, ficaria Vicente da Costa, da Frelimo, com 29,9% de preferência de votos. Tendo em conta que a margem de erro da sondagem é de 5%, significa dizer que apesar de Moreno estar à frente, há, na verdade, um empate técnico. Ou seja, a eleição ainda não está decidida.
Mais ainda: 32,3% dos inquiridos ainda não têm o seu sentido de voto definido. Isto é, há muitos votos de indecisos ainda por conquistar.
Dos inquiridos que participaram nas últimas eleições municipais de 2008, 42,9% votaram no candidato da Frelimo, contra os 12% que votaram no da Renamo. Assim, Arnaldo Maloa recebeu a preferência de 41,1% de eleitores, enquanto Maria Moreno ficou-se pelos 14,5% de votos.
Outro dado relevante tem a ver com o facto de com base na amostra 89,3% dos inquiridos manifestarem a sua concordância com a convocação destas eleições, contra os 5,3% que discordaram desta decisão.
Relativamente à pergunta se com este acto eleitoral seria a primeira vez que iriam exercer o seu direito de voto, 73,6% responderam que Não, contra os 26.3% que responderam Sim.
Assim, 83,5% dos inquiridos de Cuamba disseram que iriam votar nas “intercalares” de 7 de Dezembro, contra os 8,2% que manifestaram opinião contrária. Ou seja, existe uma forte possibilidade de baixarem os índices de abstenção.

Expectativas dos eleitores

No que concerne à expectativa criada em torno do futuro presidente da autarquia de Cuamba, a maioria dos inquiridos, 65,8%, espera que o novo timoneiro esteja à altura dos desafios do município, e 34,1% esperavam que ele faça algo igual ou melhor que o seu antecessor.
Cerca de 40% dos inquiridos disseram que a sua escolha recairia no candidato que conhecesse os problemas do município; 17,5% no candidato do seu partido político; 11,3% votariam no candidato que garantisse a continuidade dos projectos do antecessor. Significa que a filiação partidária continua a ser uma das fontes de identificação dos eleitores em detrimento dos projectos ou manifestos eleitorais.
Quanto às políticas públicas que gostariam de ver como prioridade na gestão do município, 47,3% escolheram as vias de acesso, em primeiro lugar, seguidas de saúde com cerca de 25%.

Desempenho de Maloa chumbado

Instados a pronunciar-se sobre o desempenho do presidente do município cessante, Arnaldo Maloa, cerca de 67% dos inquiridos disseram que durante o mandato anterior a situação tinha piorado, contra os 12,1% que consideraram que durante o mesmo período a situação do município havia melhorado.

Juventude em peso

Maria José Moreno consegue também fazer o pleno ao nível da juventude. Isto é, de acordo com a mesma sondagem no município de Cuamba, o maior grupo etário (40%) situa-se entre 18 e 25 anos. Destes, 36% vão votar nas eleições do próximo dia 7 de Dezembro, e 3% não votarão. O grupo que vai votar, 28%, espera que o novo presidente esteja à altura dos desafios do município e 12% esperam que se faça melhor. Destes, se as eleições para a presidência do município de Cuamba fossem hoje, 12.4% votaria em Vicente da Costa Lourenço, 13.2% em Maria José Moreno Cuna, 1.4% em outro candidato e os restantes 13.1% não responderam em quem vão votariam.
Em relação às políticas públicas, 19% dos jovens consideram que estradas deveriam ser prioridade, 9% priorizam hospitais e saúde, 7% escolas e 5% habitação.

O País

Um discurso incongruente

Alguns indivíduos, porque se encontram próximos do poder político do dia, pensam que os seus governados são “matrecos”, nada percebem, por isso é “fácil” ludibriá-los, ninguém vai reclamar. Dizem eles que a força do voto é tudo. O que fazem já foi legitimado pelo povo eleitor. Os jovens que ainda não atingiram a maioridade eleitoral olham para nós com uma lágrima no canto do olho, como quem diz: “Não fomos nós, foram eles que elegeram estes homens que nos enganam”.


Maputo, Segunda-Feira, 21 de Novembro de 2011:: Notícias


Bem, volto à carga, porque penso que ninguém está satisfeito com as justificações que nos são dadas sobre a morte de Samora Machel. Penso que todos os moçambicanos querem e anseiam saber a verdade, apenas a verdade. O resto fica para lá. Muitas interrogações rodeiam a morte de Samora Machel, aquele que foi um homem do povo, um homem que pautava pela justiça justa e pela igualdade. Ele desejava o bem para todos. Ele que já estava a desenhar um futuro de economia de mercado, à maneira, para evitar que, nos tempos que correm, falemos de forma selvática da economia de mercado. Ora, meus concidadãos, por que motivo a verdade não vem ao de cima? Os discursos que até aqui foram proferidos são incongruentes, pois julgo que estão aquém da verdade. São discursos enganadores, porque dão a ideia de que algo está sendo feito.
Ninguém pode ter como argumento que mesmo assassinatos de estadistas, ocorridos na década de 60, ainda não tiveram explicação. Para nós, o que se diz é que o crime foi encomendado pelo “apartheid”. Pode ser que sim. Se isso corresponde à verdade, o que custa denunciar? Quem não conhece os mentores daquele regime estabelecido, oficialmente, na África do Sul em 1948?
Por que razões andamos em “pingue-pongue”? Por que têm medo de pôr o guizo ao gato? Correligionários de Samora Machel, de onde veio a encomenda? Para mim, a avaliar por aquilo que nos é permitido analisar, a morte não foi encomendada somente pelo regime segregacionista sul-africano de então. Há um mistério que só a coragem de quem de direito pode desvendar. Repito, o que nós, os cidadãos e compatriotas de Samora Machel, queremos saber é exclusivamente a verdade, apenas a verdade.
Se os correligionários de Samora estavam descontentes com o regime de que eles eram protagonistas, por que motivos não manifestavam abertamente? As palavras de uma das filhas de Samora Machel deram-me a ideia de que há roupa suja por lavar, internamente. Ao apontarmos o dedo acusador a outrem, diz o ditado, três apontam-nos. Espero que não tenha ofendido a quem quer que seja. Oh, pela boca morre o peixe, assim o disse um dos meus ídolos, Leite de Vasconcelos (que Deus o tenha em paz). Se este ano é dedicado a Samora Machel, então algo tem de ser feito e que dê resultados aceitáveis pela maioria. Chega de politiquices!

•Arlindo Oliveira

Acidente mata quatro elementos do MDM

Um acidente de viação na Gorongosa, centro de Moçambique, matou ontem (Domingo) quatro dirigentes do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido da oposição, que iam participar numa ação de campanha para as eleições municipais em Quelimane, disse fonte partidária.
O acidente, que terá resultado do rebentamento de um pneu em Maringué, zona da Gorongosa, envolveu veículos da comitiva em que seguia o líder do MDM e o presidente da autaquia da Beira, Daviz Simango, disse Geraldo Carvalho, membro da comissão política nacional do partido.
Um dos mortos é um dirigente nacional e os três restantes são quadros de nível provincial, acrescentou a mesma fonte.
No acidente ficaram feridos outros dois membros do MDM, entre os quais o cozinheiro do presidente do partido.
A campanha para as eleições autárquicas intercalares de 07 de dezembro em Quelimane (Zambézia), Cuamba (Niassa) e Pemba (Cabo Delgado) arranca na terça-feira.
Concorrem FRELIMO e MDM e a RENAMO não participa.

(RM/Lusa)

Saturday, 19 November 2011

Distorção selectiva

Todas os dias alguns políticos tocam sinos a rebate, anunciando que o país está no bom caminho em todos sentidos e a cada relatório a montanha pare um minúsculo rato. Afinal, não estamos tão bem como apregoamos e nem sequer o “deixa-andar”, jargão amplamente difundido para mostrar que as coisas mudariam foi colocado de parte. Ninguém foi ao enterro de tão reles personagem, embora, já se disse, a sua morte foi dada como um dado adquirido. Era só uma questão de tempo.
Passaram alguns anos e a propalada morte do “deixa andar” não se consumou. O miserável, inimigo do povo e do seu desenvolvimento, dava mostras de uma saúde inabalável. Porém, o discurso oficioso negava lhe influência. Aliás, não podia ser verdade que ele existia se as pessoas estavam a violentar a pobreza. Só alguém com muita má fé é que poderia afirmar que tal personagem andava folgadamente nos corredores do poder.
Depois, essas coisas de afirmarmos assim sem nenhum estudo especializado de que a pobreza ganhou corpo é uma falácia desmedida. Só que o tempo, dono e senhor da razão, através do Instituto Nacional de Estatística, sem querer, avançou números que indicavam que o infeliz só poderia estar vivo e a fazer das suas. Porém, vozes exaltadas disseram que não era bem assim, o fulano já tinha sido extirpado do convívio dos sãos.
Mais tarde, juntaram-se outras vozes dando razão ao que o INE concluiu e o Governo apressadamente tratou de desqualificar. Os documentos avolumam-se o que nos leva a crer que o vírus passou ao estágio de doença. E já deve estar em fase terminal por este andar de carruagem.
Todos esses documentos não podem estar redundantemente equivocados. Nem todos podem caber no infeliz rótulo: “apóstolos da desgraça”.
É impossível que todo mundo que levante a voz contra o actual estágio seja mesquinho ao ponto de pretender, como se diz, minimizar os grandes feitos do presente mandato. Alguém aqui anda a usar abusivamente da mentira deslavada. A vantagem, diga-se, é que ninguém tem o nariz como do Pinóquio.
E agora? Agora ficaremos à espera de novas notícias sobre o fim da pobreza. Até que um dia, como na história de Pedro e o lobo, a coisa será a sério e ninguém acreditará.

PS: Há anos que se tenta tapar o sol com a peneira, mas a realidade, trazida através de diversos relatórios, sobrepõe-se a toda trapaça. Não obstante terse alcançado uma louvável estabilidade política, Moçambique continua um país extremamente empobrecido, vulnerável e refém das armadilhas do FMI e do Banco Mundial, ou seja, dependente da famigerada “caridadezinha” internacional, baptizada de ajuda externa. Diante desta desgrenhada situação que o país atravessa, os dirigentes continuam a assobiar para o lado. De persianas fechadas nos seus escritórios climatizados, escamoteiam a realidade que se vai tornando cada vez mais obscena.

Editorial, @ Verdade

Friday, 18 November 2011

Ex-ministro de Mandela prevê "verão africano" após "primavera árabe"

São Paulo, 17 nov (Lusa) - Um "verão africano" poderá eclodir a qualquer momento, disse na quarta-feira, no Brasil, o presidente da Aliança Global para a Melhoria da Alimentação (GAIN, na sigla em inglês), o sul-africano Jay Naidoo, ex-ministro do Governo Mandela.
A expressão usada pelo político sul-africano é inspirada pela "primavera árabe", movimento pela democratização iniciado este ano no norte da África e que conduziu à queda dos regimes líbio, egípcio e tunisino. Dirigindo-se a uma plateia de empresários e autoridades brasileiras, Naidoo afirmou que os africanos estão "cansados" da corrupção e das condições em que vivem e que os líderes do continente serão responsabilizados "cedo ou tarde".
O responsável considera os empresários brasileiros "os parceiros mais progressistas em África" e convocou-os a colaborar para o desenvolvimento dos países africanos, sobretudo agindo com transparência nos negócios firmados com as autoridades locais.

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A crónica de um problema há muito anunciado!

Pontão afundado na ponte-cais da Ka tembe e falta de manutenção dos “ferrys”

Há mais de um ano que a Somonav vem alertando para o risco de afundamento do pontão da ponte-cais de Ka tembe.

Afinal, não foi por falta de alertas que o pontão da ponte-cais da Ka Tembe se desintegrou e afundou, último domingo. Nem foi por falta de avisos que os ferry-boats têm estado a registar constantes avarias, última das quais ontem, quando o “Bagamoyo” embateu num ramal de embarcações antigas, provocando uma perfuração no mesmo. Mas vamos por partes.
A Sociedade Moçambicana de Construção, Reabilitação e Reparação de Navios (Somonav) tem estado a alertar, desde ano passado, a direcção do Instituto Nacional da Marinha (INAMAR) que a qualquer momento o pontão da Ka Tembe poderia afundar por falta de manutenções de rotina. Igual cenário, e em cartas dirigidas à Transmarítima, alerta para a necessidade de manutenções regulares da embarcação. Estes alertas, pelos vistos, caíram em “saco roto”, ou seja, foram ambos ignorados, e, um ano depois, vieram os “frutos”!
No que se refere à ponte móvel da Ka tembe, a Somonav enviou uma carta, a 5 de Novembro do ano passado, à INAMAR na qual “alertou as autoridades responsáveis para o facto do perigo iminente que constitui a ponte móvel da Ka tembe, por se encontrar desalinhada e desguarnecida de correntes âncoras”. A Somonav terá apresentado um conjunto de propostas para reverter a situação, mas Mário Guilherme terá apresentado uma contra-proposta no sentido de se recorrer a “cabos de aço e poitas”, facto recusado pela Somonav, por qualificar este acto de “aventura” e por não perceber “como é que estas correntes podem ser substituídas por cabos de aço”. por isso, a Somonav “não pode correr riscos maiores... sujeitando-se a ver o seu nome associado e responsabilizado por graves acidentes que a todo momento possam ocorrer”, pode ler-se na carta em nossa posse.

O estado miserável dos “ferrys”

Mas há mais: no que tange ao estado de manutenção dos “ferrys”, a Somonav enviou um ofício, datado de 18 de Agosto de 2010, à Transmarítima, entidade que gere os ferry-boats “Bagamoyo” e “Nyelete”, no qual alertava para os riscos de falta de manutenção dos mesmos.
Num dos parágrafos da carta pode ler-se: “Temos conhecimento de que as mudanças de óleo e filtros nos motores propulsores, geradores e linhas de veio dos ferrys... não estão a ser realizadas com o critério e a responsabilidade que deveriam ser exigidos”. A Somonav diz que, em tempos, vinha efectuando, a título excepcional, a mudança de óleo, uma vez que a “situação era insustentável” e constatou que o “estado do óleo substituído era miserável, sem qualquer viscosidade, e parecia água suja”.

Ercílio Zacarias, O País

Justiça moçambicana solta desmobilizado de guerra "sequestrado" pela Polícia


O porta-voz do Fórum dos Desmobilizados de Guerra de Moçambique, Jossias Matsena que tinha sido sequestrado por agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR) no dia 14 do mês corrente, na cidade de Maputo, foi absolvido na manhã desta quinta-feira, depois do julgamento que teve lugar no Tribunal Judicial do Distrito Urbano n°1 1ª e 3ª Secções.
O julgamento conduzido por uma juíza da 3ª Secção levou pouco mais de uma hora, os motivos que foram alegados pela polícia moçambicana, não foram comprovados, ou seja, não houve matéria criminal para encarcerar o cidadão moçambicano Jossias Matsena. A juíza determinou em sentença a soltura daquele desmobilizado de guerra, deixando cabisbaixos os agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR) que usaram da sua prepotência para desferir pontapés contra a vítima forçando-a para entrar na viatura policial, na qual foi transportada em péssimas condições para o Comando da PRM da Cidade de Maputo.

A História na primeira pessoa

“Na segunda-feira, 14 de Novembro, eu estava em frente a embaixada dos Estados Unidos da América, ao longo da Avenida Kenneth Kaunda, na capital do país. Eu estava a chupar uma laranja, de repente um aparato policial me interpelou exigindo documentos de identificação pessoas, mostrei o meu Bilhete de Identidade. Eu trazia uma pasta contendo meus documentos, os agentes da polícia, levaram-na e começaram a revistar, espalhando ao chão tudo que lá continha. Não me disseram o que eles queriam na verdade." começou por relatar-nos Jossias.
"Depois começaram a bater, uns davam-me chapadas e outros desferiam pontapés, enquanto isso, arrastavam-me para uma das viaturas da polícia estacionada nas bermas da estrada. Durante a viagem, eu não conseguia notar por onde passava, muito menos qual era o meu destino, estranhamente admirei-me já numa das celas do Comando da PRM da Cidade de Maputo, eram 17 horas. Fiquei na cela horas a fio, e sem comer nada, por volta das 22 horas, três agentes da Polícia de Protecção, retiraram-me da cela e começaram a fazer uns interrogatórios sem nenhum fundamento. Perguntavam-me se eu tinha devolvido as armas usadas após a desmobilização; diziam que devia mostrar o meu esconderijo de armamentos e eu impulsionava os desmobilizados a manifestarem-se. São questões que não fazem nenhum sentido e nem correspondem a alguma verdade sequer." prosseguiu o porta-voz do Forúm dos Desmobilizados.
"Depois de fracassado o interrogatório, devolveram-me a cela e foram embora. A meia-noite, veio mais um contingente policial, abriu na minha cela e mandaram-me sair, eles estavam a dizer para sairmos naquela noite para à Cadeia Central da Machava, eu neguei porque já era noite e pareceu-me que eles não tinham boas intenções comigo, insistiram-me, e acabei aceitando porque já ameaçavam-me de morte." disse-nos Matsena visivelmente debilitado.
"A nossa saída do Comando da Cidade, fomos a Praça dos Trabalhadores na baixa da cidade, mandaram-me descer do carro, desci e, fomos em direcção ao mar, disseram-me que eu devia descalçar os sapatos, não aceitei, pois o cenário já denunciava que eles queriam me matar e depois lançar às águas do mar. Fracassada a intenção, levaram-me já à Cadeia Central, era por volta de 1h30. Chegámos no local às duas daquela madrugada, sem delongas mandaram-me entra numa das celas, onde dormi a pensar nas sevícias e violação dos Direitos Humanos por que passei. Levei quase três dias privado da liberdade, não tinha direito a uma alimentação que um ser humano merece, as comidas são mal confeccionadas. Na cadeia central, existe uma imundice total, fecalismo quase a céu aberto, gostaria que o senhor jornalista fosse ver a vida desumana por que passam os prisioneiros na Cadeia Central da Machava”, concluiu Jossias que agora exige, depois de todo este triste e desumano cenário sem justa causa, “que me paguem alguma indemnização pelos danos causados, denegriram a minha imagem, privaram-me da minha liberdade, prenderam-me sem justa causa”, conta para depois acrescentar que não vai desistir antes que o Estado repare os danos causados.
Segundo o artigo 58, numero 2 da Constituição da República, a lei mãe diz e citamos: O Estado é responsável pelos danos causados por actos ilegais dos seus agentes, no exercício das suas funções, sem prejuízo do direito de regresso nos termos da lei”, fim de citação. Portanto, o porta-voz nacional do Fórum dos Desmobilizados de Guerra de Moçambique (FDGM), Jossias Matesna, cidadão moçambicano, tem tudo ao seu favor, para reivindicar a sua súbita “detenção” e os maus tratos perpetrados por agentes da FIR, um ramo da Polícia da República de Moçambique.

Hermínio José, A Verdade

Thursday, 17 November 2011

“Refúgio” nos camaradas!


RECENTEMENTE um colega de profissão, dizia-me, com grande preocupação e indignação, que decididamente começou a tornar-se mania ou tornou-se já mania, praticarem-se irregularidades de vária ordem no nosso país como sejam roubos, maus tratos a trabalhadores nas empresas, sobretudo privadas e outras, para depois os mentores desses males solicitarem a “ajuda” de camaradas do partido no poder mais influente na tomada de decisões para “safarem-se”, quando são apanhados.

Maputo, Quinta-Feira, 17 de Novembro de 2011:: Notícias


Naturalmente que pela natureza e sobretudo pelos sinais de indignação evidenciados pelo meu colega, eu como cidadão deste país fiquei também indignado, tanto é que já tinha ouvido falar várias vezes de longe. O que me faltava era ouvir de perto o pedido dessas “ajudas” ou “refúgios”, e “graças” a Deus aconteceu e serviu de base para o que aqui se comenta.
Semana passada a ministra do Trabalho, Helena Taipo, fez uma visita relâmpago à grande empresa GS HOLDINGS, situada na parte baixa da cidade de Nacala-Porto, na província de Nampula, onde constatou de perto as más condições de trabalho, falta de assistência médica e medicamentosa, injustiças salariais, entre outros problemas graves, e na sequência disso ela mandou encerrar temporariamente a empresa.
Depois dessa decisão, ouviu-se da boca de um dos sócios-gerentes num dos telefonemas dos tantos que ele fez a dizer que “estou mal camarada, a ministra chegou e nem avisou e mandou fechar a empresa, estamos muito mal camarada”. Na verdade, parece ser hábito neste país as pessoas provocarem problemas, nalguns casos de forma deliberada, como de desvio de fundos do erário público e outros, para depois pedirem “ajuda“ dos camaradas para “safarem-se” como poderá ter sido o caso vertente.
É lamentável quando o objectivo das nossas empresas como daquela dimensão, que deveria ser também se empenhar para a melhoria de condições de vida dos trabalhadores, participando no combate à pobreza absoluta, ser apenas de obtenção de lucros, com agravante de mesmo reconhecendo que não estão a cumprir as normas de trabalho vigentes no país, querem continuar a funcionar.
O nosso modesto apelo, que espero seja bem entendido, é que os “refúgios” nos camaradas não podem ser permitidos de forma nenhuma, se bem que não estão a ser permitidos, pois que coloca obstáculo à união dos membros do nosso governo na tomada de decisões sérias e pelo mesmo objectivo primordial, que é a erradicação da pobreza rumo ao desenvolvimento de Moçambique.
Por outro lado, e se bem que os camaradas marcam diferença positiva neste país, espera-se, então, que não admitam que as lideranças ministeriais ou doutros sectores, se revelem mais ou menos hesitantes na tomada de decisões como aquela que tem feito a nossa ministra do Trabalho, por causa dos que “refugiam” neles quando cometem falcatruas. Isso só será possível quando perceberem que neste país não há falta de exigências do tipo da Helena Taipo, o que falta é aparentemente a “coragem” política para a tomada daquele tipo de medidas.
Precisamos de ideias honestas vindas de camaradas de coragem, capazes de resistir esses “refúgios” que acabam interferindo negativamente na resolução de problemas que nos afectam. Acima de tudo, é fundamental estarmos mais unidos e determinados como moçambicanos, mesmo com todas nossas diferenças político-partidárias, sociais, económicas, culturais e outras.
Já vai sendo tempo de não se admitir que alguém roube ou maltrate trabalhadores nas empresas ou instituições, cause acidentes de viação, não respeite as leis do nosso país e pratique outras irregularidades confiando nesses “refúgios” ou “ajudas”. Só teremos bons investimentos no nosso país quando os investidores, quer nacionais, quer estrangeiros, cumprirem devidamente as normas que regulam esse processo, caso contrário, devem ser penalizados, tal como faz a ministra do Trabalho. Esperamos que esses camaradas joguem um papel importante no cumprimento das leis no país, combatendo claro, sem contemplações esses “refúgios”.

Mouzinho de Albuquerque

Porta-voz dos ex-combatentes em tribunal em Moçambique

Desconhecem-se as motivações da detenção de Jossias Macena, cujo grupo de ex-combatentes reclama ter sido abandonado pelo Governo

O Tribunal Distrital de Ka Mpfumo, na cidade do Maputo, vai julgar quinta-feira o porta-voz do grupo dos ex-combatentes liderados por Hermínio dos Santos, que continuam em pé de guerra com o governo.
Trata-se de Jossias Macena, detido na última segunda-feira tendo seguido contornos estranhos que no princípio foram classificados de sequestro.
Desconhecem-se ainda as motivações da detenção de Macena, contudo, Hermínio dos Santos não tem dúvidas de se tratar de obra dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), que segundo disse, “têm feito muitas ligações, usando números anónimos e fazendo intimidações de vária ordem”.
Segundo conta o grupo, o desaparecimento do seu porta-voz deu-se na tarde de segunda-feira, após uma chamada, alegadamente proveniente da Embaixada dos Estados Unidos da América em Maputo, convocando-o para um encontro.
Contrariando conselhos dos seus pares, Macena terá decidido atender à falsa convocação que culminou com a sua detenção, algures na Avenida Keneth Kaunda, a caminho da embaixada americana, alegadamente, por indivíduos ligados a SISE à paisana, e levado para lugar incerto, de onde foi transferido na tarde de terça-feira, para a Cadeia Civil.
“Depois de receber a chamada, decidiu ir atender a convocatória. Tentei dissuadí-lo, uma vez que a chamada não havia revelado, sequer, a agenda do encontro”, relatou dos Santos.
Frustrada a sua tentativa, o líder do fórum diz ter indicado alguns colegas para acompanharem o seu porta-voz, sendo estes que assistiram a sua detenção, protagonizada por indivíduos que se faziam transportar em seis viaturas.
“Depois de quase um dia sem informações do seu paradeiro, acabamos por ser informados, através de alguém da Cadeia Civil, que o nosso companheiro estava encarcerado naquele local e que seria levado a julgamento na quinta-feira”.
A defesa de Jossias Macena está a cargo da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, através do advogado Salvador Nkamate.
Em contacto com a reportagem da Voz da América, Nkamate disse desconhecer ainda o processo e repudiou o que chamou de ilegalidades flagrantes por detrás da detenção.
Recorde-se que desde o início dos protestos dos ex-combatentes, Jossias Macena é o segundo elemento do grupo a ser detido e levado a julgamento. O primeiro foi Hermínio dos Santos, que foi detido, julgado e absolvido, no ano passado, coincidentemente, também, numa altura em que preparavam manifestações pelas ruas de Maputo.

William Mapote, Voz da América

Nota do José =
Ainda sobre este assunto:


Preso porta-voz dos desmobilizados
Jossias Matsenha é acusado e incitar à violência e clima de medo na cidade de Maputo

RM- Leia aqui!

Ponte cais Maputo- Ka tembe continua Submersa


Ministério dos Transportes e Comunicações garante para dentro de dias a reposição da ponte.

Já lá vão quatro dias que a travessia para Ka Tembe é feita em condições bastante críticas. O Governo chamou na manhã desta quarta-feira para dizer que não está alheio ao sofrimento da população que na noite do último domingo viu a parte da ponte-cais da Katembe, que serve a ligação marítima entre este distrito e o centro da cidade de Maputo, a afundar-se.
A prioridade neste momento segundo o secretário permanente do Ministério dos Transportes e Comunicações é a reposição provisória da estrutura flutuante o que está a ser feito pelas equipas de mergulho.
Paralelamente, o Ministério dos Transportes e Comunicações diz estar a pressionar a empresa Moçambicana encarregue de fazer os dois pontões recentemente encomendados para acelerar o trabalho para que seja feita uma reposição definitiva até meados de Dezembro.
São pontões avaliados em cerca de 54 milhões de meticais que enquanto não chegam o embarque e desembarque vai acontecendo na chamada zona da pedra.

Fonte: TIM



Nota do José = Sobre este assunto, leia no Canalmoz:

"Continua a não haver datas para normalização da travessia Maputo-Catembe
Governo pede “paciência” à população seriamente afectada pelo desleixo na manutenção que conduziu ao afundamento do pontão de cais do lado sul da baía de Maputo"



Leia aqui!

Wednesday, 16 November 2011

Se Samora fosse vivo o que faria aos hipócritas que querem continuar a enganar o Povo?

Exaltações de pacotilha

Quando não há carismáticos e o presente não os produz, recorre-se a heróis do passado… A ofensiva actual assemelha-se a uma tentativa ridícula de beatificação…


Noé Nhantumbo, Canalmoz. Leia aqui!

Parlamento: Governo vai à prova oral

O governo vai hoje e amanhã à Assembleia da República prestar informações sobre a execução do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário, Recursos Naturais e subsídios a cidadãos da terceira idade, solicitadas pelas três bancadas parlamentares.
A bancada da Frelimo, maioritária, pede ao Governo para se debruçar sobre os planos e a organização do sector agrário para a implementação do seu Plano Estratégico e garantia da segurança alimentar. Este plano, refira-se, foi aprovado pelo Conselho de Ministros este ano e tem como principal objectivo sistematizar um amplo leque de orientações estratégicas para a agricultura, com principal enfoque para a segurança alimentar.
Por sua vez, o grupo parlamentar da Renamo refere que Moçambique é rico em recursos naturais, tais como madeira, fauna bravia, gás natural, petróleo, pedras preciosas, areias pesadas, entre outros, cuja prospecção e exploração não se reflecte nos bolsos dos cidadãos e muito menos no desenvolvimento económico do país.
“Nestes termos, a bancada da Renamo pretende que o Governo dê informações detalhadas sobre a questão, por forma a que os moçambicanos e, principalmente, os das zonas de exploração das referidas riquezas, se benefeciem delas; sobre os direitos que advêm da exploração dos recursos em referência, em termos de emprego, infra-estruturas, no âmbito do desenvolvimento humano”, indica o pedido da maior bancada da oposição na AR.
Já o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) escolheu a questão do subsídio dado pelo Estado aos cidadãos da terceira idade, vinculados ou não no Sistema de Previdência Social.
Segundo esta bancada, nas províncias da Zambézia, Tete, Manica, Sofala, Maputo e Maputo-Cidade verificam-se casos de idosos que não beneficiam deste subsídio, alegadamente por não pertencerem ao partido Frelimo, uma vez que quem faz a selecção e registo dos beneficiários são os secretários desta formação política.
“Esta “responsabilidade” dos secretários do partido no poder de identificar e registar os possíveis beneficiários tem promovido a exclusão dos não partidários do secretário, retirando a autoridade da Administração local e violando as regras mais elementares de boa governação”, frisa o MDM.

RM

Leia mais: A pedido da Renamo - Assembleia da República vai debater “Cesta Básica”

Tuesday, 15 November 2011

Corrupção em Moçambique aumentou nos últimos três anos

Segundo “Transparência Internacional”

A corrupção em Moçambique aumentou nos últimos três (3) anos, concluiu uma pesquisa da “Transparência Internacional” levada a cabo pelo Instituto Gallup International.

Canalmoz. Continue lendo aqui.

A Opiniao de Noe Nhantumbo

ENQUANTO OS POLÍTICOS AFRICANOS NÃO LIDERAM OUTROS OS SUBSTITUEM
A Globalização predadora é um dos resultados visíveis…
Do ocidente sopram ventos democráticos mas também suspeitos…

Todos os esforços de trazer desenvolvimento e resultados consistentes que transformem a vida de milhões de africanos, em quase todos os países, chocam com uma realidade de ausência de liderança.
Nossos presidentes e primeiros-ministros, altos funcionários governamentais e quase todos escalões do aparelho de administração pública funcionam e actuam segundo agendas que quase sempre são concebidas pelos doadores e seus especialistas.
A máquina governativa, o modelo posto em prática para gerir os recursos naturais de África são de concepção ocidental. Quando os primeiros países africanos se tornaram independentes abriram-se caminhos para uma nova era. Só que tal foi sendo adiado e adiado.
O poder político em África, com muito poucas excepções, tem sido utilizado pelos seus detentores, de instrumento para apropriação em regime de exclusividade das possibilidades nacionais.
A maioria vive numa pobreza atroz sem que se encontrem razões que o justifiquem. A soma combinada de recursos que África pode perfeitamente alimentar e providenciar para todo o tipo de necessidades de toda a sua população. Não há nenhum país depois que se possa considerar desprovido de recursos naturais com algum valor comercial. Mesmo onde não chove existe sal ou peixe, praias e uma outra coisa que atrai turistas do mundo inteiro. Se a pobreza em África não é por falta de recursos naturais e de condições para o desenvolvimento de uma agricultura mais produtiva, então qual é mesmo o problema? Qual é causa de toda esta situação constrangedora e inaceitável?
Porque que será que as águas de rios como o Limpopo e Zambeze, o Nilo e o Congo continuam a fluir para os oceanos sem que se tire partido do seu potencial para irrigar milhares de hectares de terra arável e assim acabar com a vergonha de termos milhares de somalis morrendo à fome esperando pela caridade internacional?
Décadas de governo próprio não se traduziram em melhorias e na capacidade de governar diligentemente nossos países. Está claro que nada acontece por acaso. Há interesses fortes que pretendem manter o status em África. Se a situação na Republica Democrática do Congo estabilizasse, e os congoleses tomassem o controlo efectivo de seus fabulosos recursos minerais, a Bélgica sofreria consequências directas, na medida em que teria que passar a pagar muito mais pelas suas importações originárias da RDC. O cobalto, diamantes e outras mercadorias exportadas pela RDC, se valorizados e as contrapartidas financeiras de sua extracção revertem-se para os cofres públicos, aquele país teria fundos mais do que suficientes para desenvolver a sua infra-estrutura pública. Poderia custear a saúde e educação sem recorrer a créditos internacionais.
Quem fala da RDC fala de Angola em que ex-militares ameaçam desencadear manifestações porque se sentem marginalizados e impossibilitados de levar uma vida digna depois da sua desmobilização ao abrigo de acordos de paz assinados entre os beligerantes na guerra civil. Quem fala de Angola poderia falar de Moçambique onde um dossier de ex-militares também permanece sem solução que os agrade.
A Primavera Árabe na África do Norte é um sinal claro de que ditaduras esclerosantes, mantida à custa de um aparato de segurança e intimidação que se considerava imbatível não funcionam nem estão seguras da fúria popular. Aquela avalanche de manifestações significa que onde se pensava que havia líderes de facto só existiam ditadores megalomaníacos, governando seus países como se tratasse de sua propriedade privada. Acumulando milhões de maneira ilícita à custa de negociatas dos recursos nacionais com corporações multinacionais julgavam que poderiam construir dinastias que jamais abandonariam o poder. Vitórias eleitorais de 98% na Tunísia e Egipto no passado de Bem Ali e Hosni Mubarak foram desmascaradas, os cidadãos rebelaram-se e as ditaduras caíram.
Kofi Anan antigo secretário-geral da ONU já se referiu a este assunto de falta ou ausência de liderança no continente. Na África Negra o cenário assemelha-se ao da África do Norte pois quase todos os que aqui governam, estão apegados ao poder, e não conseguem transformar a sua passagem pela presidência, numa oportunidade de reverter uma situação que reclamavam ser produto da colonização.
Embora a colonização tenha as suas “culpas no cartório” não se pode depois de décadas de independência continuar acusando os colonizadores. Quem mata os seus compatriotas já não é colonizador. Quem reprime e impede que concidadãos não tenham acesso e participem na vida política e económica de seus países já não vem de Lisboa ou Paris ou Londres.
Quem não se preparou, não aprendeu e não consegue discernir que África, os países, podem ser governados de maneira diferente e com benefícios para um número cada vez mais alargado de pessoas é que deve ser denunciado como o culpado da presente situação.
A falta de coesão ao nível da União Africana, um conjunto de organizações regionais montadas sem a firme vontade de reverter cenários mas como simples cópias de receitas oferecidas ou recomendadas, também não surtido os efeitos desejados.
A democracia política apregoada pelo ocidente, a cooperação “desinteressada” da Índia e China, a intervenção dos BRIC’s, o FMI/BM não estão trazendo nada de novo.
Saque continuado de recursos, adquiridos ao desbarato é o que “amigo” chinês e brasileiros fazem. De Londres chegam-nos manobras de fuga ao fisco de engenharia financeira digna de estudo. Pequenas corporações abrem o caminho, com prospecções e aquisição de direitos de exploração de carvão e outros minerais que depois são convenientes vendidos em Camberra ou em Adelaide, Londres ou Paris. Os países detentores dos recursos naturais não recebem nenhum centavo dessas operações bilionárias.
Só com realismo e algum sentido de nação, de respeito para com os concidadãos é se poderá esperar governar e liderar com os povos no centro da agenda. Há que rever conceitos e repensar com profundidade e sentido crítico o que se está passando entre nós.
Quando ditaduras caducas e senis teimam em manter-se no poder e uma corte de rapina se nega a aceitar resultados eleitorais como se viu na Costa do marfim e Zimbabwe é caso para dizer que o nosso problema é grave. Liderar, estimular e dinamizar acções que concorrem para o desenvolvimento é algo que só pode ser feito por políticos que estejam comprometidos com a democratização económica de África. Há que fazer os dirigentes governamentais entenderem que o país é mais do que sua família e que os recursos nacionais não podem continuar a ser abocanhados por uma meia dúzia de pessoas ligadas a eles.
A fraqueza negocial demonstrada pelos governos africanos torna o jogo das multinacionais possível.
Sem uma conjugação de esforços que leve a uma tomada de posição única negociar nossos recursos naturais continuará a ser muito complicado e com claras vantagens unilaterais para as multinacionais estrangeiras.
É preciso que entendamos, que novos países desenvolvidos, como o Brasil, África do Sul ou China, terão comportamento similar aos de governos como os da França, EUA, Reino Unido ou Bélgica, quando a questão na mesa for acederem aos nossos recursos naturais.
A globalização defendida em certos quadrantes, não está sendo mais do que uma maneira diferente de colonizar estados fracos.
É sabido que a arma dos fracos é a unidade mas onde há falta de liderança isso não acontece.
Houve experiências com algum sucesso de união política de esforços como a “Linha da Frente” mas logo que o objectivo político de independência dos países da região se concretizou, cada governo começou a “puxar a brasa para a sua sardinha”. É inaceitável que por exemplo o Zimbabwe impusesse tanta dificuldade na circulação dos moçambicanos sabido que é que inúmeros sacrifícios foram consentidos tanto pelo governo moçambicano como por cidadãos comuns de Moçambique na luta pelo fim regime racista de Ian Smith. Se há manifestações de xenofobia na África do Sul alguma coisa muito grave em termos de liderança existe. O ANC, partido governamental, passou grande parte dos anos de aparthied no exílio, em Moçambique, Angola, Tanzania, Zimbababwe, Europa e América. Como é Jacob Zuma e seus “camaradas” permitem a chacina de refugiados económicos e políticos?
Quem governa ou que é suposto estar governando pode fazer a diferença com simples actos.
No lugar de vermos nossos dirigentes governando com diligência e responsabilidade patriótica o que nos é dado a ver são escândalos sucessivos, relacionando governantes africanos com empresas fabricantes de armas no Ocidente ou outros governantes contrabandeando diamantes para a China. A preocupação de gente que está no governo e que deveria estar protegendo seus concidadãos é no geral manifestamente lesiva ao que se podem considerar interesses nacionais.
Quem em nome da globalização facilita a rapina de recursos naturais de nossos países não está de maneira alguma liderando…
Há tudo para se aproveitar a Primavera Árabe e acelerar a democratização política de África ao mesmo tempo que se estabelecem regras de jogo diferentes para a exploração dos recursos africanos. O mínimo que devemos fazer em memória dos milhões que se sacrificaram nesta África, é trabalhar para que nossas sociedades sejam mais justas, desenvolvidas, tolerantes e fortes…

Noé Nhantumbo. Confira aqui!