Monday, 16 March 2009

Daviz Simango em Lisboa

Daviz Simango e os seus acompanhantes acabam de chegar a Lisboa.

Sunday, 15 March 2009

ÚLTIMA HORA: Contratempo adia viagem de Daviz Simango

Daviz Simango e a sua comitiva ainda se encontram em Maputo à espera de voo para Lisboa, início do périplo europeu.
Este contratempo deve-se ao facto de o avião em que deveriam ter viajado se encontrar avariado, à espera de uma peça que já deve estar a caminho vinda de Lisboa.
Após a reparação, o avião deverá estar apto para levantar voo, esperando-se que a comitiva chegue a Lisboa na Segunda-Feira.
Este atraso causou ligeiras alterações no programa agendado para Portugal. O almoço, que estava a ter grande adesão, foi cancelado, mas já se está a programar um jantar, com data e local ainda por decidir.
Aguardamos mais pormenores!

Filosofia alternativa




Saturday, 14 March 2009

Queca Laurentina


Um tipo levou a namorada para uma praia deserta. Desaperta-lhe o top do biquini e ela começa a refilar porque ali não dava jeito, que havia muita areia, que ainda se arranhavam e ia entrar areia por todo o lado, etc... O rapaz disse então: - Calma! Não há nada que não se resolva!!!
E foi ao carro buscar uma grande toalha da Laurentina,que estendeu. A namorada deitou-se em cima da toalha. Ao puxar-lhe a cueca do biquini, uma rajada de vento levantou a ponta da toalha e ela reage novamente, dizendo que se iam encher de areia, que a toalha voava, que se arranhavam, etc... E ele: - Calma! Tudo se resolve.
Foi ao carro e trouxe 4 latas de Laurentina, colocando uma em cada canto da toalha, para esta não esvoaçar. Como ela estava sempre a implicar com tudo, teve a ideia de trazer também uma venda do carro e para lhe pôr á volta dos olhos. Continuaram...
Já a rapariga estava nua, quando perguntou: - Trouxeste preservativo? E o namorado: - Aqui não tenho, vou buscar ao carro.Enquanto foi ao carro, passou um gajo que andava a fazer 'jogging'. Ao deparar com a tipa nua e vendada, deitada na toalha, primeiro aproxima-se, começa a mexer e, como ela não se nega, não hesita e 'por aqui me sirvo': salta-lhe para cima!!!
Após ter comido a menina, afasta-se e diz: - Com uma campanha destas, agora é que eles rebentam mesmo com os gajos da 2M...

Sporting!

SPORTING MUDA ACADEMIA!
CAMISOLA DO SPORTING PARA JOGOS EM CASA!

CAMISOLA DO SPORTING PARA JOGOS FORA!
Noticia de ultima hora os saldos chegam ás farmácias……….
PROMOÇÃO: NA COMPRA DE 1 CAIXA DE ASPIRINAS BAYER,

A BAYER OFERECE 12 COMPRIMIDOS PARA A AZIA
NOTA: A PROMOÇÃO SÓ É VALIDA MEDIANTE A APRESENTAÇÃO DO CARTÃO DE SÓCIO DO SPORTING, CASO AINDA NÃO O TENHAM RASGADO E/OU QUEIMADO.





As derrotas do Sporting frente ao Bayern de Munique (0-5 em casa e 7-1 fora) continuam a provocar reacções!



Mas que crise!



Desde que os bancos começaram a falir ................ nem consigo dormir bem!!!

Friday, 13 March 2009

Porque é bem vindo o MDM?...


Canal de Opinião, por Pedro Kotoi

Porque é bem vindo o MDM?...

...e porque o Eng. Daviz Simango deve candidatar-se à PR?...

Quelimane (Canal de Moçambique) - Moçambique nossa Pátria Amada enfrenta sérios desafios de recuo democrático que exigem de todos homens e mulheres amantes da liberdade uma concertada e coordenada acção para salvá-la e preserva-la.
A democracia que nos parecia um bem assegurado e garantido, adquirida com os dezasseis anos de guerra civil contra o totalitarismo e a brutalidade contra os cidadãos, está em perigo. Na medida em que não há democracia sem oposição democrática. E a oposição no nosso país está na eminência de desaparecer, a julgar pela tendência dos resultados eleitorais que esta tem experimentado desde os acordos de Paz. Só alguns dados: a nível da Assembleia da Republica, em 1994 a oposição detinha 121 deputados, este número em vez de subir decresceu subsequentemente tendo em 1999 obtido 117 e em 2004 apenas 90 deputados. A nível de municípios em 2003 a oposição controlava as Assembleias de 4 municípios e as Presidências de 5. Nas eleições de 2008 a oposição sob a liderança da Renamo não só entregou à Frelimo todos os Municípios que governava nos últimos cinco anos, como não logrou ganhar algum.
Quais foram as razões do desastre eleitoral para a Oposição?
É o que alguns quadros que até então eram membros da Renamo quiseram pedir à liderança do seu Partido para poderem sentar, em Congresso, para de forma franca e construtiva analisarem e buscarem possíveis soluções, o que, no entanto, Dhlakama que se faz de dono da Renamo não se mostrou disponível. Com o seu comportamento nas vésperas e durante as eleições e principalmente nestas últimas, com epicentro na Revolução de 28 de Agosto que ditou o afastamento do melhor gestor Municipal que a Renamo tinha, Eng. Daviz Simango, ficou claro aos olhos de todos que o Líder que lutou pela democracia durante dezasseis anos, perdeu o sentido da sua missão porque as mordomias e dinheiros recebidos da Frelimo o corromperam. Ele está mais preocupado com o seu umbigo que ajudar o Povo a construir um Moçambique melhor. Foi corrompido a ponto de estar disposto a matar esta democracia que custou tanto sangue e sacrifício aos militantes e guerrilheiros da Renamo e não só, traindo desse modo a consciência colectiva de todo um Povo.
Não podemos aceitar voltar para atrás!
Porque devemos todos nós, moçambicanas e moçambicanos sem qualquer discriminação ideológica e partidária ou de qualquer outra natureza, nos juntar ao MDM para salvar esta democracia na nossa Pátria? Somos chamados a resgatar os sonhos dos combatentes pela nossa independência e pela nossa liberdade politico-democrática.
É para que não voltem para esta bela Pátria as guias de marcha para se circular dentro do país. Para que não voltem a operação produção e campos de reeducação que tanta gente matou nos matos do Niassa. Para que não voltem os chamboqueamentos e fuzilamentos de cidadãos em público. Para que não acabe a liberdade de expressão e de imprensa porque jamais haveria rádio, televisão ou jornal privados e independentes ao sistema. Para que não voltemos a ser espiados nas nossas casas e detidos pelo SISE por escutarmos a BBC ou a Voz da América. Para que cidadãos não voltem a ser raptados pelos serviços secretos e desapareçam sem explicação aos seus familiares. Tudo isto a Frelimo fez e voltará a acontecer com o regime de partido único que ela pode implantar, se ganhar as próximas eleições com maioria qualificada que lhe permita mudar a Constituição da Republica. Quem os poderá impedir? Ninguém! Mesmo que doadores zanguem! É só ver Mugabe!
O que atrás dissemos foi o que a Frelimo fez após a independência deste país! E fez porquê? Porque era exactamente partido único, aquilo que almejam os dirigentes da Frelimo de hoje, sob a liderança de Armando Guebuza!
E o que iria acontecer a nível da economia com a Frelimo de novo como partido único? Se hoje como partido dominante já o fazem, acentuar-se-á a má governação e o roubo de bens e dinheiros do Estado para o Partido, seus dirigentes, familiares e seus amigos próximos. As empresas ou serão do Estado (que para eles é igual ao Partido Frelimo) ou serão de seus dirigentes, apenas: - é só verem a ganância dos governantes de hoje e de suas famílias que ficaram com quase tudo que o Estado foi, por razões de reforma económica, forçado a privatizar. O País está retalhado, dividido pelos dirigentes da Frelimo. Do norte a sul, se alguém quiser abrir um negócio, tem de falar com General X da Frelimo, sem o que não tem hipótese. Aqui tem de falar com Gruva!
E nós, cidadãos, nos perguntamos: foi por isto que esta gente lutou pela independência de Moçambique? Para substituir o colonialismo branco pelo colonialismo preto? Eu entendo que nós devemos terminantemente recusar qualquer tipo de colonialismo na nossa terra. Nós não podemos permitir a perpetuação dum sistema de tribalismo partidário, de sistema de exploração do homem pelo homem, que a presente elite politica dirigente da Frelimo fomenta de forma descarada e ante os nossos olhos. Na cabeça deles, Moçambique é da Frelimo, o que não é verdade. Moçambique é de todos Moçambicanos independentemente do partido que pertençam ou não. Nós todos com o nosso Voto, podemos e devemos dizer NÃO aos novos colonos pretos, aos novos opressores do povo, aos novos capitalistas que o são pela via do roubo dos bens do Estado e da manipulação e intimidação dos cidadãos, de procuradores e de juízes de bem.
Nós, moçambicanos de todas raças, regiões, religiões, ideologias e partidos, devemos nos unir em torno do MDM e do Eng. Daviz Simango para conduzirmos a segunda luta de libertação politico-democrática, para nos libertarmos desta gente que se comporta como verdadeiros colonos pretos. Temos que acreditar que nós merecemos um Moçambique diferente, um Moçambique melhor do que o que nos impõem. Mas nós temos o poder democrático do Voto para mudar este País, escolhendo uma nova liderança comprometida com o interesse colectivo. Esta gente está há mais de 30 anos evocando unidade nacional para nos enganar, para se apropriarem do poder do Estado e se servirem dos seus recursos! Temos de lhes dizer já BASTA! De forma democrática, o Povo Moçambicano tem de se livrar destes sanguessugas, pela via das urnas de votação. Sabemos que não deixarão que isto aconteça com normalidade, como já começaram a mandar os seus escribas infiltrados em vários órgãos desvalorizar o MDM. Mas o Povo Unido jamais será vencido! O Povo do vizinho Zimbabué já demonstrou isso ao ditador Mugabe! O Eng. Simango defende que tem que se deixar de obrigar funcionários do Estado a serem membros dum partido, só porque esse partido é governo do dia. Que tem de se deixar de saber se o proponente dum projecto é membro ou amigo do partido que está no poder para a viabilização duma incitativa empresarial, para que se criem mais empregos para a juventude que tanto precisa. Que tem de se dignificar os médicos e os funcionários da Saúde que cuidam da saúde do povo. Tem que se canalizar mais recursos humanos e financeiros para a nossa Policia para que esta melhor defenda a ordem e tranquilidade públicas e combata energicamente os criminosos. Tem de se melhorar e estruturar a educação para que possamos ter gente qualificada a servir o desenvolvimento - sobre educação, lembra-nos que não há nação rica no mundo sem gente educada. Para que possamos explorar os ricos recursos que o país possui, temos que ter cérebros nacionais a fazê-lo. Tem de se reestruturar as Magistraturas Judiciais e do Ministério Publico, assegurando constitucionalmente a sua independência do poder político, para que as decisões destes órgãos se guiem apenas com base na lei. Tem de se dar à Assembleia da Republica, como órgão representativo do povo, os verdadeiros poderes que cabem ao Parlamento como órgão fiscalizador do Executivo. Tem de se potenciar a agricultura, aumentando mais o orçamento para que a produção de alimentos seja efectiva para que o povo, ciclicamente, não continue a morrer de fome, pois, experiências aventureiras de Proagri, Jatrofas e Revoluções Verdes, mostraram que os que há mais de trinta anos estão no poder em Moçambique, ainda não têm (e não o terão nunca) ideia sobre o que fazer para matar a fome do povo - que pena! Daviz Simango deixou claro no seu lindo discurso que o Movimento que acaba de nascer encarna os valores fundamentais porque lutaram os combatentes da nossa independência e da nossa liberdade politico-democrática. São valores de liberdade e da livre escolha sobre, cada homem e mulher, o seu destino para se realizar na vida como um ser humano, pois Deus nasce-nos livre e livres devemos viver. Ao Estado, pessoa de bem, cabe a tarefa fundamental de facilitar que os cidadãos realizem os seus sonhos. Mas o nosso Estado, hoje dirigido pela Frelimo, impede aos cidadãos que não são membros do seu partido que realizem os seus sonhos, matando-os de forma precoce. A Frelimo, dum partido de unidade nacional, transformou-se numa organização de discriminação política que introduziu em Moçambique um tribalismo partidário que destrói vidas inteiras do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Indico e insistem a enganar o povo que o Estado da Nação é Bom! Que heresia meu Deus!. Em ano de Eduardo Mondlane, não acredito que este fosse o seu sonho. Pelo que, o MDM quer resgatar o sonho de Mondlane que da leitura de seus escritos, crê-se que era um sonho de liberdade, de inclusão e de respeito pela diferença, no contexto de desenvolvimento e unidade nacionais. Sinais de que alguns dos dirigentes da Frelimo, aqueles que ajudaram a liderança do pós-independência a cometer excessos contra os cidadãos, a escangalhar a economia e a Administração Publica, de quererem voltar ao tempo do partido único, para voltarem a fazer sofrer este glorioso Povo são evidentes, e o Povo Moçambicano, através do Voto tem de lhes dizer NÃO.
O egoísmo, a avareza e a gula desmedidos dos dirigentes de hoje, que só usam o Povo para lhes dar o seu voto, enquanto eles, seus familiares e amigos partidários ficam com tudo o que é susceptível de produzir riqueza incluindo as empresas do Estado, tem que terminar, através do Voto do cidadão. O povo não pode continuar a ser enganado, sempre que há eleições, a confiar o seu Voto à gente que a seguir usa o poder para se servir a si próprio, ao invés de servirem ao Povo que lhes escolheu.
Por outro lado, o povo deve estar cansado e não pode continuar a votar em alguém desorganizado, manietado e corrompido por andar a comer o pão que o “diabo”amassou, e que depois aparece todas vezes a dizer que lhe roubaram. Dhlakama, que tanto se acreditava, já perdeu a razão da luta do Povo pela democrática. Ele passou para o lado do mal, de quem oprime o Povo para manter o controlo e poder económico. Dhlakama terminou a sua missão com a assinatura do AGP e a introdução do sistema multipartidário em Moçambique. Agradecemo-lo por isto. Os últimos acontecimentos políticos no país, a sua postura antidemocrática mostrou que dele não se pode mais melhor esperar. A mentira e a traição ao Povo acabou-se Senhor Dhlakama!
Pelo que o MDM sob a liderança do Eng. Daviz Simango e com o Povo, moçambicanas e moçambicanos de todas raças, regiões e ideologias, tem as condições psicológicas para assegurar que a democracia não morra e que a boa governação, a responsabilização dos governantes e a provisão de melhores serviços públicos sejam mantidos na nossa Pátria. Estou em crer que só assim desenvolveremos este belo Moçambique, o que não se obterá com uma Frelimo de novo totalitária, como partido único, que é o sério risco que estamos incorrendo em Moçambique na fase actual. Juntemo-nos ao MDM para que não permitamos que nos voltem a impor os momentos tenebrosos do pós-independência em que cidadãos eram degolados em publico como se de cães se tratassem.
É tendo em conta ao supremo interesse nacional de preservar a democracia que devemos aceitar apoiar o Eng. Daviz Simango porque ele denota ser um homem sério, honesto, humilde e de coração ao serviço do Povo. Com ele estou ciente que o Povo pode estar certo da vitoria e do progresso.
Que Deus abençoe Eng. Simango, sua equipa de trabalho e aos membros do MDM!

(Pedro Kotoi Quelimane, 9 de Março de 2009)


CANALMOZ, 13/03/09

NOTA: Muito bem explicado! Vamos meditar em tudo isto?

Simango inicia périplo de apresentação do MDM


O líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, vai iniciar, sábado, um périplo internacional, com início em Portugal, para apresentar a nova formação política, disse à Agência Lusa um colaborador próximo do autarca da Beira.


Em Portugal, onde dará início à sua “ronda de contactos internacionais”, Daviz Simango será recebido por representantes do PSD e do PS, tendo também agendados contactos com o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e com os gabinetes do primeiro-ministro, José Sócrates, e do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.


Até quarta-feira, o presidente da câmara da Beira e recém-eleito líder do MDM terá encontros com empresários e com o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), Francisco Van Zeller.


Acompanhado pelos deputados "dissidentes" da RENAMO (oposição) Ismael Mussá e Agostinho Ussore, Daviz Simango participa ainda numa cerimónia que oficializa a geminação entre os municípios da Beira e de Sintra.


A mesma ronda de contactos institucionais e com partidos políticos repete-se nas paragens seguintes do périplo: Bruxelas, Haia, Roterdão, Estocolmo e Berlim.


Em Bruxelas, Daviz Simango fará uma intervenção no plenário do Parlamento Europeu intitulada “Uma nova visão para Moçambique”.


O regresso a Moçambique está previsto para 29 de Março.


Os promotores do movimento que levou Daviz Simango a reconquistar a presidência do município da Beira, na sua maioria personalidades descontentes com o actual rumo da RENAMO liderada por Dhlakama, acabaria por evoluir e transformar-se num partido político a que têm aderido muitas figuras de cúpula do maior partido da oposição (caso da líder da bancada parlamentar, Maria Moreno, e do porta-voz, Eduardo Namburete), cuja assembleia constituinte se realizou no último fim-de-semana.


De acordo com o porta-voz da nova formação política, Geraldo Carvalho, o MDM nasce com o propósito de se apresentar como uma alternativa política capaz de evitar que o enfraquecimento crescente da oposição, acentuado com o quase desaparecimento da RENAMO nas autárquicas de 2007, conduza a uma hegemonia da FRELIMO e Moçambique volte, agora por via eleitoral, “a ser um sistema monopartidário”.Em Moçambique vão realizar-se este ano eleições Gerais (legislativas e presidenciais) e provinciais (a primeira eleição para as Assembleias Provinciais), ambas ainda sem data marcada.

( O País, 12/03/09 )


NOTA: Espero que os cépticos tenham ficado esclarecidos sobre os motivos desta viagem de Daviz Simango. No MDM trabaha-se mesmo a sério! Uma curiosidade: algumas destas cidades nunca foram visitadas por líderes partidários moçambicanos!


Cocoricó!

Machado da Graça: A criação do novo partido, o Movimento Democrático Moçambicano, é, do meu ponto de vista, uma boa notícia


MARCO DO CORREIO

Meu caro amigo Luís
Como estás desde o outro dia em que nos encontrámos?
Do meu lado tudo continua bem.
Hoje queria-te falar da nova força política.
A criação do novo partido, o Movimento Democrático Moçambicano, é, do meu ponto de vista, uma boa notícia.
Há muito que defendo a necessidade do aparecimento de uma terceira força para alterar o actual equilíbrio entre os principais partidos no nosso leque político.
O PDD não o foi, nem nunca pensei que o viesse a ser.
O MDM poderá, talvez, vir a sê-lo.
Até onde me apercebo é formado, essencialmente, por gente jovem. Gente que, digamo-lo claramente, não pertenceu aos bandidos armados. Não andou no mato a matar ninguém.
Gente que se juntou à RENAMO porque não via outra forma de se opor, eficazmente, à FRELIMO.
Gente que descobriu que não era através da RENAMO que esse objectivo poderia ser atingido.
Pelo contrário.
Gente que, como Daviz Simango, percebeu que se pode fazer política e ter sucesso sem se ser nem da FRELIMO nem da RENAMO.
E creio que o MDM pode vir a agregar uma camada significativa de jovens quadros que, desde há muito, se tinham desencantado com a forma de fazer política, misturada com grandes negociatas, das duas principais forças existentes.
Existe já, se a minha percepção não está errada, um eleitorado com essas características, de uma dimensão apreciável. Um eleitorado que se tem mantido afastado dos pleitos eleitorais por não se decidir a votar nem pelos candidatos de um nem do outro dos dois grandes rivais.
Talvez na Beira, devido à acção de Simango, o eleitorado disponível a votar no MDM seja mais vasto, mas, no resto do país, creio que, de momento, será essencialmente urbano, relativamente jovem, classe média e com um razoável nível académico.
Cabe à direcção do MDM fazer um esforço para captar esse eleitorado. Para lhe mostrar que a política pode ser outra coisa diferente e melhor.
Mas, para conseguir isso, a prática do novo partido tem que se afastar dos aspectos negativos que têm caracterizado aqueles que passaram a ser, agora, os seus adversários.
As mãos limpas têm que ser o principal emblema do novo partido. Se for descoberto algum dos seus dirigentes a roubar, os dedos vão ser imediatamente apontados, dizendo que eles, afinal, são iguais aos outros.
Os processos eleitorais deste ano podem ser bons primeiros testes para o nível de adesão à nova força política. Por eles ficaremos a saber até que pont os eleitores confiam nela, até que ponto os dois grandes partidos foram afectados pelo novo concorrente.
Tenho ouvido diferentes opiniões a respeito da conveniência, ou não, de Daviz Simango se candidatar à Presidência da República.
A minha opinião, se é que ela vale alguma coisa, é que se deve candidatar, caso isso não entre em choque com os seus deveres como Presidente do município da Beira.
Muito provavelmente não vai ganhar. Não tem ainda máquina partidária para isso, principalmente junto do eleitorado rural.
Mas vai poder fazer campanha em todo o país, usando fundos do Estado. E isso pode ser significativo para o alargamento da sua base de apoio, quer a nível pessoal, quer a nível do seu partido.
E recordo o caso do actual Presidente do Brasil, Lula da Silva, que foi candidato a várias eleições presidenciais (3 ou 4...) até que, por fim, conquistou o cargo.
Nem tudo vão ser rosas, no caminho do MDM e de Daviz Simango.
Os dois derrotados já perceberam que está ali uma força com a qual, a partir de agora, vai ser preciso contar.
E, por cima e por baixo da mesa tudo vão fazer para anular essa força.
Dizem-me que o MDM escolheu para seu símbolo um galo e para seu grito o có-có-ri-có próprio dessa ave.
Esperemos que isso sirva para nos acordar da sonolência política em que estamos mergulhados desde há muito.
Estamos aqui para ver e fazer o nosso juízo.
E para, depois, votar de acordo com o que tiver sido esse juízo.
Um grande abraço para ti do
Machado da Graça


CORREIO DA MANHÃ – 12.03.2009

( Citado em http://www.macua.blogs.com/ )

Thursday, 12 March 2009

Alex Gonçalves é um preso político

Alexandre Gonçalves, assessor para imagem e marketing do presidente do Conselho Municipal da Beira, Davis Simango, detido no dia 20 de Agosto de 2008, em plena comemoração do dia da cidade, posteriormente, deportado para Portugal, alegadamente, por ser cidadão luso, vivendo em Moçambique em situação, que se supõe, ilegal, regressou ao País de onde havia sido expulso, deixando para trás a mulher, filhos e um neto. Alex, como é conhecido, está em Moçambique antes da Independência, tendo trabalhado como professor. Fotografou o País todo, ao lado de dinossauros da fotografia moçambicana. As autoridades nunca haviam suspeitado que estariam perante um suposto illegal até que, um dia, um frenamo (estranha aliança entre elementos da Renamo e Frelimo, na assembleia municipal contra Simango) despertou a atenção da polícia.
Depois de uns meses a deambular por terras lusas, Alex, retornou ao País, em Dezembro de 2008, de forma legal, diferentemente do que algum jornal da praça escreveu. Retornado, ensaiou, pela cidade do Chiveve, alguns passos, foi recapturado, para a alegria dos elementos da frenamo. A prisão do Alex resultou da estratégia da frenamo. O povo não mordeu a isca. Pelo contrário, deu-lhe todo o apoio necessário, vencendo com 62 porcento. Ultrapassou o candidato da Frelimo, o finório de Lourenço Bulha, e humilhou o falso candidato das bases, Manuel Pereira, que obteve, apenas, uma módica fasquia de 2,5 porcento.
Alex é vítima de perseguição política movida pela Frelimo, que vê em Simango um sério adversário, capaz de alterar o xadrez político, incubado pelas incongruências do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, tido como posto cativo do líder. Diz-se que Alex foi entregue à polícia, por elementos da frenamo, para enfraquecer Simango, tido como concorrente ao posto de presidente da Renamo. Num video difundido, pouco antes das eleições autárquicas de Novembro de 2008, mostrava o delegado político da Renamo, na Beira, Faque Ferraria, em avançado estado de embriaguez, a dizer que ele e seus comparsas – delegado político provincial, Fernando Mbararano, e Lucas Machava, membro do Conselho de Estado, — tinham recebido dinheiro da Frelimo, para inviabilizar a candidatura de Simango.
O silêncio da Liga dos Direitos Humanos, LDH, que habituou o público com assuas intervenções oportunas e acutilantes, em defesa dos desfavorecidos, preocupa muita gente que anda atenta às violações dos direitos mais elementares da pessoa humana. Agentes do Estado, em obediência aos ditames políticos, estão a violar os direitos humanos, ao encarcerar Alex como um perigoso cadastrado, na prisão de Nhangau, nos arredores da Beira. A sua prisão visa, apenas, satisfazer apetites políticos de alguns indivíduos mal sucedidos na vida.
Alex, em nenhum momento, pôs o Estado em perigo. O Ministério Público e a LDH deveriam verificar o que está a acontecer. Alex está sendo injustiçado
pelo Estado de Moçambique.

( Edwin Hounnou, em A Tribuna Fax de 10/03/09 )

NOTA: Recentemente, publiquei aqui uma pequena série intitulada " O estranho caso Alex " em que afirmei que este caso é estranho e tem vertentes jurídicas, humanas e políticas. O Edwin é um profundo conhecedor deste caso e foi bem claro aqui, pelo que ainda não sei se prosseguirei com esta série.

Para que Seja Cúmplice!!



Este artigo surge como “reflexo” do “Para que Não Seja Cúmplice” do ilustre bloguista Egídio Vaz, cuja acutilância, verticalidade e rigor crítico são sobejamente conhecidos nestas bandas!

Não tenho dúvidas que o referido artigo pôs muitos “progressistas” (leia-se amantes da democracia pluripartidária; pró-MDM) de cabelos levantados (hehe)!! “Cabelos levantados” porque o artigo pode e nalgumas das suas asserções deixa mesmo transparecer a ideia que Egídio Vaz esteja contra a formação deste partido! Porém, na minha humilde percepção, não é esse o móbil do nosso bloguista (se estiver enganado, que me elucide)! Vaz, que é um reconhecido debatedor, não se coibiu de ser sí próprio, de fazer questionamentos e partilhar as suas inquietações! Não vejo aqui mais do que um exercício legítimo em que questões pertinentes, no entender de Vaz, são levantadas para que o partido ora concebido, seja uma realidade bem sucedida! Se este país quiser evoluir, deve expurgar-se da legião de “yes-men” que pululam por todas as esquinas!! Não deve haver medo de debater e criticar mesmo as coisas em que ferventemente acreditamos!! Debate franco e honesto é uma necessidade permanente e como diz o Bayano, “a palavra de nenhum outro homem é final"! Que ninguém se alarme, porque Vaz é do tipo de homens que este país precisa!!

Vamos lá então, por partes, ver que imagem este espelho tem aqui reflectida do artigo de Egídio Vaz!

Lí recentemente um texto que falava dos aspectos “assustadores” que, mesmo volvidos todos estes séculos, a “Teoria de Evolução das Espécies”, de Charles Darwin ainda representa!
No princípio, era a Frelimo, formada da aglutinação de outros três movimentos UNAMI, MANU e UDENAMO. Uma vez alcançada a independência, a “elite” que tratou de assegurar o poder político-ideológico na última fase dessa guerra, por um processo que os nossos manuais de história ainda não descrevem, achou que a sua acção prioritária era assegurar uma coleira para cada um dos seus cidadãos, pronta a ser apertada (e “naturalmente” sufocá-lo) sempre que este ousasse ter ideias próprias ou pensar de forma diferente como havia sido instruído a fazer! Porque não era possível viver sob um totalitarismo de tamanha natureza, desse movimento outrora “unificado”, verificou-se uma cisão que culminou com a tragédia da guerra civil, da qual, todos nós, directa ou indirectamente, sofremos as suas sequelas!! Da boca do “general de 5 estrelas” desse movimento agora constituído partido Renamo, mais de 60% dos seus membros (ele incluso) provieram (desertaram, se quiserem) das fileiras da Frelimo!

Como parte das cláusulas do “Acordo de Roma” veio a nova Constituição da República, o país se abriu ao pluripartidarismo e, verdade ou não, que a Renamo lutou pela democracia, Dhlakama se acomodou nos colchões de dinheiro que o seu partido recebe dos nossos impostos, como resultado da sua representatividade à nivel parlamentar! Para além da sua gestão partidária em moldes “domésticos” e postura assumidamente “ditatorial”, o “general de 5 estrelas” se esqueceu que essas atitudes não constavam dos termos de referência daqueles que rejeitaram o totalitarismo em primeira instância e aspiravam por uma sociedade em que as liberdades individuais e colectivas são respeitadas, o ideal de progresso e desenvolvimento da nação é permanentemente debatido e o Estado de Direito é vigorosamente defendido.

Nova cisão (deserção) inevitavelmente acabou ocorrendo (está a ocorrer) na Renamo! E não foi por falta de aviso: inclusive neste blog, alertamos ao Fuhrer que, a sua inabilidade em fazer reformas profundas em tempo útil, iria causar danos irreparàveis a sua máquina partidária! Se a nossa “profecia do diabo” que, se se chegasse ao ponto em que um novo partido tivesse que ser formado, a Renamo desapareceria do panorama político Moçambicano, estava certa ou não, a realidade mostra que este partido está a sofrer “golpes de morte” a cada dia que passa!

Aqui devo discordar com o amigo Egidio Vaz que, um partido formado por “desertores” ou a deserção em si, seja um empecilho à sua própria génese! Esta “mutação” faz parte do processo natural de evolução das “espécies políticas” desta Pérola do Indico! Este não é um processo infalível, mas tentativo e continuo, em que os ideiais de democracia, justiça, tolerância, debate franco, o Estado de Direito e o progresso desta nação são persistentemente perseguidos! Em cada uma destas “fases” (cisões), a fasquia e os “standards” destes valores que a nossa sociedade aspira são elevados para patamares mais exigentes! No entanto, devo concordar com Vaz, quando refere que o MDM deve priorizar a “excelência” e a “competência” dos seus quadros!! Espero que não se esteja a passar a ideia que os quadros visíveis tenham que ser Phd’s, mestrados ou licenciados! Há muitos “analfabetos-formados” por aí, que não se fartam de ostentar os seus graus académicos, mas cujas atitudes nos deixam completamente boquiabertos. Os extractos da sociedade têem que se rever nessa formação e é fundamental que todos eles estejam cometidos em assegurar e trabalhar em prol desses ideiais que esta nação aspira, faz muito tempo! Que não se cometam os erros de outros partidos que diziam que eram dos “operários e camponeses”, quando na realidade, ninguém dessa classe conhecia a porta da sede do partido.

Que há muita gente “valiosa” que ainda não mostrou a cara, certamente que há! No fundo, todos nós conhecemos a realidade da sociedade em que vivemos, parte da qual se pretende aqui mudar. Depois da perseguição aberta desencadeada a intelectuais como o Namburete, Mussá, Araújo e tantos outros, que “ousaram” ter ideias próprias, seria muita imprudência se todos aqueles que detém cargos públicos, homens de negócios e não só, de hoje para hoje, se apresentem publicamente a apoiar o MDM!! Isso irá ocorrer gradualmente e não é necessário que todos estejam na mesma frente! Mesmo na altura da luta pela independência nacional, muitos nacionalistas andavam aqui pelos corredores citadinos, nos gabinetes coloniais, mas o seu trabalho não foi de menosprezar! “O segredo é sempre uma forte alma do negócio”!

Da mesma maneira que Darwin notou por exemplo que os chimpanzés e gorilas adultos tinham um comportamento que se assemelhava ao de crianças (humanas) vemos ainda hoje, em pleno sec.XXI que os totalitaristas e sua vassalagem consideram um “princípio universal” que, um grupo restricto “pense” e o resto se limite a “implementar”! Se os detentores da capacidade de pensar disserem que o “Estado da nação é bom”, a “vassalagem”, sem se questionar (porque isso pode ser crimethink), “se faz megafones” e se põe a difundir a mensagem aos quatro ventos! Não há dúvidas que esta espécie política ficou estagnada e não evoluiu. Aquilo que na Renamo vulgarmente se apelida de “falta de disciplina partidária” pode ser, na realidade, o prenúncio da fasquia de um diálogo franco e aberto que foi elevada, mas esse pressuposto deixou de ser observado por aquela liderança nepotista que achou que, a melhor forma de deter o poder incessantemente era se comportar como aqueles aos quais se distanciou em primeira instância! O que se viu é que esse “diálogo” que deveria ocorrer de forma trivial, mas cujos “canais” estavam a ser insistentemente estrangulados, encontrou formas de se desinvencilhar dessa situação, porque a essência para que isso aconteça, existe! Resultado: como prato de cada dia, a roupa suja passou a ser lavada em hasta pública!

Do MDM, não se espera qualquer forma de obliteração destes princípios, valores e ideais atrás referidos! O MDM não é Deviz Simango, mas a moção, subtil e determinada, das aspirações colectivas desta nação. A sua habilidade de granjear simpatias do povo moçambicano dependerá da sua capacidade de preencher o enorme vazio que se observa no nosso panorama politico nacional e que as outras formações políticas nunca se esforçaram em colmatar com acções concretas! Depende do seu cometimento em materializar os anseios desta maioria completamente alienada e excluida! O sentido de propósito aqui é claro e não se pode desvirtuar o foco de acção!

O amigo Vaz sugere também que seria salutar esperar que Dhlakama abandonasse a liderança do partido, em vez de se ter avançado para a criação do MDM. Eu pensei que estivesse mais do que claro que o “general de 5 estrelas” betonou os seus pés no trono da oposição e, mesmo que quisesse, a situação a que se submeteu, o impediria! A própria expulsão de Deviz foi o culminar dos “medos” que não deixavam o Fuhrer dormir, pela ameaça crescente que este, com a postura governativa exemplar, ia representando à liderança do partido! O custo que este país iria incorrer até que os membros das comissões políticas dos “partidos guerreiros” se reformassem (se é que eles sabem que isso de reforma existe mesmo) ou que “mother-earth” os chamasse, é algo que nós e os nossos filhos não podem suportar! Está mais do que claro que, mesmo apesar do discurso tolerante e reconciliatório de Daviz, antes e depois das eleições, nada mudou no comportamento da liderança da Renamo e, continuar a bater com a cabeça na parede já não era opção! Estamos há anos-luz que coabitar com a “oposição retrógrada” deixou de ser possível! Todas estas ditas “lideranças históricas” não conseguem imaginar um mundo em que eles deixem de ser os actores principais! A formação do MDM surge como um “by-pass” a toda essa gente que, mesmo sem visão clara dos destinos deste país, não quer arredar o pé! Surge como oportunidade para um outro tipo de liderança, jovem, inclusiva e sem as mãos manchadas de sangue! Se o povo quiser, fará isso acontecer! Se não quiser, teremos mais tempo para lamentar da nossa sina!

Outro aspecto que me faz discordar do amigo Vaz, é o espectro geográfico que propõe para a actuação do MDM! Não é so a população do centro que aspira aos ideais da democracia e de desenvolvimento! Em nada diferem as dificuldades sentidas pelo cidadão em Massangena ou em Nametil! Já foi bom que todos os distritos estivessem representados na Assembleia Constituinte, mas agora é necessário que o partido adopte uma estratégia coerente de inserção em todas as regiões do país, sem a mínima excepção!! Sem trabalho árduo e sem correr riscos, também não se podem esperar frutos apetecíveis! Pela primeira vez na nossa jovem história de democracia, o MDM tem a possibilidade de pôr em prática o princípio de que o cidadão membro ou simpatizante é que financia o partido e não o contrário! Tudo é possível and “the sky is the limit”!

Enfim, estava aqui apenas a “ruminar” algumas ideias e, como “a palavra de nenhum outro homem é final", não se coíba de contribuir com os seus cêntimos para este debate!

Cocoricooo!!


( Jonathan McCharty em www.desenvolvermocambique.blogspot.com )

Wednesday, 11 March 2009

Arranca hoje X Sessão da Assembleia da República


(Maputo) Arranca hoje a X Sessão Ordinária da Assembleia da República (SOAR) da presente legislatura.
Conforme a indicação dada pela CPAR, estará para discussão para a aprovação um total de 23 pontos, em destaque está a Informação Anual do Procurador Geral da República, Eleição dos Membros do Conselho Constitucional, Projecto de Lei Contra a Violência Domestica, Projecto de Lei de Revisão da Lei n 11/2004, de 20 de Outubro, Lei Orgânica da Assembleia da República.
São igualmente pontos que marcarão a X Sessão Ordinária, a proposta de Lei de Revisão da Lei do Serviço Militar, e a Proposta de Lei de Autorização Legislativa sobre o Regime Jurídico de Alienação de Edifícios em Ruínas ou Inacabadas pertencentes ao Estado ou Particulares, bem como as Perguntas e Informações do Governo.
De acordo com a Comissão Permanente, a aprovação do projecto de lei contra a violência doméstica será um assunto prioritário da presente legislatura. Este projecto de lei não chegou a ser discutido na anterior SOAR, porque as comissões encarregues para a sua apreciação ainda não tinham concluído os seus trabalhos.
Em discussão na Comissão Permanente, está também o relatório do caso dos antigos trabalhadores regressados da Alemanha, vulgo, madgermanes que se tem “confrontado” com o Governo, na pretensão de reaverem os valores das suas indemnizações. A CPAR concluiu no ano passado as audições parlamentares que vinha efectuando aos madgermanes relativamente às queixas e reclamações no que respeita aos incrementos que julgam que o Governo deveria fazer para que o seu pagamento seja justo.
Entretanto, as autoridades governamentais entendem que o dossier madgermane já está encerrado, alegadamente com os pagamentos que devem ser realizados à luz da resolução aprovada pela AR na passada legislatura, que igualmente visa resolver as reclamações daqueles cidadãos, contudo o parlamento moçambicano poderá emitir uma Segunda resolução sobre o caso. A AR, através da Comissão de Petições, poderá produzir um documento sobre a matéria, o qual, vai ser apreciado pelos membros da Comissão Política por forma a que se produza um informe a ser submetido a debate durante a Sessão Ordinária que se avizinha.
A Assembleia da República poderá igualmente, apreciar o dossier do caso dos trabalhadores desvinculados da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).


FONTE: Daniel Paulo, em A Tribuna Fax

Maria Moreno



Em entrevista a um dos órgãos de comunicação da Capital, Moreno disse que foi expulsa porque perdeu confiança do partido. Acrescentou que, ultimamente, não alinhava com algumas decisões do partido Renamo.“Esta decisão não constitui novidade para mim, porque, nos últimos momentos, não concordava com algumas decisões tomadas, no seio da Renamo. Eu sou livre de expressar o meu pensamento, pois, o mesmo não está à venda”, disse aquela parlamentar, ajuntando que já recebeu convite da Frelimo, para se filiar naquele partido, mas refutou-o, alegando não pactuar com a sua filosofia.

FONTE: ATribunaFax, 10 de Março de 2009.

NOTA: Grande mulher! Convite da Frelimo? Não posso acreditar, mas que descaramento!

Caixa de entrada


Caro Zé,
Em primeiro lugar, votos de boa saúde em companhia da Glória , Filhos e Netos.
Em segundo , o meu muito obrigado por toda a informação que transmitiste sobre o MDM , desde a sua formação até os dias de hoje.
E já agora, em terceiro lugar, para te informar que o Daviz Simango e uma comitiva do MDM, chegam no sábado às 17h30m a Lisboa , para um périplo por vários países europeus.
Estamos a organizar um almoço, para domingo com vários Moçambicanos (Portugueses) e Empresários. Contamos reunir cerca de 60 pessoas.
Um grande abraço,

ALMOÇO COM DAVIZ SIMANGO

Amigos,
Está confirmado o almoço com o DAVIZ SIMANGO, Presidente do Conselho Executivo da Beira e Presidente do novo partido político MDM e a sua comitiva.
O almoço vai ser no próximo Domingo (15.03 ), pelas 13H45 no restaurante a Quinta em Oeiras ( em frente à estação da CP de Oeiras – onde se realiza o almoço dos Beirenses todos os ultimos Sábados de cada mês ).
O preço é de 25€ por pessoa com a seguinte ementa:

ENTRADAS
Martini, moscatel, gin-tónico, água, sumo de laranja, salgadinhos variados, queijinhos de ovelha, paio laminado, batatas fritas, azeitonas, etc...
SOPA DE LEGUMES
BACALHAU À MINHOTA
BEBIDAS – Vinho branco e tinto, água mineral, sumo de laranja.
SOBREMESAS – Fruta ou doce
CAFÉ
DIGESTIVO – WH. Novo e licores.

Por lapso no primeiro comunicado informei que o almoço era na Beira. Pelo erro apresento as minhas desculpas.
A organização agradece a confirmação das presenças até Sábado (14.03 ) pelas 12 horas para os seguintes contactos:
- Zacarias 919 595 560;
- Velho 912 920 061;
- Jasmim 933 253 251
- Mário Santos 914 845 057

Para este almoço, são convidados todos os Moçambicanos.

Abração,
Mário Santos

ALMOÇO C/ PRESIDENTE C. M. BEIRA

Amigos,
O Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Beira e Presidente do Novo Partido Político Moçambicano , MDM ( Movimento Democrático de Moçambique) , Engº. Daviz Simango, vai passar por Lisboa e gostaria de ter um almoço no Domingo ( 15.03.09 ), com todos os Moçambicanos e Amigos de Moçambique
Os inscritos serão avisados do local, hora e preço do almoço .
As reservas podem ser feitas para os seguintes contactos:
- Zacarias - 919 595 560;
- Velho - 912 920 061;
- Jasmim - 933 253 251;
- Mário Santos - 914 845 057;

Tuesday, 10 March 2009

Notícias de hoje

notícias
Director: Rogério Sitoe. Maputo, Terça-Feira, 10 de Março de 2009



“Mexidas” na bancada parlamentar da Renamo


HÁ “mexidas” na bancada da Renamo na Assembleia da República. Maria Moreno e Eduardo Namburete, duas figuras de proa no grupo parlamentar deste partido da oposição, cessaram as suas funções de chefe da bancada e de porta-voz, respectivamente, segundo decisão tomada ontem pelo Conselho Nacional do partido que decorre em Nampula, sob a orientação de Afonso Dhlakama.
Para o lugar de chefe da bancada foi indicado Viana Magalhães e, por seu turno, José Manteigas é o novo porta-voz da “perdiz” no Parlamento moçambicano. Enquanto isso, e em substituição de Viana Magalhães, o deputado Vicente Ululu retornou ao posto de 2º vice-presidente da Assembleia da República, posto que havia ocupado na primeira legislatura multipartidária, em 1994.
----------------------------------------------------------------------------

Formação de juristas é demasiado permissiva - considera bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique

O BASTONÁRIO da Ordem dos Advogados de Moçambique, Gilberto Correia, considera que o processo de selecção, formação e estágio profissional dos advogados e dos magistrados judiciais e do Ministério Público “é demasiado permissivo e pouco rigoroso”, facto que concorre para a degradação da confiança dos cidadãos para com o sistema de administração da justiça.
Maputo, Terça-Feira, 10 de Março de 2009:: Notícias

Monday, 9 March 2009

MDM emerge com propósito de “desalojar” a Frelimo do poder

• Confirmado que o presidente do MDM, Daviz Simango, vai concorrer às presidenciais deste ano • Pode estar iminente a criação de uma 3.ª Bancada na Assembleia da República • O Galo é o símbolo do MDM e “Cocorico” é o seu brado “Todos moçambicanos deverão despertar e acreditar que é possível promover mudanças profundas em Moçambique” – Daviz Simango, presidente eleito, no primeiro «showmício» do MDM.

Beira (Canal de Moçambique) – “Cocorico!” é o “grito” do Movimento Democrático Moçambicano (MDM) criado sábado, na Beira, no decurso da Assembleia Constituinte que desde a véspera se reuniu na Faculdade de Medicina da Universidade Católica com a participação de delegados de todas as províncias do país. “Todos moçambicanos deverão despertar e acreditar que é possível promover mudanças profundas em Moçambique”, disse Daviz Simango, o seu presidente eleito, no primeiro showmício do MDM que teve lugar na Munhava com a participação de milhares de cidadãos e em que actuou o jovem músico, Azagaia.
O MDM tem o “Galo” como seu símbolo. “Cocorico” é o canto do galo. Os órgãos do movimento foram também eleitos e deles fazem parte cidadãos de todo o país.
O secretário-geral será indicado pelo presidente, de acordo com os estatutos. Segundo apurou o «Canal de Moçambique» de uma fonte do MDM o presidente pediu ao Conselho Nacional dois meses para indicar o nome do secretário-geral do movimento.
O slogan do MDM também foi aprovado: “Moçambique Para Todos”.
Daviz Simango, que a 7 de Fevereiro tomou posse como presidente do Município da Beira, foi reeleito com 62% de votos nas 3ªs eleições autárquicas a 19 de Novembro de 2008. Este sábado, no comício de encerramento da Assembleia Constituinte do novo movimento que decorreu no populoso Bairro da Munhava, declarou que “o MDM é um partido de todos os moçambicanos, sem descriminação de raça, cor, etnia e grupo linguístico a que pertençam”.
Afirmou ainda que “é necessário que todos trabalhemos para ganharmos as eleições que se avizinham, no lugar de ficarmos a lamentar que perdermos por roubo de voto”.

Oportunidades para todos

O presidente da nova organização política moçambicana disse também que “uma vez no poder o MDM pensa que podemos mudar o destino do país”. Frisou que “a economia está concentrada num pequeno grupo de pessoas” e exortou para que se trabalhe para mudar este estado de coisas. “As oportunidades têm que ser iguais para todos os moçambicanos”, defendeu. Acrescentou que “isto implica o comprometimento individual de cada um com esta causa.”
Daviz Simango, foi eleito por unanimidade, por 252 votos dos delegados com direito a participarem no escrutínio por estarem completamente desvinculados de outros partidos e organizações políticas.
Estiveram presentes cerca de 400 pessoas, entre as quais 102 convidados onde sobressaíram representantes de várias representações diplomáticas.
“O nascimento desta criança levou algumas horas, mais do que prevíamos, mas já estamos todos em festa – todos os moçambicanos do Rovuma a Maputo”.
“Queremos contribuir para a manutenção da democracia pluripartidária em Moçambique e sobretudo para que todos sejamos livres em prol do desenvolvimento nacional”, disse a certa altura da sua intervenção na Munhava o presidente do MDM.

Conselho Nacional

No «showmício» Daviz, como é tratado, apresentou ao público os membros do Conselho Nacional (CN). São 60 elementos na sua totalidade, distribuídos proporcionalmente por cada província do país. Maputo-província, Maputo-Cidade, Niassa, Tete e Cabo Delegado ocupam 4 lugares cada no Conselho Nacional. No mesmo órgão a Zambézia, Nampula e Sofala têm 10 representantes cada; Manica (5), Inhambane (3) e Gaza (2).

Comissão Política

A Comissão Política (CP) é formada por Ivete Fernandes (viúva do ex-Secretário Geral da Renamo, Evo Fernandes), Geraldo Carvalho (porta-voz de Daviz Simango e antigo combatente da Renamo), Alcinda da Conceição, Elias Mpuire, José Domingos, Albano Caridje, José Horácio Lobo, Eduardo Eloy da Silva e Abdul Satar. De acordo com os estatutos, a Comissão Política é formada por 11 membros. Há ainda duas vagas em aberto. É da competência do presidente do MDM indicar quem a deverá preencher.


Comissão Nacional de Jurisdição

A Comissão Nacional de Jurisdição (CNJ) é composta por Eduardo Augusto Elias, Zaida Mussa (advogada e esposa do deputado da Renamo Ismael Mussa), Samuel Simango, Francisco Majoi e Manuel Malando Gulube.

Deputados da Renamo

Daviz Simango apresentou ainda ao público os deputados da Renamo que tomaram parte na Assembleia Constituinte do MDM: Ismael Mussá, Maria Moreno (chefe da Bancada da Renamo na Assembleia da República), Lutero Simango (irmão de Daviz Simango), Luís Inácio, João Colaço, Agostinho Ussore, bem como convidados de outros partidos políticos, sendo de destacar Carlos Reis, Paulino Nicopola (Palmo), Carlos Jeque (analista político), além de João Sarmento, do Partido Social-Democrata (PSD) português. O Partido Frelimo e o Partido Renamo foram convidados mas se fizeram representar oficialmente.

Revolução de 28 de Agosto

A criação e nascimento do MDM tem seus alicerces na chamada Revolução de 28 de Agosto. Tratou-se de um movimento através da qual um movimento de massas emergiu fomentado pelas bases da Renamo na Beira em protesto contra a decisão da liderança da Renamo de afastar da candidatura à sua reeleição Daviz Simango às eleições de 19 de Novembro de 2008 as quais ele acabaria vencendo-as como independente suportado pelo Grupo de Reflexão e Mudança, e depois de ter sido expulso da Renamo.
A posição de Afonso Dhlakama e seus acólitos surpreendeu a todos e chegou a levar certa opinião pública a julgar que a divisão da Renamo seria o bastante para o candidato da Frelimo vencer. Daviz Simango, filho do Reverendo Urias Simango (vice-presidente) fundou com Eduardo Mondlane (presidente) a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) em apenas cinco dias foi canidatado junto da CNE pelos dissidentes da Renamo. Acabou por vencer as eleições presidenciais com 62% dos votos. Concorreu como independente. É edil mas não tem bancada parlamentar porque não tinha partido.

A Beira segundo Carlos Jeque

De acordo com Carlos Jeque, analista político que se deslocou à Beira como convidado, declarou na ocasião que “a Beira é a capital da Democracia moçambicana”, tendo apelado para que “trabalhem com dinamismo no sentido tornar o MDM uma verdadeira força política.
”
A razão do MDM

De acordo com um documento lido na abertura da Assembleia Constituinte do MDM, “o ano de 2009 é decisivo para a democracia em Moçambique. O país corre risco de retorno ao monopartidarismo, sob a capa de democracia. A questão que se coloca é que uns mantêm um bipartidarismo fictício, e outros procuram impor um regime de partido único”.
“O MDM nasce justamente para que não estejamos passivos, a observar. Com as eleições gerais e provinciais de 2009 é possível evitar a capitulação da nossa democracia”, considera a nova organização política.
O MDM assume ainda que “não quer ser mais uma força política”, mas, sim, uma força política capaz de preencher o enorme vazio existente na vida política moçambicana”.
Diz ainda o documento que estamos a citar que “o MDM espera aglutinar no seu pensamento as aspirações de todas as classes sociais, incluso dos marginalizados e desiludidos. Para tal, irá criar um programa de acção claro e capacidade organizativa e mobilizadora”.

Dhlakama e a constituição do MDM

Na sexta-feira arrancou a Assembleia Constituinte do MDM, e à tarde, o porta-voz da Renamo em Maputo anuncia que o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama convocava uma reunião da Comissão Política da “perdiz”. A agenda não é anunciada, mas informa-se que a mesma terá lugar em Nampula a 7 e 8, sábado e domingo, respectivamente.
A notícia chega à Beira e imediatamente se começa a ouvir-se nas hostes da Assembleia do MDM que o encontro convocado por Dhlakama em Nampula é expulsar os elementos do seu partido presentes na Beira. Alguns são deputados da Assembleia da República e como tal inamovíveis. Outros, 80 renunciaram publicamente à sua condição de membros da Renamo antes de ser anunciada a sua expulsão. Na mesma ocasião em que os da Renamo renunciam, também três outros membros do “batuque e maçaroca” renunciaram ao seu partido, alegadamente por falta de espaço para os jovens exprimirem o seu pensamento.

3.ª Bancada na AR?

Nos próximos dias poderão estar em curso outros eventos. A bancada da Renamo na Assembleia da República (AR) poderá sofrer uma rotura, na eventualidade de Dhlakama expulsar os deputados Ismael Mussá, Maria Moreno, Lutero Simango, Luís Inácio, João Colaço, Agostinho Ussore, entre outros supostamente acusados de apoiarem Daviz Simango desde que este foi expulso da Renamo.
De acordo com dados em nosso poder, alguns deputados da “perdiz”, descontentes com o “estilo autocrático” de Dhlakama, estão a reflectir nesse sentido e pode ser que se assista muito em breve a uma situação suis generis no Parlamento. Os próximos tempos o dirão. Não está posta de parte a hipótese de surgir uma 3.ª Bancada legalmente constituída pelos deputados dissidentes da Renamo-União Eleitoral. Basta 11 para isso suceder. A soma dos descontentes já começa a apontar para isso.

“Resgatar a esperança”

Maria Moreno, chefe da bancada da Renamo-União Eleitoral na Assembleia da República, num intervalo da assembleia do MDM, quando lhe perguntámos se iria aderia ao movimento afirmou: “Fiquei feliz pelo programa e estatuto do MDM. São inovadores. Ninguém fica indiferente. Eu fico à espera dos sinais da Renamo. Que a Renamo desperte antes de entrar numa aventura eleitoral. Tivemos uma derrota de 100 porcento nas eleições autárquicas. Há que tomarmos medidas enérgicas. Eu vim juntar-me ao povo beirense. Este partido nasce numa perspectiva de resgatar a esperança.”

Eleições Presidenciais de 2009

Foi deliberado.
O engenheiro Daviz Simango irá concorrer às eleições presidenciais de 2009 em Moçambique. Esta posição, que “é irreversível”, nasceu da Assembleia Constituinte do MDM, que tomou por um imperativo a necessidade de Daviz Simango candidatar-se ainda este ano para o escrutínio presidencial, no lugar de adiar-se para 2014.
Os membros do MDM assim o pressionaram e isso ficou decidido.
De acordo com algumas fontes bem posicionadas no MDM, custou demover Daviz Simango no sentido de ocupar-se pela presidência do partido, pois ele está devotado ao seu compromisso com a Beira. Todavia, no evento realizado, os delegados dos 128 distritos (três por cada um) do país instaram-no a candidatar-se. Recorda-se que Daviz Simango venceu folgadamente as eleições como candidato independente a mais um mandato à presidência da Beira, vencendo Lourenço Bulha, do partido no poder, FRELIMO, e o concorrente indicado pela RENAMO, Manuel Pereira, que se posicionou em terceiro lugar.
O apoio a Daviz prende-se com o facto de Simango ser um candidato ganhador, desde que em 2003 venceu Djalma Lourenço da Frelimo. Porquanto, é um dado adquirido de que este filho de Uria Simango, vice-presidente da Frelimo assassinado pelos seus pares em circunstâncias nunca esclarecidas e cujas ossadas estão escondidas sem que os seus títeres se dêem ao trabalho de o restituir à família, terá como adversário um velho camarada do seu progenitor, Armando Guebuza, presidente do país, e Afonso Dhlakama, da Renamo. Está assim confirmado que nas presidenciais deste ano vai haver pelo menos três candidatos à Presidência da República.


(Adelino Timóteo, CANALMOZ, 09/03/09 )

Renamo reune em Nampula “Comissão Política Executiva”


• Se Lei eleitoral não mudar… “se as coisas continuarem assim não vale a pena realizar eleições”, refere Dhlakama • Na ocasião Afonso Dhlakama atacou severamente Maria Moreno, chefe da bancada parlamentar da Renamo na AR, chegando a dizer que ela é que está em crise e não o partido .

Nampula (Canal de Moçambique) - A Renamo reuniu este fim-de-semana em Nampula o que designa por sua “Comissão Política Nacional Executiva” (CPNE). O encontro decorreu numa das estâncias turísticas da chamada capital do norte, Nampula, e destinou-se a discutir, como foi declarado, entre vários assuntos, a preparação das eleições provinciais, presidenciais e legislativas marcadas para o corrente ano.
Falando a jornalistas, momentos antes da abertura dos trabalhos, Dhlakama avançou que se iria debater o recurso a ser submetido à Assembleia da República visando a revisão da Lei Eleitoral já rejeitada pela Frelimo.
A Renamo pretende a criação de tribunais eleitorais a todos os níveis e diz que “se as coisas continuarem assim não vale a pena realizar eleições”.
Dhlakama sustenta que “caso sejam realizadas novas eleições com a Lei Eleitoral em vigor nada adianta, porque quando há fraude a Renamo é obrigada a recorrer à entidade que protagonizou a tal fraude, neste caso a Comissão Nacional de Eleições (CNE) o que não adianta em nada”.
Para o líder da única bancada da oposição parlamentar ainda existente, a Lei Eleitoral em vigor no país “não é típica para o modelo de partidos democráticos”. Nesta reunião da “Comissão Política Executiva Nacional” da Renamo notou-se a ausência de algumas caras habituais daquele partido. Uma ausência que mereceu reparo dos jornalistas presentes foi a do porta-voz, Fernando Mazanga que actualmente desempenha as funções de chefe do partido ao nível da cidade de Maputo.
Em Nampula, em conversas de esquina comentava-se que só os que tem cometimento militar com a Renamo, aqueles que durante a guerra dos 16 anos estiveram ao lado de Dhlakama, estiveram na reunião de Nampula. Comentava-se que só os que terão segredos militares da Renamo estiveram presentes, mas não se avançavam razões para suspeitar-se do nível de participação constatado.
Notou-se sobretudo a ausência da chefe da bancada daquele partido na Assembleia da República, Maria Moreno. E o que fez sobressair mais a ausência da destacada figura da Renamo em Nampula foi a dissertação de Afonso Dhlakama quando instado a comentar as declarações da chefe de bancada do seu partido. “Ela é que está em crise. A Renamo não está em crise” disse o presidente da Renamo, visivelmente irritado.
“Ela foi recrutada pela Renamo para ser chefe da bancada e os senhores conhecerem a ela. Fui eu que lhe coloquei lã para ela dar cara e cheirar o parlamento” – disse e acrescentou: “Foi uma vontade do Dhlakama”.
Aos críticos do rumo que a Renamo está tomando actualmente não escaparam aos ataques do líder da perdiz os demais deputados que foram à Beira informalmente, como convidados, à Assembleia Constituintes do Movimento Democrático Moçambicano (MDM). Até lhes chamou “cobardes”. No entender do líder da Renamo “eles deviam agradecer ao Dhlakama por ter trazido o multipartidarismo a este país”.

Quanto ao MDM


Dhlakama foi igualmente questionado sobre a criação do MDM, que por ironia aconteceu no mesmo fim de semana em que a CPNE da Renamo se reuniu em Nampula. Dhlakama, menosprezou o facto e disse: “Arrastar membros não é nada. Eu já fui da Frelimo e quando saí arrastei muita gente. 60% dos quadros que fizeram a Renamo vieram da Frelimo. Aquilo é ginástica do multipartidarismo. É o valor da luta pela democracia no país”.
Para Dhlakama “os quadros seniores são os que fazem parte da Comissão e não os desertores”.
Dhlakama disse ainda que o MDM não preocupa a Renamo e muito menos a ele.

(Aunicio da Silva, CANALMOZ, 09/03/09 )

MDM veio para ficar - Daviz Simango no final da conferência constitutiva do novo partido

CAPTAR, exprimir, reflectir e veicular o sentimento, vontade e preocupações dos cidadãos e grupos sociais marginalizados, desiludidos, não identificados e nem representados nas actuais formações partidárias constitui um dos grandes objectivos do recém-criado Movimento Democrático de Moçambique (MDM) que, segundo o respectivo presidente, Daviz Simango, veio para ficar. No final da conferência constitutiva de dois dias havida na Beira, tomaram posse os 60 membros que compõem o Conselho Nacional, nove da Comissão Política e quatro do Conselho Nacional Jurisdicional.
Entretanto, o líder daquela nova formação política deverá acumular durante os próximos dois meses os cargos de presidente e de secretário-geral, até que seja encontrada uma figura que, segundo Simango, deverá ser pessoa de expectativa e de esperança.
O MDM, segundo o seu presidente, deverá decidir através do seu Conselho Nacional e da Comissão Política se deverá disputar este ano as eleições presidenciais.
Assente está que esta formação política vai concorrer nas legislativas e nas eleições provinciais, conforme garantiu o porta-voz do partido, Geraldo Carvalho.
Cerca de 100 membros da Renamo renunciaram a sua filiação a este partido filiando-se no “galo”, símbolo desta formação política.
Com a excepção das províncias de Sofala, Zambézia e Nampula, que possuem 10 pessoas cada, as restantes províncias estão representadas por quatro membros no Conselho Nacional, incluindo Maputo – cidade.
Segundo apurámos, da lista dos membros da Comissão Política apenas Eduardo Elias é o nome de relevo, pois para além fazer parte deste órgão ainda é deputado da Assembleia da República pela bancada da “perdiz”.

SHOWMÍCIO
Depois dos trabalhos no período de manhã, a tarde foi reservada para um showmicio no campo de futebol da ex-Beira Boarting, no populoso bairro da Munhava.
Perto de sete mil pessoas estiveram concentradas no local desde as primeiras horas da tarde só que o encontro acabou acontecendo duas horas mais tarde em relação à hora prevista, que era 15 horas, tudo devido à reunião que a Comissão Política realizou depois de todos os trabalhos da conferência, nomeadamente para a leitura e assinatura da acta da assembleia constitutiva do partido.
Dirigindo-se aos populares, Daviz Simango começou por explicar os objectivos que nortearam a criação do partido, tendo depois apresentado alguns membros que compõem os órgãos directivos do MDM.
Este partido veio para preencher o enorme vazio existente na vida política moçambicana. Para isso teremos que criar capacidade organizativa, mobilizadora, logística forte e programa de acção claro, pois viemos para ficar – disse.
Depois do discurso de improviso do presidente daquela formação política emergente que durou aproximadamente uma hora, alguns músicos, com destaque para Azagaia, subiram ao palco para colorir a festa do termo da constituição do Movimento Democrático de Moçambique.

(António Janeiro, Noticias, 09/03/09 )