Thursday, 24 April 2014

Paridade e equilíbrio nas FADM foram acordados em Roma


 
O antigo negociador chefe da Renamo, Raul Domingos, considera que a proposta da Renamo em torno do estabelecimento do equilíbrio e paridade no seio das FDS constitui uma revista ao Acordo Geral de Paz (AGP) para ver o que foi ou não implementado, ou seja a guerra terminou com um acordo que não foi devidamente tratado por isso hoje surge esta proposta.
O presidente do Partido Para Paz Democracia e Desenvolvimento (PDD), Raul Domingos, refere que a paz é uma questão de garantias, quando se exige respeito pelo equilíbrio e paridade significa queeste partido está se sentido inseguro. Isto porque a partidarização das FDS faz com que uma força política fique armada.
De acordo com Domingos, quando a Frelimo tem domínio sobre as FDS significa que também é um partido armado e perante esta situação a Renamo está a tentar dizer que ao ser desmilitarizada precisa de garantias de segurança que é afectação dos seus homens nas fileiras na mesma proporção.
Contudo, diz estar preocupado com a forma como o governo está a tratar o assunto, ao classificar a proposta da Renamo como uma autêntica aberração.
“Estando na mesa de negociações é preciso debater, apresentar propostas viáveis, pois um processo como este é caracterizado por aberturas e cedências. Este tipo de reacção por si só cria uma situação que antevê um prolongamento do conflito”, frisou Domingos.
Domingos avança que a questão de paridade e equilíbrio nas FADM foi acordada em Roma e previa-se a mesma situação na PRM, mas neste último caso foi adiando e não se sabe muito bem quais foram os motivos.
“Mas parece-me que houve um certo entendimento entre Joaquim Chissano e Afonso Dhlakama num encontro que mantiveram em Gaberone, capital de Botswana, em 1992. No entanto, nota-se que o governo não levou avante as garantias dadas para não consumação deste plano”.

SAVANA, 18/04/14

Diálogo de surdos

Governo e Renamo radicalizam posições e encravam ainda mais as negociações

Enquanto o consenso anda distante dos protagonistas, a incerteza é sobre quando poderão chegar os propalados e tão esperados observadores internacionais, bem como quando vão efectivamente as partes cessar o fogo das armas

Maputo (Canalmoz) – O Governo e a Renamo voltaram a radicalizar as posições na ronda negocial de quarta-feira, e prevalece o impasse em torno do acabamento dos termos de referência sobre a missão dos observadores internacionais do cessar-fogo e das pré-condições, que se resumem ao desarmamento da Renamo e à sua inclusão, com direito a cargos de chefia, nas Forças de Defesa e Segurança.
O chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiana, disse aos jornalistas, no final da 55a ronda destas negociações que decorrem desde Outubro de 2012: “Mais uma vez o impasse continua, porque não chegámos a consenso sobre os termos de referência dos observadores internacionais”.
Segundo Macuiana, a Renamo voltou a exigir que a missão dos observadores deve ser a de garantir o cessar-fogo, a reorganização das Forças de Defesa e Segurança através da integração dos homens da Renamo nas FADM e na Polícia da República de Moçambique obedecendo ao princípio de equilíbrio, bem como a integração social e económica aceitável, tal como propõe.
Por seu turno, o ministro da Agricultura, José Pacheco, que chefia a delegação governamental, disse que a ronda de diálogo com a Renamo, na quarta-feira, terminou sem nenhum resultado satisfatório, porque as partes saíram sem consenso.
Segundo deu a conhecer o ministro Pacheco, a Renamo voltou a referir que “a presença dos observadores passa pela partidarização das Forças de Defesa e Segurança em 50% para a própria Renamo e 50% para o Governo”.
“Um autêntico golpe de Estado publicamente”, foi como José Pacheco classificou as exigências da Renamo, acrescentando que “este princípio de paridade definitivamente não se aplica nas Forças de Defesa e Segurança”.
Pacheco sublinhou que “o Governo não vai ceder nunca a isso”, interpretando a posição da Renamo como sendo de falta de interesse pela paz.
“A Renamo não quer a paz. Quer continuar a ficar armada, a matar e a destruir”, disse o negociador-chefe do Governo, concluindo que “está fora de questão discutir as Forças de Defesa e Segurança”.
O Canalmoz perguntou se o antagonismo das partes que agora constitui um impedimento no avanço das negociações – ou seja, as exigências da Renamo em torno da reforma nas FDS, por um lado, e, por outro lado, a posição de recusa do Governo em discuti-las – poderia, em caso de o Executivo aceitar, encerrar todas as discussões do Ponto Dois da agenda negocial sobre as Forças de Defesa e Segurança. O ministro da Agricultura respondeu que não, dado que “o Governo continua aberto para dialogar”.
Na verdade, as partes retrocederam bastante em relação à semana passada, em que diziam que estavam satisfeitas pela aproximação de posições e a aceitação da Renamo em entregar as armas e integrar os seus homens mediante um compromisso de confiança que consiste no equilíbrio nas FDS bem como nos seus respectivos comandos a diversos níveis.
Nesta quarta-feira, viu-se cada uma das partes irredutível nas suas posições, sobretudo com o Governo a rejeitar “qualquer possibilidade de discutir as Forças de Defesa e Segurança com a Renamo”.
Embora tivessem dado a entender que queriam concluir os “termos de referência do cessar-fogo como questão prévia”, antes de saltarem para o ponto seguinte, referente às Forças de Defesa e Segurança, tudo indica que esse passo já foi dado e discute-se o referido ponto.
O Governo havia dito que todas as propostas da Renamo sobre as FDS estavam registadas e que em tempo oportuno os peritos militares poderiam encontrar-se para analisarem a sua viabilidade. Agora, mais uma vez, o Governo veio considerar a exigência como “um golpe de Estado”.
A distância – se bem que pode assim ser considerado o impasse prevalecente entre as partes – continua maior, e sobretudo guiam-se pelas divergências anteriores e longe do consenso sobre a vinda dos observadores, cujos comandos até já lhes foram atribuídos.
Enquanto o Governo acusa a Renamo de estar a entretê-lo com o diálogo enquanto “tem outros propósitos”, este partido diz que está de consciência limpa: “Já colocámos a nossa proposta em cima da mesa, está a circular e a ser discutida até no seio da sociedade nacional e internacional”. A Renamo exige, por isso, que “o Governo deve apresentar também a sua proposta sobre o assunto, para ser discutida em sede do diólogo e pelo povo moçambicano, como está a acontecer com a nossa”.
Para a Renamo, as condições que colocou na mesa sobre a harmonização das Forças Armadas de Defesa de Moçambique e da Polícia da República de Moçambique, para serem discutidas, estão bem claras.
“A serem discutidas e respeitada, não há nenhuma objecção da Renamo e do seu presidente em entregar as armas a uma instituição credível, porque não interessa à Renamo ficar nem sequer com uma espingarda caçadeira”, reiterou Saimone Macuiana.
As partes dedicarão a próxima sexta-feira a uma reflexão a sós para cada delegação, devendo retornar às negociações na presença dos mediadores nacionais na próxima segunda-feira, 28 de Abril.



(Bernardo Álvaro, Canalmoz)

A opinião de Machado da Graça

Olá amigo Tivane...


Como vai a vida? Tudo bem? Do meu lado está tudo normal.
Só que, como acontece todos os anos, por esta altura, estou bastante incomodado.
E, como nos outros anos, incomodado por causa da ida do nosso Procurador-geral da República ao Parlamento falar do estado da Justiça no país.
E este incómodo, objectivo e pessoal, deriva do facto de o Dr. Augusto Paulino ser uma pessoa por quem tenho consideração. Daí se tornar mais de­sagradável vê-lo metido na situação que se repete.
Num país em que o Executivo está, permanente­mente, a acrescentar novos atropelos à legalidade à já longa lista anterior, não invejo a posição de um PGR, que foi nomeado pelo chefe desse mesmo Executivo. É uma posição insustentável.
Uma posição que leva, por vezes, a situações pro­fundamente ridículas em que, para evitar condenar o Chefe de Estado, o PGR tem que cair no ridículo de o desmentir. Enquanto Armando Guebuza anda, por todo o lado, a gritar aos quatro ventos que Filipe Nyusi é o candidato do partido Frelimo às próximas presidenciais, Augusto Paulino vem afirmar que não é coisa nenhuma porque ainda não há nenhum candi­dato inscrito no Conselho Constitucional. Artimanha legalista em que ninguém acredita, a começar pelo próprio PGR.
Mas a lista das coisas que não foram referidas, ou foram muito superficialmente, na informação que apresentou é enorme, incluindo todos os escân­dalos dos últimos tempos, desde a EMATUM aos fuzilamentos sumários da FIR, desde a utilização das FADM e das Forças de Guarda Fronteira num conflito interno até às graves irregularidades nas eleições autárquicas, e por aí adiante...
Eu, se fosse ao Dr. Paulino, enviava a quem me nomeou um pedido de demissão por incompatibili­dade moral de exercer cabalmente o cargo nestas condições. E voltaria a exercer o cargo de juiz, jul­gando de acordo com a sua consciência.
Sei que, por cá, não é hábito pedir a demissão, mas, talvez, vá sendo tempo de se adoptar esse hábito.
A bem da decência que, estou convencido, o Dr. Augusto Paulino gostaria de ver prevalecer.
Um abraço para ti do
Machado da Graça



 CORREIO DA MANHÃ, no  Moçambique para todos 

Wednesday, 23 April 2014

Afonso Dhlakama fala à imprensa moçambicana após novos confrontos

O líder da RENAMO diz que a despartidarização das Forças Armadas é crucial para o fim do conflito no país. A declaração segue-se a novos confrontos entre as forças governamentais e homens armados alegadamente da RENAMO.

As forças governamentais moçambicanas registaram esta terça-feira (22.04) dois mortos e quatro feridos nas suas fileiras num confronto com supostos homens armados da RENAMO, na região de Nhalunga, província central de Sofala.
O chefe da delegação do Governo nas negociações com a RENAMO, José Pacheco, atribuiu a iniciativa do ataque ao maior partido da oposição.
"A RENAMO perpetrou o ataque a uma coluna militar e o Governo vai manter a sua postura de ter Forças de Defesa e Segurança que se defendem e defendem os moçambicanos", afirmou José Pacheco.
Por sua vez, a RENAMO, na voz do seu negociador chefe, Saimone Macuiane, disse que o seu partido não realiza ataques desde janeiro último. Macuiane apelou ao Governo moçambicano para fazer o mesmo: "Enquanto discutimos a vinda da comunidade internacional, não gostaríamos que nenhum cidadão moçambicano continuasse a morrer."


RENAMO só responde a ataques, diz Dhlakama

Este posicionamento de Saimone Macuiane é igualmente defendido pelo líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, numa entrevista publicada esta quarta-feira (23.04) pelo jornal Canal de Moçambique.
Dhlakama, que continua em parte incerta, disse que a RENAMO se tem limitado a responder quando é atacada. Negou ainda que os seus homens armados tenham atacado recentemente um comboio de mercadorias da empresa brasileira Vale Moçambique, afirmando que o conflito entre a FRELIMO e a RENAMO não pode inviabilizar o desenvolvimento do país.


Paridade nas Forças Armadas

O ataque desta terça-feira registou-se numa altura em que há um impasse na mesa negocial, na sequência da exigência da RENAMO, rejeitada pelo Governo, de paridade na composição e liderança das Forças de Defesa e Segurança.
O representante do Governo, José Pacheco, diz que há não qualquer possibilidade do executivo ceder à exigência da RENAMO. Ao contrário do que aconteceu com os órgãos eleitorais, segundo José Pacheco, "este princípio de paridade não se aplica de nenhuma forma às Forças de Defesa e Segurança de Moçambique."
Na sua entrevista ao Canal de Moçambique, o líder da RENAMO diz, por seu lado, que, ao defender paridade nas Forças de Defesa e Segurança, o seu partido está apenas a exigir a aplicação do que foi acordado em Roma.
"Tudo pode ser resolvido com a reintegração dos homens da RENAMO, que, depois de integrarem as Forças de Defesa e Segurança passaram a ser excluídos a partir do ano 2000", afirmou Dhlakama.
O líder da RENAMO reiterou que se compromete a desarmar os seus homens caso se concretize a despartidarização das forças governamentais.
Já Saimone Macuiane disse que, se isso acontecer, haverá "maior confiança entre as partes e, a partir dessa altura, a RENAMO nem sequer precisará de ficar com uma espingarda de caça, sequer."
Sobre as eleições gerais agendadas para 15 de outubro próximo, o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, disse acreditar que as mesmas possam ter lugar na data prevista, desde que seja alcançado um acordo sobre o modelo das forças governamentais nas negociações em curso.
Entretanto, reafirmou que a RENAMO não irá permitir a realização das eleições sem a sua participação no escrutínio.

DW.DE

Governo e Renamo trocam acusações sobre confronto armado desta terça-feira no centro de Moçambique

O Governo de Moçambique e o maior partido da oposição, Renamo, atiram um contra o outro acusações sobre quem terá sido o autor das provocações que deram origem ao intenso tiroteio, na manha de terça-feira (22), na Serra de Gorongosa, província de Sofala, e que forçaram a população a abandonar a zona e refugiar-se na vila de Gorongosa, que dista cerca de 27km do local do confronto.
Durante o briefing com os jornalistas após uma ronda de diálogo que terminou num impasse, o chefe da delegação do Governo, José Pacheco, repudiou os confrontos e apontou os homens da Renamo como autores dos mesmos.
Depois de referir que o tiroteio iniciou quando homens, alegadamente da Renamo, atacaram uma coluna de logística das Forças de Defesa e Segurança, a fonte do Governo sublinhou que o objectivo deste partido "é de continuar a matar".
"Esta Renamo que vemos aqui e na Assembleia da República de colarinho branco é a mesma que pretende entreter-nos no diálogo, mas no fundo a sua essência é de um partido sanguinário e violento", disse Pacheco.
Por sua vez, a delegação da Renamo, através do seu chefe, Saimone Macuiane disse que a informação que possuía era de que "em nenhum momento os homens da Renamo teriam provocado as Forças de Defesa e Segurança, mas o contrário teria acontecido". Macuiane esclareceu, porém, que a equipa não havia ainda recebido uma informação oficial sobre o incidente.
Depois da ocorrência do confronto, uma ambulância militar deu entrada no Hospital Rural de Gorongosa. Entretanto, os militares, para além de cercarem a unidade sanitária e fortificarem as medidas de segurança, impediram a entrada das pessoas que acompanhavam os feridos. Há registo de dois militares mortos e cinco feridos.
Informações não confirmadas dão conta de que as FDS semearam minas na Serra de Gorongosa com o objectivo de precipitar a morte do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que desde Outubro do ano passado está em parte incerta, pese embora alguma opinião afirme que ele está escondido no local em alusão.
Nenhuma das partes envolvidas no conflito, o Governo e a Renamo, reivindicou ainda o ataque. Entretanto, refira-se que os ataques à Serra de Gorongosa não são recentes, pois as FDS acreditam que o líder da Perdiz está naquele lugar.
Este confronto segue-se ao registado na madrugada desta segunda-feira (21), na localidade de Caphirizage, no posto administrativo de Zobué, no distrito de Moatize (Tete), onde um grupo de homens armados, supostamente da Renamo, protagonizou um ataque a um posto policial, tendo abatido um membro de policiamento Comunitário.


A Verdade

Dois militares mortos e cinco feridos em ataque no centro de Mocambique

Gorongosa, Moçambique, 22 abr (Lusa) - Um confronto entre as forças governamentais e homens armados ligados à Renamo, maior partido da oposição em Moçambique, fez hoje dois mortos e cinco feridos na Gorongosa, Sofala, centro de Moçambique, disseram hoje à Lusa várias fontes.
"Um militar morreu no local e outro no hospital", disse à Lusa uma fonte do hospital distrital de Gorongosa, realçando que os feridos, incluindo uma civil atingida numa perna, foram transferidos para o Hospital Central da Beira (HPC), a cerca de 200 quilómetros.
Os confrontos aconteceram quando o exército atacou com 'rockets' uma posição da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) em Nhauranga, perto das encostas da Serra da Gorongosa - onde se pensa esteja refugiado o líder do partido, Afonso Dhlakama - sendo depois alvo de uma emboscada por homens armados.

Hoje é Dia Mundial do Livro

A 23 de Abril celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor. A data tem como objectivo reconhecer a importância e utilidade dos livros assim como incentivar hábitos de leitura na população.
Os livros são um importante meio de transmissão de cultura e informação e elemento fundamental no processo educativo.
No Dia Mundial do Livro decorrem várias acções de promoção dos livros e da leitura, organizadas por livrarias, associações culturais, escolas, universidades e outras entidades.
A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1995 por ser um dia importante para a literatura mundial. Foi a 23 de Abril de 1616 que faleceu o dramaturgo espanhol Miguel de Cervantes e a 23 de Abril de 1899 nasceu o escritor russo-americanoVladimir Nabokov.
A data serve ainda para chamar à atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e desenvolvimento económico.
O dia 23 de Abril é também recordado como o dia em que nasceu e morreu o escritor inglês William Shakespeare.
Por um ano a cidade nigeriana de Port Harcourt será a Capital Mundial do Livro, título atribuído pela UNESCO no âmbito do Dia do Livro que se assinala a 23 de Abril próximo.
A indicação da cidade nigeriana foi igualmente aprovada pela União Internacional de Editores e pela Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas.
Por ocasião do Dia Mundial do Livro a UNESCO vai realizar na sua sede, em Paris, na França, uma exposição sobre a Mafalda, personagem de banda desenhada pelo escritor argentino Quino há 50 anos.



Noticias

Tuesday, 22 April 2014

DHLAKAMA SÓ SE VAI RECENSEAR SE TIVER ‘GARANTIAS DE SEGURANÇA’

Ao longo do nosso trabalho de hoje não discutimos nada relacionado com o processo eleitoral, mas acreditamos que qualquer moçambicano precisa de segurança para se recensear”, disse Segunda-feira, em Maputo, o deputado e chefe da delegação da Renamo, em sede do diálogo político, Saimone Macuiane.
Ele explicou que se tudo dependesse do seu partido, os termos de referência teriam sido ultrapassados, criando-se, assim, segurança para o seu líder recensear-se. “Para a Renamo, mesmo hoje este assunto teria sido ultrapassado, mas o governo alegou ter outras agendas, por isso saímos cedo. Se dependesse da Renamo hoje saiamos tarde só para terminar este assunto.”
O recenseamento eleitoral termina a 29 do mês em curso, porém ainda não há indicação nenhuma de que o líder da Renamo já se recenseou, nem uma provável data em que o fará.
A discussão sobre os termos de referência, da função dos observadores internacionais, tem sido caracterizada por sucessivos impasses, visto que o governo entende que os observadores devem, para além de fiscalizar a cessação das hostilidades, assistir a desmobilização da Renamo. Contudo, a Renamo discorda com este ponto.


(AIM)

Forças de Defesa e Segurança trocam tiros com homens armados em Gorongosa

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) e os homens armados da Renamo envolveram-se num tiroteio intenso, na manhã desta terça-feira (22), na Serra de Gorongosa, na província de Sofala, facto que forçou a população a abandonar a zona e refugiar-se na vila de Gorongosa, que dista cerca de 27km do local do confronto. No seguimento do confronto, uma ambulância militar deu entrada no Hospital Rural de Gorongosa. Entretanto, os militares, para além de cercarem a unidade sanitária e fortificarem as medidas de segurança, impediram a entrada das pessoas que acompanhavam os feridos. Presume-se que haja óbitos.
Informações não confirmadas dão conta de que as FDS semearam minas na Serra de Gorongosa com o objectivo de precipitar a morte do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que desde Outubro do ano passado está em parte incerta, pese embora alguma opinião afirme que ele está escondido no local em alusão.
Nenhuma das partes envolvidas no conflito, o Governo e a Renamo, reivindicou ainda o ataque. Entretanto, refira-se que os ataques à Serra de Gorongosa não recentes, pois as FDS acreditam que o líder da Perdiz está naquele lugar.
Este confronto segue-se ao registado ma madrugada desta segunda-feira (21), na localidade de Caphirizage, no posto administrativo de Zobué, no distrito de Moatize (Tete), onde um grupo de homens armados, supostamente da Renamo, protagonizou um ataque a um posto policial, tendo abatido um membro de policiamento Comunitário.



A Verdade

Sobre a missão de observadores do cessar-fogo


 Governo e Renamo continuam sem consenso

Maputo (Canalmoz) – O Governo e a Renamo voltaram, na segunda-feira, a não chegar mais uma vez a um consenso sobre o mandato da missão dos observadores que irão fiscalizar o cessar-fogo.
Depois de na última ronda, o Governo, através do ministro dos Transportes e Comunicações, Gabriel Muthisse, ter dito aos jornalistas que a Renamo aceitava entregar as armas e integrar os seus homens, e que a prioridade era concluir os termos de referência, passando as exigências da Renamo a serem matéria de discussão no segundo ponto, referente às Forças de Defesa e Segurança, na segunda-feira, o mesmo Governo, representado pelo ministro da Agricultura, José Pacheco, veio dar o dito por nao dito, negando qualquer possibilidade de discutir a proposta da Renamo sobre a paridade nas FDS.
Em conferência de imprensa, José Pacheco acusou a Renamo de ter rejeitado, no decurso das negociações, a desmobilização dos seus homens.
Na semana passada, e segundo os dois lados tinham dado a conhecer, as partes tinham concordado que não podiam saltar de uma matéria para tratar a outra sem concluir a que está em discussão.
As partes haviam garantido também que a discussão tinha sido boa, porque tiveram a aproximação de posições e grandes avanços, que satisfaziam o Governo e os peritos militares. O Executivo declarara que todas as propostas da Renamo sobre as FDS estavam registadas e que, em tempo oportuno, os peritos militares poderiam discutir para analisar a sua viabilidade.
Mas na sessão da segunda-feira, segundo o ministro Pacheco, as partes voltaram a distanciar-se, guiando-se pelas divergências anteriores e, consequentemente, não conseguindo definir a missão dos observadores, alegadamente devido a imposições da Renamo.
No entender do Governo, a missão tem que ser a de observar, monitorar e garantir a implementação da cessação das hostilidades, a desmilitarização da Renamo e a integração dos seus homens nas Forças Armadas e na Polícia.
A Renamo defende também que a missão dos observadores deve ser a de fiscalizar o processo de cessar-fogo e acompanhar as fases subsequentes destas negociações, como, por exemplo, a discussão do Ponto Dois, relativo às FDS, a desmobilização e integração dos homens da Renamo, a reorganização ou harmonização das Forçaas de Defesa e Segurança e a supervisão da implementação de todos os acordos alcançados e dos que venham a ser alcançados.
Por outro lado, o chefe da delegação do Governo disse que a Renamo referiu que não deve haver desmobilização.
“Estamos perante um partido que quer continuar armado para matar e destruir os bens da população”, disse José Pacheco, acusando a Renamo de continuar a defender a reestruturação com paridade nas Forças de Defesa e Segurança.
O Governo diz que quer que a missão dos observadores e a questão do desarmamento da Renamo venham bem expressos nos termos de referência.
O chefe da delegação governamental, desafiou a Renamo afirmando: “Se quer continuar armada, que o faça por seu próprio risco”.
Para Pacheco, é inaceitável que a Renamo esteja a condicionar o seu desarmamento à questão da paridade nas Forças de Defesa e Segurança.
“Está fora de questão a paridade nas FDS”, concluiu o ministro.



Renamo diz que não está interessada em ficar com armas


Também o chefe da delegação da Renamo, o deputado Saimone Macuiana, disse em conferência de imprensa que as partes não chegaram a consenso em relação aos termos de referência sobre a missão dos observadores.
Para Macuiana, a Renamo trouxe condições bem claras de harmonização das Forças Armadas de Defesa de Moçambique e da Polícia da República de Moçambique, para serem discutidas.
“A serem discutidas e respeitadas, não há nenhuma objecção da Renamo e do seu presidente em entregar as armas a uma instituição credível, porque não interessa à Renamo ficar com nenhuma arma, nem que seja cadeira”, disse o negociador-chefe da Renamo, Saimone Macuiana, garantindo, por outro lado: "Esperamos que na quarta-feira encerramos em definitivo os termos de referência”.
Sobre as acusações do Governo de que a Renamo quer manter-se armada para continuar a matar e a destruir, Macuiana disse que não ha nenhum conflito no mundo que se faz só com uma parte.
“Não cabe apenas à Renamo. Cabe sim às duas partes, Governo e Renamo, cessarem as hostilidades”, afirmou o deputado, sublinhando que “a acusação de uma das partes não ajudaria o processo”.
A Renamo desafia o Governo a trazer para as negociações, tal como ela fez, a sua proposta sobre as formas como poderá ser feito o processo de desarmamento e integração dos homens da Renamo e todas questões referentes às FDS.
“Queremos a proposta do Governo sobre as Forças de Defesa e Segurança em cima da mesa para podermos discutir”, declarou o chefe da delegação da Renamo.
A Renamo insiste naquilo que apelida de “princípio de confiança”, que consiste na sua participação nos órgãos executivos das Forças de Defesa e Segurança.



(Bernardo Alvaro, Canalmoz)

Feitiço vira-se contra o feiticeiro nas negociações

Beira (Canalmoz) – Talvez o nome do edifício onde se negoceia a paz e a estabilização política tenha influência nos frequentes impasses. Afinal Joaquim Chissano, enquanto político que assinou o AGP, é conhecido como um exímio “homem de fintas”. Claro que isto só à guisa de introdução.
A sua mais célebre finta terá sido a de Gaborone. Só que a vida útil de tais arranjos não foi tão longa quanto os seus mentores esperavam. Bastou mudar a liderança da Frelimo e da República para se alterarem as contas todas. Onde imperava um aparente respeito e consideração pelo adversário passou a haver arrogância, prepotência e discriminação aberta dos outros.
Alguém julgava que havia chegado o “Reich dos Mil Anos”.
Há um factor Chissano no desenrolar das negociações entre o governo e a Renamo?
Se “quem procura encontra”, eu procurei e encontrei toda uma falange de conselheiros pagos ou não pagos provenientes do ISRI. O patrono do ISRI é Joaquim Chissano. A maior parte dos analistas, apoiantes de teses como a da “aberração”, que aparecem nos estações televisivas locais tem uma passagem pelo ISRI.
Então é justo dizer que, embora fora do poder, Chissano continua influenciando a política do governo moçambicano.
Mas não se lancem todas as culpas ao ISRI e ao calibre dos seus produtos. A maioria das escolas de ciências políticas do país não está conseguindo dar inputs de valor ao processo negocial. Ou será que aos negociadores não interessa ouvir?
A mediocridade de muitos dos pronunciamento de gente que é catalogada como analista envergonha. Fazem tábua rasa de tudo e apresentam-se como porta-vozes de partidos políticos. Parece que desfilam nas câmaras da televisão para transmitirem instruções recebidas.
Outros ainda, com posição de editores e directores de órgãos de comunicação social, continuam a desempenhar um papel que no passado foi decisivo para que a mentira oficial se enraízasse.
Hoje, que já sabe e está plenamente estabelecido que as vitórias eleitorais do passado foram construídas e alcançadas através da fraude, desenham novas tácticas para ajudar o regime a manter-se.
São autênticos malabaristas, fundamentalistas da política estomacal.
Agora, que parece estarem encostados à parede, não conseguem descobrir caminhos para uma saída airosa. Será o fim de uma clique que jamais se interessou em gerir a coisa pública como tal? Bom seria.
Não há razão para tanta demora em se encontrar uma solução satisfatória para as partes desavindas.
Uma dose de realismo e de seriedade, honestidade e capacidade de reconhecer que os termos utilizados para fazer política no país já não são sustentáveis está fazendo uma falta gritante.
Gente ocupando posições de relevo na esfera política e governamental pauta por uma mediocridade que está lesando milhões de moçambicanos.
Proferindo palestras, pessoas como Marcelino dos Santos e Mariano Matsinha estão claramente “entupidos” e esgotados, tendo a sua “tese hitleriana” falhado. Um queria obliterar a oposição e outro queria um governo perpétuo da Frelimo.
Já conhecem o sabor da derrota eleitoral e torna-se cada vez mais difícil distribuir cartas viciadas na política nacional.
Porque tarda o acordo político entre o governo e a Renamo? Porquê alguns ainda consideram que é possível o aniquilamento do outro?
É tempo de se aumentar a pressão para que as partes cheguem a um acordo. As chancelarias internacionais têm um papel a desempenhar. É preciso travar-se a corrida armamentista no país. É preciso que se fale claro e se desbloqueiem as vias de comunicação entre as partes.
Em nome da razoabilidade, parem com os malabarismos actuais e tornem a assinar o AGP. Se aquele primeiro foi em Roma, este que seja em Maputo.
Truques e arrogância só vão acelerar as confrontações e generalizar o conflito…



(Noé Nhantumbo, Canalmoz)

JARDIM TUNDURO: Reabilitação dentro dos prazos

































TODAS as obras previstas no projecto de reabilitação e modernização do Jardim Tunduro, na cidade de Maputo, decorrem a bom ritmo e dentro do cronograma estabelecido, segundo garantia dada por Roberto Joaquim, inspector do empreendimento.
Os trabalhos iniciaram a 28 de Outubro do ano passado e neste momento já se concluiu a montagem da tubagem de canalização da água para irrigação e de drenagem das águas subterrâneas que inundavam algumas áreas do espaço, bem como as calhas de protecção dos cabos das redes eléctrica e de telecomunicações.
Roberto Joaquim, que representa a firma Técnica Engenheiros e Consultores, explicou que todos os componentes da obra que devem ser montados no solo foram já colocados.
Actualmente o empreiteiro, a Ceta Construções e Serviços, está concentrado na remodelação dos edifícios, nomeadamente o da Administração, o Centro Social, o de informática e a estufa.
Ao que soubemos, cada um dos edifícios está independente dos demais, pelo que a sua remodelação está entregue a uma equipa própria. 
No edifício administrativo, por exemplo, já se retirou o antigo telhado e espera-se a colocação das novas telhas dentro de dias. O Centro de Informática foi recentemente coberto, estando-se agora a montar os aros. Na loja, que acaba de ser pavimentada, decorrem rebocos, enquanto no Centro Social realizam-se obras de descofragem das vigas, segundo explicações do responsável pela fiscalização da reabilitação.  
Quanto à estufa, está-se à esperar da estrutura metálica, que deverá chegar ao Tunduro dentro dos próximos dias para a respectiva montagem e posterior cobertura do empreendimento.
Segundo garantias do nosso interlocutor, se o ritmo da construção e do aprisionamento, uma componente crítica, se mantiverem, a obra será entregue dentro dos prazos contratuais, ou seja, finais de Outubro próximo.
A restauração e modernização do espaço, um dos emblemas da urbe, estão avaliadas em 165 milhões de meticais desembolados pelo Conselho Municipal, que entra com a maior fatia, os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), a mineradora Vale, através da Fundação Vale, e o Instituto Nacional de Turismo (INATUR).
Os trabalhos foram repartidos em três fases interligadas.  
A primeira contempla a melhoria da vedação, dos arruamentos e da estufa, bem como a construção de um sistema de saneamento, de rega e colocação de novos bancos. A segunda está mais virada para a reabilitação de todos os edifícios existentes no jardim e a construção de mais uma estufa.
A verdadeira modernização do espaço, de acordo com a edilidade, ocorrerá na terceira fase das obras e inclui a construção de restaurantes e de quiosques do lado da Avenida Zedequias Manganhela, empreendimentos que vão resultar de parceiras público-privadas.



Noticias

Monday, 21 April 2014

GOVERNO DIZ NÃO HAVER ESPAÇO PARA DISCUTIR EXIGÊNCIAS DA RENAMO

Maputo, 21 Abr (AIM) – O Governo moçambicano afirma que não haverá mais espaço para discutir as exigências colocadas pela Renamo, maior partido da oposição e antigo movimento rebelde, relacionadas com a paridade no exército e na polícia (PRM).
Na semana passada, o subchefe da delegação do governo e ministro dos transportes e comunicações, Gabriel Muthisse, teria afirmado que o governo poderia discutir este assunto, mas primeiro teria que se ultrapassar os termos de referência sobre a função dos observadores internacionais.
Contudo, hoje, o chefe da delegação do governo e ministro da agricultura, José Pacheco, afirmou que já não há espaço para o efeito.
Está fora de questão discutir a paridade das Forças de Defesa e Segurança (FDS). Não há paridade nas FDS. Há sim um processo normal de recrutamento de cidadãos que integram as FDS e no processo de recrutamento não faz parte dos termos de referência a filiação partidária dos integrantes ou mobilizados paras as FDS”, disse Pacheco falando no final da 54ª ronda do diálogo político entre o governo e a Renamo, que decorre em Maputo.
Pacheco, que entende que a Renamo não quer desarmar os seus homens, disse não fazer sentido aquele partido condicionar o desarmamento a paridade, “a própria Renamo é defensora da despartidarização da função pública, mas contradiz-se quando exige paridade nas FDS e PRM. Esperamos que um dia a Renamo se torne num partido que respeita a lei moçambicana. A Renamo não pode ter armas, pois as armas são monopólio do Estado.”
Segundo Pacheco, estão criadas as condições, de modo a que se alcancem consensos.
Qualquer condicionamento que a Renamo faz, relacionado com a paridade é inaceitável. Nós não estamos aqui para violar a constituição. Estamos aqui para garantir a paz e para o progresso de Moçambique, que passa pela cessação das hostilidades e entrega das armas.”
Na ronda de hoje as duas partes debateram os termos de referência sobre função dos observadores internacionais que deverão fiscalizar a cessação das hostilidades no centro do país e, mais uma vez, não registaram consensos, visto que o governo entende que os observadores, para além de fiscalizarem a cessação das hostilidades, devem assistir o processo de desmobilização da Renamo.
Por isso, Pacheco reiterou a posição do governo, “o ponto ainda não acordado diz respeito a missão dos observadores internacionais. O governo colocou na mesa do diálogo a abordagem que pensa ser abrangente para missão dos observadores internacionais que é de observar, monitorar a cessação das hostilidades, integração do pessoal da Renamo na FDS e PRM e a desmobilização total e entrega das armas dos homens da Renamo.”
O Ministro disse ainda que o governo gostaria que a missão dos observadores estivesse bem expressa.
Por seu turno, o deputado e chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiane, lembrou as condições que o seu partido colocou e as considerou claras.
Uma vez harmonizada a estrutura do exército e da polícia até a base não há nenhum problema para a Renamo, em entregar as armas a uma instituição credível e apartidária. Com esta condição aceite, a Renamo não precisará ficar com uma espingarda sequer, mesmo a de caça.”
Macuiane afirmou que o governo não trouxe uma proposta que se harmonize com a exigência do seu partido.
Os interesses do povo moçambicano devem prevalecer aos interesses das organizações. Assim queremos dizer que se nós somos moçambicanos amantes da paz e da democracia, podemos alcançar soluções positivas. Todos temos que trabalhar para a paz.”


(AIM)

Gerais 2014: Daviz Simango e jovens do MDM traçam linhas mestras do manifesto eleitoral

O líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, e a Liga Juvenil do seu partido, a nível de cidade de Maputo, reuniram sábado último (19) na capital do país para definirem a estratégias de actuação nos pleitos eleitorais que se avizinham e estabelecerem as linhas que orientarão o seu manifesto eleitoral.
No encontro, os jovens do MDM apresentaram ao seu líder e candidato o que consideram serem os pontos a serem tidos em conta no processo de caça ao voto, com vista à concretização da "missão de revolução" em Outubro.
A inclusão de todos os moçambicanos no processo de desenvolvimento e no gozo do mesmo foi o ponto que mais se destacou nas diversas intervenções que, sob cânticos e aplausos, iam surgindo na sala.
O melhoramento de acesso à educação e serviços de saúde são tidos como aspectos fundamentais. Para aqueles jovens, o sistema nacional de educação deve garantir resultados qualitativos e não olhar apenas para a quantidade de pessoas que são abrangidas. "Queremos um ensino que nos garante uma profissão no fim dos estudos", dizem.
Sendo a juventude a maioria populacional, esta deve ser cada vez mais inclusa nas actividades galvanizadoras da economia nacional. "É preciso que o jovem participe de forma activa na vida económica do país. Actualmente, os jovens ocupam empregos precários no país, ficando apenas como instrumento e não protagonistas de desenvolvimento", referem.
Para os jovens da segunda maior força da oposição, sendo Moçambique um país rico em madeira, que é até ilegalmente exportada, não faz sentido que até hoje tenhamos milhares de crianças a sentarem no chão nas escolas, a apoiarem os cadernos no joelho, por falta de carteiras. Aliás, afirmam que enquanto as escolas não são apetrechadas, os montantes resultantes dos recursos florestais são usados por aqueles que "nos estão a colonizar."
"Queremos estradas que vão garantir a circulação de produtos produzidos no nosso país. As pequenas e médias empresas, actualmente, abocanhadas devem ser potencializadas".
Para as próximas eleições gerais, marcadas para 15 de Outubro, os jovens do MDM defendem que se deve investir mais na imagem do seu candidato, Daviz Simango, recorrendo-se também às redes sociais.
O líder do MDM acatou as mensagens dos jovens e comentando disse ser importante que se defina de forma clara os benefícios que os cidadãos devem ter com a exploração dos recursos minerais, principalmente os que se encontram em locais onde os recursos são explorados.
"É preciso que esteja claro como é que o cidadão e a comunidade se vão beneficiar quando se explora recursos na sua localidade. Não há políticas claras para os recursos", disse Simango acrescentando que é preciso não esquecer que recursos devem servir também as gerações vindouras.
Para as próximas eleições, Daviz Simango entende que jovens devem engajar-se na fiscalização do processo de modo a se evitar prováveis fraudes. Aliás, sobre este aspectos, o porta-voz Sande Carmona recordou os jovens que o processo não será fácil. "Seremos presos, molestados, intimidados, mas temos uma ponto por atingir, no dia 15 de Outubro, que é a Ponta Vermelha".


A Verdade

Dhlakama esta vivo!

O jornalista Jeremias Langa afirmou ontem no programa  "Pontos de Vista" que Afonso Dlakhama está vivo e que teve contacto telefónico com ele muito recentemente.

Será política ou imbecilidade política?

Beira (Canalmoz) – O atropelo feroz das leis e desrespeito por tudo quanto é senso comum move alguns políticos do nosso país. Compreende-se que não queiram perder o poder mas daí a enveredarem por uma via de destruição do que foi conseguido a muito custo não é razoável e é até de se recusar e denunciar.
Mesmo que a máquina de comunicação social pública não se atreva a contrariar a estratégia montada pelo partido no poder (Frelimo), não se pode dar descanso a quem não abandona a via do aniquilamento do edifício democrático nacional.
A fanfarra e vista grossa que as hostes do PR fazem a tudo o que é crítica à sua pré-campanha eleitoral de todo ilícita porque é feita com meios do Estado denota um estado de espírito preocupante. Denota que há um temor desmedido sobre a possibilidade de perderem o poder, o que até é compreensível. Estiveram todos estes últimos anos navegando numa onda falsa, semeando ou criando uma situação que os colocaria acima de todos. Não esperavam contrariedades nem capacidade por parte dos que se lhe opunham.
Tendo estendido o seu poder e influência a todas as esferas e controlando efectivamente os diferentes poderes democráticos, exibiam uma confiança à prova de qualquer golpe.
Só que a dinâmica política e social cedo começou a demonstrar que não era bem assim que as coisas estavam. Os moçambicanos não estavam domesticados ou anestesiados a ponto de abandonar as suas pretensões de viverem numa sociedade democrática, justa e de justiça.
Ideólogos ou estrategas do regime foram fazendo leituras medíocres da situação e interpretando as convulsões sociais como obra de mão-externa, reportando ao líder Guebuza que tudo estava bem. Repetidamente o PR foi a Assembleia da República dizer que o “Estado da Nação” era bom. Mentira esfarrapada como todos sabem.
Quando os velhos e idosos não tem tratamento condigno e vivem abandonados e à sua sorte, quando milhares de crianças são obrigadas a sentarem-se no chão nas escolas do país, quando centenas de escolas estão mal apetrechadas e as crianças estão condenadas a precariedade não se pode dizer que algo esteja bem, mas insistiam em dizer que “o estado da Nação é bom!”.
As falcatruas de funcionários públicos em todos os sectores, os desvios inúmeros de recursos públicos para alimentar circuitos sinuosos de corrupção, continuam mas fingia-se e finge-se que nada está a acontecer. Quem devia zelar pelo interesse público está entregue a múltiplas agendas criminosas.
Por parte das assessorias dos governantes montou-se um esquema de produção de relatórios falsos para agradar as chefias. Os chefes na verdade estão nos cargos e exercem suas funções apenas com a perspectiva de aproveitamento das possibilidades existentes e cultivadas para impulsionar seus negócios privados.
Isto tudo que digo são meras constatações da realidade.
É preciso ajudar os políticos a discernirem o que convém ao país tendo em conta os reais interesses nacionais. Temos de reconhecer que algumas das consequências nefastas de decisões tomadas pelo governo se devem a recusa deste escutar o que dizem os cidadãos comuns.
Outro aspecto é que muitos dos nossos políticos são medíocres e chegam a posições governamentais através de esquemas claros de recompensa por “trabalho sujo” feito. Quando se chega a governador de uma província ou a ministro por via de ser primeiro-secretário do partido não admira a qualidade do trabalho efectuado por estes dignitários.
Agora que o tempo aperta e se andou perdendo o mesmo engendrando esquemas visando a manutenção do poder perde-se até o descaramento e compostura característica de titulares de cargos públicos. É a atrapalhação que governa ou orienta as acções de quem se diz por que se julga político por excelência.
Não é por acaso que a impressão geral é de que o governo é demasiado arrogante na sua actuação. Despreza os mais básicos requisitos e avança com suas agendas de maneira unilateral.
Agora que já experimentou o sabor da derrota em círculos eleitorais importantes, os “comissários políticos” procuram a todo o custo descobrir as causas. Mesmo com reuniões obrigatórias de funcionários do Estado, com orientação ameaçadora de que o voto deve ter só num único sentido as derrotas aconteceram e teme-se que o fenómeno se repita. Afinal de “comissários políticos” tinham o nome mas não a substância. São fracos em análise ou simplesmente distraídos pela miríade de interesses que tem.
Polida e impecavelmente vestidos, detentores de poder discricionário e senhores de consideráveis fortunas, pensavam que estava tudo feito e garantido. Que os outros eram uns maltrapilhos incomodando que nem moscas. Agora correm contra o relógio e a idade de reforma os deixa sentados, gozando de suas regalias.
Multiplicam-se em viagens ao serviço do partido numa tentativa de inverter a tendência de voto dos moçambicanos mas mesmo suas convicções já sofrem de esgotamento.
Gente que se desgastou num combate titânico por regalias ilícitas ainda aparece fazendo campanha política e promovendo o novo candidato a Presidente do partido no poder. Outros que já acumulam incontáveis derrotas eleitorais ainda rosnam e rugem como se nada tivesse acontecido. Que será mesmo que se passa no campo ou partido a que pertencem estes senhores e senhoras?
Será uma táctica de queima ou corrosão política de pessoas para que no fim os culpados sejam todos menos alguns?
Será que não há o senso de compreender de que equipa que perde troca-se?
Será que as chicotadas psicológicas tão típicas no futebol não dizem nada a estes políticos?
Ou será tal o desespero que o suicídio político é o caminho escolhido?
O importante é os moçambicanos não se deixem enganar por políticos fossilizados e por outros que não passam de escroques…
Queremos recuperar a dignidade de quem teima em roubar.
Queremos ser cidadãos livres da indigência e de qualquer caridade… queremos exercer a nossa cidadania… só isso… quem já não tem argumentos que abandone o campo


(Noé Nhantumbo, Canalmoz)



MILHARES de cristãos afluíram ontem às igrejas em diversos pontos do país, para a celebração do Domingo de Páscoa, dia em que se celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Na cidade de Maputo, onde grande parte das missas começou por volta das nove horas, foram notórias enchentes fora de comum, elucidando que, apesar das correrias do quotidiano, os crentes ainda reservam um lugar especial celebrar a Igreja.A azáfama vivida nas casas de culto no período de manhã viria, a partir do inicio da tarde, a transferir-se para as residências, onde inúmeras famílias confraternizaram pela passagem da data ou pelo pretexto de algum membro ter sido baptizado nesta Páscoa.    
De facto, é comum várias igrejas, principalmente a católica, baptizarem na missa na vigília pascal, a que se realiza na noite de sábado, ou na de domingo, o que é justificado pelo significado que se tem da Páscoa – renovação, mudança de vida, segundo nascimento, libertação, entre outros termos.   
Este ano, a celebração da Páscoa foi marcada por apelos à paz, perdão e reconciliação entre os homens, requisitos básicos para que os crentes e sociedade em geral possam desenvolver-se e alcançar o estágio de bem-estar que se pretende.
Os apelos, feitos na Sexta-feira Santa, data em que os cristãos se vergaram para recordar a morte de Jesus Cristo, foram sendo reiterados ao longo dos dias subsequentes, incluindo nas missas de ontem, o que está associado ao clima conturbado que se vive no centro do país, onde homens armados e forças governamentais trocam tiros frequentemente.
Líderes religiosos entrevistados pelo nosso jornal foram unânimes na necessidade de uma melhor coabitação entre os homens para que a sociedade possa caminhar rumo desenvolvimento social e harmonioso.
Só para citar alguns exemplos, João Damião, pastor da Igreja Metodista Unida de Moçambique, disse que a Páscoa significa libertação da sociedade de todos os males e consequente instauração de um ambiente de paz e tranquilidade entre os homens.
Entretanto, neste ano, mais do que uma celebração, a Pascoa serve mais para apelar para que rapidamente os moçambicanos voltem a viver em paz uns com os outros, sem os actuais episódios de ataques armados, por mais esporádicos que sejam.
César Santos, presidente das Peregrinações na Igreja Anglicana, disse que cada membro da sociedade deve aproveitar o momento para perdoar a todos que lhe tenham feito mal e abdicar de clivagens.
Como que a anunciar o começo da semana, o tráfego, que desde quinta-feira estivera calmo, começou a intensificar ao inicio da noite de ontem, principalmente nas estradas nacionais numero um e quarto.


Noticias

Sunday, 20 April 2014

Saturday, 19 April 2014

Morreu a primeira mulher de Samora Machel

 
Maputo (Canalmoz) – Faleceu ontem, sexta-feira 18 de Abril de 2014, no Hospital Central de Maputo, vítima de doença, a primeira esposa de Samora Machel, primeiro presidente de Moçambiq...ue, Sorita Tchaicomo.
Samora Machel conheceu Sorita Tchaicomo, quando em 1956 foi colocado como enfermeiro na ilha da Inhaca. Com ela casou e teve quatro filhos: Joscelina, Edelson, Olívia e Ntewane.
O funeral de Sorita Tchaicomo ainda não tem data marcada, segundo fonte próxima da família Machel.


Canalmoz

JOVENS DEVEM REDOBRAR ESFORÇOS NA FISCALIZAÇÃO DO PROCESSO ELEITORAL

Falando a AIM momentos após o encontro que manteve, ainda hoje, em Maputo, com a Liga da Juventude do MDM, Simango, que é também candidato por este partido as próximas presidenciais, disse que a juventude moçambicana está “preparada e madura para conquistar o poder”.
Os jovens querem que, de facto, nós fiscalizemos o processo eleitoral”, afirmou Simango, salientando que “a camada juvenil quer ainda que o partido inclua aspectos essenciais nas políticas que tem a ver com esta camada social”.
Simango, actualmente edil da cidade da Beira, a segunda principal urbe do país, e que negou que o encontro de hoje fosse pré – campanha rumo ao pleito de Outubro, disse que a juventude daquele partido manifestou interesse em estar no terreno para “trabalhar e mostrar aos moçambicanos que esta terra lhes pertence”.
Não se trata de pré-campanha porque o nosso partido trabalha 24 horas por dia. Nós estamos a recolher sensibilidades sobre o que é que os jovens pensam sobre o presente e o futuro do país. Quando se recolhem sensibilidades também se aprende”, disse Simango, acrescentando, de seguida, que, no encontro, ficou mais do que claro que a juventude pretende tomar dianteira dos destinos do país.
Como candidato às presidenciais pelo MDM, a fonte disse ter uma visão juvenil de não temer a ninguém.
Não temos medo de quem quer que seja”, referiu a fonte, ajuntando que se uma equipa da primeira divisão jogar com uma da terceira linha e se esta última vencer, a pergunta que se faz é “qual é a equipa mais forte”.
Ele deixou claro que a mais forte é a vencedora, apesar de ser da terceira divisão.


(AIM)