Saturday, 23 November 2013

A opinião de Alice Mabota

Caras e caros compatriotas. Nao podemos construir Moçambique desta forma. Foi com muita tristeza que acompanhei uma noticia segunda a qual a Frelimo deve reconquistar Quelimane e Beira nem que isto custe sangue pronunciamento que foi atribuida à Presidente da Assembleia da Republica que é uma mulher e mae de dois filhos. A presidente da AR conviveu comigo durante muito tempo e am considere...i uma mulher integra. Assim sentindo uma dor pelo sanguem e vidas de jovens sacrificados porque querem mudanças decidi enviar ontem cerca das 21 horas uma mensagem à Presidente da AR pedindo-lhe que, como mãe, saia de novo fazer parar o sangue que esta a jorrar. Qual não foi a minha tristeza quando ela me responde "Não alice será que nao me conhece o bastante para acreditar nisso? Jamais desejaria tamanha barbaridade isso é obra de Jornalistas. Fiquei confusa e continuo com o meu desespero afinal fazemos um jornalismo de mercenários? Aonde é que a Presidente fez tal afirmação? Quem me explica alguem consegue aperceber-se de que tais palavras produziram resultados nefastos? A nossa polícia tem os dirigentes que tem essas palavras que segundo ela não sairamdela estao a produdir os seus efeitos nas cabeças das pessoas dirigidas por um homem sem principios como o Kalau esse sim se não sao montagens vi no Facebook o seu pronunciamentos." Caros compatriotas Moçambique quer queiramos quer não pertence a todos nao existem de primeira nem de segunda, o que existe são diferenças de oportunidades que os dirigentes deste pais nos oferecem . Caros compatriotas Neste Pais muitos de nós estavamos a esquecer e muitos já tibham ultrapassado os problemas da cor com que nascem se misturando entre todas as cores e tribos moçambique tinha pessoas mas hoje porcausa de quem quer se fazer de jornalista e de político que nunca foram nos recordam as cores com que nascemos para nos distrairem enquanto nos roubam, matam, humilham e passam as suas incopetências e corrupções . Quando vemos uma criança a comportar-se mal numa mesa é que em sua casa não lhe ensinaram como estar na mesa. O problema não está com a criança mas com os pais. Sra. Presidente da AR depois de falarmos pelo telefone espero nos encontrarmos e discutirmos a forma de devolvermos a estabilidade deste povo martirizado e, olha que o sangue só corre onde o seu partido esta a perder mas não se esqueça que é Moçambique e que se querem conquistar os cidadãos façam b em e nao criem revolta as revotal são perigosas e podem não construir devem varrer todos os nocivos ao partido com vista a preservar a concordia Sempre alice que adverte chegará o dia que todo o povo vai dizer não a frelimo mudem enquanto é tempo de concertar.

Até breve Alice Mabota

Friday, 22 November 2013

PRM acaba de anunciar tolerância zero em Quelimane

Em conferência de Imprensa


Polícia ameaça usar a partir de agora, balas reais

Verónica Macamo acaba também de anunciar em conferência de Imprensa que nunca disse que “a Frelimo iria recuperar Quelimane nem que fosse preciso haver derramamento de sangue”

Quelimane (Canalmoz) – Um porta-voz do Comando Provincial da PRM na Zambézia, de nome Ernesto Serrote, acaba (12h00) de anunciar oficialmente que a Polícia, a partir daquele momento, ira adoptar “tolerância zero” relativamente à qualquer manifestação ou acto que entenda tratar-se de perturbação da ordem pública. Disse também que a partir de agora fará uso de balas reais contra qualquer manifestante ou aquele que na óptica da Polícia esteja a perturbar a ordem pública.
Logo a seguir, cerca das 12h30, Verónica Macamo disse em conferência de Imprensa, na sede provincial do partido Frelimo, em Quelimane, que nunca afirmou que o seu partido teria de recuperar Quelimane nem que para isso fosse preciso “verter sangue”.
Verónica Macamo desafiou a provar-se que ela disse o que lhe esta a ser atribuído. Disse também que nunca antes chamou os jornalistas para desmentir porque entendeu que isso poderia ser usado durante a campanha. “Preferi deixar isso para depois porque estamos todos mais calmos”.
Macamo revelou que tomou conhecimento da notícia sobre as declarações que lhe foram atribuídas através da cronologia de Paulo Araújo no facebook.
Um jornalista do jornal Notícias em Quelimane afirmou a colegas, à porta da conferência de imprensa de Veronica Macamo, que viu isso escrito numa publicação de Quelimane, designada por NONA MAIS, que segundo ele pertence a um membro do Partido Frelimo que foi candidato a candidato pelo seu partido nas eleições internas.
Veronica Macamo é membro da Comissão Política do Partido Frelimo e presidente da Assembleia da República.
Entretanto, o MDM acaba de revelar, através do seu SG, Luís Boavida, que o STAE se prepara para divulgar resultados de Quelimane que dão a vitória ao candidato Abel Albuquerque e ao partido Frelimo.
O MDM está na posse de todos os editais das mesas de voto de Quelimane, excepto da escola primária de Incídua, onde as urnas de seis assembleias de voto andaram a passear pela cidade numa viatura da PRM na noite do dia de votação, alegadamente devido aos distúrbios naquele centro de voto.
Na contagem paralela do MDM, Manuel Araújo tem 70,12%. O MDM para a assembleia municipal, 66,4%.


(Fernando Veloso,  em Quelimane, Canalmoz)

Última Hora* Última Hora* Última Hora* Última Hora*



 FIR abre fogo contra a população em Mocuba e mata um cidadão

Maputo (Canalmoz) - A FIR acaba de assassinar a tiro, há momentos, um cidadão que fazia parte de uma multidão que ia ao STAE exigir resultados em Mocuba. Sabe-se que a contagem dos votos em Mocuba da vitória ao MDM e ao seu candidato. Quando já tinha os resultados o STAE reuniu na tarde de ontem, de emergência em Mocuba, porque a candidata da Frelimo, Beatriz Nhula, perdeu as eleições a favor do candidato do MDM, Fernando Pequenino. Até a tarde de ontem, quando já estavam contados quase que todas as mesas, a candidata da Frelimo teve 10090 votos, contra 10630 votos do candidato do MDM. A Frelimo ganhou para a Assembleia Municipal com uma margem mínima. Teve 10501 votos, contra 9644 do MDM.
Os quadros do STAE instruíram os jornalistas da TVM e da RM para não anunciarem os resultados. Por isso, até aqui ainda não eram públicos os resultados de Mocuba. Um jornalista de um órgão público disse ao Canalmoz que os quadros do STAE estavam a “ajustar os resultados”.
Mesmo assim o STAE não está a dar resultados de Mocuba. Já há um morto e muitos feridos. A vila está em alvoroço.

Canalmoz

Recordando Carlos Cardoso

Faz hoje 13 anos que Carlos Cardoso foi assassinado em Maputo



“ No ofício da verdade é proibido por algemas nas palavras”

Em Mocuba

A FIR acaba de balear mortalmente um cidadao na cidade de Mocuba, por sinal membro do MDM que manifestavam contra os possiveis resultados que dao derrota ao candidato do MDM naquela cidade.



Diario Zambezia

FIR abre fogo contra caravana de celebração da vitória do MDM em Quelimane e mata um cidadão

A população está no meio de fogo e gás lacrimónénio pelo simples facto de ter saído à rua para celebrar

Maputo (Canalmoz) - A Força de Intervenção Rápida (FIR) acaba de assassinar há minutos um cidadão que estava na "caravana da vitória" de Manuel de Araújo e do Movimento... Democrático de Moçambique (MDM). Tudo aconteceu quando a longa caravana que está a fazer uma passeata em Quelimane a saudar a vitória de Manuel de Araújo passou pela frente da casa do Governador da Zambézia, que é membro da Frelimo.
A FIR que está de guarda na residência do Governador simplesmente abriu fogo contra a caravana e assassinou um cidadão com um tiro na cabeça. Neste momento a FIR está a disparar contra a população. O nosso repórter está no meio da confusão.

Thursday, 21 November 2013

Fraude, assassinatos, detenções e espancamentos pela Polícia marcam eleições em todo o País

Maputo (Canalmoz) – Ainda não são oficialmente conhecidos os resultados parciais das quartas eleições autárquicas que este ano alargaram-se para 53 autarquias (contra as 43 autarquias de 2008). Porém o único dado adquirido é que à escala nacional, o pleito foi marcado pela violência, promovida ...pelas Forças de Defesa e Segurança, com grande envolvimento da Força de Intervenção Rápida (FIR). Espancamentos, detenções de membros e fiscais da oposição, assassinatos de cidadãos, é o que se regista no terreno.
Os resultados de apuramento nas mesas de voto revelam, regra geral, uma vitória do partido Frelimo e os seus candidatos na maioria das autarquias. O MDM terá conseguido se posicionar em segundo lugar tanto nas Assembleias Municipais como em número de autarquias conquistadas. Resultados parciais oficiais deverão ser conhecidos as 10 horas de hoje pelo Secretariado Técnico da Administração Estatal (STAE), segundo anunciou o director
Beira e Quelimane, cidades que até à data da eleição eram governados pelo MDM, os resultados disponíveis até aqui indicam que as cidades manter-se-ão sob gestão do MDM tanto na presidência dos municípios como na Assembleia Municipal.
No município da capital, Maputo, o MDM e o seu candidato conseguiram amealhar número elevado de votos. Em toda a zona de cimento, nomeadamente os bairros da elite e da cintura urbana, o MDM ganhou folgadamente. Os resultados favorecem a Frelimo e seu candidato nas zonas periurbanas. Mesmo que David Simango e a Frelimo ganhem em Maputo, este será o resultado mais apertado da Frelimo na capital.

Fraude

A Grande prova de fraude aconteceu em Angoche, onde o ASSEMONA conseguiu trazer as provas da fraude, interceptando e arrancando boletins de voto já preenchidos e prestes a serem introduzidos nas urnas, todos votando no partido Frelimo .


Canalmoz

Wednesday, 20 November 2013

Confusão alarga-se em Quelimane


Em Incidua FIR retira urnas e membros das Assembleias de Voto

Quelimane (Canalmoz)- Está a acontecer neste momento, na EPC de Incidua, em Quelimane. A Força de Intervenção Rápida (FIR) acaba de retirar as urnas das seis assembleias de voto depois de ter se instalado caos no local....
A população residente nos arredores da escola montou baricadas e a FIR está a escoltar membros das seis assembleias dessa escola, jornalistas e observadores para saírem da zona porque não há quem escape. Na EPC de Incídua a FIR andou aos tiros e o caos instalou-se
Os Membros das Mesas de Voto (MMV) estavam a contar os votos, quando a situação tornou-se insustentável para o processo continuar. As urnas saíram nos jeeps da FIR e não se sabe aonde vão. Os MMV (membros das lesas de voto) e as urnas seguiram com a Polícia, acredita-se para o STAE. Desconhece-se se haverá condicções para os resultados das seis assembleias desta escola virem a ser validados.

Boletim sobre o processo político em Moçambique

Nampula terá nova votação para presidente;
mas erro nos boletins atingiu também o MDM e o PDD

No município de Nampula haverá uma nova eleição para presidente, no domingo dia 1 de Dezembro. A eleição de hoje foi anulada. A decisão foi tomada este noite pela Comissão Nacional de Eleições, em Maputo, após o término da votação e já com a contagem dos votos iniciada. O nome da candidata do PAHUMO a edil, Filomena Mutoropa, não constou dos boletim de voto.
Para as Assembleias Municipais, a contagem dos votos foi interrompida. Os boletins de voto serão guardados e o apuramento vai recomeçar em paralelo com a contagem dos votos de eleição do edil.  A lei eleitoral determina que ambas as contagens devem ter lugar ao mesmo tempo.
Entretanto, os erros cometido nos boletins de voto em Nampula, não foi apenas da exclusão da candidata do PAHUMO, Filomena Mutoropa. Nos boletins para a eleição dos membros da Assembleia Municipal, o nome de Partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM) aparece duas vezes no boletim. Está escrito em segundo lugar reservado ao MDM e também em terceiro lugar, reservado ao PDD. Em vez de nome correcto  “Partido para a Paz e Democracia e Desenvolvimento”, está repetido o "Partido Movimento Democrático de Moçambique". Os símbolos estão correctos. Ver fotos em pdf anexado.
Sobre este erro, a Comissão Nacional de Eleições ainda não se pronunciou.

Encerramento das urnas marcada por detenções e disparos

Enquanto ao longo do dia o processo da votação foi calmo na maioria dos municípios, a hora de fecho das urnas foi marcada por detenções exclusivamente de fiscais do MDM e de outras organizações da oposição um pouco por todo o País, enquanto em Quelimane e Angoche houve disparos de armas de fogo e de granadas de gás lacrimogéneo, respectivamente.
Quanto à afluência dos eleitores às urnas, todo o período da tarde até à hora prevista para o fecho, não havia longas filas na maioria das 53 autarquias. Os nossos correspondentes espalhados pelos 53 municípios reportaram que à partir de 12 horas as assembleias de votos andavam “às moscas”, dando continuidade à tendência iniciada no final da manhã. Houve, porém, alguns municípios que à hora do encerramento havia muitos eleitores à espera de votar.
A tarde do dia de votação foi marcada por pouca afluência às urnas na maioria dos municípios, confirmando a tendência iniciada no final da manhã. Às 18 horas os nossos correspondentes reportavam assembleias vazias em Gurué, Alto-Molócuè, Cuamba, Cumba, Macia, Manhiça, Chimoio, Manica, Catandica, Sussundenga, Ilha de Moçambique, Pemba, Mocímboa da Praia, Moatize, Tete, Nhamayabué, Quissico, Vilankulo, Maxixe, Nampula.
À hora do fecho das urnas havia grandes filas de eleitores nos municípios de Bilene, Mandimba, Quelimane, Manjacaze, Marromeu.

Disparos da polícia e lançamento de gás lacrimogéneo

Na hora do início da contagem parcial dos votos houve confusão pelo menos nos municípios de Quelimane (Zambézia) e Angoche (Nampula). Em Angoche a Força de Intervenção Rápida (FIR) disparava granadas de gás lacrimogéneo na EPC de Farlahi. É nesta escola onde durante o dia foi flagrado um suposto membro da Frelimo com boletins de voto a encher nas urnas e foi encaminhado para a Polícia, mas segundo o jornal @Verdade foi pouco tempo depois restituído à liberdade.
O fiscal da ASSEMONA em Angoche, Age Assane, perdeu os sentidos por ter inalado gás lacrimogéneo disparado pela FIR, nesta escola.
Em Quelimane havia disparos para o ar na EPC de Incídua. A nossa jornalista em Quelimane confirmou os disparos.

Detenções de delegados do MDM

Nhamatanda:
Foram detidos em Nhamatanda seis delegados do MDM, alegadamente por não ter cumprido com as ordens dos Membros de Mesa de Voto (MMV’s) no sentido de abandonarem as Assembleias de Voto para irem comprar água. Os MMV’s chamaram a Polícia que prendeu os fiscais do MDM. Isto aconteceu às 15 horas na Assembleia de Voto da Escola Heróis Moçambicanos, na vila sede.

Ainda neste município, 500 cidadãos não puderam votar porque os seus nomes não constavam dos cadernos. Isto aconteceu na Assembleia de voto de Jossias Tongoras.

Macia: segundo o nosso correspondente, seis delegados do MDM foram detidos, sendo um dos quais suspeito de ser portador de crachá falso. A detenção aconteceu quando faltavam 14 minutos para o encerramento das urnas, embora o delegado tenha estado todo o dia na Assembleia de voto sem se questionar a autenticidade da sua credencial.

Chibuto: detidos seis fiscais do MDM, nomeadamente Elias Neves, Eugénio Macondzo, João Cossa, Ibrahimo Massotas, Viriato Matusse outro identificado apenas por Baltazar. Devido a estas detenções que ocorreram ao longo do dia, criou-se um clima de medo.

Gurué:
Um grupo de 10 indivíduos tentou invadir a mesa de voto e perturbar o processo em Moneia. Segundo o Director Distrital do STAE, Manuel António, os 10 indivíduos foram detidos  .

Ainda em Gurué, às 16h15 houve agitação na assembleia 04009504 instalada na Escola Secundaria de Gurué. Indivíduos não credenciados chegaram à mesa, alegadamente para fiscalizar o processo de votação. Quando apelados a se retirarem, resistiram. Houve intervenção policial, mas não houve detenções.

Chimoio: Quatro cidadãos foram permitidos votar, embora estando em estado de embriaguez. Isto aconteceu no Bairro 4, mesa de voto 532001.

Nacala: Membro da Assembleia Municipal recolhe cartões de eleitores

O membro da Assembleia Municipal de Nacala, Francisco Liala, eleito na actual legislatura pela Frelimo, passou o dia de hoje a circular de casa em casa a recolher cartões de recenseamento dos eleitores e a transportar os eleitores que encontrassem na rua, através da sua mota, para deixa-los no posto de votação de Locone, município de Nacala-Porto, segundo assegurou o nosso jornalista em Nacala.
Ainda naquele município, segundo o nosso jornalista, figuras proeminentes do partido Frelimo estiveram o dia inteiro junto do povoado de Locone a saudar calorosamente aos eleitores que se dirigiam às mesas e instruindo-lhes onde estavam posicionadas figuras e símbolos daquele partido, no boletim de voto. A saudação acontecia antes do eleitor se fazer presente na mesa e depois de exercer o seu direito.

Falta de iluminação: nas salas da escola Triângulo decorria a contagem dos votos quando eram 18 horas, sem iluminação, embora haja instalação eléctrica no estabelecimento.




Secretários de bairros perturbam o processo de votação

Em Chibuto, segundo o nosso jornalista, em quase todos os bairros, os secretários de bairros, que geralmente são membros do partido Frelimo, depois de votarem permanecem nas assembleias de voto e confundem-se com os escrutinadores e organizam as filas. Nas mesas 09009803, 69009802 e 09009801, no Bairro de Chimundo, o chefe do policiamento comunitário, Armando Macuácua parou com algemas na porta de entrada à sala de votação e agitou a população. Por volta de 10 horas houve confusão no local, mas a situação já está regularizada. (Boletim CIP/AWEPA)

Angoche

Nampula (Canalmoz) - Na Vila municipal de Angoche, a Força de Intervenção Rápida está neste momento a lançar gás granadas de lacrimogéneo contra as pessoas nas Assembleias de Voto. Na EPC de Farlahi, o fiscal da ASSEMONA, Age Assane perdeu os sentidos por ter inalado gás lacrimogéno disparado pela FIR.
Segundo o delegado de candidatura da ASSEMONA, 10 dos fiscais do partido foram detidos hoje durante a votação, por terem questionado actuação dos membros de mesa de voto.


Canalmoz

Quelimane

 FIR está a disparar cartuchos de pólvoa seca e "verylight" contra a população que está nas imediações da Escola Primária 17 de Setembro em Quelimane a vigiar movimentações "estranhas". Tudo aconteceu porque uma senhora que se identificou como sendo da Frelimo ordenou a populaçao a abandonar o local e logo depois veio a FIR. A FIR criou uma confusão e começou agredir a população à bastonada. Logo que uma televisão chegou ao local os agentes da FIR fugiram. O nosso repórter está no local.



Canalmoz

As provas da Fraude em Angoche.

Estes boletins pré-votados foram enchidos nas urnas pelos membros da Frelimo. A ASSEMONA conseguiu flagrar alguns e neutralizar seus portadores. Encaminhou-os à Polícia, mas foram restituídos à liberdade.


Canalmoz

Quelimane

A contagem de votos começou em Quelimane. A Polícia ja começou a disparar na Escola Primária Completa de Icídua. Ouviram-se cinco tiros e não se sabe a razão.


Canalmoz

Em Quelimane

A FIR está a disparar cartuchos de pólvoa seca e "verylight" contra a população que está nas imediações da Escola Primária 17 de Setembro em Quelimane a vigiar movimentações "estranhas". Tudo aconteceu porque uma senhora que se identificou como sendo da Frelimo ordenou a populaçao a abandonar o local e logo depois veio a FIR. A FIR criou uma confusão e começou agredir a população à bastonada. Logo que uma televisão chegou ao local os agentes da FIR fugiram. O nosso repórter está no local.


Canalmoz

Há eleitores cujos nomes não constam das listas

 
Presidente da mesa da Assembleia de voto envolve-se em confusão com jornalistas porque alegadamente tinha instruções para não deixar jornalistas registarem imagens de Venâncio Mondlane a vota...


 Maputo (Canalmoz) – Vários eleitores não estão a votar pelo menos na cidade de Maputo porque os seus nomes não constam das listas disponibilizadas pelos órgãos eleitorais. Numa ronda efectuada pela reportagem do CanalMoz constatamos que há dezenas de cidadãos que tendo o cartão de eleitor, estão impossibilitados de votar porque seus nomes não estão nas listas da mesa em que deviam votar.
O Canalmoz constatou tal situação em todas as mesas de voto da Escola Primária Completa de Inhagoia, em duas mesas da Escola Secundária Zedequias Manganhela e em três mesas da Escola Secundária Josina Machel.
O Canalmoz falou com os presidentes dessas respectivas mesas, e todos dizem que não têm instruções sobre o procedimento a seguir, em caso de o nome de um eleitor não constar da lista.
Refira-se que todos os candidatos na cidade de Maputo já votaram. David Simango da Frelimo e Ismael Mussa do JPC foram os primeiros a votar na Escola Secundária Josina Machel, na zona nobre da cidade, instantes depois das 7 horas. Venâncio Mondlane votou no seu bairro no subúrbio de Maputo, em Inhagoia por volta das 8 horas. O presidente da mesa viu-se envolvido numa confusão com jornalistas porque alegadamente tinha instruções para não deixar os jornalistas registarem imagens quando Venâncio Mondlane votava.  

Hoje é dia de votação

Eleitores das 53 cidades e vilas autarcizadas de Moçambique vão hoje exercer o seu direito cívico de eleger seus dirigentes autárquicos. Informações fornecidas pelos órgãos eleitorais indicam que há condições instaladas a nível dos municípios, sobretudo, nas 4292 mesas de assembleias de voto para que o processo decorra sem sobressaltos.
Para as eleições de hoje estão inscritos cerca de três milhões e cinquenta mil eleitores. Vão concorrer, nos 53municípios, um total de 18 formações, entre partidos políticos e organizações da sociedade civil.
Entretanto, a Comissão Nacional de Eleições credenciou, a nível central, 107 observadores internacionais e 48 nacionais. Dos estrangeiros, destaque vai para observadores da União Europeia, dos Estados Unidos da América, da Suazilândia, da SADC, entre outras origens.
A abertura das urnas está prevista para as sete horas e o fecho para as 18 horas e, a seguir, vai decorrer o processo de contagem de votos.


Folha de Maputo

Tuesday, 19 November 2013

A opinião de Machado da Graça

António,
Como vai essa saúde? E os negócios? Tudo a andar bem? Do meu lado está tudo normal, felizmente. O que não me parece nada normal é esta coisa que está a acontecer ultimamente de os moçambicanos irem sabendo de coisas importan­tes para o país através de órgãos de informação estrangeiros.Se bem recordas aqui há uns meses ficámos a saber que a nossa P...residência da República vai comprar à Rússia uma flotilha de seis ou sete helicópteros. Informação dada por um ministro russo que, por cá, nada foi anunciado (até ago­ra...).Mais recentemente foi a compra de trinta barcos à França. Se não fossem os jornais franceses ainda hoje não saberíamos desse enorme desbaratar do nosso dinheiro. E a isto voltarei mais abaixo.Depois foi a compra de aviões caça bombardei­ros Mig 21 à Roménia. Soubemos disso pela notícia de que um deles se espatifou numa aterragem naquele país.Por fim tivemos a compra de um avião executi­vo para a nossa Força Aérea, que tanta falta dele sentia. A título de exemplo, como é que a nossa Princesa Valentina, conhecida antiga combatente, poderia ir a Joanesburgo assistir a uma passagem de modelos? Num avião normal, de carreira? Nem pensar! Executivo com ela. Quanto nos terá cus­tado o passeio?Mas o mais interessante é que nada disto aparece reflectido no Orçamento do Estado. Nada disto foi feito mediante concursos públi­cos. Nada disto obedeceu a qualquer critério mínimo de transparência. Foi tudo às escondi­das, com ministros a contradizerem-se uns aos outros e o nosso dinheiro a rolar sem nenhum controlo.E não julgues que vamos ficar por aqui. Já hou­ve quem fez contas e achou os barcos franceses caríssimos. Mas, apesar disso, o empréstimo que está a ser feito, em teoria para os pagar, é de uma quantia muitíssimo superior ao preço anunciado. E a pergunta não pode deixar de ser: em que é que vai ser gasto o resto do dinheiro? Que novas surpresas nos reservam mais?Os nossos parceiros internacionais alarmam-se com este despesismo e endividamento que faz o país aproximar-se, perigosamente, de uma situação em que deixe de poder pagar as suas dívidas.E tudo isto para quê? Para aumentar o ego, já muito inchado, de quem nos governa; para au­mentar contas, já muito gordas, de quem recebe luvas por essas compras e para alimentar uma guerra que ninguém deseja e era perfeitamente evitável.Quando terminará tudo isto?
Um abraço para ti do

Machado da Graça,

Marco do Correio, CORREIO DA MANHÃ – 19.11.2013

Por uma votação sem FIR!

Estamos a escassas 24 horas da votação em eleições autárquicas agendadas para este dia 20 de Novembro. Aparentemente, todo o povo moçambicano está galvanizado pelas diversas mensagens veiculadas ao longo dos 13 dias de campanha eleitoral.
Aparentemente, não existem vencedores antecipados destas autárquicas, pelo que será importantíssimo o papel dos delegados de candidatur...a dos partidos políticos e de grupos de cidadãos eleitores concorrentes, bem como o dos observadores nacionais e internacionais para a vigilância e credibilização do processo eleitoral em causa, pois todo o cuidado é pouco.
Gostaríamos, aqui e agora, de manifestar a nossa profunda repulsa pelo comportamento desnecessariamente agressivo que a PRM tem vindo a demonstrar em processos eleitorais, sobretudo através da sua unidade anti-motim, vulgo FIR.
Nós entendemos que as eleições não constituem nenhuma modalidade de motim por forma a convocar-se a intervenção da FIR para a sua guarnição. Em democracia, as eleições constituem uma ocasião cívica a ser festejada por todos os cidadãos, pois, através delas, os cidadãos exprimem a sua real opinião sobre os diversos projectos de sociedade apresentados pelos concorrentes durante a sua campanha eleitoral.
Em nossa modesta opinião, não há nada que justifique a presença e a movimentação da FIR em datas eleitorais.
Mais do que isso, não existe nenhuma cobertura legal para a FIR interferir, agredir e prender eleitores nos dias de votação, pois isso traduz-se em clara intimidação do eleitorado, o que, para além de ilegal, é anti-democrático e anti-jogo, típico de regimes repressivos que se mantêm no poder à custa da força.
Nós desafiamos o Governo e todos os responsáveis das Forças de Defesa e Segurança a demonstrarem que têm confiança e fé no tipo de sistema democrático ora em construção no nosso País, em que o poder soberano pertence aos cidadãos e não a grupos armados que intimidam e agridem a participação cidadã.
A campanha eleitoral foi bem disputada, os candidatos falaram abertamente dos seus manifestos eleitorais, os órgãos de comunicação social cumpriram o seu papel, cobrindo relativamente bem a todas as candidaturas em campo. Agora, falta ver amanhã qual vai ser o comportamento da nossa PRM, em particular da FIR, que tem sido usada, em ocasiões anteriores similares, como prolongamento dos braços políticos de determinada candidatura, igualmente, interessada nos resultados eleitorais.
Assim, convidamos a todos os cidadãos de bem para que redobrem a vigilância e pressão sobre a actuação da PRM no dia da votação, mormente na hora do fecho das urnas, as 18 horas, altura que tem sido aproveitada para se simular uma suposta agressão contra a autoridade policial ao que, normalmente, responde com disparos indiscriminados de armas de fogo, culminando com a dispersão dos fiscais dos partidos políticos das mesas de votação, o que permite um autêntico “espectáculo eleitoral nas urnas”, na ausência dos fiscalizadores.
Trata-se de um método ensaiado, com bastante sucesso, nas eleições gerais e presidenciais de 2004 em Changara, Tete, e outros locais emblemáticos da nossa pátria, o que levou a que em algumas assembleias de voto a votação tenha alcançado mais 120 por cento, isto é, todos os eleitores recenseados votaram e convidaram para o mesmo acto cívico alguns falecidos e desaparecidos das suas aldeias! Uma autêntica vergonha democrática!
A única forma de evitarmos que tal comportamento anti-democrático vingue de novo é estarmos todos contra a presença da FIR em processos eleitorais. Não se guarnecem eleições com blindados e carros de assalto. As eleições guarnecem-se com agentes cívicos e uma Polícia amiga do povo e não contra o povo.
As eleições não são um evento de Polícia. Elas são uma grande realização cívica dos cidadãos, pelo que o primeiro interessado nelas não deve ser a Polícia mas, sim, o cidadão, daí que a Polícia de Protecção, e nunca a FIR, só se aproxima das mesas de votação para ajudar os cidadãos, a pedido destes, e não para os agredir e/ou molestar.
Uma vitória eleitoral conseguida através de truques policiais não é sustentável, não é duradoira porque não contará com a colaboração do povo.
Eleições democráticas não são um jogo de azar em que ganha o mais sortudo ou esperto. Eleições democráticas constituem o mecanismo fundamental de selecção e legitimação dos governantes em acto publicamente caucionado pela genuína vontade popular.
Em eleições democráticas, os vencedores não se inventam, confirmam-se nas urnas.
Em eleições democráticas, não ganha a esperteza e aldrabice, ganha a voz da razão.
Em eleições democráticas, a Polícia não complementa a acção partidária mas mantém a lei e a ordem, agindo com imparcialidade e isenção, nos termos estritamente previstos na lei.
Em países civilizados, uma Polícia da estirpe da FIR serve para caçar e combater terroristas e não para agredir cidadãos quando estes exercem parte dos seus direitos fundamentais plasmados na Constituição da República.
Neste sentido, nós julgamos que o afastamento da FIR dos locais de votação é um imperativo democrático para que os eleitores exprimam a sua vontade sem intimidação nem adulteração.
Exigimos uma votação sem FIR, uma votação guarnecida pela vontade cívica dos cidadãos em ser agentes activos no processo público de tomada de decisões.
Exigimos que o Comando-Geral da PRM se abstenha de transmitir ordens ilegais e anti-democráticas aos comandos provinciais da corporação para interferências indevidas ao processo eleitoral.
Exigimos, por outro lado, que a CNE coordene, em detalhe, com o Comando-Geral da PRM o tipo e os limites da acção policial no dia da votação, sob pena de a mesma CNE vir a ser cúmplice de um processo eleitoral deliberadamente desorganizado pela Polícia para proteger interesses anti-democráticos e inconfessáveis.
Exigimos que a PRM, a todos os níveis, cumpra sempre e só a lei e se abstenha de receber e implementar ordens partidárias, estranhas ao seu mandato legal.
Em regimes democráticos, a Polícia não serve interesses partidários, serve interesses gerais do Estado e da lei, actuando com rigor, isenção e imparcialidade, obedecendo apenas ao que a lei determina.
Noutros países, a Polícia é amiga do cidadão, é a garantia da protecção do cidadão. Entre nós, a presença da Polícia em determinados eventos é uma autêntica ameaça à segurança do cidadão, é o terror para o cidadão, o que denuncia um tipo de Polícia desajustado aos verdadeiros interesses dos cidadãos.
Queremos, em Moçambique, uma Polícia profissional, despida de interesses partidários, pelo que, mais uma vez, exigimos o afastamento imediato, já nesta quarta-feira, da FIR da guarnição da votação.
Queremos votar sem medo!


Salomão Moyana, Facebook

Novo ataque armado no centro do país causa três feridos ligeiros

Homens armados atacaram veículos que seguiam protegidos pela escolta militar na principal estrada de Moçambique, causando três feridos ligeiros, confirmou à Lusa fonte hospitalar.




Pedro Vidamão, director do Hospital Rural de Muxúnguè, na província de Sofala, confirmou a entrada naquele estabelecimento de "três feridos por projéteis".
Vidamão disse à Lusa que os feridos "estão em tratamento" naquele hospital.
O ataque ocorreu por volta das 07:30 e visou um camião que ia integrado na coluna militar que tinha partido de Muxúnguè, em direcção ao rio Save, cerca de 200 quilómetros a sul.
"Tínhamos acabado de sair de Muxúnguè há cinco minutos quando fomos atacados a tiro", disse à Lusa Herculano João, motorista do camião atingido.
O motorista adiantou que no seu camião ficaram feridas duas pessoas, em resultado deste ataque, ocorrido na véspera das eleições municipais que a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, ameaça boicotar.