Thursday, 9 January 2014

Renamo acusa Governo moçambicano de ter feito "muito pouco para homenagear" antigo jogador

A Renamo, segunda maior força política em Moçambique, acusou hoje o Governo moçambicano de ter feito "muito pouco para homenagear Eusébio", instando o executivo a restaurar a casa onde o jogador viveu, no bairro da Mafalala, em Maputo.
Falando durante uma conferência de imprensa, na sede da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), em Maputo, o porta-voz do partido, Fernando Mazanga, lamentou a "partida sem regresso do compatriota Eusébio da Silva Ferreira", que morreu no domingo, em Lisboa, acrescentando que o Governo moçambicano "deveria ter feito um esforço adicional" para homenagear o antigo jogador.
"Quanto a nós [Renamo], o nosso Governo fez muito pouco para homenagear Eusébio da Silva Ferreira. Devia ter feito um esforço adicional para dar algum tempo a amigos, fãs de Eusébio, Presidente de Moçambique e não só, para erguer a última homenagem antes da terra o comer", disse Fernando Mazanga.



Lusa

ACIDENTE AÉREO/ NAMIBIANOS ESTUDAM PERFIL DO PILOTO MOÇAMBICANO

 Investigadores da Direcção de Investigação de Acidentes de Aéreos da Namíbia chegam a Maputo na próxima semana para estudar a vida privada do piloto que comandava a aeronave moçambicana que se despenhou no território namibiano a 29 de Novembro último, matando todas as 33 pessoas que seguiam a bordo.
Trata-se do piloto Hermínio dos Santos Fernandes, que estava no comando da aeronave quando se despenhou na Namíbia. Um relatório preliminar das investigações indica que houve “uma clara intenção” do piloto em fazer cair o avião.
Fontes citadas pelo jornal namibiano “New Era”, afirmam que, agora, o enfoque das investigações é apurar se realmente o piloto teria “intencionalmente despenhado o avião”, segundo as conclusões do relatório preliminar resultante da leitura das caixas negras do aparelho.
A investigação passou do factor aeronave para o factor humano”, explicou o Director de Investigação dos Acidentes Aéreos no Ministério do Trabalho e Transportes, o Capitão Erickson Nengola, falando terça-feira ao jornal “New Era”.
A equipa irá partir da Namíbia para Moçambique para investigar a vida privada do piloto, que será parte integrante de uma investigação intensiva sobre o que terá acontecido naquele voo fatal”, acrescentou a fonte.
A Namíbia, na qualidade de país de ocorrência do acidente, lidera a comissão de inquérito responsável para apurar a verdade sobre as reais causas deste sinistro, o primeiro do género a envolver uma aeronave de bandeira de Moçambique, desde o início da história da aviação no país na década 30 do século passado.
O voo TM470, da empresa pública Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), partiu de Maputo na manhã do dia 29 de Novembro com o destino a Luanda, tendo-se despenhado na região norte da Namíbia, no Parque Nacional de Bwabwata.
Os resultados preliminares do relatório das investigações foram apresentados em Dezembro último pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Aviação de Moçambique (INAM), João Abreu.
Na ocasião, Abreu disse “a comissão de investigação concluiu que todas as acções observadas nas gravações requerem um conhecimento dos sistemas automáticos do avião, uma vez que toda a descida foi executada em piloto automático ligado. Isto denota uma clara intenção. A razão para todas estas acções é desconhecida e a investigação prossegue”.
Informações retiradas das caixas negras revelaram ainda que o voo operou normalmente a nível cruzeiro de 38 mil pés, e tinha uma boa comunicação com o controlo da área de Gaberone, Botswana.
Os dados do radar revelaram que na posição EXEDU, ponto de relatório obrigatório de informação na região de Gaberone, o avião começou a descer repentinamente do nível do voo normal de cruzeiro de 38 mil pés. O centro de controlo perdeu contactos de radar e voz, daí encetadas buscas e salvamento que conduziram a localização dos destroços no Parque Nacional de Bwabwata.
O avião caiu com o piloto aceso e disse ainda desconhecer as razões que teriam originado esta atitude. O co-piloto teria, na ocasião, abandonado a cockpit e quando tudo aconteceu ele estava ausente”, disse Abreu.
Depois da sua conclusão da investigação da vida privada do piloto moçambicano, o relatório final da investigação será enviado para todos os estados envolvidos no trabalho, incluindo Angola (país de destino da aeronave na altura do voo), Brasil (país do fabricante do aparelho) e Estados Unidos da América (país fabricante dos motores do Embraer).
A seguir a esse relatório preliminar, a Namíbia, na sua qualidade de país de ocorrência do acidente, irá entregar o relatório à Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) bem como aos países do operador (LAM), do registo, do fabricante e do desenho do aparelho.
Director de Investigação dos Acidentes Aéreos no Ministério do Trabalho e Transportes, só depois desses procedimentos o relatório final será tornado público.
A fonte disse igualmente que os corpos de todos os ocupantes da aeronave – 27 passageiros e seis membros da tripulação – já forma identificados e que os destroços do avião ainda se encontram no Parque Nacional de Bwabwata, devendo a sua recuperação iniciar também na próxima semana.



(AIM)

Wednesday, 8 January 2014

Seis agentes da FIR poderão ter morrido nos confrontos em Homoine

Alguma imprensa nacional tem vindo a vincular que seis agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR) morreram em resultado da confrontação entre as Forças de Defesa e Segurança (FDS) e os homens armados da Renamo, em Homoine, na província de Inhambane.
Segundo escreve hoje, o Mediafax, além dos seis agentes da FIR mortos nos confrontos com homens armados da Renamo, igualmente dois civis foram alvejados mortalmente no local e acredita-se que haja também baixas do lado dos homens da Renamo.
A fonte explica ainda ter confirmado no local que outros oito agentes da FIR ficaram feridos e deram entrada no Hospital Rural de Chicuque, localizado no distrito de Maxixe, na mesma província.
De acordo com a mesma fonte os homens armados da Renamo, tentam a todo custo reactivar a sua base provincial de Inhambane em Homoine. 


Folha de Maputo  

Renamo dá orientações para seus grupos armados organizarem-se localmente

O porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, explicou na manhã de hoje, em Maputo, que a presença de homens armados da Renamo no distrito de Homoíne, província nortenha de Inhambane deve-se a uma orientação daquele partido para que estes organizem-se localmente a fim de “responderem a qualquer provocação que lhes for feita seja por quem for”.
Fernando Mazanga que falava hoje, durante uma conferência de imprensa, na sede da Renamo, em Maputo, explicou que trata-se de homens que foram expurgados do exército nacional e “que nem se quer chegaram a ser integrados nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) ”.
De acordo com Mazanga, esta unidade quando tomou conhecimento do ataque dirigido ao seu Presidente, Afonso Dhlakama, a 21 de Outubro de 2013, solicitou ao seu líder para este autorizasse que eles se juntassem a ele em Satungira, para garantir a protecção, a qual ele (Dhlakama) rejeitou.
Segundo Mazanga, “rejeitou porque ao ter que concentrar todos os seguranças na província de Sofala, poderia parecer que a cação do Governo é apenas contra o centro do país, enquanto no sul e no norte também há problemas iguais aos do centro”, justificou.
A título de exemplo, Mazanga sublinhou que “o problema do pacote eleitoral não afecta apenas as populações do centro do país, mas sim Moçambique todo, por isso o partido da Renamo os orientou a se organizarem localmente para responderem a qualquer provocação que lhes for feita seja por quem for”.



Folha de Maputo

Ministério da Defesa e Polícia contradizem-se sobre a situação de Homoíne (#canalmoz)


Enquanto a Polícia diz que é um falso alarme, o Ministério da Defesa anuncia a captura de supostos “homens armados da Renamo”

Maputo (Canalmoz) – O Governo está a dar informações contraditórias sobre o que se está a passar em Homoíne, província de Inhambane, sul de Moçambique. A Polícia diz uma coisa e o Ministério da Defesa Nacional diz outra, completamente diferente. O porta-voz da polícia em Inhambane, Delcir Marquel, veio esta segunda-feira ao público informar que não existem homens armados em Homoíne e tudo não passou de um “falso alarme” e que se trata de ladrões de gado que querem agitar a população. Esta terça-feira o Ministério da Defesa em Maputo convocou a Imprensa para, através do director Nacional da Política de Defesa do MDN, Coronel – Cristóvão Chume, anunciar a captura de supostos “homens armados da Renamo” em Homoíne.
Só que o Ministério da Defesa não diz quantos homens da Renamo foram capturados nem em que circunstâncias foram capturados. Está assim aberta a contradição entre as autoridades e com tentativas de aproveitamento político à mistura.



Forças de defesa e segurança em Homoíne



Segundo o director Nacional da Política de Defesa do MDN, Cristóvão Chume, um contingente das forças de defesa e segurança já está em Homoíne.
“As forças de defesa e segurança estão no terreno neste momento.”



Governo acusa a Renamo de recrutamento de jovens



O Coronel Cristóvão Chume acusa a Renamo de estar a recrutar e treinar jovens para ingressarem nas suas fileiras.
“Nos últimos dias, a Renamo tem vindo a recrutar jovens, na zona da Gorongosa e actualmente em também em Homoíne”, acusa.



(André Mulungo e Eugénio Bapiro, Canalmoz)

Homens armados da Renamo controlam troço entre Gorongosa e Vunduzi

Tensão política

Homens armados da Renamo que operam em Gorongosa, Sofala, têm estado a apelar aos automobilistas para não transportarem efectivos das Forças de Defesa e Segurança governamentais no troço Vanduzi–Vila sede de Gorongosa,  sob o risco de serem atacados pelos antigos guerrilheiros, cujos ataques têm sido mais frequentes, nas últimas semanas, nas regiões de Vunduzi  e Canda.
Em Vunduzi,  na região de Santungira - onde estava localizada a antiga base da Renamo - e a cerca de 35 quilómetros da vila sede de Gorongosa, há várias unidades militares que patrulham a rodovia, e os homens armados da Renamo actuam ali entre as unidades da Forças Armadas e de Defesa de Moçambique. “As viaturas civis têm sido interceptadas com frequência por homens armados da Renamo. Não amolestam os passageiros e muito menos os automobilistas. Mas, por vezes, mandam descer os passageiros e revistam as bagagens. Nunca dizem o que estão à procura e, depois, autorizam a partida, apelando, entretanto, aos automobilistas que não transportem elementos das forças governamentais”, contou o chefe do posto de Vunduzi, Viola Caravina.


Tuesday, 7 January 2014

Confrontos entre homens armados e exército em Homoíne

Homens armados alegadamente da Renamo estão a confrontar-se com o exército no distrito de Homoíne, segundo afirmou o coordenador de uma rádio local, naquele que é o primeiro incidente do género registado na região sul de Moçambique.
Segundo à Lusa, os confrontos iniciaram-se na madrugada de hoje, no posto de administrativo de Pembe, a cerca de 45 quilómetros da sede distrital de Homoíne, na província de Inhambane, havendo já a indicação da existência de feridos.
"Os confrontos começaram na madrugada de hoje e, nesta altura, já estão a retirar feridos", disse hoje Berlaves Alexandre, em declarações à agência Lusa.



Folha de Maputo

Mafalala despediu-se do seu filho querido

Amigos de infância prestaram testemunho da relação que tiveram com o Pantera Negra.

Mafalala despediu-se do seu filho querido
Enquanto a cidade de Lisboa parava para as cerimónias fúnebres de Eusébio, Mafalala também rendia homenagem a aquele que foi um dos mais queridos filhos nado naquele popular bairro da cidade de Maputo.
Nesta segunda-feira à noite, e numa tenda improvisada na rua que ostenta o nome do Pantera Negra, moradores e admiradores do ex-futebolista quiseram prestar homenagem a esta figura incontornável a nível mundial.
A cerimónia organizada pela Associação Desportiva e Recreativa da Mafalala foi simples, mas marcada de muito simbolismo. Desde cidadãos anónimos, figuras bem conhecidas ao nível desportivo e cultural, marcaram presença neste ato e recordaram a relação de Eusébio com o bairro.
Entre lágrimas e aplausos, várias pessoas prestaram os seus testemunhos sobre como foi a convivência com Eusébio que saiu daquele bairro com destino a Portugal há mais de 50 anos. Neste acto, para além de familiares e amigos de infância do astro do futebol mundial, tomaram parte membros do Governo moçambicano e do Município de Maputo.
O sheik Cássimo David, líder religioso muçulmano, também prestou o seu testemunho, tendo recordado os momentos em que com Eusébio representavam a equipa dos Brasileiros da Mafalala que «tornou-se imbatível no torneio que era disputado no bairro de Xipamanine».
Referir que enquanto decorria esta homenagem, os presentes acompanhavam pela televisão as cerimónias que decorriam em Lisboa e que tiveram retransmissão pela televisão pública e por três televisões privadas moçambicanas.

Daviz Simango: «É importante divulgar obra de Eusébio»

Líder do Movimento Democrático de Moçambique realça
O líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, considerou esta segunda-feira que Eusébio "uniu portugueses e moçambicanos" através da "alegria" do futebol, e que o seu exemplo deve ser usado para impulsionar o desporto no país.
"Neste momento de dor e luto, gostaria de endereçar as condolências à família portuguesa e moçambicana, porque, afinal de contas, o Eusébio conseguiu com o futebol unir os dois povos, tornando-nos todos alegres com o seu futebol", disse à agência Lusa Daviz Simango.
Para o líder do MDM, terceira maior força política de Moçambique, o legado de Eusébio deve ser usado para impulsionar e motivar a prática desportiva em Moçambique, junto das camadas jovens.
"É importante divulgar as obras de Eusébio, porque há muitas gravações, testemunhos de pessoas vivas que conviveram e jogaram com ele", afirmou Simango, acrescentando que estes registos vão "inspirar os jovens moçambicanos".
"O Eusébio é uma referência obrigatória para os africanos que gostam de futebol", considerou. Daviz Simango, atual presidente da cidade da Beira, endereçou ainda agradecimentos às autoridades portuguesas "pelos esforços que estão a empreender na cerimónia fúnebre" do antigo jogador do Benfica.
Eusébio da Silva Ferreira morreu no domingo, às 04H30, vítima de paragem cardiorrespiratória. O "Pantera Negra" ganhou a Bola de Ouro em 1965 e conquistou duas Botas de Ouro (1967/68 e 1972/73). No Mundial de Inglaterra, em 1966, foi considerado o melhor jogador e foi o melhor marcador, com nove golos, levando Portugal ao terceiro lugar. Eusébio nasceu a 25 de janeiro de 1942 em Lourenço Marques (atual Maputo), em Moçambique.
O corpo do antigo jogador de futebol Eusébio está em câmara ardente no Estádio da Luz, porta 1 (acesso pela porta 11), desde as 17H30 de domingo, com a missa a realizar-se hoje, às 16H00, na Igreja do Seminário no Largo da Luz, após o que o corpo segue para o cemitério do Lumiar, onde o funeral se realiza às 17H00.



Record

Monday, 6 January 2014

«Eusébio é referência incontornável do futebol mundial»

O corpo do antigo jogador de futebol Eusébio estará em câmara ardente no Estádio da Luz.

                        
O Presidente da Republica de Moçambique, Armando Guebuza, divulgou há momentos a sua mensagem de condolências pela morte do futebolista luso-moçambicano, Eusébio da Silva Ferreira, que perdeu a vida na madrugada deste domingo, 5 de Janeiro de 2014.
Na sua missiva, o Chefe de Estado moçambicano considerou a Pantera Negra como sendo uma «referência incontornável e insuperável» do futebol mundial, pertencente a uma geração «rica do futebol moçambicano».


Eis na íntegra a mensagem de Armando Guebuza:
«Moçambique, os moçambicanos e o mundo do desporto estão de luto. Perdemos, a 5 de Janeiro de 2014, Eusébio da Silva Ferreira, futebolista de primeira água e com uma carreira internacional célebre e celebrada como uma referência de grande craveira.
Foi pois, com profunda mágoa e consternação que tomámos conhecimento desta triste notícia. Triste e chocante porque veio tirar-nos um homem que, durante décadas, praticou o futebol com elegância, galhardia e arte. Por mérito dessa sua forma de jogar e de saber jogar futebol Eusébio constituiu-se numa verdadeira fonte de inspiração e de alegria para milhões de moçambicanos e de cidadãos do resto do mundo.
Nascido no chão da nossa terra, a 25 de Janeiro de 1942, Eusébio da Silva Ferreira, com os seus pés nus, construiu, a partir da nacionalista, desportiva, poética, artística e multifacetada Mafalala uma carreira que viria a torná-lo uma referência incontornável na rica geração dos futebolistas moçambicanos e de outras parte do globo do seu tempo.
O Pantera Negra projetou o nome desta Pátria de Heróis à escala planetária. Ao mesmo tempo, demonstrou que, com auto-estima, determinação, criatividade e muito trabalho nós, moçambicanos, podemos realizar os nossos o sonhos transformando desafios em oportunidades.
Neste momento de muita dor, gostaríamos de endereçar as nossas mais sentidas condolências à família enlutada, aos amigos e admiradores de Eusébio da Silva Ferreira, bem como a todos os desportistas e cidadãos do mundo inteiro que perderam uma referência insuperável.

Até sempre Eusébio!».

Sunday, 5 January 2014

Eusébio gravou documentário da sua vida na Mafalala

A última vez que Pantera Negra esteve no seu bairro foi em Março de 2013

Eusébio gravou documentário da sua vida na Mafalala
Eusébio da Silva Ferreira esteve pela última vez em Moçambique em março de 2013, tendo na altura mantido contacto com os petizes do bairro que o viu nascer e que pertencem à Associação Desportiva e Recreativa da Mafalala.
Eusébio transmitiu a sua experiência no mundo de futebol, tendo passado o seu legado para as crianças.
«Muitos dos jogadores bebiam, mas o faziam com moderação apesar de não ser recomendado para um jogador de alta competição, por isso vocês não devem enveredar por essa vida pois não será benéfica para quem quer chegar longe no futebol», disse Eusébio aos petizes.
As crianças que estiveram presentes nesta palestra tiveram a oportunidade de colocar algumas questões ao ídolo do futebol mundial.
A presença de Eusébio na Mafalala acontecia sempre que o Pantera Negra estivesse em Maputo, sendo que a última visita esteve relacionada com o vídeo sobre a sua vida e obra, um filme que será publicado brevemente.


Sapo

Morreu Eusébio

O antigo jogador do Benfica, Eusébio da Silva Ferreira, morreu na madrugada deste domingo, em Lisboa, aos 71 anos, vítima de paragem cardiorespiratória.
O antigo jogador já vinha dando sinais de saúde debilitada, tendo estado internado em junho de 2012 no Hospital da Luz, na sequência de um acidente vascular cerebral (AVC), que sofreu na Polónia.
PERFIL
Eusébio nasceu em Maputo, Moçambique, a 25 de janeiro de 1942, mas foi em Lisboa, onde chegou a 15 de dezembro de 1960, que se tornou uma estrela do futebol, ao serviço do melhor Benfica de sempre, dentro e fora das fronteiras.
Em 294 jogos no campeonato, Eusébio marcou 316 golos, aos quais se juntam 97 na Taça de Portugal. Pelo Benfica, foi campeão europeu em 1961/62 e representou a Selecção em 64 ocasiões, tendo apontado 41 golos.
Eusébio foi eleito o melhor jogador da Europa em 1965 (Bola de Ouro), "coroando-se" um ano depois melhor marcador do Mundial de 1966, com nove golos. Ao 'Pantera Negra' só faltou conduzir Portugal ao título de campeão mundial nesse ano, ficando para a posterioridade as suas lágrimas no jogo em que a Inglaterra afastou os 'Magriços'.
Nas últimas décadas converteu-se num embaixador do Benfica e da Selecção Nacional.
HISTÓRIA DA CHEGADA AO BENFICA
Eusébio chegou a Lisboa a 15 de dezembro de 1960. Na altura, os bastidores do futebol do Benfica fervilhavam de actividade. Sem saberem, nem por estimativa, o que isso haveria de representar para o futuro do clube e até do desporto nacional, os dirigentes encarnados de então tomavam uma das decisões mais importantes, quiçá a mais importante, do historial da águia: "Contrate-se Eusébio. Ele que venha para Portugal. Já!"
Eusébio da Silva Ferreira tinha 17 anos e um talento fora do comum. Jogava no Sporting de Lourenço Marques, clube da capital de Moçambique, então território português. O Sporting, de cá, já sabia que estava ali, na filial, um diamante por lapidar. Mandou-o vir para a metrópole, por intermédio de Hilário, já jogador dos leões e amigo de infância de Eusébio. Um erro histórico: o jogador recusou vir para a Europa sem contrato assinado. À experiência, como foi sugerido, nem pensar. Órfão de pai desde tenra idade, foi a mãe, Elisa, que assumiu as despesas de criar oito filhos, três deles de um segundo casamento.
O Benfica percebeu que a chave do negócio passava pela figura tutelar da mãe de Eusébio. Dois emissários bateram à porta de Dona Elisa, no bairro pobre de Xipamanine, na Mafalala. Na mão levavam 250 contos (1250 euros) e isso foi o bastante para convencer uma mãe de oito bocas a dar autorização para o filho pródigo se comprometer com o Benfica.
O Natal já não estava longe, e Eusébio queria passar a quadra solene perto dos entes queridos. A viagem para Lisboa ficou marcada para depois da festa natalícia. Poucos dias depois, o alarme soa no Benfica, ao saber que o Sporting fazia diligências para desviar Eusébio. Surge então a decisão: o jogador deveria embarcar imediatamente. Tudo teria de decorrer sem falhas. Uma operação digna de filme secreto. Eusébio até teve nome de código: Ruth. No dia 15 de Dezembro de 1960, embarcava para Lisboa, rumo ao Benfica.
Após a chegada a Lisboa, um imbróglio administrativo retardou a estreia de Eusébio pelo Benfica. Uma novela que meteu altas instâncias do futebol nacional: o passe do jogador pertencia ao Sporting de Lourenço Marques... filial do Sporting... de Portugal.
 

Homoíne: Famílias fogem temendo ataques da Renamo

 
Centenas de famílias do distrito de Homoine, província de Inhambane, sul de Moçambique, fugiram das suas residências esta sexta-feira temendo ataques de homens armados vistos no local e que se acredita serem da Renamo, maior partido da oposição no país e antigo movimento rebelde.
Segundo noticiou a televisão privada STV, trata-se de famílias residentes nas localidades de Fanha Fanha e Pende, que fugiram destes locais para a
vila sede do distrito, onde procuram abrigo seguro. Parte considerável destas famílias passou a noite desta sexta-feira ao relento.
“Não dormimos em casa porque temos medo de ataques”, disse uma cidadã, em entrevista a STV, anotando haver vários homens armados na sua localidade, que durante a guerra dos 16 anos movida pela Renamo contra o governo da Frelimo tinha uma base da Renamo.
“Vimos soldados que dizem ser da Renamo, uns estão armados outros não. Não fazem nada a ninguém e nem roubam a ninguém. Quando vão às residências compram bens com o seu dinheiro, mas nós temos medo que se possa repetir o que aconteceu durante a guerra” )de 16 anos, terminada em 1992), acrescentou ela.
De acordo com os entrevistados, os referidos homens armados dizem ter “uma actividade” a realizar naquelas localidades durante três meses.
As imagens da STV mostraram diversas carrinhas de caixa aberta transportando pessoas com os seus respectivos bens dessas localidades para a vila sede. De acordo com a publicação, o movimento de chegada de pessoas foi notório durante o dia e até por volta das 22 horas de sexta-feira.
A ser vedade, este é o primeiro caso de presença de homens armados da Renamo na região sul de Moçambique.
Caso contrário é o da região centro do país, particularmente a província de Sofala, que nos últimos meses tem sofrido ataques da Renamo que já resultaram em dezenas de vítimas e destruição de diversas infra-estruturas.
Ainda no seu noticiário de hoje, a STV disse que diversos residentes do distrito de Gorongosa estão a fugir das suas residências devido a intensificação de ataques de homens da Renamo a alvos civis e militares.


Fonte:Rádio Mocambique/AIM - 04.01.2014

Máximo Dias diz que a aposta do ano é Guebuza sentar-se com Dhlakama

O advogado Máximo Dias defende que a grande aposta dos moçambicanos para o ano de 2014 é acabar com a tensão político-militar que se vive no país, caracterizada pela onda de ataques da Renamo ao longo da Estrada Nacional Número Um.
Em grande entrevista concedida recentemente ao Notícias, Máximo Dias explica que em primeiro lugar, o Presidente da República, Armando Guebuza, deve se encontrar com o líder da Renamo “este encontro deverá, com certeza, resolver o problema dos ataques da Renamo às colunas de viaturas que circulam na Estrada Nacional Número Um, no troço Save /Muxúnguè, para além de infra-estruturas civis e militares, com destaque para postos de saúde”, disse.
Para Dias, se para acabar este problema for preciso dar a paridade à Renamo e ao MDM nos órgãos eleitorais “na minha modesta opinião e contrário à minha maneira de ser e meu pensar, que se dê essa paridade porque isso não prejudica em nada ao país. Mas o melhor seria nem a Frelimo, nem a Renamo deveriam estar representadas nos órgãos eleitorais, particularmente na Comissão Nacional de Eleições e no Secretariado Técnico de Administração Eleitoral”.
É que conforme defende Máximo Dias “estes órgãos deveriam ser constituídos por cidadãos idóneos, sem representarem nenhuma força política e deveriam ser instituições profissionais. Se os partidos políticos querem estar a par do que acontece nas eleições, deverão ter fiscais de candidatura em todas as mesas de voto” refere.
Contudo “é urgente que este encontro tenha lugar para que as eleições gerais (presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais), que têm lugar a 15 de Outubro, se realizem num clima de regularidade; num clima democrático, para que o voto seja livre”. 
De acordo com Dias, actualmente, não existe ambiente político para eleições pacíficas e é preciso acabar com os ataques dos homens armados da Renamo porque “as populações que vivem nas zonas onde estes ataques acontecem não circulam livremente e, consequentemente, não poderão se recensear nem votar livremente”.
Aliás, prossegue a fonte “penso que o clima de instabilidade pode ser agravado com a entrada em cena de aproveitadores (que não são nem da Frelimo nem da Renamo) que podem realizar ataques para depois se ficar a pensar que é a Renamo”, alerta.


Folha de Maputo

Saturday, 4 January 2014

Forças de Defesa e Segurança prendem e violentam cidadãos em Gorongosa

Centenas de residentes das regiões de Tazaronda, Mucodza, Nhataka, Tambarara, Nhankuco, Kanda e Vunduzi, no distrito de Gorongosa, na província de Sofala, abandonaram, há alguns dias, as suas residências como forma de escaparem da morte e perseguição encetada pelas Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, as quais são acusados de deter arbitrariamente cidadãos, sobretudo jovens e adultos do sexo masculinos que se dedicam à agricultura, supostamente por serem guerrilheiros da Renamo.
Informações em poder do @Verdade, porém, não confirmadas pelas autoridades que gerem as forças militares, dão conta de que foram milhares de pessoas das zonas em alusão que fugiram, desesperadamente, das suas casas por ter as acções malévolas protagonizadas pelas Forças de Defesa e Segurança.
Para além de relatos que dão conta de que alguns camponeses foram encontrados nas suas machambas, presos e levados para uma parte incerta, outros foram executados sumariamente pelas tropas governamentais. Do grupo constam crianças, adolescentes e mulheres. Destas, algumas foram estuporadas e desconhecem o paradeiro dos seus maridos ou pais.
Aliás, esta semana, pelo menos 100 famílias fugiram da situação de guerra que se vive em Vunduzi, Tazaronda, Mucodza e Tambarara, procuraram refúgio em Gorongosa e foram alojadas em salas de aula da Escola Primária Completa de Mapombue, onde vivem graças ao apoio da Acção Social.
Ainda em Gorongosa, há indicação de que Forças de Defesa e Segurança enfrentam grandes dificuldades para atacar as posições de homens armados da Renamo, por estes terem montado um perímetro de defesa que permite desbaratar antecipadamente quaisquer acções de ataque ensaiadas pelas forças governamentais.
Refira-se que não é a primeira vez que, por exemplo, a região de Macodza, a cerca de sete quilómetros da vila sede do distrito de Gorongosa, é atacada pelas Forças de Defesa e Segurança. Uma situação idêntica aconteceu a 17 de Outubro do ano passado, quando uma força governamental e agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR) atacaram uma posição da Renamo, por volta das 13 horas, na mesma data em que a Perdiz recordava os 34 anos da morte do seu fundador, André Matsangaíssa. Houve vítimas mortais e feridos em ambos lados.
No mesmo mês, em Vunduzi, numa estrada que liga Santhundjira – base da Renamo tomada pelas Forças de Defesa e Segurança, a 21 de Outubro de 2013 – à vila de Gorongosa, numa picada de 30 quilómetros viram-se camionetas carregadas e pessoas apinhadas com seus pertences, tais como animais e alimentos, devido aos ataques armados e pilhagem pelas forças governamentais.



A Verdade

RENAMO aguarda resposta de Governo moçambicano sobre lista de observadores

Depois de mais de vinte rondas negociais entre o Governo e a RENAMO, debate-se agora a composição da equipa de mediação da crise. O maior partido da oposição propôs uma lista e aguarda resposta do Governo.
A RENAMO propôs uma equipa de 14 pessoas, mediadores e observadores, que seria liderada pelo constitucionalista moçambicano Gilles Cistac.
Quatro observadores são moçambicanos: o bispo anglicano Dom Dinis Sengulane e Lourenço do Rosário, reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário (ISPU), ambos já envolvidos na mediação da crise. Também os nomes do ex-reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Filipe Couto, e a presidente da Liga dos Direitos Humanos de Moçambique, Alice Mabota, foram incluídos na lista dos potenciais observadores.
A RENAMO diz que, de momento, pouco pode falar sobre a composição da equipa, mas justifica os critérios usados para as suas escolhas.
"Baseou-se naquelas representações, sobretudo quando falamos da União Africana, da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) ou das próprias Nações Unidas", diz Fernando Mazanga, porta-voz do partido da oposição. "São organizações que podem ajudar na facilitação das negociações."
A proposta da RENAMO inclui também representantes da comunidade internacional, no caso seis observadores originários dos Estados Unidos da América, China, Portugal, Cabo Verde, Quénia e Botswana.
Mas o Governo moçambicano sempre rejeitou a participação estrangeira na negociação, constituindo esse um dos motivos do impasse negocial que dura há meses.
Alguns membros da SADC foram também propostos pelo maior partido da oposição, como o Botswana, e outro próximo, o ex-presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, como um dos mediadores. Entretanto, são conhecidos os laços históricos que ligam os membros desta comunidade, da qual Moçambique faz parte, através da FRELIMO, partido no poder. Mesmo assim, a RENAMO dá o seu voto de confiança à SADC. E não só.
"Até propusemos a embaixada da China, que sabemos que é muito próxima do poder, do partido FRELIMO", diz o porta-voz da RENAMO. "O próprio Professor Doutor Lourenço do Rosário é membro da FRELIMO. Dom Dinis está a representar a FRELIMO no Conselho de Estado."
Fernando Mazanga garante que, ao elaborar a lista de observadores e mediadores, a RENAMO não olhou para cores partidárias. "Gostaríamos que esses organismos funcionassem de forma imparcial", diz. "Achamos que eles têm idoneidade suficiente para poderem separar as suas inclinações partidárias do trabalho que se pretende fazer em prol de um Moçambique unido."

"Balas não param"
Um dos propostos, o bispo anglicano Dom Dinis Sengulane, já é um dos facilitadores da crise. Por "debaixo do pano" vai dando o seu contributo para o retorno à estabilidade no país. Em entrevista à DW África, o líder religioso deixou claro que a sua preocupação é o desbloqueio do impasse, porque "durante esse tempo, as balas não param de matar."
Desde o início dos confrontos, em abril de 2013, dezenas de pessoas morreram. Também a circulação na principal estrada do país, que liga o sul ao norte, está condicionada a um acompanhamento militar. Mesmo assim, as pessoas continuam a morrer e a atividade comercial também foi afetada, devido à fraca circulação de mercadorias. Por exemplo, nos dias 31 de dezembro e 1 de janeiro em Muxungué, no centro do país, cinco pessoas ficaram feridas num ataque de supostos homens da RENAMO.
Relativamente à proposta da RENAMO, Dom Dinis Sengulane diz que estará disponível se puder contribuir ativamente para a paz.
"Se o tal título que se quer atribuir tem funções que permitem que tenha uma parte ativa em consolidar a paz, a resposta seria positiva", diz. "Caso contrário, se não me permitisse ter uma parte ativa, com certeza que preferiria continuar como até agora."
Outro mediador proposto pelo maior partido da oposição é o padre católico Matteo Zuppi, da Comunidade Sant'Egidio. Ele foi um dos mediadores que participou na negociação de paz de 1992 entre as mesmas partes, e que colocou fim a 16 anos de guerra civil.



DW

Thursday, 2 January 2014

Ataques a viaturas fizeram cinco feridos durante a passagem do ano em Moçambique

Muxúnguè, Moçambique, 02 jan (Lusa) - Dois ataques a coluna militar de viaturas fizeram cinco feridos durante a passagem do ano em Muxúnguè, Sofala, centro de Moçambique, palco de confrontos entre exército e homens armados, disseram hoje à Lusa várias fontes.
"As duas primeiras colunas foram atacadas por homens da Renamo na terça-feira. Muitas pessoas desistiram de atravessar o troço Save-Muxúnguè no dia, embora as viaturas estivessem a ser escoltadas por boinas vermelhas, e se acumularam na vila (Muxúnguè)", disse à Lusa Ismael Sulemane, um morador.
"Foram dois ataques, um no dia 31 de dezembro e outro a 1 de janeiro, mas sem mortes", precisou José Luís, pároco de Muxúnguè.

A opinião de Machado da Graça

MARCO DO CORREIO por Machado da Graça

Olá Macuácua...
Como estás tu a passar as festas, meu amigo?
Do meu lado está tudo normal, felizmente.

Só que com uma grande tristeza com a continuação dos actos de guerra na região Centro do país.
Acabei de ler a informação de que houve mais combates entre homens da Renamo e das forças governamentais, com numerosos mortos e feridos.
Pela primeira vez em 21 anos passamos o período das festas aos tiros uns aos outros. Maldita situação esta para a qual nos empurraram e da qual não sabem, ou não querem, tirar-nos.
Quando nos vêm falar das razões do impasse, o paleio é sempre sobre os aspectos técnicos das negociações: se haverá mediadores ou não, para que servem os observadores, se só estarão na sala moçambicanos ou também estrangeiros e coisas do mesmo tipo.
Do que nunca nos falam é da questão de fundo, daquilo por que estão a ser mortos e feridos tantos moçambicanos: a necessidade de revisão da Lei Eleitoral para evitar situações vergonhosas como aquelas a que assistimos nas recentes eleições autárquicas.
A questão de fundo é acabar com o completo domínio dos órgãos da administração eleitoral por um dos concorrentes, o partido Frelimo.
Os moçambicanos estão a ser mortos para que os delegados da oposição, nas mesas de voto, possam continuar a ser detidos, em grandes quantidades, quando chega o momento da contagem dos votos; para que a FIR continue a ser usada como tropa de choque do partido no poder para intimidar e desorganizar a oposição; para que a vitória de uns se transforme na vitória de outros nas estranhas recontagens de votos feitas à porta fechada.
É por isso que as negociações não avançam. Para que quem a tem não perca esta vantagem, fundamental para garantir vitórias eleitorais.
E como, em 2014, vamos ter eleições presidenciais, legislativas e provinciais, estou muito pessimista de que as negociações avancem até lá.
O que, muito provavelmente, vai significar mais luto em muitas famílias moçambicanas.


Um abraço para ti do
Machado da Graça

CORREIO DA MANHÃ – 31.12.2013

Renamo diz que o País está sem rumo

 A Renamo convocou a Imprensa na manhã desta segunda-feira para fazer a sua avaliação do estado geral da nação. António Muchanga, membro sénior da Renamo, diz que o País continua a ser empobrecido e sem rumo, muito por culpa da actual direcção do partido Frelimo que está mais preocupada com os seus ganhos empresariais que com a v...ida dos moçambicanos.
Sobre a redistribuição da renda, a Renamo diz que apenas membros do Governo e seus familiares “que abocanham todas as oportunidades de negócios, empregos e facilidades”, alguns membros da Frelimo “que recebem os famosos sete (7) milhões” e uma maioria do povo que se limita “aos benefícios proporcionados pelos serviços de Saúde, Educação, Estrada e Pontes.”

 “Democratas que cobram comissões chorudas a investidores…”

Sobre os apelos de Guebuza para a preservação da paz democracia, a Renamo diz “os democratas não usam as oportunidades que têm de dirigir o Estado para enriquecimento ilícito dos membros das suas famílias nem tão pouco para cobrar comissões chorudas aos investidores nacionais e estrangeiros.”
Diz ainda que em democracia há separação entre o Estado com partidos “os que governam não devem usar os serviços do Estado para fragilizar os seus adversários com recursos aos aliciamentos de membros de outros partidos.”
“As sociedades democráticas são também um espaço onde as eleições não são apenas periódicas, elas são livres, justas e transparentes, onde os órgãos de gestão eleitoral não estão ao serviço de quem governa”, considera Renamo.

“Discurso manipulador da opinião pública”

Sobre a paridade, o partido de Afonso Dhlakama chama o informe de “manipulador da opinião” ao “afirmar que a paridade significa que os mais de 50 partidos existentes no País devem estar representados nos órgãos eleitorais.”
Para a Renamo, constitui ainda manipulação “constitucionalizar a proporcionalidade” para a constituição dos órgãos eleitorais, e desafia o PR e o que chamou de “seus apaniguados” a indicar o Capítulo e o Artigo em causa.

Paz

No capítulo da Paz, a Renamo diz que contrariamente ao discurso de comprometimento com a paz na prática o Governo e seus membros são contrários à Paz. Para a Renamo não se explica que “pessoas comprometidas com a Paz possam completar 24 sessões de diálogo sem trazer nada de novo que vise trazer tranquilidade e entendimento entre as partes.”

Negociações

“A questão da mediação e observação nacional e internacional afiguram-se necessárias sobretudo desde o dia 17 de Outubro, quando o Governo decidiu usar as forças armadas como meios de combate contra a Renamo e o seu presidente”, reitera a Renamo.
Para o maior partido da oposição, “a internacionalização foi desencadeada pelo Governo ao mandatar o primeiro-ministro pedir apoio da SDAC em Pretória, bem como o ministro da Defesa” quando se reuniu como os adidos militares de alguns países acreditados em Moçambique.



(André Mulungo, Canalmoz)

Wednesday, 1 January 2014