Saturday, 31 May 2008

Não acredite sempre na sua Mãe!

8 BOAS RAZÕES PARA NÃO SE CONFIAR SEMPRE NOS CONSELHOS DAS MÃES:


1º- Deixa de jogar bola e vai estudar para poderes ter um futuro !
(Mãe de Ronaldo)

2º- Pára de gritar!!!
(Mãe de Luciano Pavarotti)

3º- Deixa de brincar com essas máquinas ou nunca terás nada na vida !
(Mãe de Bill Gates)

4º- É a última vez que riscas as paredes da casa de banho com desenhos!
(Mãe de Malangatana)

5º- Pára de bater na mesa, estou cansada desses ruídos !
(Mãe de Samuel Morse)

6º- Fica quieto de uma vez, daqui a nada vais-te pôr a dançar nas paredes !
(Mãe de Michel Jackson)

7º- Nada de igualdades! Eu sou a tua mãe e tu és o filho !
(Mãe de Karl Marx)

8º- Pára de mentir! Achas que a mentir vais conseguir ser alguém na vida ?
(Mãe de Armando Guebuza)

( Préstimos de Maria Helena )

Pode acreditar?




Há de tudo, neste nosso mundo....
Há cada uma no Brasil...
Afinal há autocarro para lá!!No entanto, quanto a mim há quem possa ir directamente sem precisar de transporte!!!!!!!! Lol
Em Bela Vista, uma cidadezinha do interior de Minas, cercada de mato , um dos bairros tem o nome de Puta que Pariu...!
Acredite se quiser!

Não há dúvida, o Brasil é um manancial de surpresas.


( Préstimos de Olga )

Piadas

Na Conservatória do Registo Civil um Angolano, residente em Portugal,
quer registar o seu filho recém-nascido:
- Bô dia! Eu quer registrar meu minino que nasceu
otem.
- Muito bem. O seu filho nasceu ontem, é do sexo
masculino... e qual é o nome?
- Marmequer Bicicreta.
- Desculpe?! Quer chamar ao seu filho Malmequer
Bicicleta?!
- É.
- Desculpe, mas não posso aceitar esse nome.
- Não pode porque tu é racista! Si meu minino fosse
branco tu punha.
- Não tem nada a ver com racismo. Esse não é um
nome admitido em Portugal.
- Tu é racista. Si meu minino fosse branco tu punha
esse nome a ele. Tu não põe porque meu minino é preto.
- Já lhe disse que não tem nada a ver com racismo.
- Malmequer Bicicleta não é nome de gente.
- Ai não?!
- Então porque é que tu tem uma branca chamada
Rosa Mota???
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O alentejano mais pobre da aldeia só tinha uma bicicleta, mas um dia aparece no Café Central com um descapotável.
Admirados, perguntam os conterrâneos:
'Atão cumpadri, onde arranjou esse carrinho?
'Nem calculam! Na estrada vi uma moça, por acaso bem jeitosa, a chorar e perguntê 'o que é que se passa?'
Atão ela disse-me 'veja lá, um carrinho tão novo e já avariado!'. Atão, abri o motor, liguê dois fios e pronto!
O carro estava arranjado. Atão ela puxou-me para trás de um chaparro,
despiu-se toda e disse-me:
'Para pagar o trabalho que o senhor teve, faça o que quiser!'.
E eu fiz o que quis, meti-me no carro e abalê com ele.'
Em coro, respondem os outros:
'E vossemecê fez muito bem. De certeza que a roupa também nã lhe servia...'
( Préstimos de Monia )

Carta de um devedor

Tuesday, 27 May 2008

Silêncio

MECÚFI parou por um minuto para observar um silêncio em homenagem aos
compatriotas que, na África do Sul, foram vítimas de violência xenófoba protagonizada pelos nativos da etnia zulu.
O minuto de silêncio foi testemunhado pelo Presidente Armando Guebuza, ele próprio participante na iniciativa.
Vale referir que a esmagadora maioria, se não todos, directamente afectados
pela violência xenófoba, são moçambicanos que escolheram a África do Sul como aquele País Prometido que nunca tiveram na sua própria terra.
Outros (muitos) partiram para o País vizinho em busca do que não há em Moçambique. Portanto, nem todos contentes com as políticas sociais ou de emprego em Moçambique.
São precisamente estas pessoas que Guebuza se curva em memória.
Sabe a pouco, devia ser mais..

( Retirado, com a devida vénia, do “ Expresso “, de 23-05-08 )

FIFA zangada

POR estas alturas a cúpula da Federação Internacional de Futebol (FIFA) deve estar reunida para, entre outros assuntos, decidir sobre a suspensão, ou não, da Federação Queniana do Futebol.
A FIFA tem quase a certeza de que a actual direcção da Federação Queniana não resulta de um processo eleitoral democrático, transparente, mas imposta pelas autoridades governamentais do País.
Desse modo e após investigações preliminares, a FIFA terá apurado a veracidade das queixas que teriam chegado até sí, daí o encontro desta manhã para uma reunião decisiva sobre o assunto.
Estes quenianos ingénuos...
Os supostos responsáveis por esta vergonha, teriam escapado às garras da FIFA se, antes, tivessem requisitado os serviços de alguns dos dirigentes
desportivos de Moçambique, exímios em falcatruas do género.
Por cá, as eleições federativas parecem transparentes, democráticas e parecem obedecer os requisitos da FIFA, entidade que aliás nunca teve dúvidas
sobre a validade das mesmas.
Mas, na verdade, elas não são tão transparentes nem tão democráticas como parece.
A diferença entre as eleições na federação de Moçambique das do Quénia, reside no facto de os quenianos terem feito tudo às claras, à luz do dia, indicado fulano, beltrano e sicrano na direcção da federação, sem manobras dilatórias. Enquanto cá, o processo eleitoral tem sido sistematicamente viciado, com a bênção de um eleitorado bastante restrito, no qual os clubes não têm uma acção directa no processo de votação.
O exemplo moçambicano é mais sacana que o queniano. A FIFA devia saber disso.
A FIFA também devia permitir que os clubes passassem a ter uma acção directa na escolha dos membros federativos, e acabar- se, de uma vez por todas, com a fantochada das representações atravez das associações provinciais.
Caramba

( Salvador Raimundo, em “ Expresso “, de 23-05-08, retirado com a devida vénia )

AR debate intempestivo EGFE

Quase mesmo na recta final da 8ª Sessão da Assembleia da República,
AR, o Governo colocou, intempestivamente, no Parlamento a necessidade,
com carácter urgente, de se discutir as alterações no Estatuto Geral do Funcionário do Estado, EGFE, obrigando, deste modo, a que o mais alto órgão legislativo do País tivesse que dilatar o seu tempo de trabalho. Consequentemente, força a presença dos deputados de outros círculos eleitorais na cidade de Maputo.
A AR tem que obrigar o Governo a se habituar a apresentar as suas propostas de trabalho com antecedência. Foi evidente a desorganização e a precipitação, apesar dos continuados amortecedores de choque que a bancada do partido governamental tem oferecido ao Executivo. A agenda dos trabalhos é conhecida pelo primeiro dia de sessão e não ao longo dos trabalhos e o debate do EGFE não tem de urgência. O debate sobre as alterações a introduzir no EGFE bem poderia ficar para uma outra ocasião.
Não se sabe com quem o Governo discutiu as alterações a introduzir no EGFE. As partes interessadas que seriam os funcionários e o seu sindicato, que o Executivo protela a sua constituição, não foram ouvidos. O sindicato da Função Pública seria um parceiro na discussão desta matéria. O Ministério da Função Pública ao invés de se orgulhar de ter expulso quase 1000 funcionários, em 2007, deveria se preocupar em ter o sindicato. Porventura, o sindicato atrapalha algum interesse particular?
O presente debate, segundo nossa opinião, é extemporâneo e exclusivo. A proposta deveria ser, de imediato, retirada da AR para que seja debatida não só por um grupelho de que se julga iluminado, mas pelos funcionários do Estado. O Estado não é propriedade de algumas pessoas, mas, de todo o povo. As alterações a introduzir no EGFE não deveriam surpreender ninguém. Se a discussão não for abrangente, como é o presente caso, as suas alterações irão prejudicar muita gente. Isso deve ser evitado a qualquer preço.
Apenas os países com uma democracia mórbida ou de faz-de-conta não permitem que os funcionários do Estado se organizem em sindicatos. Será o caso de Moçambique? Porquê o governo não tolera sindicatos na Função Pública? Os que pensam de tal modo deveriam saber que os sindicatos não incomodam o patronato como também ajudam a organizar a massa laboral para uma maior produção e produtividade.
Os que temem o sindicato na Função Pública vale lembrar-lhes que os levantamentos populares de 5 de Fevereiro de 2008 não foram liderados por qualquer sindicato ou partido, segundo algumas correntes propalam, querendo esconder a cabeça na areia, como uma avestruz assustada. Foram
espontâneos e sacudiram o governo da sonolência. Quando chegar a vez, os funcionários do Estados tomarão a dianteira sem esperar pela autorização daqueles que, hoje, se opõem à sua existência.
Aqui fica o aviso para o governo não voltar, mais uma vez, a ser surpreendido pelos funcionários a quem o Executivo nega o direito a ter um sindicato.

( Edwin Hounnou, em “A TribunaFax”, de 19/05/08, retirado com a devida vénia )

Sunday, 25 May 2008

25 de Maio: Dia de África

"Instabilidade política, contínuas mudanças políticas, sociais e ideológicas, espasmos sociais e xenófobos persistentes, saúde precária e falta de saneamento básico…

25 de Maio está consagrado como Dia de África. Mais um que se passa e mais um ano que África vê alguns dos seus Estados em convulsões pouco agradáveis. Como seria bom que África padecesse de agitações provocadas por um crescimento económico consistente que resultasse num abalo social vitorioso. Infelizmente, vemos que os Objectivos do Milénio para 2015 estão perigosamente próximos da sua data limite e aqueles para os quais a ONU batalhou parecem cada vez mais longínquos.

África comemora o seu dia há cerca de 36 anos, desde que a ONU instituiu, em 1972, a data da formação da OUA como o Dia de África. Mas África continua, infelizmente, igual a si mesma.

Ou seja, mantém uma insistente instabilidade política, contínuas mudanças políticas, sociais e ideológicas, espasmos sociais e xenófobos persistentes, saúde precária e falta de saneamento básico.

Quando tudo parece que os dirigentes africanos caminham no sentido de dar aos seus povos aquilo que mais desejam, Paz, Saúde, Estabilidade ou Desenvolvimento há sempre uma qualquer agitação que coloca em causa esse desiderato.

Elas são as eleições, cujos resultados raramente são aceites sem estrebuchamento do perdedor – se à partida todos são vencedores porque todos estão no jogo democrático, no final não há vencedores porque o maior derrotado é o povo que depositou na urna o seu veredicto e nunca é formalmente aceite sem haver questiúnculas, por vezes e não poucas vezes, por motivos mais imbecis que camuflam a verdade: a vontade iníqua do poder! Ainda não há uma verdadeira unidade africana.

Persistem crises inesgotáveis – ou como inextinguíveis, por vontades externas, – como os de Darfur, no Chade, na Somália ou na República Democrática do Congo, para já não falar das crises surdas dos Grandes Lagos ou das tentativas sessionistas de Cabinda, na Nigéria, ou mesmo embrionárias no Príncipe.

E depois temos casos ainda mais flagrantes e incompreensíveis.
Autocratas, ditadores e assemelhados exercem o poder e blasonam fortunas que ninguém sabe esclarecer como obtiveram.

E do que dizer daqueles que vegetam em seu torno com miseráveis fortunas ainda maiores que dos detentores do Poder, quando há pouco tempo não passavam de simples e magníficos guerrilheiros que lutavam pela Liberdade dos seus Países em nome de ideais altruístas e monumentais.

Que eu saiba nas guerras de Libertação não havia como em tempos imemoráveis os despojos de guerra para fazer fortunas.
Por isso como é que elas apareceram ao ponto de haver quem mande aviões às suas fazendas buscar cabeças de gado para si e para familiares…

Para onde caminha África com estes contínuos e persistentes despropósitos?

Será que alguma vez veremos a União Africana afirmar que a unidade e solidariedade entre os países e povos de África, a defesa da soberania, integridade territorial e independência dos seus Estados membros e a integração política e socio-económica do continente, o grande sonho dos líderes pioneiros que em 1963 criaram a OUA está realizada?... Ou próximo?

Tal como Martin Luther King, eu ainda tenho um sonho.

Ver África como o Grande e Próspero Continente onde as doenças endémicas estão erradicadas; onde não se veja umas pequenas centenas de pessoas riquíssimas – com fortunas estranhas – e milhões, muitos milhões a padecerem de fome; estradas e caminhos-de-ferro levarem o desenvolvimento ao interior; cidades urbanizáveis e não aglomerados de pobres e indigentes; água, luz e todo o saneamento básico como um facto habitual e não uma amostra – pequena amostra – num todo.

Eu ainda mantenho o sonho de ver África como um Continente próspero e não como um local exótico!
( Eugénio Costa Almeida )

24-Maio-2008

©Publicado no Notícias Lusófonas, na rubrica "Manchete", em 24.Maio.2008, (http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=21131&catogory=Manchete)

Duas fotos



A primeira foto retrata uma das muitas manifestaçes contra a onda de violencia xenófoba e a outra mostra um imigrante deixando o país num comboio.
( Fotos retiradas, com s devida vénia, de www.iol.co.za )

SA's long history of hatred for others

Chinese South Africans want to be black. The local Jewry is being lured into emigration. Hellenism is in decline, while many Portuguese immigrants are looking north - again. But that isn't stopping wealthy Britons from investing their cash in our property. And the number of African migrants, rich and poor, was rising - until a fortnight ago.

We're an immigrant nation. People have always come and gone. There has been a rush of new blood during every economic surge. Now there is conflict, so the emigrant exodus is as much calculated among the affluent as it is bloody among the impoverished.
In the lawless reaches of some of Gauteng's informal settlements and poorest townships, crises have been common for decades for black migrants.

There are untamed corners where criminals have long raped, robbed and murdered Mozambicans, Malawians, Angolans and Zimbabweans.

White descendants of immigrants, who feel out of control and are considering emigrating because of crime in the suburbs, may not realise the hell of a place like Ramaphosa, outside Reiger Park in Ekurhuleni. Most are, like other South African whites, barricaded behind home security systems and reliant on the quasi-paramilitary for their peace of mind.

A Mozambican man - a painter by trade - was set alight in Ramaphosa last Sunday. By Saturday, a week later, scraps of his clothing, his sneakers and the duvet which was thrown over him before he was set alight are scattered in the thick white dust where he lay burning.

After days of frenzied arson attacks, the settlement itself is marked by blackened heaps of rubble and flying ash between the shacks shared between black and coloured residents.

Urban locations such as Ramaphosa have long attracted African migrants with no means of setting themselves up in more salubrious circumstances. But settlements such as this are often far enough away from the nearest police station, distant enough from a main road, to nurture a rugged resistance to authority.

It was that - a rugged, disdainful resistance - that marauders showed 12 days ago when they bludgeoned a hole in our precarious human rights record and rampaged through Alexandra and Diepsloot, setting off the xenophobic violence that has destabilised the province and threatens the entire country.

Once, white immigrants traded in the central business district. Now it is the domain of Asian immigrants and asylum-seeking entrepreneurs: Bangladeshis, Pakistanis and Indians who have become terrified of their itinerant status and the stain their success has brought.

As some Asian residents of the CBD said this week, it has seemed to them for a while as though anything would be enough of a catalyst for the dirty urban battle over turf to begin in the country.

The instability in Zimbabwe has been contagious, say community policing forums in places such as Reiger Park. They claim they warned politicians a long time ago about the threat of ethnic cleansing.

Just weeks ago, there were hints of this when police raided the Central Methodist Church in Johannesburg, beating up and arresting mainly Zimbabwean immigrants who had sought refuge there.

Now that Alexandra, Diepsloot, Princess, Ramaphosa, Rondebult and many other places have seen burning, looting, beatings and death, President Thabo Mbeki says we must pledge to take action.

He has sent in the army. But human rights groups remain shocked by the lack of alacrity from the country's leadership on the perils of immigration and, in particular, of being a black foreigner.

Anyone who is surprised by the xenophobia of the past fortnight is either naive or disingenuous. Thousands here have lost their homes and possessions. Even the tragedies unfolding daily in the high-density areas of Harare are looking like a safer option to the hundreds who boarded trains and buses and fled the brutality.

In Zimbabwean writer Charles Mungoshi's book, Coming of the Dry Season, an old man speaks to his son: "Come back where? Nobody comes back to ruins. You will go on, son. Something you don't know will drive you on along deserted plains, past ruins and more ruins, on and on until there is only one ruin left: yourself."

White immigrants remain protected. Not from crime, perhaps, but certainly from this desolation. For decades, laws protecting whites cushioned white immigrants while the situation of black migrants unfolded in anarchy. There is still no sustainable policy.

At a time of desperate unemployment here, many South African poor are uneasy about competition for housing and income with immigrants. Few seem to view foreigners as enhancing our society, so there is ambiguity in the response of those whose communities have shuddered over the past week.

The ruthless reduction of shacks and people in some townships and informal settlements has indeed been shocking. Mass expulsions, burning houses, looted possessions and the devastation of the identity of thousands who saw themselves, in many ways, as South African, should provoke our public outrage.

Studies show that, for instance, as many as 70 percent of Mozambicans living in their own country have family here.

Now white immigrants are also feeling the sting: their families in Portugal, Greece, Italy and Britain want them to come "home".

Asians say they are protecting themselves by binding tighter into their own communities. They speak about African precedents, such as Uganda in the early 1970s when Idi Amin expelled the entire Asian population, which numbered tens of thousands of people. Studies show that although Uganda today has a substantial Asian community again, not many are "returnees". It is first-generation entrepreneurs who now settle in Kampala.

South Africans seem to lack an assimilative disposition.

A woman in the Rondebult settlement in Ekurhuleni this week offered the opinion that the only people who matter in South Africa are Xhosas and Zulus. Another said the only people who are not immigrants are those with Bushman ancestry. "Even you, you're immigrants," the women said. "White English people come from overseas."

But the roughly 2 million white English-speaking South Africans - most of whom can trace their ancestry to the influx of British immigrants of the 1820s - are the least affected by the discrimination that has happened throughout South Africa this year.

Immigration has been poorly handled by successive leaders in this country, particularly when it has concerned cheap labour. The horrors experienced by the early indentured Asian work force bear testimony to this, as does the sweat of African labourers who were allowed in as clandestine immigrants to appease white capitalists and farmers.

Greek, Italian, Portuguese and Jewish immigrants settled within the law, albeit within their enclaves. White South Africans, for all their claims to hospitality, have long been guilty of closing ranks.

Greeks were regarded as little more than the café-owning class by many English-speaking whites, and Portuguese traders were marginalised as vegetable traders - not quite in the same league. Many who were at schools in Gauteng in the 1970s and 1980s will remember the rumours about white trash when the children of British immigrants arrived in their classrooms.

Many white South Africans seem startled by the numbers of black refugees and would-be immigrants who have crossed our borders in recent years; the only explanation for that response is the racially exclusive immigrant legislation that existed before 1994.

Although black people from Zimbabwe and Zambia had the same skills as whites from these countries, the National Party sought to bolster its constituency and invited only white migration from these countries as early as the 1960s.

Laws such as the Land Act of 1913 precluded black people from ownership, but people from Southern Africa have long been arriving here in large numbers. Even though some entered legally as contract workers, they were barred from residence.

Despite being discriminated against in terms of property ownership under the National Party, Jewish South Africans were living here in numbers before that. By 1867 and the discovery of diamonds in Kimberly, they were already integrated into our culture.

Jews have a proud anti-apartheid history, the terrors of Nazi Germany integral to their consciousness. But lately, many are considering leaving.

This is also true of Greek South Africans, whose numbers are falling - mostly, it seems, because of fears of crime and perceptions of the shifting nature of our future.

Their flight troubles those who hope to preserve Hellenism on this continent, to the extent that its most illustrious protagonist, George Bizos, the human rights lawyer, has been driven to urge loyalty to the country where the first Greeks arrived in the late 1800s.

Yet it is perhaps Chinese South Africans - who could not vote before 1994 - who are experiencing difficulties of exclusion and isolation which perhaps best approximate those of many African migrants.

Their campaign to be recognised as black even took them to the high court a few years ago, when the Chinese Association of South Africa sought a declaratory order to be able to benefit from employment equity and black economic empowerment.

Colour apparently forever our yardstick, Chinese immigrants in South Africa still fall into a grey area.

Meanwhile, we must contemplate the awful cost of hate that is still being tallied up for those who long to live here.

( Janet Smith , Sunday Independent on May 25, 2008 )

Mbeki under fire over violence

AFP, By Florence Panoussian
President Thabo Mbeki, already under fire for perceived policy failings that caused an anti-immigant backlash in South Africa, now faces criticism about his handling of the crisis.
The head of state is yet to visit the worst affected areas of Johannesburg after two weeks of violence against foreigners that has left more than 50 dead and more than 25,000 displaced.
His pronouncements have been limited to a statement released more than a week after trouble began, a promise to create an investigating committee, and a brief comment carried by state radio SABC yesterday in which he talked of "the humiliating disgrace" of the episode.
Despite spreading violence, which began in Johannesburg two weeks ago but has now hit seven of the country’s nine provinces, he has not made a public address on the radio or television to appeal for calm.
"Mr President: Time to go," read a front page article in the Sunday Times. "Throughout the crisis, arguably the most grave, dark and repulsive moment in the life of our young nation, Mbeki has demonstrated that he no longer has the heart to lead," it continued.
Olmo Von Meijenfeldt, an analyst for the Institute for Democracy in South Africa, said "a strong appeal to the South African people from the president would be very welcome indeed."
The latest incident underlines Mbeki’s distant style of leadership, he added.
"He is not a man ... to put himself at the forefront," Von Meijenfeldt said.
"Due to his style of leadership and his personality, he is someone who is a bit far away from the day-to-day life of these communities."
By contrast, his rival in the ruling African National Congress party, Jacob Zuma, who defeated him to become head of the party in December, has been more vocal and is to visit victims today.
Mbeki’s foreign trips at a time of national emergency are also being lambasted.
"While Rome burns, President Thabo Mbeki is in Arusha (Tanzania); next stop: Tokyo, Japan," wrote commentator Maureen Isaacson in The Sunday Independent in an article titled "Our leaders have flown away while fairyland goes up in flames."
Despite his muted response, the issue of the violence is a huge personal embarrassment for Mbeki, an intellectual who has long championed the pan-African cause.
The warnings of a looming problem are also coming back to haunt him and the government as a whole.
Intelligence Minister Ronnie Kasrils admitted last week that the government knew tensions were growing.
"Of course we were aware there was something brewing. It is one thing to know there is a social problem and another thing to know when that outburst will occur," he said.
Outbreaks of anti-immigrant attacks have been reported since the late 1990s and the South African Human Rights Commission had warned starkly in 2007: "Xenophobia is definitely increasing."
Again, in March of this year, the commission issued a statement reiterating "its concern about the scourge of xenophobic violent attacks and brutal murders of foreign nationals."
It urged the government to pass a hate crimes law.
Both Von Meijenfeldt and Moeletsi Mbeki, of the South African Institute of International Affairs, believe a public appeal by the president would have limited impact.
Moeletsi Mbeki is the president’s own brother, but an outspoken critic nonetheless. "The current government has lost its credibility," he said.
"Even a strong statement by somebody who has such weak authority will not convince the people."
The underlying reason for the brutal outbreak of violence, which has seen armed youths purging poor slum areas of foreign inhabitants, is a failed immigration and foreign policy, he said.
"This crisis is the result of the failure of their foreign policy against Zimbabwe and they don’t want to admit that," said Moeletsi Mbeki.
He, like many others, believes President Mbeki’s failure to tackle President Robert Mugabe over Zimbabwe’s political and economic crisis is of paramount importance in the current context.
Between one and three million Zimbabweans are estimated to have fled to South Africa to find work and they now stand accused by locals of stealing jobs and committing crime.
"The solution has always been to take a strong position against Mugabe," said Moeletsi.

Flames of hate have consumed our dream

On Monday morning, when the images of a Mozambican man’s horrific death by burning at the hands of a rampaging mob of South Africans hit international headlines, the dream that once was our nation died along with him.
The years of hard work, of reconciliation, of goodwill and of international acceptance went up in flames along with his flesh as our rage, heartlessness and loathing of our fellow Africans was laid bare for the world to see.
The innocence that once cloaked our democracy was ripped to shreds and the monster that we have become was hurled, naked and seething, into the international psyche.
We, like so many nations, had become the oppressors we fought against, the tyrants we unseated, the cynical murderers we thought we had defeated. In two short weeks, we destroyed the dream that so many fought and died for.
This was not an accident. Since 1994, the government we elected has failed us terribly in its handling of migration.
Moves by then Home Affairs Minister Mangosuthu Buthelezi to enact more progressive legislation were stymied by the ANC, purely for narrow political purposes, while his successor has proved to be little more than a puppet for a President whose inability to understand his nation is now legendary.
As the influx of foreigners grew — fuelled by the meltdown of Zimbabwe in which our government is also complicit — it was met by a total lack of empathy and vision.
The implementation of heartless Home Affairs policies stoked the flames of xenophobia.
When places of refuge for those who have fled a low-intensity civil war become soft targets for police; when people are arrested on the basis of their pigmentation or their accent; when top members of the ruling party make money on the side running repatriation camps; when refugees are criminalised, we set the scene for criminals to act with impunity against the most vulnerable people in our society.
Our government fostered hatred by institutionalising the idea of our fellow Africans being outsiders whose presence cannot be tolerated, who are less than us, whose darkness of skin and difference of tongue makes them less than men and women. Our leaders speak of noble concepts like the African renaissance while declaring fellow Africans to be outsiders who are not wanted.
The response to the wave of mindless killings also leaves much to be desired. Claims by police and intelligence bosses that this is the work of a shadowy force do nothing to help. If they are true, this tells us that the government knew what was going to happen and failed to act. This makes it culpable, given the abuse of the intelligence services by factions within the ANC in their internal power struggle. Had they been performing their constitutional role, would not much of this mayhem have been avoided?
If they are lies, then these claims are another example of the Mbeki administration’s inability to accept failure, and its propensity to blame all wrongs on mysterious forces because of arrogance and an inability to understand the nation it claims to represent.
To resort to buck-passing in the face of such madness on our streets is in itself criminal.
The decision to deploy the military is not an easy one to live with. Under normal circumstances, their role should be to protect us from external threats, not ourselves, but the intervention is welcome — as long as it does not become a permanent fixture of South African life. The military’s role needs to be one of supporting the police while they root out those responsible for the looting, killings and beatings and make an example of them.
There are millions of marginalised South Africans who live in abject poverty and who have been failed by those they voted for. But no level of poverty can excuse what is happening. The culture of impunity within which thugs are acting needs to be broken. Now.
All of us — and our leaders in particular — need to remember the generosity and humanity that informed the Freedom Charter and our Constitution, and feel shame at what has been allowed to happen.
We need an extensive national project to instil tolerance, understanding of diversity and acceptance of difference among our people, to enact more humane immigration laws, to end the culture of criminalising those who turn to us for refuge and to ensure that those cruel and ugly people with blood on their hands pay for their actions.
We can no longer deny what we have become as a nation.

( Source: www.iol.co.za )

Finalmente o homem falou!

Esta noite o homem finalmente falou!
Na última quarta-feira, Thabo Mbeki deu ordens às Forças Armadas para ajudarem a Polícia a combater a onde de violência xenófoba e imediatamente abandonou o país numa das suas muitas viagens, como se tudo estivesse normal.
A primeira vez que Mbeki se referiu à crise foi na reunião do African Development Bank em Maputo, depois referiu-se ao problema numa conferencia de Imprensa no Kwazulu-Natal e mais tarde escreveu um comunicado condenando a violencia. Até agora ainda não visitou as áreas afectadas e só esta noite é que conseguiu arranjar tempo e disposição para ir à televisão. E o que disse o homem? Como sempre, falou muito mas pouco disse de relevante.
Na primeira página do Sunday Times de hoje, o jornal de maior circulação da África do Sul, exige-se que Thabo Mbeki se demita ou seja demitido pela Assembleia Nacional. Eu apoio!

Rejoyce always!


I want to fill my life today
with the spirit of celebration.
I want to applaud each new day
And give it a standing ovation.

For yesterday has come and gone,
And tomorrow has yet to arrive.
But today is a moment of eternity
And I am thankful I’m thankful I’m alive.

Lord, help me not to take for granted
All Your blessings great and small.
Open my heart to celebrate,
To embrace and enjoy them all.

KARLA DORNACHER

Aceite-me como sou!

Esta é a história de um sodado que finalmente voltava para casa, depois de ter lutado no Vietname. Ele ligou para os pais em São Francisco.
- Mãe, Pai, estou voltando para casa mas antes quero pedir um favor a vocês. Tenho um amigo que eu gostaria de levar junto comigo.
- Claro, eles responderam. Nós adoraríamos conhece-lo também!
- Há alogo que vocês precisam saber antes, continuou o filho. Ele foi terrivelmente ferido em combate. Pisou numa mina e perdeu um braço e uma perna. Pior ainda é que ele não tem nenhum outro lugar para morar.
- Nossa!!! Sinto muito em ouvir isso, filho! Talvez possamos ajudá-lo a encontrar algum lugar para morar!
- Não mamãe, eu quero que ele possa morar em nossa casa!
- Filho, disse o pai, você não sabe o que está pedindo? Você não tem noção da gravidade do problema?
A mãe, concordando com o marido, reforçou:
- Alguém com tanta dificuldade seria um fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não queremos que uma coisa como essa interfira no nosso modo de viver. Acho que você poderia voltar para casa e esquecer esse rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo!
Nesse momento, o filho bateu o telefone e nunca mais os pais ouviram uma palavra dele.
Alguns dias depois, os pais receberam um telefonema da polícia, informando que o filho tinha morrido ao caír de um prédio. A polícia, porém, acreditava em suicídio.
Os pais, angustiados, voaram para a cidade onde o filho se encontrava e foram levados para o necrotério para identificar o corpo. Eles o reconheceram e, para o seu terror e espanto, descobriram algo que desconheciam: O FILHO DELES TINHA APENAS UM BRAÇO E UMA PERNA!
Os pais nessa história são como nós, achamos fácil amar aqueles que são perfeitos, bonitos, saudáveis, divertidos, mas não gostamos das pessoas que nos incomodam ou não nos fazem sentir confortáveis.
Esta noite, antes de dormir, façamos uma prece a Deus, para que nos dê as forças que precisamos para aceitar, sem restrições, as pessoas como elas são, mesque que diferentes de nós. Peçamos a Deus para nos dar paciência, ela é um subproduto das tribulações, ela não é dada, é aprendida. Deus nos dá bençãos mas a felicidade depende de nós. Não peçamos a Deus para nos livrar dos sofrimentos, sofrer nos leva para longe do mundo e nos aproxima de Deus. Peçamos a Deus para nos ajudar a amar os outros como Ele nos ama.
Para o mundo você pode ser uma pessoa mas para uma pessoa você pode ser o mundo!

( Préstimos de Maria Helena )

Saturday, 24 May 2008

Pensamento

Fotocópias

Numa empresa portuguesa, por causa das fotocópias, foi emitida a seguinte circular:

Caros Colegas:
Pede-se encarecidamente ao pessoal da Empresa, que no momento de solicitar fotocópias ao colega da REPROGRAFIA, Sr. João, o façam de uma forma clara e objectiva, completando as frases que escreverem.
Acontece que os 'post it' adjuntos aos documentos por fotocopiar, e os pedidos escritos, têm causado problemas ao nosso colega de trabalho que nos faz o favor de tirar as cópias, chegando ao extremo de criar problemas conjugais.
Como exemplo, citamos algumas notas de 'post it' encontradas nos bolsos do nosso colega pela sua esposa.


- Por favor, João, depressa!...depressa!...Lindo!

- João!... faz-me como o fizeste da outra vez!

- João!... dá-me duas, rapidinho!

- João!... pelos dois lados... e presta atenção que por trás tem que ficar tudo.

- Por favor, João!... primeiro a mim, que estou aflita.

- Quando tirares, faz com que se veja o melhor possível.

- Pode ser sem pressa, mas que fique bem feito!

- João!... urgente! Podes meter-me no meio sem que ninguém perceba e fazer rapidinho?

- João! ... Pode ser pela frente e por trás. Se não conseguires, dá-me duas separadas.

- Então, João, quando é que me fazes o trabalhinho? Estou a ficar aflita.

Percebem agora a GRAVE situação que se encontra o nosso colega???
E agora imaginem o estado em que se encontra a sua ESPOSA e com razão.

( Préstimos de Olga )

Humor: Programa de rádio

Programa de Rádio

Locutor: - Quem fala?

Ouvinte: - É o Vicente.

Locutor: - De onde, Vicente?

Ouvinte: - Lapa!

Locutor: - Olha aí, Vicente da Lapa! Valendo o kit com camiseta e CD do Edson e Hudson . Presta atenção! Qual é o país que tem duas sílabas e se come a metade? Prestou bem atenção? Há um país com 2 sílabas e 1 delas é muito bom para se comer. Dez segundos para responder.

Ouvinte: - CUBA !

Locutor: (mudo por alguns segundos e algumas risadas no fundo) - Tá certo, senhor Vicente! Vai levar o prêmio pela criatividade. Mas aqui na minha ficha estava escrito JAPÃO...

Friday, 23 May 2008

Guebusiness

"GUEBUSINESS"

Artigo retirado, com a devida vénia, do Correio da Manhã

Armando Guebuza:De marxista a empresário
Ministro 24-20'. É assim que muitos portugueses o recordam. Quando assumiu a pasta da Administração Interna, no primeiro governo pós-independência liderado por Samora Machel, uma das suas primeiras medidas foi a expulsão de portugueses. Ordenou-lhes que abandonassem a terra em que nasceram ou que adoptaram como sua em apenas 24 horas e juntassem todos os pertences acumulados durante uma vida de trabalho nuns parcos 20 quilos de bagagem.Hoje, enquanto presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza parece ter substituído o radicalismo feroz do passado pelo pragmatismo e acolhe bem, inclusivamente, o regresso daqueles que partiram forçados porque afinal uma nação emergente precisa de todos para crescer e sair da lista dos mais pobres.A ordem de expulsão de portugueses não foi a única mancha no seu vasto currículo político. Pertencente ao núcleo duro do partido, convenceu o moderado presidente Machel a adoptar políticas radicais, de má memória para muitos moçambicanos. Foi o caso do impopular programa 'Operação Produção', que consistia em enviar desempregados das áreas urbanas e os que eram apanhados sem documentos em rusgas nocturnas para zonas rurais no Norte do país, onde nasceu. A maioria dos que foram integrados neste polémico programa nunca chegaria a regressar e muitos viriam a morrer de fome.'GUEBUSINESS'Quando o regime renunciou ao marxismo-leninismo para abraçar a economia de mercado e o multipartidarismo, Guebuza enterrou o passado marxista e mergulhou no mundo dos negócios tornando-se um empresário de sucesso. A lista de negócios em que se tem envolvido é tão longa – desde turismo à construção civil, passando por importações-exportações, gráfica e até imprensa – que ganhou a alcunha de 'Guebusiness'. Os seus críticos afirmam que se tornou no maior representante do capitalismo emergente e questionam o seu enriquecimento. Numa entrevista, quando lhe perguntaram como o tinha conseguido, respondeu orgulhoso: "Ganhei dinheiro com a criação de patos."Os seus negócios não o afastaram da carreira política. Em 2002 conseguiu ser eleito secretário-geral do partido, abrindo caminho para a ambicionada candidatura à presidência.Quando assumiu a chefia de Estado, em 2005, prometeu continuar com a política económica do seu antecessor e combater a pobreza, a corrupção, a criminalidade e a burocracia. Três anos volvidos ainda pouco conseguiu cumprir do que prometeu. É inquestionável que tem implementado reformas e que reforçou a recuperação económica, atraindo novos investimentos. Conseguiu também uma taxa de crescimento extraordinária que lhe tem valido louvores de instituições financeiras internacionais. Mas especialistas alertam que este megacrescimento económico assenta demasiado em megaprojectos, que não têm grande impacto social e pouco contribuem para reduzir a pobreza. De acordo com a ONU, 40% dos moçambicanos vivem com menos do equivalente a um dólar por dia. E esta situação tem gerado tensões sociais, como os recentes protestos contra o aumento dos transportes. O combate à corrupção também não está a correr muito bem. Ela persiste nas instituições e nem um caso foi levado à Justiça, cuja saúde inspira igualmente cuidados. Guebuza tem um árduo trabalho pela frente, mas há que lhe dar o crédito de ter sabido ser o garante da democracia e também da estabilidade, crucial para os investidores. LÍDER SINDICALFilho de um enfermeiro, Armando Emílio Guebuza nasceu em Murrupula, na província de Nampula, a 20 de Janeiro de 1943 (65 anos). Cedo se envolveu na política. Aos 20 anos era presidente do sindicato estudantil criado por Eduardo Mondlane, líder da independência, e juntou-se à Frelimo. No ano seguinte foi estudar para a Ucrânia. Ocupou altos cargos governamentais antes de assumir a chefia de Estado, em 2005. É casado e tem quatro filhos. MAIS SORRIDENTEArmando Guebuza tem sido muitas vezes criticado pelos seus conterrâneos por ser taciturno e demasiado formal no contacto com o povo. De facto, não era muito fácil vê-lo distribuir sorrisos. Mas os mais atentos têm vindo a notar uma mudança que, segundo algumas fontes bem informadas, se deve a conselheiros apostados em fazer passar uma imagem afável do presidente moçambicano. Note-se que a sua mulher, Maria da Luz, é, em contrapartida, uma pessoa comunicativa e de trato simpático. Características que a têm ajudado na campanha contra a sida, em que se tem empenhado activamente. APOIO TOTAL AO INVESTIMENTO CHINÊSO maciço investimento chinês em África, incluindo Moçambique, tem suscitado preocupações não só por parte dos moçambicanos, como também por parte dos parceiros ocidentais, incluindo o maior deles, a UE. A questão chegou a ser levantada na cimeira UE-África, que decorreu no ano passado em Lisboa e, nessa altura, o presidente moçambicano deixou claro que o investimento chinês continuará a ser bem acolhido e que os africanos sabem o que fazem. "Vejo África como continente independente, maduro e responsável. Assim sendo, quando África entra em negociações e faz acordos com outras entidades, fá-lo enquanto um parceiro maduro", declarou. A China tem investimentos de Norte a Sul de Moçambique em áreas como a construção e a reconstrução de infra-estruturas, exploração de minerais, como cobre e carvão, ou a produção de alumínio. Recentemente, a imprensa local denunciou abusos cometidos por empresas chinesas, nomeadamente o abate ilegal de madeira no Norte do país.

DUDH e direito humano à vida: o caso moçambicano

DUDH e direito humano à vida: o caso moçambicano*
Josué Bila
A humanidade celebra, no próximo dia 10 de Dezembro de 2008, o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), aprovada pela Organização das Nações Unidas. A DUDH é um documento contemporâneo sobre direitos humanos, cujos articulados expressam, irrefutavelmente, o respeito à dignidade humana. O artigo 3º da DUDH é a isso referente: “Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”, “sem”, segundo o preâmbulo, “distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição”.
Posto isto, será que os moçambicanos gozam do direito humano à vida e, por consequência, do direito à liberdade e à segurança pessoal? A resposta pode depender do olhar, conhecimento e experiências de cada um. Dando um parecer ingénuo, respondo que os moçambicanos gozam, sim, do direito humano à vida. Porém, o meu sim é bastante condicionado. Por isso, poderei revolver o meu sim bastante condicionado, ao longo do texto.
Começo, antes, por dispor do conteúdo do artigo 40º da Constituição da República de Moçambique (CRM), referente ao direito humano à vida: (1) “Todo o cidadão tem direito à vida e à integridade física e moral e não pode ser sujeito à tortura ou tratamentos cruéis ou desumanos” e (2) “Na República de Moçambique não há pena de morte”.
Ora, em Moçambique, a ideia que salta à mente das pessoas, quando se fala do direito humano à vida, é aquela estritamente ligada (1) às máximas religioso-morais: não matarás; (2) a milhares de moçambicanos que perdeu a vida durante a guerra de desestabilização dos 16 anos (1977-1992); (3) à memória colectiva dos efeitos morais, emocionais e sociais de fuzilamentos instituídos pelo partido-Estado, até ao ano de 1990, consagrados no ordenamento jurídico de então; (4) à luta contra a cultura de brutalização, desumanização e baleamentos mortais dos cidadãos por agentes policiais, sob direcção da Polícia da República de Moçambique, aliada à impunidade, depois de 1990 a esta parte; e (5) ao aborto, por causa dos polémicos debates em torno do mesmo, uns a favor, outros contra e aqueloutros neutros. Em nosso meio, estas ideias têm, certamente, enquadramento quando se fala ou se defende o direito humano à vida. E têm, também, significado na luta pela dignidade das pessoas, como seres éticos, independentemente de suas particularidades.
Contudo, no actual estágio de Moçambique é imperioso desdobrarmos outros significados do direito humano à vida, para preencher algum vazio que o debate dos cinco pontos do parágrafo anterior traz. O direito humano à vida não só tem, a título exclusivo, como fronteira e delimitação a cultura de brutalização, desumanização e baleamentos mortais protagonizados por polícias e outros agentes estatais ou não-estatais, mas, também, se estende ao conjunto de políticas públicas capazes de manter, em qualidade e em dignidade, a vida dos moçambicanos. Por exemplo, a educação, saúde, família, habitação, alimentação, trabalho, segurança e tranquilidade públicas, segurança social e outros direitos – sociais, culturais, económicos, ambientais, sexuais, civis e políticos. Outrossim, um simples respeito pelas regras de trânsito por transeuntes, condutores e motoristas e respectiva colocação de lombas e mais semáforos nas estradas e ruas pelas autoridades municipais e estatais, com participação activa de cidadãos, com o objectivo de evitar atropelamentos ou sustos que podem causar desmaios às pessoas; não poluir o ambiente, por meio de emissão descontrolada de gazes pelas indústrias e viaturas, queimadas de lixo nos meios urbanos, suburbanos e rurais; campanhas anti-indústria de fabrico de armas de brinquedo, bem como a sua respectiva venda e compra; comunicação social pró-ética da vida; e educação sobre direitos reprodutivos e saúde materno-infantil são dos pouquíssimos exemplos-propostas que podem contribuir o bastante para a dignificação do direito humano à vida.
Mau grado, em Moçambique, quase que não existem políticas públicas desenhadas e implementadas sistematicamente para o exercício de cidadania e respeito à dignidade humana, o que é, em si, contraproducente. As autoridades estatais, não raras vezes, se esquivam em assumir um compromisso político consequente para a implementação de direitos humanos, o que afectaria, deste modo, o direito humano à vida. A tentativa de se falar de direitos humanos resvala sempre em falas deslocadas do real problema, por se elevar demagogias ocasionais, ideologias improdutivas, visões e promessas eleitoralistas, em meio ao conhecimento algo romântico e fragmentado do direito humano à vida.
Assim, recorrendo ao Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta - PARPA II e ao pensamento anterior, é confirmado o meu sim bastante condicionado sobre a efectivação do direito humano à vida em Moçambique. Os dados do PARPA II apresentam que, dos 20 milhões de moçambicanos, “10 milhões vivem ainda em pobreza absoluta”, ou seja, abaixo de um dólar por dia, como aludem as agências das Nações Unidas. Uma parte extremamente considerável dos restantes 10 milhões, que não vive em pobreza absoluta, também enfrenta privações sociais, razão pela qual a esperança de vida dos moçambicanos não vai além de 40 anos de idade, por o acesso a alimentos, saúde, educação, habitação, emprego, ambiente equilibrado e outros direitos, em quantidade e qualidade, constituir uma utopia, a avaliar pelo quase incomprometimento das autoridades estatais locais em implementar direitos humanos.
Mais: Dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, relatados pelo Governo, indicam que a taxa de mortalidade infantil ronda entre 125, por 1000 recém-nascidos; a taxa de mortalidade de menores de cinco anos situa-se entre 200, em cada 1000 nascimentos. Estes são apenas alguns indicadores que precarizam e descartabilizam o direito humano à vida em Moçambique, dando azo ao supramencionado sim bastante condicionado.
Artigo 25º da DUDH
Baseando-se nos dados do PARPA II e das agências internacionais das Nações Unidas, é inegável que, em Moçambique, hajam e perfilam violações contra o direito humano à vida, que ferem o conteúdo do artigo 25º da DUDH, que assinala que: (1)“Toda a pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, o direito à segurança, em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda de meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle” e (2)“ a maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimónio, gozarão da mesma protecção social”.
Artigo 11º da CRM
Pode-se dizer ainda que as violações contra o direito humano à vida, em Moçambique, contrariam os objectivos do Estado moçambicano, dispostos no artigo 11 da Constituição da República de Moçambique: (c) a edificação de uma sociedade de justiça social e a criação do bem-estar material, espiritual e de qualidade de vida dos cidadãos; (e) a defesa e a promoção dos direitos humanos e da igualdade dos cidadãos perante a lei; (f) o reforço da democracia, da liberdade, da estabilidade social e da harmonia social e individual. Caso este artigo seja obedecido, por consequência, os objectivos do artigo 40º serão alcançados e vice-versa.
Enfim, os direitos humanos devem ser respeitados e implementados pelo (1) Estado e (1a) Governo, como políticas públicas eficazes e eficientes, entrosados no espírito atitudinal e comportamental de (2) cidadãos, a título individual e colectivo, para que se assista à elevação do direito humano à vida em Moçambique. Vale lembrar que, (3) a assistência e cooperação internacionais são chamadas a intervir, rumo à satisfação do direito humano à vida. A missão é de todos nós, certamente!
*Publicado no jornal ZAMBEZE (15 de Março de 2008)