Thursday, 22 August 2013

Novo mercado de peixe: Construção arranca dentro de três meses

AS obras de construção do novo mercado do peixe, na cidade de Maputo, poderão arrancar daqui a três meses quando terminar a avaliação do impacto ambiental do projecto para a sua submissão ao Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental.
A garantia é do vereador de Mercados e Feiras, no município de Maputo, António Tovela, que disse já haver financiamento para a obra, num montante de 12.6 milhões de dólares do Orçamento do Estado e do Governo do Japão, através da sua agência para cooperação internacional (JICA).
Tovela explicou que ao arrancarem em três meses as obras deverão ter uma duração de apenas um ano, tal como está previsto no projecto. Ele afirmou que o projecto visa dotar a cidade de um mercado de peixe, equipado com infra-estruturas básicas adequadas, de modo a cumprir os requisitos higiénico-sanitários, potenciar a venda de pescado e as actividades de pesca artesanal associadas.
O novo mercado, a ser erguido na faixa costeira em frente ao ATCM na avenida Marginal, terá 100 bancas para venda a retalho, área de alimentação para 75 mesas de 4 pessoas cada e espaços para serviços de cozinha.
Será ainda composto por 40 quiosques de restauração, três tipologias normalizadas de quiosques com áreas distintas e um parque de estacionamento com capacidade para 125 viaturas.
O mercado terá ainda outras componentes como máquina de fabricar gelo e o respectivo depósito; unidades frigoríficas para armazenar o pescado; escritórios para administração, uma sala de equipa técnica, sanitários públicos e para os vendedores.
Também será instalado um sistema de gestão de resíduos sólidos, para receber lixo de 2 a 3 dias de operação do mercado, sistema de drenagem e tratamento de águas e ainda sistemas de fornecimento de energia eléctrica e de água.
Sobre a apresentação pública do EIA, Tovela disse que “estamos a apresentar os resultados do estudo ambiental e acolher opiniões e sugestões a acoplar ao documento será submetido ao MICOA para aprovação e arranque das obras”.
Sobre o encontro público, o vereador afirmou que os vendedores, utentes e os residentes, por exemplo, apontaram para a necessidade de se arrancar imediatamente com as obras para melhorar as condições de comercialização de mariscos.
Enquanto isso, segundo António Tovela, as organizações da sociedade civil, instituições públicas e privadas defendem que apesar de o projecto ser bem-vindo precisam de ser melhorados alguns aspectos indispensáveis para o seu funcionamento.
“Entre os itens a melhorar destaca-se a questão da mobilidade dos utentes no acesso ao novo mercado, o tráfego rodoviário, o estacionamento, a gestão e manutenção da própria infra-estrutura para que possa ter um longo período de vida”, disse o vereador.  


Notícias

Wednesday, 21 August 2013

Quelimane Unida Comemora Hoje Seu Dia



Quelimane_jovens
Cidadãos com fibra, com coragem, com um querer particularmente forte assumem seu destino trabalhando para vencer dificuldades.
Clima agreste, dificuldades de todo o tipo, economia tremida não tiram sono nem desanimam os munícipes de Quelimane.
Só quem vive aqui pode apreciar e sentir a capacidade de reinvenção que os munícipes possuem.
Aqui dificuldade chama-se obstáculo a vencer e dá gosto observar que todos os dias laboriosamente as pessoas saem à rua e à luta.
Neste dia muito especial queremos manifestar o nosso apreço a cidade de Quelimane pela passagem de mais um aniversário.
Somos parte daqueles que acreditam plenamente que Quelimane tem presente e futuro risonho.
Com visão estratégica, voltada para colocar em funcionamento as suas infra-estruturas, explorando a sua capacidade de formação de recursos humanos adequados para atacar os desafios de desenvolvimento que a província da Zambézia tem, Quelimane pode e deve melhorar o seu posicionamento no ranking de desenvolvimento das cidades moçambicanas.
Com o quer forte que os seus munícipes demonstram rapidamente Quelimane acorda decididamente da letargia que estava tomando conta da cidade.
É visível que para os residentes de Quelimane não existe a palavra derrota ou fracasso. Esta postura tem se revelado instrumental para que cidadãos e autoridades municipais enfrentem os combates complexos que tem pela frente.
Nós como AUTARCAS queremos juntar-nos a esta população corajosa, imaginativa, as autoridades municipais e celebrar esta data. Os caminhos que levam ao desenvolvimento estão sendo percorridos todos os dias.
Aquilo que ontem parecia um sonho hoje já é um projecto concreto realizado e outros projectos irão ser concluídos.
Importa realmente sabermos apreciar e enaltecer a coragem de cidadãos anónimos, labutando na esperança de transformar suas vidas. Quelimane é feito de actos heróicos muitas vezes não mencionados.
Quando muitos já não tinham esperança e se davam por vencidos pela conjugação de factores económicos e políticos desfavoráveis uma parte desta cidade resistiu e declarou-se insatisfeita com a situação. Sua insatisfação transformou-se em estratégia de superação de um ambiente difícil, de cenários complexos que travavam o desenvolvimento da cidade.
Afinal quando existe uma vontade firme e determinação os recursos aparentemente inexistentes aparecem e tornam-se disponíveis para acções planificadas e com impacto.
O caminho para a recuperação de Quelimane, para que ela ganhe aquela dinâmica que já foi sua característica é um processo quotidiano cada vez mais visível.
Não temos o receio de afirmar que Quelimane, seus munícipes e autoridades municipais juntos vencerão os desafios existentes.
Sabedoria, trabalho, tenacidade, continuarão a marcar esta cidade e seus cidadãos.
QUELIMANE, BOAS FESTAS E FELLIZ ANIVERSÁRIO!


O AUTARCA – 21.08.2013, citado no Moçambique para todos

“Interesses particulares minam o bom desempenho da Beira”


Os recados de Daviz Simango no dia da cidade.
O presidente do Conselho Municipal da Cidade da Beira, Daviz Simango, disse ontem, no seu discurso, por ocasião da passagem dos 106 anos de elevação da Beira à categoria de cidade, que interesses particulares de alguns políticos com agendas estranhas têm minado o integral desempenho da edilidade, mas, mesmo assim, “a Beira cresce a olhos vistos”, disse.
Segundo o edil da Beira, muitas acções planificadas pelo executivo municipal têm sofrido influências de algumas pessoas que tentam inviabilizá-las de forma a tirar mérito aos executores dos referidos planos. Contudo, para Simango, a coabitação política harmoniosa é chave fundamental para aceleração do desenvolvimento daquela urbe.
O edil disse que a gestão da cidade da Beira, por natureza, não tem sido fácil pelo facto de ser uma região que se encontra abaixo da linha média das águas do mar e, para evitar que a própria urbe não desapareça nos próximo tempos, é necessário trabalho de vulto. “e nós já iniciámos os trabalhos de protecção costeira, mas sentimos influências de impedimento das nossas actividades”, referiu Simango, que acrescentou que, entretanto, a cidade está a crescer aos olhos de todos os munícipes daquela cidade e não só.
“Requalificar o território e desenhar planos para o seu reordenamento choca com vários obstáculos, mas, firmes na nossa determinação, vamos fazer a nossa parte com olhos postos num amanhã melhor para os nossos munícipes”, assegurou Simango.

De acordo com o presidente do conselho municipal da cidade da Beira, Daviz Simango, a cidade tem vindo a registar um  elevado crescimento, que é fruto da contribuição dos munícipes daquela autarquia em franco crescimento, a avaliar pela implantação de novas infra-estruturas sociais e surgimento de novos bairros residenciais que, segundo o edil da Beira, representam outros desafios para a edilidade na disponibilização de condições básicas necessárias para os munícipes.


O País

Parabéns Quelimane e quelimanenses!


Tuesday, 20 August 2013

Beira aos 106 anos


Capital de Sofala completa hoje mais um aniversário de elevação à cidade

A segunda mais importante cidade do país completa, hoje, 106 anos de elevação àquela categoria. Os sinais de desenvolvimento são visíveis, desde o aumento do parque imobiliário à instalação de novos projectos. Mas ao lado da linha de desenvolvimento, há um longo caminho por fazer
A zona industrial da Mu­nhava, por exemplo, está a registar muitos investi­mentos de empresas que abrem fábricas, armazéns e oficinas, resultando no surgimento de oportunidades para emprego de centenas de jovens.
Na rua do Engenheiro Resende, avenidasGeralVieiradaRocha, Sa­mora Machel, entre outras, pode ver-se centros comerciais a serem erguidos.
Com efeito, tornou-se difícil encontrar espaços vazios na cida­de, sendo que até algumas zonas suburbanas, como Manga, come­çam a colher edifícios de grande porte do ramo de comércio, bem como habitações.
Os espaços vazios que existiam estão a dar lugar a grandes cons­truções que se juntarão a tantos outros já em funcionamento.
Aliado a isso, estão as movi­mentações derivadas da dinâ­mica económica do país, com destaque para a exploração dos recursos naturais de Tete, na re­gião Centro do país, que têm o porto da Beira como saída para o mercado, que é estrangeiro, para além do escoamento de di­versos produtos para os países do hinterland, como Malawi, Zimbabwe, Zâmbia e RD Congo.
No que diz respeito às vias de acesso, 200 milhões de meticais estão a ser investidos pelo Conse­lho Municipal da Beira (CMB), para responder às reclamações dos automobilistas, sobretudo os de transportes semi-colectivos de passageiros, vulgos “chapas”, que chegam a preferir circular em alguns bairros em detrimen­to dos outros cujas estradas se apresentam cheias de buracos.
Foi pensando em reverter esse cenário que o CMB reabilitou a rua Daniel Napatine, no centro da cidade, via onde terminam os transportes de passageiros quer de carreiras internas, quer os in­terprovinciais, cujas obras termi­naram há dias.
Depois dos trabalhos na Da­niel Napatine, a edilidade está, desde ontem, a atacar a avenida das FPLM, partindo da praça da Independência até à Zona de Es­torial. Na verdade, a reabilitação daquela estrada vai conferir uma nova imagem à cidade da Beira, uma vez que é a principal porta de entrada da cidade para quem sai do Aeroporto Internacional, para além de que percorre os bairros nobres da cidade, nomeadamen­te, Estoril, Macuti, Palmeiras I e II e desagua na Ponta-Gêa.
No bairro do Vaz, a rua princi­pal que liga a Estrada Nacional número seis e a antiga Estrada Nacional beneficiou, recentemen­te, da colocação de pavés, estando agora os utentes desta via livres dos embaraçosos buracos.
A avenida 24 de Julho, uma das principais vias da Munhava, foi, nos tempos, um exemplo amargo de estradas esburacadas da Beira, mas agora apresenta-se revestida de pavés, desde a Alfredo Lawley até a Krus Gomes, esta última também com pavés depois de ou­trora ter sido uma dor de cabeça para os seus utentes.
A rua da Chota, que liga esta zona ao Matacuane, está a bene­ficiar de reabilitação, estando no fim a colocação também de pavés.
Brito Gonçalves, motorista de “chapa”, referiu que estas obras “vêm aliviar os automobilistas, pois temos sentido na alma as con­sequências de buracos, os carros não resistem. Meu apelo é de que o Conselho Municipal tem que continuar a trabalhar no sentido de melhorar as vias de acesso, de modo a que possamos circular à vontade”.

DOIS BILIÕES MT EM NOVOS HOTÉIS

O ramo de hotelaria e turismo na cidade da Beira tem estado a ganhar nova dinâmica. Ao todo, estão a ser investidos cerca de dois biliões de meticais na construções de novos hotéis de luxo, pensões e restaurantes. Estas obras vão ele­var o número de quartos disponí­veis de 1491 para 3027 quartos.
O destaque vai para o investi­mento chinês que está a ser re­alizado pela Sogecoa, que está a construir um grande hotel na zona costeira do Estoril, com di­mensões iguais ou superiores aos do Hotel Polana de Maputo. Este hotel poderá substituir o degrada­do Grande Hotel pela grandeza e majestade.
Outros grandes hotéis acaba­ram de entrar em funcionamento e outros ainda estão na fase de acabamentos, como são os casos do Lunamar, Sena, VIP e Baía, que se juntam a tantos guest hou­ses, que a cada dia proliferam pela cidade, respondendo assim a cada vez maior procura destes serviços na capital de Sofala.
Para além de satisfazer os hós­pedes, os investimentos no ramo hoteleiro estão a empregar muitos jovens na Beira, diminuindo, na­turalmente, os níveis de desem­prego.
Além de hotéis, são visíveis cons­truções de edifícios com fins para o arrendamento de escritórios ou mesmo para habitação.



GOVENO REAFIRMA REALIZAÇÃO DE ELEIÇÕES NAS DATAS PREVISTAS

 O Governo moçambicano garante que vai fazer de tudo para garantir que o processo eleitoral tenha lugar nas datas previstas para que o povo possa escolher os seus dirigentes num ambiente ordeiro e de paz.
José Pacheco, Ministro da Agricultura que chefia a delegação do Governo no diálogo com a Renamo, ao reafirmar esta posição hoje em Maputo, no final da 17ª ronda, disse que as eleições terão lugar independentemente da vontade da Renamo.
Pacheco revelou que na ronda de hoje as partes fizeram antes uma espécie de retrospectiva das matérias discutidas nas rondas anteriores, para depois se avançar para a discussão na especialidade das questões sobre a paridade nos órgãos eleitorais.
Durante a discussão, segundo Pacheco, a Renamo voltou a insistir num acordo político, o mesmo que dizer que o governo devia concordar com a proposta da Renamo na sua plenitude para que seja submetida a Assembleia da República (AR), o parlamento.
“Moçambique não pode ser hipotecado a cidadãos que não querem olhar para a realidade moçambicana de forma construtiva. A Renamo não pode ditar ao Governo para concordar ou não com suas iniciativas. Isto revela falta de seriedade”, disse Pacheco. 
Face e este posicionamento, o Governo reiterou o interesse de a Renamo pegar nas suas propostas e os posicionamentos do Executivo e remete-los a AR ou então remeter os pontos em discórdia ao mais alto nível (encontro entre o Presidente da República e o líder da Renamo Afonso Dhlakama).
“A Renamo acha que o Governo tem que adoptar de forma incondicional as suas propostas esquecendo que os problemas não se resolvem violando as leis”, explicou José Pacheco.
Pacheco realçou que esta proposta é claramente da iniciativa da Renamo e esta tem o direito de propô-la e remete-la a sessão extraordinária da AR.
A delegação do Governo voltou a insistir na necessidade de Renamo assinar as actas que tem por assinar e a avançar-se para a discussão sobre o desarmamento dos homens armados, mas a delegação do maior partido da oposição disse que só assinaria as actas depois de esgotada a matéria eleitoral e que o desarmamento só entraria quando estivesse em debate a questão sobre as Forças de Defesa e Segurança.
O Governo, segundo Pacheco, está disposto a enquadrar os elementos militarizados da Renamo no quadro da polícia de acordo com as qualificações de cada um deles.
“Fazendo um balanço sobre o diálogo, notamos que há evolução, mas precisa-se muito mais”, disse Pacheco, adiantando que falta bom senso da parte do proponente ao querer usar o direito que tem para impor.
Por seu turno, Saimone Macuiane, chefe de delegação da Renamo, disse que a representação do seu partido veio ao diálogo com o espirito de ver a questão do pacote eleitoral ultrapassada, para se resolver o que chamou de crise política eleitoral, “mas que, infelizmente, o impasse prevalece pelo facto de o Governo não aceitar o acordo político”.
Segundo Macuiane, só um acordo político é que vai permitir a realização de eleições justas, equilibradas, em pé de igualdade e isenção, porque a Renamo quer o mesmo número de membros nos órgãos eleitorais para todos os partidos políticos.
Este posicionamento marca uma mudança pois, antes a Renamo defendia a paridade nos órgãos eleitorais dos membros do seu partido e do partido no poder (Frelimo) apenas.
“Se o Governo tem consciência de que não ganha as eleições nas mesas de voto porque não concorda com a nossa proposta. Ela ajuda a encontrar um espaço para que todos concorram em pé de igualdade”, disse Macuiane.
Macuiane apontou ainda ser impossível o alcance da paz em Moçambique sem o Governo e a Renamo se entenderem.



(AIM)

Monday, 19 August 2013

Consulado português desaconselha circulação noturna nos subúrbios de Maputo

 
O Consulado de Portugal em Moçambique aconselhou, esta segunda-feira, os cidadãos portugueses a evitarem circular durante a noite nos bairros periféricos a cidade de Maputo, devido ao agravamento das condições de segurança na capital e à criação de grupos de patrulhas comunitárias.
«Recomenda-se que todos os cidadãos portugueses evitem circular durante a noite, em especial nas zonas e acessos periféricos da cidade de Maputo. Caso tenham de o fazer com viatura, devem evitar fazer paragens e, sempre que possível, devem viajar em grupo, nunca de forma isolada», refere o comunicado do Consulado, na sequência de relatos de assaltos por indivíduos que usam ferros de engomar para pressionarem as vítimas a dar dinheiro, o que levou a população local a formar patrulhas comunitárias.
Em caso de interpelação com uma patrulha, o Consulado recomenda colaboração e diálogo com os intervenientes.
«Se forem alvo de extorsão ou de roubo não deverão oferecer resistência e, assim que possível, apresentar queixa às autoridades policiais», sublinha a nota.
Apesar dos relatos, governo continua a negar distúrbios. O ministro moçambicano do Interior disse que a onda de pânico resulta de boatos.



A Bola
 
  

Governo e Renamo reúnem-se segunda-feira

A DELEGAÇÃO do Governo está disponível para reunir-se com a Renamo na próxima segunda-feira, 19 de Agosto, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, no prosseguimento do diálogo político, segundo indica um comunicado de imprensa enviado ontem à nossa Redacção. O Governo e a Renamo, o principal partido da oposição, na última ronda voltaram a falhar consensos nas matérias sobre legislação eleitoral que vêm sendo objecto de conversações regulares entre as partes há já cerca de três meses.



Notícias

Sunday, 18 August 2013

Novas espécies descobertas no Parque Nacional da Gorongosa

Besouro bombardeiro gorongosa

Pelo menos 1.200 espécies, mais de 20 delas novas para a ciência, foram identificadas no primeiro grande levantamento dos animais e plantas existentes no Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique.
O cientista Piotr Naskrecki contou à Lusa, por telefone, que os números ainda são provisórios, porque o trabalho de laboratório ainda não está concluído, mas para já os resultados são muito satisfatórios.
"Não podíamos estar mais felizes com o que encontrámos", disse o investigador, sublinhando que entre 900 e mil das espécies até agora identificadas nunca tinham sido registadas no parque, muitas são novas para Moçambique e algumas nunca tinham sido vistas por um cientista, pelo que nem sequer têm nome.
Cerca de 35 espécies de pequenos mamíferos (com menos de um quilo), como roedores ou morcegos; pelo menos 182 espécies de aves, quatro das quais novas para a ciência; e 17 espécies de orquídeas, algo que não é comum encontrar na savana leste-africana, são alguns dos resultados preliminares do levantamento destacados pelo cientista.
Naskrecki sublinha ainda que a expedição identificou pelo menos 80 espécies de répteis e anfíbios (47 répteis e 33 anfíbios), o que "quadruplica o número anteriormente conhecido no parque".
Ao longo de três semanas, 15 biólogos de diversas nacionalidades fizeram o primeiro grande levantamento dos animais e plantas existentes na Gorongosa, centrando-se numa zona conhecida como Planalto de Cheringoma, a pouco explorada borda oriental do Grande Vale do Rift Africano, do qual a Gorongosa é a ponta mais ao sul.

Nota do Editor: Na imagem, o 'Besouro Bombardeiro', das novas espécies descobertas pela equipa liderada pelo cientista Piotr Naskrecki



RM

Saturday, 17 August 2013

Investimento estrangeiro em Moçambique atinge US$ 724,5 milhões no

Moçambique recebeu 724,5 milhões de dólares de investimento directo estrangeiro (IDE), durante o primeiro semestre deste ano, liderando a África do Sul a lista dos 29 países investidores, apurou a macauhub junto do Centro de Promoção de Investimentos (CPI).
Nos primeiros seis meses do ano, o CPI aprovou 207 projectos de IDE, sendo a África do Sul, com um montante de 240,7 milhões de dólares, referentes a 39 iniciativas, o país que mais investiu em Moçambique.
A Alemanha (140,4 milhões em três projectos) e a Suíça (140,3 milhões em dois projectos) ocupam, respectivamente, o segundo e terceiro lugar da tabela de investimentos do instituto público, estando Portugal na quarta posição do índice, com cerca de 84 milhões de dólares investidos em 85 projectos.
Com 11 empreendimentos aprovados, a China foi o quinto maior país investidor (cerca de 23 milhões de dólares), seguido das Maurícias (22,9 milhões), Reino Unido (17,8 milhões), Itália (14,9 milhões), Zimbabué (5,7 milhões) e Índia (oito milhões).
De entre os Países de Língua Portuguesa (CPLP), para além de Portugal (4.º lugar), o Brasil, com dois projectos aprovados e 1,4 milhões de dólares investidos, ocupa a 16.ª posição do índice, surgindo Angola na 22.ª (750 mil dólares num único projecto).





Edmundo Galiza Matos ,(rm/macaunews)



Friday, 16 August 2013

CNE decide a favor do recurso do Município de Quelimane

 
A Comissão Nacional de Eleições reuniuse esta quarta-feira, em Maputo, em sessão ordinária, na qual apreciou o recurso litigioso do Município de Quelimane que solicitava a anulação da deliberação número um da Comissão de Eleições da Cidade de Quelimane, que ordenava a edilidade para retirar no prazo de 24 horas os dísticos espalhados pela cidade ostentando a imagem do Edíl Manuel de Araújo.
Além de ser Presidente do Município de Quelimane, Manuel de Araújo é candidato declarado do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) à sua própria sucessão....
Os dísticos em causa referem-se a saudação do Presidente do Munícipio a recente visita do Chefe de Estado a cidade de Quelimane.
A Comissão Nacional de Eleições da Cidade de Quelimane confundiu a colocação dos referidos dísticos a uma pré-campanha de Manuel de Araújo.
O Presidente do Município de Quelimane desafiou a autoridade eleitoral local que não iria remover os dísticos, fundamentando que a acção não feria nenhuma lei e que por lei a Comissão de Eleições da Cidade de Quelimane não tem competências quaisquer sobre a edilidade.
Como prova de que o Município estava certo na sua decisão mais dísticos ostentando a figura de Manuel de Araújo foram colocados em quase todas as artérias da cidade, desta vez em saudação a juventude local por ocasião do 12 de Agosto, Dia Internacional da Juventude.
Por fim, viu a sua acção validade pela Comissão Nacional de Eleições, cuja decisão do órgão supremo eleitoral do país censura publicamente a acção da Comissão de Eleições da Cidade de Quelimane.
É a primeira contradição de domínio público cometida por este órgão, antes da realização das eleições autárquicas que terão daqui a três meses, a 20 de Novembro próximo.


 O AUTARCA – 16.08.2013

Oito milhões de moçambicanos vivem sem saber o que comer

Mais de oito milhões de moçambicanos vivem sem saber de onde virá a refeição seguinte após alimentarem-se.
Os dados revelam que o país está muito longe de atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. O Governo e parceiros lançaram um projecto para acelerar o combate à fome até 2015.
Em Moçambique, mais de oito milhões de pessoas vivem sem saber de onde virá a próxima refeição ou tomam refeições sem valor nutritivo. 35% dos mais de 23 milhões de moçambicanos passam fome. A desnutrição crónica assola a 43% das crianças com idade inferior a cinco anos.
Os números revelam o quadro de pobreza extrema a que o país está mergulhado, e cujos esforços de combate começaram em 2000, quando Moçambique e mais 190 países adoptaram os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), comprometendo-se a atacar oito pontos estratégicos para reduzir a  miséria dos seus povos pela metade até 2015.
Hoje, a apenas dois anos do prazo estabelecido, e apesar de todos os esforços, pouco foi feito nesse sentido, e o país já não vai a tempo de cumprir com  maior parte das metas propostas. Agora, os esforços estão reduzidos ao essencial: produzir alimentos.
Esta semana, o Governo e três agências das Nações Unidas lançaram o programa “Acelerar o Progresso para o Alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”, num investimento de 67 milhões de dólares, nos próximos cinco anos.
O programa pretende aumentar a disponibilidade de alimentos através do aumento da produção e produtividade agrícola, bem como a produção pesqueira, nas regiões mais carenciadas, em benefício de cerca de 200 mil famílias, de sete províncias do país.
Geograficamente, o projecto será implementado nos corredores da Beira, Tete, Manica, Nacala, e as regiões costeiras das províncias de Nampula, Zambézia e Sofala. Nestes corredores vão surgir campos agrícolas que vão alimentar aos que hoje são os mais carenciados.




O País

Thursday, 15 August 2013

FACIM´2013: Dois mil expositores confirmam participação

Perto de dois mil expositores já confirmaram sua presença na Feira Internacional de Maputo (FACIM), localizada no distrito de Marracuene, a cerca de 30 quilómetros da capital moçambicana.
Trata-se da 49 Edição do evento que se realiza entre os dias 26 de Agosto e 01 de Setembro que irá receber dentre expositores nacionais e estrangeiros.
Segundo o presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional para a Promoção das Exportações (IPEX), João Macaringue, citado hoje pelo diário “Mediafax”, até Quarta-feira tinham já confirmado interesse em participar do evento um total de 1878 expositores, dos quais 1398 nacionais e 480 estrangeiros.
Este número de expositores estrangeiros representa 20 países, contra 19 do ano passado, nomeadamente África do Sul, Tanzânia, Quénia, Zâmbia, Malawi, Swazilândia, Egipto, Indonésia, Macau, japão, Tailândia, China, Argentina, Brasil, Portugal, Turquia, Alemanha, Suécia, Itália e Polónia.
Destes, o Japão, a Suécia, a Itália e a Polónia participam pela primeira vez no evento.
Entretanto, o aumento de países e de número de empresas que tencionam participar do evento obrigou o IPEX a abrir novas perspectivas que vão desde a ampliação da área de exposição ate à modernização dos stands já existentes.
Outras remodelações incluem a construção convencional da casa do agricultor, reforço dos mecanismos de controlo das bilheteiras e entrada no recinto da feira, entre outras.
Por seu turno, a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários assegurou que haverá carreiras de transporte público para varias pessoas que farão os trajectos Maputo-Marracuene e vice-versa.
Citado pelo diário, o presidente do Conselho de Administração desta agremiação, Luís Munguambe, garantiu que durante este período, haverá carreiras especiais de transportes semi-colectivos em rotas que ligam a zona de Ricatla com outros bairros, no sentido de garantir a mobilidade das pessoas que forem à feira.


(RM/AIM)

Parlamento moçambicano termina sessão extraordinária sem revisão da lei eleitoral exigida pela Renamo

O parlamento moçambicano terminou hoje a sua sessão extraordinária, sem ter recebido uma proposta de revisão da lei eleitoral, que a Renamo, principal partido da oposição, punha como condição para o fim da tensão política no país.

Divergências entre o Governo e a Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), nas negociações que vêm realizando para o desanuviamento da crise política, sobre quem deve submeter a proposta de revisão da lei eleitoral à Assembleia da República (AR) acabaram impedindo que o documento fosse debatido na sessão extraordinária, encerrada hoje.
O principal partido da oposição defende que a proposta, com cláusulas sobre paridade nos órgãos eleitorais, contra o atual princípio da proporcionalidade, deve ser submetida conjuntamente com o Governo e como resultado de um acordo político no quadro das negociações em curso.
No discurso de encerramento, a presidente da AR, Verónica Macamo, lamentou o facto de a lei eleitoral não ter sido debatida na sessão parlamentar, enfatizando que o órgão criou condições para que tal acontecesse.
"Movidos pelo espírito de consolidação da paz e pelo princípio da regularidade das eleições e dando expressão à ansiedade dos cidadãos, o parlamento criou espaço para que a proposta de revisão da lei fosse apresentada, mas, infelizmente, tal não aconteceu", disse Verónica Macamo.
Por seu turno, a chefe da bancada parlamentar da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, com uma maioria de 191 assentos no parlamento, Margarida Talapa, responsabilizou a Renamo pelo falhanço na submissão da proposta de revisão da lei eleitoral.
"Sem a proposta da Renamo, não havia nada para a Assembleia da República discutir. Não cheguei sequer a ver a proposta da Renamo e só soube da sua proposta através da imprensa", disse Margarida Talapa.
Por seu turno, Arnaldo Chalaua, o porta-voz da bancada da Renamo, a segunda maior, com 51 assentos, insistiu na exigência do seu partido de que a proposta de revisão eleitoral deve ser da iniciativa conjunta com o Governo, através de um acordo político.
Além da Frelimo e da Renamo, o parlamento moçambicano conta com a bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que tem apenas oito dos 250 assentos parlamentares.



Lusa

Confirmado: CIA apoiou Mondlane


Documento revela discussão com o Presidente John Kennedy para se iniciar apoio da CIA ao primeiro presidente da FRELIMO

Em 1963 o Presidente John Kennedy concordou com um programa de apoio secreto através dos serviços de espionagem CIA ao primeiro presidente da Frelimo, Eduardo Mondlane.



A confirmação é dada na transcrição de uma conversa telefónica do presidente com o seu irmão Robert Kennedy que na altura era  conselheiro presidencial para além de ocupar o cargo de procurado geral e que  confirma também as tensões internas da administração americana sobre a posição a adoptar face aos movimentos de libertação africanos.


O presidente John Kennedy tinha instalado no seu gabinete um sistema de gravações de reuniões de questões sensíveis e de conversas telefónicas.
Um documento da biblioteca presidencial John Kennedy, obtido pela Voz da América,  relata que a 8 de Maio de 1963 Robert Kennedy, lhe telefonou para o  informar de uma conversa que tinha tido com Eduardo Mondlane.
Robert Kennedy informa o presidente que Mondlane está a receber apoio de países comunistas e que precisa de ajuda dos Estados Unidos  para poder indicar aos seus apoiantes “ que há pessoas no ocidente que simpatizam para com os seus esforços” e também por uma questão meramente económica, para “lhe permitir continuar”.
A quantia que Mondlane precisa, diz Robert Kennedy são 100.000 dólares o que ele descreve de “muito razoável”, sendo cinquenta mil para “as suas próprias operações” e outros 50.000 para “ajudar refugiados”.
A quantia de 100.000 dólares em 1963 é o equivalente a cerca de 750.000 dólares actualmente.
Na conversa Robert Kennedy diz que cinquenta mil dólares poderão ser concedidos pela Fundação Ford uma organização privada que tem entre os seus objectivos o “fortalecimento da democracia e a redução da pobreza e injustiça”.
Mas diz Robert Kennedy os outros 50.000 terão que vir do governo  e que o então vice conselheiro de segurança nacional Carl Kaysen “ está a trabalhar nisso”.
Mas há um problema. Robert Kennedy informa o presidente que o então secretário de estado Dean Rusk “ quer ter a capacidade de se sentar com os portugueses e dizer –lhes que nenhuma dessas pessoas esta a receber dinheiro” dos americanos.
Robert Kennedy sugere então que a questão pode ser entregue a Averral Harriman, sub secretário de estado para questões politicas e  John McCone, director da CIA para usarem “ o seu próprio julgamento” na questão.
Sabe-se que Averral Harriman se tinha já reunido com Mondlane, num encontro que durou duas horas e que segundo  informações anteriormente divulgados tinha resultado em que Mondlane e Harriman saíssem do mesmo com “enorme respeito mútuo”.
Dean Rusk no entanto ter-se-ia recusado a reunir-se com Mondlane.
Sabe-se também que Robert Kennedy se reuniu com Mondlane durante cerca de uma hora tendo na altura estabelecido uma forte relação baseada numa visão comum sobre o futuro em Moçambique. Nesse encontro, dizem essas informações,  Kennedy entrou um cheque pessoal de 500 dólares (cerca de 3.700 dólares em valor actual) a Eduardo Mondlane.
No telefonema ao presidente, Robert Kennedy avisa o seu irmão que Eduardo Mondlane se vai reunir com dirigentes africanos em breve ao que o presidente John Kennedy comenta que os Estados Unidos não querem que Mondlane informe esses dirigentes que está a receber ajuda dos Estados Unidos.
Robert Kennedy  volta então a reiterar que os fundos poderão ser entregues por uma fundação privada e que o director da CIA John  McCone poderá lidar com essa questão de modo a aparecer que os fundos não são da CIA.
Robert Kennedy sugere ao presidente que discuta a questão com Averrel Harriman  que ele diz apoiar fortemente o apoio financeiro e acrescenta que o secretário de estado Dean Rusk terá que ser informado que ele não tem que saber nada sobre o assunto directamente.



João Santa Rita, VOA

Moçambique vai receber USD$ 10 mil milhões de investimentos nos próximos 3 anos


Moçambique deverá receber, nos próximos três anos, investimentos na ordem de 10 mil milhões de dólares, na sequência da aprovação de 300 projectos por ano, o que representará a criação de 172 mil postos de trabalho, segundo um responsável do Centro de Promoção de Investimento (CPI).
Godinho Alves, director-adjunto do Centro de Promoção de Investimento (CPI), que falava em Nacala no decurso do IX Conselho Coordenador do Ministério da Planificação e Desenvolvimento, disse que Moçambique apresenta oportunidades de investimento em diversas áreas económicas como o desenvolvimento da rede de infra-estruturas, agricultura, recursos minerais e sector imobiliário.
Godinho Alves considerou que uma das razões que contribuem para que Moçambique não esteja muito exposto à crise internacional é a diversificação das suas fontes de investimento, quer em termos de países e continentes, quer no que diz respeito a sectores de actividade.
Para além da Europa, Moçambique tem investimentos estrangeiros de países como a África do Sul, a China, o Brasil ou os Emirados Árabes Unidos, que em 2012 foi o maior investidor, com o projecto denominado corredor logístico integrado do Norte, orçado em 800 milhões de dólares.
Em 2012, as estatísticas cumulativas do CPI, Gabinete de Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (GAZEDA) e do Ministério dos Recursos Minerais, apontam para a aprovação de 384 projectos de investimento no valor cinco mil milhões de dólares e a criação de 32 mil empregos.
Ainda de acordo com Godinho Alves, nos últimos seis anos, Moçambique aprovou 1450 projectos avaliados em 24 mil milhões de dólares, que criaram 160 mil postos de trabalho


(rm/macauhub)

Wednesday, 14 August 2013

GCCC faz jogo de ilusionismo

Por Edwin Hounnou
O presidente do Conselho Municipal de Tete, César de Carvalho, está sendo acusado pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção, GCCC, de práticas ilícitas, acumulando terrenos, na sua autarquia, de forma não transparente, usando, para tal efeito, os poderes públicos em que se encontra investido. Esta postura de César de Carvalho é característica geral de quase todos os detentores dos cargos públicos, desde o Presidente da República, ministros, vice-ministros, governadores, administradores de escalões vários. Acusar César de Carvalho de usar o poder para se beneficiar, é ridículo porque os seus superiores hierárquicos fazem muito pior que ele.  O povo tem o direito à revolta quando o Estado tenta divertir-se com ele,  como procura fazer o GCCC, pescando peixe miúdo, deixando os tubarões em paz e ilesos.  Se o GCCC tiver coragem de combater a corrupção que arrasa as instituições públicas, e não só, que comece por levar ao banco dos réus os grandes corruptos que vendem, ao desbarato, o nosso carvão, gás natural, fazem concessões da construção de complexos ferro-portuários sem qualquer concurso público, fecham negócios do Estado em jantares à luz de velas. Temos governantes de grande nível que, com os seus parentes e amigos, se associam às multinacionais no banquete de saque dos nossos recursos naturais para, mentirogenamente, dizer que não se come carvão nem se toma gás, enquanto eles – os dirigentes do Partido/Estado - têm as suas contas bancárias a rebentarem pelas costuras de tanto dinheiro roubado ao povo. Ostentam uma lista infinita de empresas, porém, dizem que o país é pobre.  
Conheço ex-ministros que ficaram com as casas onde habitavam enquanto dirigentes do Estado. Contra esses nada aconteceu. Conheço ministros e vice-ministros  que recolheram, para suas quintas e mansões, mais de 15 viaturas do Estado, no momento de partida. Contra esses nada se fez. O governo indica, a dedo, multinacionais para explorarem os nossos recursos e mais tarde vimos que altos dirigentes do Partido/Estado e seus familiares estão feitos com essas multinacionais. A adjudicação directa dos empreendimentos públicos pegou moda, o que permite que os governantes e seus parentes integrados nos corpos sociais dessas empresas. O discurso de combate à corrupção visa adormecer o povo e agradar a comunidade internacional.Combater César de Carvalho e temer abanar os grandes, é tentar enganar o povo e a comunidade internacional. É lançar areia aos olhos do povo porque é fazer de conta que o Estado também luta contra a corrupção. O que César de Carvalho fez ou está a fazer é uma gota no oceano da corrupção da grande corrupção que os seus superiores hierárquicos fazem. Ao invés de perder tempo com peixe miúdo, o GCCC deveria desencadear uma acção enérgica de investigação aos grandes corruptos que devastam os nossos recursos e “comem” os fundos públicos, parar de entreter o povo com peixe e deixar de fazer ilusionismo barato.  

PRM desmente mortes em confrontos com a Renamo


O Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) desmentiu hoje as informações da Renamo, o principal partido de oposição no país, segundo as quais agentes das forças de defesa e segurança teriam sido mortos e abandonados no local, durante uma troca de tiros.
 
O porta-voz do Comando Geral da PRM, Pedro Cossa, reagia aos pronunciamentos da Renamo dando conta que um contingente das Forças Armadas e Policiais se teria envolvido numa troca de tiros com os homens armados desta forca politica no Posto Administrativo de Muxungue, província central de Sofala, e em consequência as Forças de Defesa e Segurança teriam abandonado vários corpos.
“O processo de troca de tiros, não foi protagonizado por cerca de 250 homens fortemente armados como a Renamo quis dizer, foi durante uma patrulha móvel, nossa, que visualizou indivíduos armados em sua direcção, o que resultou neste processo”, explicou Cossa.
Nesta troca, segundo o porta-voz, não foram reconhecidos, pelo menos a nível das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) nem das forcas policiais (PRM) corpos abandonados no local. “Na verdade, nós tivemos um ferido ligeiro das FADM e um colega gravemente ferido que veio a perder a vida no hospital”, frisou.
Cossa, que falava em conferência de imprensa, disse ainda que “não deixamos, no local, nenhuma arma de fogo. Não realizamos segundas tentativas como se pretendeu dar a entender logo a seguir ao acontecimento. Não foi isso o que aconteceu”.
Falando sobre a criminalidade que, nos últimos tempos, tem semeado luto nos diversos bairros do município da Matola, Cossa afirma que “surpreendemo-nos com o facto de a comunicação, em nossa opinião, ter um teor politico que esteja a fazer configuração à aspectos que têm caracter de delito comum, como é o caso do G-20”.
"Não queremos tirar ilações precipitadas da comunicação social sobre o G-20, mas é de estranhar como a declaração política mete assuntos que tenham caracter de delito comum sem conhecer a origem desse tal grupo”, disse.
Cossa apelou às comunidades para que deixem as autoridades policiais trabalharem para o esclarecimento do chamado G-20.
“Queremos fazer lembrar que, na verdade, pelo Estado moçambicano, a única entidade autorizada de garantir a ordem, segurança e tranquilidade públicas é a PRM e não conhecemos mais nenhuma força com autoridades de fazer patrulhamento”.

(RM/AIM)

Tuesday, 13 August 2013

Renamo reivindica morte de 36 membros das forças armadas

A Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, reivindicou a morte de 36 membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e da Força de Intervenção Rápida (FIR) em Pandje, província de Sofala, durante o fim de semana.
Em conferência de imprensa, Fernando Mazanga, porta-voz da Renamo, salientou que as forças do partido agiram em legítima defesa e que não houve vítimas mortais entre as tropas fieis a Afonso Dhlakama.
Até ao momento ainda não houve qualquer reação por parte do governo moçambicano a estas declarações.
Apesar do elevado números de mortes, Mazanga salientou que
Moçambique «não está em guerra» e apelou a um compromisso entre o governo e a Renamo, de forma a impedir que surjam novos ataques que possam levar a um retrocedimento no desenvolvimento económico do país.                  



A Bola     

Elite política moçambicana à caça de contratos de prestação de serviços na indústria extractiva

Maputo (Canalmoz) - Há um novo padrão no ‘rent-seeking’ da nomenclatura do partido Frelimo: a constituição de firmas para a prestação de serviços na indústria extractiva, com maior incidência no sector petrolífero e de gás. É que, enquanto as grandes companhias multinacionais ocidentais e orientais disputam as concessões petrolíferas e de gás em Moçambique, a nomenclatura posiciona-se, estrategicamente, para capturar os negócios secundários, particularmente a prestação de serviços às multinacionais.
Os principais sectores abrangidos ncluem o armazenamento e transporte
de gás, construção civil e serviços imobiliários, quer no âmbito do reassentamento, quer no âmbito do provimento de alojamento para as companhias, bem como no sector de segurança. A monitoria das movimentações empresariais da nomenclatura, feita peloCIP através da Base de Dados de Interesses Empresariais, traz alguns exemplos:
A Conjane Limitada, de que são proprietários o ministro da Agricultura, José Pacheco, o presidente do município de Maputo, David Simango e o ex-ministro das Obras Públicas e Habitação, Felício Zacarias, aumentou os seus interesses no sector extractivo, através da constituição da Regius- Diamonds Limitada e da Mavui- Diamonds Limitada. Na verdade, a Conjane Limitada já tinha interesses no sector extractivo, através da Afriminerals e MozvestMining.
A ministra do Ambiente, AlcindaAbreu, também expandiu os seus  nteresses no sector mineiro, através da criação da firma VindigoSA, que tem como objecto social prover serviços no sector mineiro, petrolífero e de gás natural. A South Oriente SA, outra firma que faz parte do portfólio da ministra, que é também membro da comissão política do partido Frelimo, estabeleceu uma parceria com uma firma chinesa e criaram a OrientAfrica- ResourcesCo. Limitada, que detém interesses no sector extractivo.
Josina Ziyaya Machel e mais alguns membros da família do primeiro Presidente da República de Moçambique, Samora Moisés Machel , juntaram-se a um investidor francês criando a companhia Siyana Minerais Lda. Ainda neste sector, Jovita Sumbana Machel, esposa de Samora Machel Jr., criou a empresa Nyezi, que tem como objectivo operar nas áreas de importação, armazenamento e distribuição de produtos petrolíferos em Moçambique.
A família Sumbana criou a firma GalanaDistribution Moçambique, SA que tem como actividades principais, a produção, refinação, distribuição de petróleo e produtos químicos. Esta firma é subsidiária da Galana Terminais de Moçambique, empresa ligada à família Sumbana, criada no ano de 2010 e que tem como objecto social o transporte, comercialização e distribuição interna de petróleo e de produtos químicos, armazenamento, manuseamento e logística de petróleo e de produtos químicos e quaisquer dos seus derivados e toda espécie de óleos. Um grupo de figuras de topo do partido Frelimo, dentre os quais se destacam o general Alberto Chipande, Raimundo Pachinuapa, Lagos Lidimo, o ex-ministro das Finanças, Abdul MagidOsman, e o jurista Abdul Carimo Mohamed Issá, criou, no início do ano, a firma Quionga Energia, SA que tem como objecto social o armazenamento e transporte de gás. O ex-ministro dos recursos minerais, o ex-ministro do ambiente, John Kachamila e o seu filho Roberto Kachamila aliaram- -se a investidores chineses e criaram, em Março último, a empresa CM Kingjee Real Estate, Limitada,  que tem como objecto social a construção civil e serviços imobiliários.
Roberto Kachamila também estabeleceu uma parceria com a empresa chinesa China HopeEnterprise para a realização do plano de construção de 92400 habitações que serão erguidas com financiamento do governo moçambicano.
Ainda no sector imobiliário, Samora Machel Jr. e o seu sócio Luís MucabiJr., criaram uma firma imobiliária denominada Mumaca Limitada.Recentemente, estes sócios criaram outra empresa no sector imobiliário, a Luwamgu Limitada. O sector imobiliário também atraiu Eduardo MondlaneJr. que se juntou ao seu sócio Rui Chamusso e criaram a Signature Grupo Imobiliário e a SignaturePropertyGroup, Lda. Antes, Eduardo MondlaneJr. tinha criado uma firma de importação/exportação, denominada ProjectMaterials Moçambique.
O ministro dos Antigos Combatentes, Mateus Óscar Kida, um grupo de sócios, dentre os quais se destaca a figura de Lino Joaquim Hama, criaram a firma GugumiraSecurityServices, empresa que actua no sector da segurança. É de salientar que a família Sumbana, através do titular da pasta da Juventude e Desportos, Fernando SumbanaJr., e do ministro na Presidência para os Assuntos da Casa Civil, António Correia Fernandes Sumbana, entre outros membros da família, criaram a empresa Mozsecur´s, que também opera no sector de segurança.
A Intelec Holding, empresa que tem como um dos sócios o Presidente da República, Armando Guebuza, através das suas subsidiárias Electro Sul e Electrotec SA, criaram a empresa Electrotec Engenharia, que tem como objecto social todo o tipo de trabalhos de engenharia.
Valentina Guebuza e José Eduardo Dai, através da firma em que são sócios, a Teiko Limitada, adquiriram 30% do capital social da firma Diver-Tech que realiza trabalhos submarinos para companhias de navegação e indústria. José Eduardo Dai, através da sua firma Trust Holding Limitada, junto com os seus parceiros portugueses, criaram a firma Sinalização Rodoviária de Moçambique.
Sérgio Pantie, membro da comissão política do partido Frelimo, que possui diversos interesses no sector extractivo, adquiriu participações na companhia Misselo Gestão e Desenvolvimento, que tem como seu objecto social a gestão empresarial, auditorias financeiras, recursos humanos e o desenvolvimento rural.
O Centro de Integridade Pública irá continuar a monitorar e mapear, através da sua base de dados, os interesses empresariais da elite política nacional e, acima de tudo, observar o desempenho destas empresas na economia nacional.

(Baltazar Fael in Serviço de Partilha de Informação)