Monday, 22 September 2014

Jornalixo?

Alice Mabota esta na Renamo? Volta significa o que? Ela serviu o MDM?

Eleitorais, Acesso a Informação e as oportunidades perdidas (ou por perder)



Egídio G. Vaz Raposo


Os debates eleitorais se fossem radiodifundidos ajudaria sobremaneira a aumentar a consciência cognitiva dos cidadãos pelo menos para efeitos destas eleições, na medida em que estes teriam uma ideia geral e comparada dos manifestos e dos projectos de cada um dito por eles próprios
A semana que passou ficou marcada por um debate intenso ocorrido na esfera pública (tv, jornais, rádio e redes sociais) sobre a necessidade ou não de um ou uma série de debates eleitorais em que os três candidatos a presidência iriam confrontar as suas ideias e visões sobre o país.

Gostaríamos de sugerir que estes debates de facto devem acontecer por uma série de razões que de passo passamos a mencionar.

1. Os debates eleitorais aumentariam a consciência cognitiva dos moçambicanos
Somos uma sociedade de baixa informação tal como nota o estudo de Carlos Shenga e Robert Mattes: “Cidadania acrítica numa sociedade de baixa informação: os moçambicanos numa perspectiva comparativa”. Em Moçambique, apenas um em cada cinco moçambicanos é que é capaz de dizer quantos mandatos é que o Presidente pode cumprir (dois mandatos). Nas zonas rurais, esta cifra cai para os 16%. Mais grave, o Presidente Guebuza vai a reforma com apenas 20% da população moçambicana a conhecer-lhe pelo seu nome completo! Em termos de consciência cognitiva (quantidade de informação que as pessoas possuem sobre política e democracia; sua exposição à informação através de fontes típicas tais como a rádio, a televisão e órgãos de informação impressos ou através de fontes alternativas, tais como amigos e vizinhos etc.) o mesmo estudo indica que os nossos índices são baixos: apenas 13% dos moçambicanos lêem regularmente jornais; 8% todos os dias e 5% algumas vezes por semana; 16% dos moçambicanos assiste programas noticiosos de televisão todos os dias e 8% algumas vezes por semana. Aproximadamente apenas 40% da população moçambicana tem interesse na política. Este todo intróito era para dizer que os debates eleitorais se fossem radiodifundidos ajudariam sobremaneira a aumentar a consciência cognitiva dos cidadãos pelo menos para efeitos destas eleições, na medida em que estes teriam uma ideia geral e comparada dos manifestos e dos projectos de cada um dito por eles próprios.

2. Os debates eleitorais aumentariam a audiência
Na verdade, um debate eleitoral a três colocaria muitos moçambicanos colados aos receptores do que qualquer outra actividade política nesta campanha. Em termos de audiência, um debate eleitoral a três colocaria quase todos moçambicanos ligados seja a rádio, seja a tv e se informariam directamente e de forma critica sobre os manifestos, planos e prioridades de cada um dos candidatos, sem intermediários.

3. Os debates eleitorais reforçam a identificação partidária dos eleitores
Ao contrário do que se teme, estudos mostram que os debates eleitorais fortalecem a ligação dos partidários com seu candidato independentemente do que se pode concluir (vitória ou derrota no tal debate). Em “Political Campaign communication. Principles and practices”, Judith Trent e Robert Friedenberg argumentam que os debates eleitorais reforçam as convicções políticas dos eleitores em relação às suas opções ou candidatos. Pelo que, teoricamente, não há motivo para temer um debate eleitoral a três.

4. Os debates eleitorais activam indecisos e ajuda a clarificar as mensagens
Os debates eleitorais são igualmente um momento em que os candidatos aproveitam o ensejo para justificar ou clarificar alguns equívocos, desvios de interpretação bem como activar os indecisos e absentistas. Num momento em que os moçambicanos se debatem com baixos índices de votação, os debates eleitorais poderia ajudar na elevação dos níveis de interesse e de confiança dos votantes para com estas eleições.

5. Os debates eleitorais ajudam na definição da agenda dos votantes
Os manifestos eleitorais feitos pelos três partidos não tiveram uma ampla participação e envolvimento dos cidadãos, como podia se esperar. Três semanas depois do início da campanha, os próprios candidatos aperceberam –se de alguns aspectos mais salientes, outros minimizados em suas agendas e ainda outros mal abordados. As verdadeiras prioridades dos cidadãos vêm a tona à medida que os candidatos se fazem ao campo. Os debates eleitorais são um momento único em que finalmente os assuntos do povo são discutidos e analisados na perspectiva de governação.

6. Os debates eleitorais aumentam os níveis de conhecimento do eleitorado sobre os assuntos pertinentes
Tal como referenciado no ponto 1, somos uma sociedade de baixa informação, praticamente com muito pouco acesso a informação política de qualidade. Ouvir directamente dos candidatos e de forma cruzada os seus manifestos aumenta sobremaneira os níveis do conhecimento dos cidadãos sobre temáticas políticas.

7. Os debates eleitorais modificam a imagem dos candidatos. Pior do que está não sai
Isso mesmo. Os debates eleitorais só podem melhorar a imagem de um candidato. Pior do que está não é possível. Os políticos, ao se fazerem ao debate têm a nobre missão de convencer o eleitorado sobre três aspectos concretos
a) a sua aptidão para o cargo
b) a sua prontidão para assumir o cargo
c) a sua competência técnica e a exequibilidade do seu programa para o bem maior.
Assim, candidatos menos conhecidos têm maiores possibilidades de solidificar a sua imagem junto dos públicos e potenciais eleitores. Existem porém uma proporcionalidade inversa entre a participação nos debates eleitorais e o melhoramento da imagem dos candidatos. Candidatos mais conhecidos raramente vêm sua imagem alterada com o debate ao passo que candidatos menos conhecidos usam destes debates para finalmente solidificar a sua imagem.

8. Os debates eleitorais fortalecem a democracia e satisfazem os cidadãos
O princípio popular segundo o qual os políticos governantes são nossos servidores fortalece-se quando candidatos são expostos ao escrutínio cruzado e público, mediado pelos órgãos de informação. Por estas razões todas, somos de opinião de que os debates são sim prementes e deviam acontecer.



Leia aqui!

Sunday, 21 September 2014

O Titanic do G 40

Os banhos de multidão de que tem beneficiado Afonso Dhlakama, desde que saiu da clandestinidade, são a prova mais completa do estrondoso falhanço dos pobres patetas que compõem o chamado Grupo dos 40, ou G40. E posso tratá-los assim porque eles não admitem que tal grupo exista e, portanto, não estou a ofender ninguém.
Na verdade, dizem as más línguas, o tal grupelho (ine- xistente) foi criado para fazer subir a imagem do Chefe de Estado, que estava a cair para níveis baixíssimos. Paralelamente, o G40 teria sido encarregado de diabolizar a imagem da Renamo e do seu dirigente Afonso Dhlakama. E surgiram comparações com os Boko Haram da Nigéria. E foi ressuscitada a designação de “bandidos armados”. Ora,ao queparece,todas estas estratégias tiveram o destino trágico do Titanic. Isto é, foram ao fundo enquanto a orquestra de bordo tocava.
E, no meio da cacofonia dos académicos G40, a aplaudirem num dia o que tinham condenado, absolutamente, na semana anterior, estamos hoje com a popularidade de Armando Guebuza pelas ruas da amargura, arrastando para o fundo o candidato do partido Frelimo, sem força para se separar daquele peso negativo.
Pelo contrário, aquele que foi retratado como um bandido sanguinário, que matava os seus próprios possíveis eleitores, à beira da morte devido a uma qualquer misteriosa doença que o debilitava completamente, aparece a público cheio de vigor e boa disposição, recebido por uma importante parte da comunidade internacional e, especialmente, sempre cercado de uma impressionante moldura humana. Mais completo fracasso numa campanha de propaganda não me recordo de ter assistido ao longo da vida.
Mas a razão desse fracasso é a mesma do fracasso da maioria do resto da governação. Armando Guebuza cercou-se de gente medíocre, com medo de que lhe fizessem sombra. E gente medíocre produz resultados medíocres. Como se está a verificar. E os (inexistentes) G40, com os seus mentores (também inexistentes, é claro...) são um dos pontos mais altos nesta cordilheira de medíocre incompetência que atravessou o nosso país nos últimos 10 anos, mas com predominância nos últimos cinco.
Talvez um dia saibamos quanto custou ao país, em termos financeiros, esta brincadeira dos G40. Mas isso só irá acontecer se o trabalho abnegado desses 40 palhaços levar ao previsível desastre eleitoral dos seus patrões.
A ver vamos...



Machado da Graça, SAVANA – 19/09/14

Reflexão dominical


Saturday, 20 September 2014

Estados Unidos avisam os seus cidadãos para riscos de violência

 

 Os Estados Unidos emitiram um aviso aos viajantes e residentes norte-americanos em Moçambique para o risco de violência durante o período eleitoral naquele país africano, sobretudo nos dias anteriores e seguintes à votação agendada para 15 de outubro.
Embora não preveja violência generalizada, o aviso do Departamento de Estado, em vigor entre 18 de setembro e 30 de outubro, salienta que, dependendo dos resultados, "a instabilidade e potencial para a violência podem aumentar imediatamente após as eleições".
O aviso lembra que "os períodos eleitorais implicam habitualmente manifestações que podem tornar-se violentas e o uso da força pelos serviços de segurança", pelo que recomenda aos cidadãos norte-americanos que considerem se a sua viagem é mesmo necessária, sobretudo na semana que antecede a votação e nos dias posteriores.


Lusa

Discurso de campanha


Friday, 19 September 2014

Moçambicanos e sul-africanos fazem “braço-de-ferro” em Ressano Garcia

Relações Moçambique-África do Sul
A fronteira de Ressano Garcia, em Maputo, viveu momentos tensos, anteontem, resultantes de desentendimentos entre transportadores de passageiros dos dois países. Os tumultos duraram cerca de três horas, durante as quais os passageiros moçambicanos e sul-africanos ficaram impedidos de atravessar a mais movimentada fronteira terrestre moçambicana.
Na origem da confusão estão alegados actos de corrupção protagonizados pela polícia moçambicana, que cobra valores exorbitantes aos transportadores sul-africanos, ainda que estes reúnam toda a documentação exigida para o exercício das actividades em Moçambique.
Os transportadores sul-africanos dizem que a polícia moçambicana chega a cobrar até 50 mil meticais, sem justa causa, pelo que decidiram adoptar uma medida designada “diba-diba”, que consistiria em impedir que os moçambicanos transportassem passageiros da África do Sul para Moçambique.


Mamparra of the week: Organização G40


Meninas e Meninos, Senhoras e Senhores, Avôs e Avós
Os mamparras são os membros da famigerada organização denominada G40, cujos afoitos e destacados membros, em descabidas defesas, não querem que o canditado da Frelimo, Filipe Nyussi, participe num eventual debate público e televisionado com os seus adversários às eleições do próximo dia 15 de Outubro.
O repto para o debate foi lançado por Afonso Dhlkama, líder da Renamo, dias depois da sua aparição pública, oriundo de ‘parte incerta’, e Daviz Simango, seu ex-correligionário e adversário nesta eleição aceitou.
Nyussi ainda não se pronunciou, mas em diversos fóruns activos membros do G40, têm-se manifestado contra esta ideia, deixando transparecer que aquele candidato está a ser carregado ao colo, assim como se fazem com bebés recém-nascidos. Os membros do G40, na vanguarda da defesa, ainda não se aperceberam de que é perigosa para a nação a criação de uma percepção, segundo a qual Filipe Nyusi está a ser carregado ao colo.
Os G40, caso sejam o obstáculo a transpor, devem ‘libertar’ Filipe Jacinto Nyusi, pois este não é nenhuma criança. É maior de cinquenta, e deve ir ao debate com os seus adversários, para que o eleitorado conheça, pelas suas próprias palavras, as ideias que tem para o projecto colectivo de Moçambique.
Os G40, querendo, poderão continuar a exaltar o “líder incontestável de todos nós”, enaltecendo as obras e feitos e, com a amnésia que lhes é peculiar, omitir as “boladas” do “louvado” em nome da “unidade nacional”. O G40 devem tirar Nyusi do colo e deixaram-no andar pelos seus próprios pés.
Que medo é este do G40 de deixar que Nyusi vá a debate público? Todo o mundo sabe e está careca de saber que os G40 são assumidos partidários de Nyusi, mas continua desconhecido o paradeiro do mandato que lhes confere o direito de desencorajar o homem de se expressar, em debate, para aqueles a quem almeja governar.
Será que os G40, com esta defesa injustificável, estão a chamar-nos parvos, patos, tansos e estúpidos e não estamos a decifrar a linguagem deles?
Nunca nos tínhamos debruçado, aqui neste espaço, sobre esta organização, cuja premiação tem sido visível com nomeações em várias esferas da coisa pública e privada, controlada pelo desempenho na defesa do indefensavél.
Aliás, os nossos leitores já os elegeram para o pódio dos xiconhocas, devido às suas ‘performances’ que agora vão ao ponto de carregar Filipe Nyusi ao colo!
Alguém tem que pôr um travão a este tipo de mamparrices.
Mamparras, mamparras, mamparras.
Até para a semana, juizinho e bom fim-de-semana!

Algumas notas
Este país recorda-se de Nyusi quando dirigiu as operações de ataque a Sathunjira na qualidade de Ministro da Defesa. Para além disso, conhecemo-lo como dirigente desportivo e administrador ferroviário. Ao querer ser presidente sem prova oral, Nyusi faz apologia ao bypass!
Paremos com este bypass!



A Verdade

Capa do Savana de hoje


Estão a aumentar casos de violência, segundo o Presidente da CNE, Abdul Carimo

Casos de violência e má conduta eleitoral estão a aumentar um pouco por todo o país, alertou Abdul Carimo, o presidente da CNE, em sua exortação proferida hoje. Ele confirmou que a prática de ilícitos eleitorais tem resultado em detenções.
O Presidente da CNE, apelou aos membros dos partidos para que "abandonem o recurso à violência, e pautem pelo civismo nos dias que nos restam da campanha eleitoral".
E, em um sinal de alerta, claramente dirigido a Frelimo, mais também ao MDM no centro e norte do pais, ele ressaltou que a lei eleitoral proibiu o uso de recursos estatais e municipais. Também proibiu a realização de campanha em unidades militares, locais normais de culto, edifícios públicos durante o dia de trabalho normal, e nas escolas durante o período de aulas.




Boletim sobre o processo político em Moçambique

Nyusi continua a fugir do frente-a-frente com Dhlakama e Daviz Simango

Cresce interesse popular pela realização do debate eleitoral


A ala radical do partido Frelimo quer que Nyusi não vá ao debate, com medo que seja responsabilizado pelo insucesso da governação da Frelimo nos últimos 10 anos


 O candidato da Frelimo às eleições presidenciais, Filipe Nyusi, continua a arranjar justificativas infundadas para fugir ao debate eleitoral com os seus adversários nomeadamente, Afonso Dhlakama, da Renamo, e Daviz Simango, do MDM.
Mais do que fugir, Nyusi diz que o debate é “suspeito”, sem no entanto esclarecer se está disponível para uma disputa televisiva a três, conforme o desejo dos seus dois adversários.
Em entrevista ao “Canalmoz” na passada terça-feira, Nyusi disse que tudo dependia do seu gabinete eleitoral. Mas na quarta-feira disse ao “Mediafax” que o debate pode ser “suspeito”. “Aquelas pessoas que acham que precisam ouvir o meu pensamento já me chamaram. Se me chamarem por outra ratoeira, cascas de bananas eu não vou entrar”, declarou Filipe Nyusi ao “Mediafax”.
“Se me chamam à universidade para um debate, vou, não há nenhum problema”, afirmou Nyusi. “Alguém aqui ouviu dizer que o candidato da Frelimo não aceita debate?”, questionou.
Mas o facto é que o Parlamento Juvenil de Moçambique convidou os três candidatos presidenciais às eleições de Outubro para participar num debate televisivo, e já recebeu confirmações da Renamo e do MDM, segundo informa o presidente da organização. Toda a logística está preparada, incluindo o auditório em que o debate se irá realizar, conforme garantiu ao “Canalmoz”, Salomão Muchanga, líder do Parlamento Juvenil.
O Parlamento Juvenil defende que o debate é uma emergência democrática, para que os manifestos sejam publicamente apresentados e questionados pelos cidadãos devidamente organizados. O Parlamento Juvenil, assim como a maioria dos cidadãos, defende que a democracia moçambicana já tem idade suficiente para que haja um debate presidencial televisivo. Nyusi é o único candidato que anda fugitivo. Mas a opinião pública também defende que, mesmo na ausência de Nyusi, o debate deve acontecer, e o desejo de milhares de moçambicanos de ver a democracia a fortificar-se não pode ficar refém de Filipe Nyusi.
Photo: Cresce interesse popular pela realização do debate eleitoral
Nyusi continua a fugir do frente-a-frente com Dhlakama e Daviz Simango (#canalmoz)

A ala radical do partido Frelimo quer que Nyusi não vá ao debate, com medo que seja responsabilizado pelo insucesso da governação da Frelimo nos últimos 10 anos

Maputo (Canalmoz) – O candidato da Frelimo às eleições presidenciais, Filipe Nyusi, continua a arranjar justificativas infundadas para fugir ao debate eleitoral com os seus adversários nomeadamente, Afonso Dhlakama, da Renamo, e Daviz Simango, do MDM.
Mais do que fugir, Nyusi diz que o debate é “suspeito”, sem no entanto esclarecer se está disponível para uma disputa televisiva a três, conforme o desejo dos seus dois adversários.
Em entrevista ao “Canalmoz” na passada terça-feira, Nyusi disse que tudo dependia do seu gabinete eleitoral. Mas na quarta-feira disse ao “Mediafax” que o debate pode ser “suspeito”. “Aquelas pessoas que acham que precisam ouvir o meu pensamento já me chamaram. Se me chamarem por outra ratoeira, cascas de bananas eu não vou entrar”, declarou Filipe Nyusi ao “Mediafax”.
“Se me chamam à universidade para um debate, vou, não há nenhum problema”, afirmou Nyusi. “Alguém aqui ouviu dizer que o candidato da Frelimo não aceita debate?”, questionou.
Mas o facto é que o Parlamento Juvenil de Moçambique convidou os três candidatos presidenciais às eleições de Outubro para participar num debate televisivo, e já recebeu confirmações da Renamo e do MDM, segundo informa o presidente da organização. Toda a logística está preparada, incluindo o auditório em que o debate se irá realizar, conforme garantiu ao “Canalmoz”, Salomão Muchanga, líder do Parlamento Juvenil. 
O Parlamento Juvenil defende que o debate é uma emergência democrática, para que os manifestos sejam publicamente apresentados e questionados pelos cidadãos devidamente organizados. O Parlamento Juvenil, assim como a maioria dos cidadãos, defende que a democracia moçambicana já tem idade suficiente para que haja um debate presidencial televisivo. Nyusi é o único candidato que anda fugitivo. Mas a opinião pública também defende que, mesmo na ausência de Nyusi, o debate deve acontecer, e o desejo de milhares de moçambicanos de ver a democracia a fortificar-se não pode ficar refém de Filipe Nyusi. (Redacção)

Thursday, 18 September 2014

Eleições: Candidato presidencial da Frelimo só aceita debates “não suspeitos”

O candidato da Frelimo às presidenciais em Moçambique, Filipe Nyusi, declarou que só aceitará debates "não suspeitos", não esclarecendo se está disponível para uma disputa televisiva a três, conforme o desejo dos seus dois adversários.
"Aquelas pessoas que acham que precisam ouvir o meu pensamento já me chamaram. Se me chamarem por outra ratoeira, cascas de bananas eu não vou entrar", declarou Filipe Nyusi, citado hoje pelo diário Media Fax, que na quarta-feira questionou o candidato presidencial do partido no poder sobre a sua disponibilidade para um debate televisivo, durante uma reunião com estudantes universitários em Maputo.
"Se me chamam à universidade para um debate, vou, não há nenhum problema", afirmou, por outro lado, Nyusi. "Alguém aqui ouviu dizer que o candidato da Frelimo não aceita debate?", questionou.
O Parlamento Juvenil de Moçambique (PJM) convidou os três candidatos presidenciais às eleições de outubro para participar num debate televisivo, e já recebeu confirmações da Renamo e do MDM, segundo o presidente da organização.
Em declarações à agência Lusa na quarta-feira, Salomão Muchanga disse que o PJM enviou, há cerca de um mês, um convite aos três candidatos presidenciais, Filipe Nyusi, da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), Afonso Dhlakama, da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) e Daviz Simango, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), tendo estes dois últimos confirmado a sua intenção de participar no debate.
"Para nós, o debate é uma emergência democrática, para que possa existir um debate público sobre os manifestos e os projetos governativos. Os candidatos presidenciais têm responsabilidades acrescidas perante a sociedade, porque querem dirigir o Estado, e, por isso, sentimos que há a pertinência da realização de um debate", considerou Salomão Muchanga.
Em intervenções públicas durante a campanha eleitoral que arrancou a 31 de Agosto, Afonso Dhlakama e Daviz Simango demonstraram interesse em participar num debate televisivo, não havendo, até ao momento, um pronunciamento definitivo da parte de Filipe Nyusi, que tem remetido explicações sobre o tema para o seu gabinete eleitoral.


Lusa

Escocia




Os escoceses estao a votar num referendo que vai decidir se ficam independentes ou continuam a fazer parte do Reino Unido!

PORQUÊ É QUE EU DESCONFIO DE FILIPE NYUSI?

 
Tenho visto, pelos meios de comunicação social nacionais, um spot publicitário produzido para disseminar a campanha eleitoral do candidato às eleições presidenciais pelo partido actualmente no poder em Moçambique, Filipe Nyusi. No mesmo, um denominador comum é apresentado aos eleitores: média dúzia de jovens a depor a favor do candidato dizendo “Nyusi, eu confio em ti”.
Achei a expressão muito interessante. Decidi então fazer alguma pesquisa instantânea em torno do conceito de confiança e as suas diversas nuances, para melhor perceber a extensão e a compreensão desse discurso propagandístico. Regra geral, confiança é um sentimento de segurança ou a firme convicção que alguém tem relativamente a outra pessoa ou a algo. Confiar pode também ser a crença de que uma expectativa sobre algo ou alguém será concretizada no futuro, tomando como base experiências e resultados anteriores que reforçam tal sentimento. Portanto, para se confiar em algo ou em alguém há que se ter necessariamente provas anteriores. Sem essas provas ou evidências, o indivíduo que tem de confiar em algo ou em alguém tende a basear-se apenas na informação dada (frases simples do tipo “Nyusi, eu confio em ti”), acabando por seguir potencialmente uma linha de pensamento longe da verdade.
Questões para reflexão
Como é que podemos estar seguros de que Nyusi será um bom Presidente da República? Apenas porque é o candidato do partido no poder? Ou porque já foi Ministro da Defesa? Ou ainda porque foi também um funcionário sénior dos Caminhos de Ferro de Moçambique? Ou porque foi Presidente do Clube Ferroviário de Nampula e com ele venceu o Campeonato Nacional de Futebol de 2004? Em sã consciência, estas “experiências e resultados anteriores” não reforçam convincentemente a confiança que Nyusi supostamente transmite. Todos os que têm olhos de ver sabem que a escolha de Nyusi como candidato da Frelimo às eleições presidenciais é resultado mais das dinâmicas internas de distribuição de poder naquele partido do que de qualidades pessoais de liderança e/ou de realização que ele possui. Era “inadiável” a hora de se designar um Presidente da República oriundo de uma região diferente da do sul de Moçambique e, porque dos históricos fundadores do movimento de libertação nacional “herdado” pelo partido Frelimo, um candidato oriundo do norte era o nome que se seguia. Poderosos lobbies internos foram activados para apandrinhar e promover Nyusi. Mais nada. Em paralelo, as provas de liderança de Filipe Nyusi são quase todas construídas com pilares de caniço. Ele foi Ministro da Defesa sim, mas todo o mundo sabe que este é um cargo para o qual o Presidente da República designa apenas pessoas de confiança política absoluta. Portanto, não estaria muito longe da limpidez da verdade se dissesse que não foi devido a qualquer elemento de competência técnica pessoal de Nyusi que ele foi nomeado Ministro da Defesa. Certamente que o mesmo não pode ser dito do cargo que Nyusi exerceu com funcionário sénior dos Caminhos de Ferro de Moçambique, devido à sua área de formação como engenheiro, mas o argumento morre de morte súbita ao se tentar relacionar com o facto de ter sido campeão nacional de futebol como dirigente desportivo. É que todo mundo sabe que qualquer clube ferroviário do país tem na sua estrutura directiva quadros de alto escalão junto dos Caminhos de Ferro de Moçambique – logo, estes cargos não são ocupados por competência dos seus usuários mas sim por cultura ou normas de protocolo interno - e, só por essa via, qualquer um dos seus dirigentes máximos não pode vir a ser um bom Presidente da República somente porque já venceu um e outro campeonato nacional.
Por outro lado, confiança também tem a ver com a familiaridade na forma de tratamento. Normalmente, nós confiamos “instintivamente” nos nossos pais, irmãos, parceiros, amigos ou colegas. Portanto, nas pessoas com as quais temos convivido no nosso dia-a-dia e com as quais temos tido relações profissionais, sociais ou afectivas. Ora, objectivamente, o povo moçambicano não tem nenhum laço de empatia com Filipe Nyusi anterior à sua escolha como candidato presidencial da Frelimo. As únicas pessoas que conheciam Nyusi, para além dos seus familiares e amigos, eram os seus camaradas na Frelimo e os colegas nos Caminhos de Ferro, no Ministério da Defesa Nacional e no Clube Ferroviário de Nampula. Só para relembrar, Nyusi era o pré-candidato menos cotado junto das massas partidárias da Frelimo e da opinião pública nacional, inicialmente. Foi literalmenteimposto aos demais pela centena e meia de membros que formam a elite dirigente da Frelimo junto da sua comissão política. Não foi por acaso que depois da sua escolha se orquestrou uma “estratégia consensual” de apoio e uma pesada campanha industrial de propaganda, sem memória no país, para a promoção da sua imagem bem como das suas “experiências e resultados anteriores”. É por aqui onde eu situo aqueles jovens que aparecem nos spots propagandísticos a testemunhar a sua confiança cega em Nyusi. É aqui onde eu situo os “amigos de Nyusi” em voga pelos meios de comunicação e redes sociais. Jovens que congelaram voluntariamente a sua consciência no frigorífico da confiança obrigatória em Nyusi, imposta pelas elites dirigentes e fabricada nos fornos de um consenso artificial vendido aos potenciais eleitores com requintes coloridos de unanimidade.
Concluindo, confiança supõe uma suspensão da incerteza relativamente às acções de algo ou de alguém em quem confiamos no futuro. Portanto, quando confiamos em algo ou em alguém, nos esquecemos plenamente de todo o mal que provavelmente nos possa vir a ser feito por sua causa. Quando alguém nos aparece a dizer que confia em Nyusi ou que quer que nós confiemos nele, nas telas dos nossos televisores, nas nossas ruas e mercados ou nos nossos murais nas redes sociais, está a dizer para enterrarmos toda e qualquer dúvida a seu respeito. Eu não sou tal idiota. Eu desconfio de Nyusi, particularmente por dizer que o seu manifesto eleitoral é integralmente a continuidade da governação presidencial anterior. É que a governação anterior alcançou níveis históricos de descontentamento popular (expresso pelos sistemáticos levantamentos e manifestações populares e pela viragem para a oposição nas últimas eleições autárquicas), para além de ter sido uma sucessão invariável de políticas públicas falhadas traduzidas na erosão da qualidade de vida, de ensino e de provisão de saúde dos cidadãos (lembre-se dos relatórios sobre o índice de desenvolvimento humano produzidos por instituições nacionais e internacionais), no descalabro da segurança pública (conflito armado entre o governo da Frelimo e a Renamo, recrudescimento do crime violento e de crimes associados à desigual redistribuição de riqueza), no triunfo da corrupção e o sequestro dos bens, recursos e serviços do Estado (envolvendo membros seniores do partido no poder), bem como no surgimento exponencial de ilhas de prosperidade (mansões, condomínios e complexos turísticos de luxo) cercadas por mantos oceânicos de pobreza extrema nas zonas urbanas, de expansão e rurais. Se confiar em Nyusi significa automática e cegamente votar nele e na continuidade disto, então prefiro desconfiar dele. E até começar a denunciá-lo.




Edgar Barroso, no Facebook e no Canal de Moçambique

Capa da revista Exame


Pequeno passo dado não deve adormecer os moçambicanos

Ainda se está muito longe do “bom porto”



 Ninguém se engane ou se iluda sobre o alcance real do AGP-2 assinado pelo PR e o líder da Renamo.
A solenidade e simbolismo daquele importante acto podem ser colocados em risco a qualquer momento, se não houver uma atitude e comportamento correspondentes aos reais anseios dos moçambicanos.
Os que até há bem pouco se reuniam para planificar acções ofensivas de carácter militar nos comandos das forças beligerantes podem não estar realmente confortados e controlados. Quem ganhava com cada dia de combate, com cada comboio de reabastecimento, com cada aquisição de equipamento bélico, com a logística geral que uma guerra comporta pode estar, em termos práticos, planificando saídas que constituam os fundamentos de retorno à beligerância.
É perigoso descansar antes do trabalho concluído e da consolidação dos entendimentos ou acordos alcançados.
A história recente mostra que há interpretações que fogem da realidade, que não explicam as causas das sucessivas guerras fratricidas no país e que existe relutância em assumir-se responsabilidade e liderança promotoras de concórdia de reconciliação.
Uma nuvem embaciada teima em não deixar ver o que realmente faz falta ao país e aos moçambicanos.
Demagogos e propagandista de teses reducionistas propalam aos quatro ventos explicações que pertencem a conteúdos leccionados em centros de estudos estratégicos do passado, que algum dia responderam a estratégias postas em prática, mas que perderam o fulgor e a sua razão de ser.
Marionetes e satélites, “paus-mandados” e agentes da Internacional Comunista ou da Internacional democrático-cristã, direita ou esquerda, extrema-direita ou extrema-esquerda, curem-se com urgência das bebedeiras ideológicas do passado e situem-se no Moçambique real, concreto de hoje. Que a vossa miopia não instrumentalize uma juventude carente de Paz e de trabalho digno, de cidadania, de liberdade de expressão e participação num processo político inadiável.
Todas as saídas planificadas e implementadas pelos centros locais de estudo estratégico e centros de orientação ou controlo informativo foram postas em prática, mas redundaram num fracasso, porque não tiveram em conta a dimensão dos problemas do país e a grau de adesão da maioria de sua população. Não foi a politização dos cidadãos que os afastou de teses militaristas ou de busca de soluções de problemas políticos através da reinstalação do regime das “guias de marcha” ou das células do partido e dos grupos de vigilância.
O perigo de hoje é que os grupos dinamizadores do passado que ganharam força nesta III república, embora com o nome de células, se tenham transformado em centros de recrutamento de agentes provocadores e de esquadrões de choque ao serviço da agenda de manutenção do poder.
Alguns comportamentos violentos são dignos de comparação com aqueles do 7 de Setembro de 1974. A intolerância política, quando protegida pelo silêncio da PRM, pela falta de condenação pelos altos escalões do partido no poder, transforma-se em instrução velada de comportamento a ser seguido por militantes e membros. É da responsabilidade inalienável de quem detém o poder governamental e controla os instrumentos da administração da Justiça vir a público em tempo útil e transmitir a mensagem apropriada.
É tal a gravidade dos abusos e da violência que reina impune, que isso ameaça a Paz recentemente assinada.
Quem governa deve liderar e tudo fazer para que a estabilidade se mantenha, que a ordem pública seja garantida, que os direitos constitucionais dos partidos políticos sejam, na generalidade, respeitados.
Governar é liderar todos os dias e não se esconder em agendas sinistras de manutenção do poder a qualquer custo.
Moçambique não precisa de doses maciças de cosmética política nem de um executivo que se entrega ao cumprimento de uma agenda partidária que viola os preceitos de convivência política.
Convém que se diga, de forma clara e contundente, que qualquer derrapagem do processo político será da responsabilidade de quem é Governo neste momento.
Aqueles que se entregam ao desenho de fórmulas de acção que consubstanciam “batota” e encorajam a utilização de meios fraudulentos para vencerem batalhas eleitorais devem ser tidos como responsáveis.
Os moçambicanos querem ter a oportunidade de votar em paz e em tranquilidade, sem ameaças nem coacção.
Assegurar eleições justas, livres e transparentes requer liderança efectiva e uma actuação cautelar pelos detentores do poder.
“Prevenir vale mais do que remediar”.
Calem-se os promotores da violência, mas não se cale o PR nem os seus porta-vozes quando a PAZ está sendo colocada em risco por membros irredutíveis de um partido político que ainda não aprendeu que democracia real significa alternância no poder, definida por resultados eleitorais limpos.
Sem suspeições, sem “truques” nem malabarismos, vamos todos fazer aquilo que todos sabemos ser o melhor para o país e para nós próprios.



(Noé Nhantumbo, Canalmoz)

Frelimo organiza greve no Conselho Municipal de Quelimane



“Nos encontramos o município falido foi por isso que o senhor Pio Matos foi retirado deste município e nós desde lá até aqui estamos a restruturar, quer a Empresa Municipal de saneamento (EMUSA) quer o Conselho Municipal para que sejam sustentáveis, como sabem a EMUSA era o saco azul do partido Frelimo, quando nós terminamos com isto, há uma tentativa de reação da parte deles e estão a aproveitar este momento eleitoral para criar um certo distúrbio, a três anos que Quelimane não tem cólera e há pessoas que não estão satisfeitas com isso   “ Extracto de uma entrevista concedida por Manuel de Araújo Presidente do Conselho Municipal de Quelimane que falava na manha de hoje à jornalistas a propósito da greve organizada por trabalhadores da empresa municipal de saneamento.
Um grupo de trabalhadores reuniu-se na manha de hoje em frente ao edifício do governo municipal de Quelimane para protestar para aquilo que chamaram de “nossos direitos”, os referidos trabalhadores exigem o pagamento do bónus, o décimo terceiro salário. Como forma de pressionar, os manifestantes, chegaram a trancar as portas dos edifícios do Conselho Municipal e da Emusa com cadeados e ameaçaram igualmente os demais funcionários com insultos como tentativa de intimidação para que não se fizessem aos seus postos de trabalho e registaram-se casos de agressão física a chefes de departamentos.
Para Manuel de Araújo este assunto foi ultrapassado num encontro a meses e na altura haviam sido determinadas datas para o pagamento e as mesmas ainda não venceram. De Araújo sublinhou que a greve é do partido Frelimo não reflete necessariamente a posição dos funcionários da instituição “ Digo que esta é a greve do Pacheco e do Veríssimo, não é a greve dos trabalhadores do Conselho Municipal, há munícipes que vieram nos informar e que participaram das reuniões de preparação desta greve e n’os tivemos informação desde o principio foi por isso que não fomos apanhados de surpresa, aliás se for a ver as cartas de aviso da greve o primeiro sitio onde elas foram entregues foi na Frelimo, temos provas e evidencias de que esta greve foi preparada na sede do comité provincial do partido Frelimo”.




Fonte: Conselho Municipal  da Cidade de Quelimane. Confira aqui!

O deputado arruaceiro

Amilcar Zacarias Hussein, deputado da Frelimo, alegadamente  comandou  um grupo de arruaceiros que perturbaram e tentaram impedir o comício de Daviz Simango em Catandica! Parabens a Policia por ter evitado o pior! Onde anda a CNE? Os Partidos assinaram um Codigo de conduta eleitoral! Quem vai ser responsabilidado? O deputado arruaceiro nao deve ser censurado no Parlamento?



Fonte: Edwin Hounnou, testemunha do incidente, no Facebook

Wednesday, 17 September 2014

Moçambique tem a terceira pior rede de estradas do mundo


Moçambique é o terceiro país do mundo com as piores condições das estradas. Os dados foram revelados esta segunda-feira pelo Índice de Competitividade Global (ICG) 2014/2015 lançado pelo Fórum Económico Global.
De acordo com o mesmo indicador, apenas Timor-Leste (144.ª posição) e Guiné (143.ª) aparecem como piores posicionados do que Moçambique no que se refere à rede de estradas.
Estes dados comprovam a situação degradante em que se encontram grande parte das estradas em Moçambique: dos 30 mil quilómetros de rede viária existente, menos de 10% está asfaltada. Grande parte das estradas secundárias e terciárias encontra-se degradada e em difícil condição de transitabilidade.
Já Portugal ocupa o segundo lugar a nível mundial – e o primeiro na Europa – do ranking relativo à qualidade das infra-estruturas rodoviárias. A nível mundial, a qualidade das estradas portuguesas é apenas ultrapassada pela dos Emiratos Árabes Unidos.



A Bola

Sorriso matinal: intolerancia e ilicito?