Wednesday, 15 February 2017

Depressão tropical no canal de Moçambique ameaça províncias no sul do país

Uma depressão tropical que se formou no canal de Moçambique pode provocar, nos próximos dias, ventos e chuvas fortes nas províncias de Gaza e Inhambane, disse à Lusa o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.
"É uma depressão tropical que vai provocar ventos fortes e que poderá vir a ser acompanhada de uma precipitação de cerca 75 milímetros por hora", afirmou Paulo Tomás, o que vai causar algumas inundações.
Para fazer face à situação, prosseguiu Paulo Tomás, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) ativou os conselhos técnicos de emergência nas províncias que vão ser atingidas, além de ter acionado a Unidade Nacional de Proteção Civil.
"Neste momento, estamos com a situação monitorizável, na medida em que, de certo modo, tínhamos estes aspetos previstos no Plano de Contingência", observou o porta-voz do INGC.
Na sua página de internet, o Joint Typhoon Warning Center, da Marinha e da Força Aérea dos Estados Unidos, diz que se trata do ciclone tropical Dineo, com ondas de uma altura de cerca de cinco metros, estando prevista a sua chegada à costa moçambicana na noite de quarta-feira.
À medida que se aproxima da costa, acrescenta a fonte, o ciclone aumenta a sua velocidade e, até ao meio-dia de quarta-feira, os ventos poderão atingir a velocidade de cerca de 120 quilómetros por hora, com rajadas de mais de 150 quilómetros por hora.
"Vamos intensificar a alocação de bens e materiais para possíveis respostas no caso de qualquer fenómeno extremo", observou o porta-voz do INGC, que alerta para a tomada de precauções nas regiões que serão afetadas.


Monday, 13 February 2017

Presidente da República vai passar a informar Daviz Simango sobre desenvolvimentos do diálogo político




Esta é resposta à reivindicação do MDM em participar nas discussões sobre a paz

O Chefe de Estado e o líder do MDM mantiveram, hoje, um encontro, na Presidência da República, onde a tónica das discussões foi a paz.
E porque o presidente do MDM entende que o diálogo político não deve envolver apenas o Governo e a Renamo, Filipe Nyusi e Daviz Simango acordaram que o líder do MDM vai passar a ser informado dos desenvolvimentos das conversações de forma periódica.
O presidente do MDM disse, semana passada, que o novo modelo do diálogo político não ia produzir resultados porque, no seu entender, fugia dos pontos essenciais que podem devolver a paz aos moçambicanos. O País

MDM diz que Amurane foi infeliz ao acusar partido de perseguição

















Ronguane aprecia a atitude de Amurane no combate a corrupção


“O MDM pretende denegrir o presidente Amurane, justamente porque não compactua com a corrupção”. Foi com estas palavras que o edil de Nampula, Mahamudo Amurane, acusou o seu partido de perseguição e calúnia. As palavras do membro da Comissão Política do MDM e presidente do Município de Nampula caíram mal dentro do núcleo duro do partido. Após uma reunião dirigida por Daviz Simango este domingo, em Maputo, o MDM veio separar as águas. Os dizeres do também membro da Comissão Política do MDM caíram mal dentro do núcleo duro do partido. “Não temos dúvida de que a forma como o nosso colega apresentou os seus argumentos não deixou de ser infeliz, porque acusou o MDM no seu todo”, disse Silvério Ronguane, membro do MDM e deputado da Assembleia da República por este partido, que falava após uma reunião dirigida por Daviz Simango, ontem em Maputo.
Na semana antepassada, 11 funcionários do Município de Nampula, incluindo o vereador de Finanças, foram acusados de corrupção, tendo sido detidos sete deles. O edil de Nampula esteve à frente do caso, tendo facilitado informação à Justiça. O MDM concorda com o posicionamento do edil e diz até que o governo devia seguir o exemplo, e não se limitar em partilhar números. “Nós também somos contra esses membros. Aliás, o edil de Nampula fez mais, mostrou quem são e estão agora detidos preventivamente, para que a justiça possa investigar se de facto cometerem esse crime (corrupção). Enquanto no país se fala da corrupção, mas não há corruptos concretos que nos tenham apresentado, reina a impunidade, nós o MDM fomos capazes de assumir que estamos a ter alguns corruptos”, realçou Ronguane.

A reunião do MDM, havida ontem, visava discutir a preparação das próximas eleições autárquicas, previstas para o próximo ano, e gerais marcadas para 2019. Sobre esta matéria, Ronguane diz que o seu partido vê-se na necessidade de prepara-se com antecedência, de modo a fazer face aos desafios dos pleitos. “Estamos na contagem decrescente para 2018, onde teremos o primeiro embate eleitoral. E é evidente que todo o partido que quer ganhar, deve se preparar com antecedência”, disse Ronguane.



O País

Moçambique alarga prazo para auditoria à dívida até 31 de março

Maputo, 13 fev (Lusa) - A Procuradoria-Geral da República de Moçambique anunciou hoje que acedeu ao pedido da consultora Kroll, que solicitou mais um mês para completar a auditoria à dívida pública escondida das autoridades e das contas públicas.
"A Procuradoria-Geral da República, em colaboração com a Embaixada da Suécia, financiadora da auditoria e com o Fundo Monetário Internacional, concordou em estender o período da auditoria em um mês, devendo o relatório final ser apresentado até 31 de março de 2017", lê-se num comunicado divulgado hoje em Maputo.
No documento, dá-se conta das diligências que os consultores levaram a cabo até janeiro, quando apresentaram um relatório preliminar que inclui "os progressos alcançados e delineados os passos subsequentes".
A auditoria tinha como prazo o final deste mês, mas, explica a PGR moçambicana, o auditor solicitou mais tempo para concluir as "diligências de recolha e tratamento da informação", que são "complexas e ainda estão em curso, no país e no estrangeiro, envolvendo mecanismos de cooperação internacional".
Segundo o comunicado, "o trabalho realizado pelo auditor inclui a análise de extensas informações financeiras e outra documentação disponível, visitas aos escritórios das três empresas [Proindicus, Ematum - Empresa Moçambicana de Atum, e MAM - Mozambique Asset Management], visitas a infraestruturas e equipamentos em diversos pontos do país, entrevistas a membros do Governo, funcionários públicos e trabalhadores das três empresas, e outras personalidades".
Para a conclusão do relatório, "foram ainda solicitadas informações e documentos adicionais às empresas fornecedoras, bancos e outras instituições, nacionais e estrangeiras, para completar ou esclarecer a documentação fornecida pelas três empresas", acrescenta-se no comunicado.
A auditoria incide sobre empréstimos realizados em 2013 e 2014 no valor de 1,4 mil milhões de dólares, a que se juntam mais os 727,5 milhões da emissão de títulos de dívida soberana que resultaram da reconversão das obrigações corporativas emitidas pela Ematum.


Nyusi denuncia “interesses” nos concursos e ataca obras sem qualidade















PR exige maior fiscalização de obras públicas



No segundo dia da ofensiva presidencial pelos ministérios, Filipe Nyusi fez uma intervenção incisiva que gelou a pequena sala onde decorria o conselho consultivo do Ministério das Obras Públicas, Recursos Hídricos e Habitação. A visita às direcções do ministério e instituições tuteladas decorreu na maior tranquilidade. Mas na sala o ambiente começou a mudar, desde logo quando Filipe Nyusi dispensou a apresentação do relatório do ministro Carlos Bonete. Disse que era desnecessário, pois não esperava ouvir nada de novo ou de diferente das informações que recebeu nas diferentes instituições e direcções por onde tinha passado. Mesmo assim, foi chamando alguns dirigentes do ministério para falar dos desafios e perspectivas das áreas que dirigem.
Depois de ouvir e anotar, Nyusi tomou a palavra e fez uma das intervenções mais acutilantes dirigida para os funcionários. E porque durante a visita as reclamações sobre a falta de dinheiro para pôr em pé os projectos do ministério eram recorrentes, o Chefe de Estado disse que a solução passa pela mobilização de financiamento. Mas alertou que é preciso “procurar por dinheiro acessível” e que o processo deve seguir os padrões internacionais, sob pena de Moçambique ficar “ridicularizado”.
“Sabe-se quanto custa um quilómetro de estrada e não pode ser mais caro em Moçambiqiue. Devem actuar de forma colectiva para evitar que decisões individuais ridicularizem a todos”. Os recados ganham outro significado devido ao contexto em que o país vive, caracterizado pela falta de apoio externo devido às dívidas não reveladas.
Sobre os concursos públicos, Nyusi denunciou a existência de “muitos interesses” em volta, incluindo de pessoas de fora do ministério. E disse que não faz sentido atrasar projectos por causa de interesses de quem quer que seja.
A Administração Nacional de Estradas (ANE) é uma das instituições do ministério que gerem concursos milionários para obras públicas. Além da transparência nos concursos, o Chefe de Estado diz que é preciso monitorar a implementação dos projectos, sob pena de o dinheiro não ser aplicado devidamente. “Algumas estradas que encalharam em Niassa, Nampula e aqui em Caniçado (Gaza) foi mais por falta de fiscalização. Fomos comidos. A linguagem vulgar é essa. E não podemos continuar a sermos comidos, temos que discutir em colectivo, pois só assim a margem de desvio será pequena.”

Criticou também a fraca qualidade das obras públicas e pediu que a fiscalização fosse mais agressiva. “Não podem ter receio, porque eu é que estou a dizer. Se não fizerem isso (fiscalização) qualquer obra que cair, vamos responsabilizar. Queria começar aquando da queda do muro da piscina da Vila Olímpica, porque aquilo não faz sentido. Há pequena chuva, cai tudo, há ventos fracos, voam zincos. E porquê é que não voam coberturas feitas há 40 anos?”, questionou, lamentando que em cada ciclo de governação tem de se fazer tudo de novo.



O País

Saturday, 11 February 2017

Presidente moçambicano diz que convidou "especialistas" para negociações de paz



Maputo, 10 fev (Lusa) - O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou quinta-feira ter endereçado convites a especialistas internacionais para assessorarem o Governo e a Renamo, principal partido da oposição, na próxima etapa das negociações de paz, enfatizando que não foram convidados mediadores.
"Enderecei convites àqueles que vão assessorar ou assistir ao processo, o líder da Renamo (Afonso Dhlakama) indicou aqueles que são da sua aceitação e confiança", afirmou Nyusi, falando perante membros do partido, durante cumprimentos por ocasião do seu 58º aniversário.
Em declarações reproduzidas hoje pelo canal de televisão privado STV, o Presidente moçambicano adiantou que partilhou com o líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) a lista dos nomes dos especialistas que vão trabalhar com as partes no diálogo político moçambicano, tendo Afonso Dhlakama anuído.
"Partilhámos e chegámos à conclusão de que podem ser [estes nomes]. Emiti as cartas, como chefe de Estado, eles não são mediadores, são especialistas", realçou Filipe Nyusi.
Os especialistas, prosseguiu o Presidente, vão partilhar com o Governo e com a Renamo a sua experiência sobre padrões universais em matéria de descentralização e questões militares seguidos em países democráticos.
"Quando se discute descentralização, existe aquilo que é padrão universal, num país democrático, mesmo quando se fala de assuntos militares", acrescentou.
O chefe de Estado exortou os partidos moçambicanos a concentrarem-se na política e não na resolução das desavenças pela violência.
Filipe Nyusi destacou ainda que a trégua entre as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e o braço armado da Renamo deve ser alimentada e fiável, para que a restauração da paz seja duradoura.
Em finais de dezembro, após conversas telefónicas com Filipe Nyusi, Afonso Dhlakama, declarou uma trégua de uma semana como "gesto de boa vontade", tendo, posteriormente, prolongando o seu prazo para 60 dias para dar espaço às negociações.
Na semana passada, o Presidente moçambicano anunciou o fim da fase das negociações que envolve a medição internacional e, na segunda-feira, divulgou uma lista com os nomes que compõem os dois grupos que, em separado, vão discutir a descentralização e os assuntos militares, principais temas da agenda negocial.
Espera-se que as negociações entre as partes, agora neste novo modelo, sejam retomadas nos próximos dias.
Os dois novos grupos têm a missão de dar seguimento ao trabalho iniciado no processo negocial anterior, que integrava uma equipa de mediação internacional e que parou em meados de dezembro sem um acordo sobre os principais pontos de agenda.
Além do pacote de descentralização e da cessação dos confrontos, a agenda do processo negocial integra a despartidarização das Forças de Defesa e Segurança e o desarmamento do braço armado da oposição, bem como sua reintegração na vida civil.
Antes da cessação das hostilidades, o centro e o norte do país vinham sendo fustigados por confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo, com ataques a alvos civis imputados pelo Governo ao principal partido de oposição.
As hostilidades foram desencadeadas pela recusa da Renamo em reconhecer a derrota nas eleições gerais de 2014, acusando a Frelimo de fraude no escrutínio.

RAS / DISCURSO DO PRESIDENTE TERMINA EM PANCADARIA NO PARLAMENTO



Cidade do Cabo, 9 Fev 2017 (AIM) - O discurso anual à nação do presidente sul-africano Jacob Zuma terminou, nesta quinta-feira, em briga entre deputados da oposição e seguranças do Parlamento, que os expulsou do recinto após um barulhento protesto contra os escândalos de corrupção do presidente.
Os deputados do opositor Combatentes pela Liberdade Económica (FEP) interromperam o início do discurso do estadista sul-africano, por cerca de uma hora, até que a presidente do Parlamento, Baleka Mbete, pediu que saíssem da sala.
Os deputados recusaram-se a sair do Parlamento, e a intervenção enérgica dos agentes de segurança provocou o caos.
'À nossa frente um homem totalmente corrupto, até o osso', gritou Malema, líder do EFF, referindo-se a Jacob Zuma.
'Você é um criminoso constitucional', disse Mbuyiseni Ndlozi, outro deputado opositor.
Em Março, a justiça condenou Zuma por violar a Constituição ao pagar com dinheiro público obras em sua residência privada em Kwazulu-Natal (leste).
O presidente devolveu uma pequena parte do valor utilizado, cerca de meio milhão de euros.
Por causa do incidente parlamentar, o principal partido de oposição, a Aliança Democrática, deixou o Parlamento em protesto.



Wednesday, 8 February 2017

Daviz Simango considera que novo modelo de diálogo é uma armadilha para os

Líder do MDM considera que o diálogo vai privilegiar somente interesses da Frelimo e da Renamo

 
O presidente do MDM, Daviz Simango, diz que o novo modelo de diálogo é uma armadilha para os moçambicanos e que os resultados que serão obtidos do mesmo serão uma espécie de uma bomba-relógio.“Criar comissões ignorando o essencial que é a revisão da Constituição da República, a redução dos poderes do Chefe de Estado, a eleição dos governadores, a autonomia político financeira dos magistrados faz com que estejamos a adiar o problema dos moçambicanos, a promover uma bomba que a qualquer momento poderá explodir”, disse o líder do MDM.Daviz Simango mostrou-se preocupado pelo facto dos mesmos não envolverem outras forças políticas e organizações da sociedade civil, facto que, para ele, poderá no futuro criar outros impasses. Simango reitera ainda que o diálogo em curso pode estar a acomodar apenas os interesses de dois partidos e não de toda a nação.O presidente do MDM voltou a afirmar que acordos telefónicos entre o Presidente da República e o líder da Renamo não são suficientes para uma paz efectiva.“Deve haver um acordo escrito, algo comprovado por mediadores, um contacto transparente. Caso isto não ocorra, iremos continuar no mesmo processo de ontem, onde se assinavam acordos mas por detrás os conflitos continuavam”.Simango mostrou-se também preocupado pelo facto de os dois partidos continuarem armados e não se ter um plano concreto para se resolver este impasse.


O País

Amurane diz que MDM quer denegri-lo por não pactuar com corrupção


















Membros do MDM acusaram Mahamudo Amurane de comprar uma casa em Portugal com fundos do município.


Depois de regressar de Portugal, onde esteve há alguns dias junto de seus filhos, o presidente do Município de Nampula deu uma conferência de imprensa para responder às acusações de corrupção.
Alguns membros do MDM afirmaram, recentemente, aos órgãos de comunicação social que Mahamudo Amurane comprou uma residência em Portugal com fundos da edilidade.
O edil de Nampula classificou de caluniosas e infundadas as referidas acusações, defendendo que as mesmas têm a mão de elementos do MDM, que pretendem denegrir a sua imagem, alegadamente por não pactuar com actos de corrupção.
“É minha obrigação esclarecer sobre as matérias que foram veiculadas na minha ausência relativamente à minha pessoa, que é por sinal gestor municipal da cidade de Nampula. Primeiro quero referir que são matérias caluniosas e elas tem mão do MDM. O MDM pretende denegrir o presidente Amurane, justamente porque não compactua com corrupção. Está situação não esta a começar agora, já vem desde a muito tempo, só que agora surgiu ao publico”, disse Amurane.
Na ocasião, Mahamudo Amurane apresentou facturas que diz serem de arrendamento de uma casa em Portugal onde vivem os seus filhos. Ele explicou que paga as contas com fundos próprios, lembrando que antes de ser eleito desenvolvia actividades económicas. Para Amurane, as acusações de que é alvo prendem-se com o trabalho que tem realizado para melhorar a vida dos munícipes em Nampula. “Tudo começou sobre as pressões de que tenho vindo a destituir pessoas, a não compactuar com a utilização de recursos municipais para uso do partido e justamente aqui acontecem situações desta natureza. Começaram a cortejar minha esposa, no sentido de intimidar, para que eu possa ter posições favoráveis ao partido, mas mesmo assim quando viram que esta situação não surtiu efeito, partiram para outra campanha, desta feita nas igrejas ”.Desabafou Amurane.
O Município de Nampula é gerido pelo MDM desde as últimas eleições autárquicas de 2013. Mahamudo Amurane é membro da Comissão Política Nacional do partido.

MDM em Nampula

O Movimento Democrático de Moçambique em Nampula reuniu-se para analisar e reflectir em torno dos pronunciamentos do presidente do município Mahamudo Amurane. Vasco Napaua, delegado político provincial do partido, que considera de graves as declarações do edil, não disse qual, mas avançou que será feito um trabalho grande dentro daquela formação política.

Daviz ainda não tem conhecimento do assunto

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, disse que não tem conhecimento das declarações de Mamudo Amurane e que os órgãos do partido irão avaliar a situação, caso se justifique. “A ser verdade ou não, deixemos que os órgãos do partido exerçam a sua função”.Simango reagiu numa festa-surpresa organizada pelos seus apoiantes para celebrar seus 53 anos de idade.


O País

Monday, 6 February 2017

Governo da Frelimo e a sua mediocridade

Pode parecer que estamos a caricaturar, mas não estamos, aliás, como é natural, a realidade impõe-se e nós limitamo-nos apenas a dar-lhe visibilidade. As informações que nos são trazidas pelos meios de Comunicação Social têm nos mostrado um comportamento desvirtuado do Governo da Frelimo, que se especializou em maltratar, alienar e desorientar os moçambicanos. Aliás, a principal vítima desse Governo sem nenhuma réstia de sentimento é a população analfabeta, rotineira e sem o mínimo de consciência crítica, que acredita em tudo que reluz como sinal de desenvolvimento.
Usando, principalmente, os órgãos de informação especializados em fazerem coro à Frelimo, o Governo mostra-nos, uma vez a outra, até ao enjoo, a falta de consideração para com o povo, ao afirmar, por exemplo, que o povo deve procurar alimentos substitutos ao pão, a crise de combustível resultou do atraso de navios, entre outras estapafurdices. Na verdade, essas situações difíceis são vividas pela população, enquanto os dirigentes vivem à grande e à francesa à custa dos nossos impostos.
Quando se deles esperava moderação e, de alguma maneira, contenção, o Governo da Frelimo legítima o mais hipócrita de todos os princípios de que ser dirigente o esbanjamento dos bens públicos é a palavra de ordem.
Escandalizem-se ou pasmem-se, mas é hipocrisia ignorar, ou pior, escamotear esta realidade obscena: milhares de moçambicanos vivem numa desgrenhada miséria doméstica, em condições de tamanha desumanidade e enfrentam os duros, violentos e insuportáveis combates de que é feita a vida vivida à intempérie. Ao invés de solução dos seus problemas, o Governo da Frelimo vem com politiquices.
Aliás, o povo moçambicano, na sua maioria cientificamente empobrecido e concebido para viver de cinto apertado por políticas sem misercórdia, vive expressões mais crueis de falta de alimento, que se vai agravando a cada dia devido às dívidas ilegais, razões mais do que suficientes para fazer corar de vergonha os políticos que dirigem este país.
É deveras repugnante e simultaneamente revoltante ver o que faz o Governo da Frelimo. São vergonhosas as desculpas usadas para explicar situações que deixam os moçambicanos com os nervos em franja, como são os casos da crise de combustível e a corrupção cujo rosto é de conhecimento de todos.


Editorial, A Verdade

Sociedade civil mocambicana sugere uma comissão da verdade e reconciliação

Mas há quem diga que pode ser inútil, porque a paz depende da vontade de Nyusi e Dhlakama.
Uma comissão da verdade e reconciliação poderia contribuir para a consolidação da paz e democracia em Moçambique, dizem vozes da sociedade civil.Advertem que o país poderia seguir a experiência sul-africana na década de 1990, quando foi abolido o Apartheid.
Presentemente, a tensão política distendeu-se, ao que tudo indica, na sequência da trégua de dois meses decretada pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e algumas pessoas acham que esta é uma boa altura para os moçambicanos pensarem numa verdadeira reconciliação e numa paz efectiva.O bispo auxiliar de Maputo, Dom Carlos Nunes, diz que é responsabilidade de todos os moçambicanos manter este clima de tranquilidade e paz que se vive no país.Alice Mabota, que dirige a Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, destaca que quando a guerra dos 16 anos terminou, não houve a atenção para a necessidade da reconciliação.Um processo do género, argumenta, poderia abrir espaço para a integração civil de uma parte que, por muito tempo, foi tida como “inimiga"."Isto é fundamental", considera a activista dos direitos humanos, para quem, sem reconcialição e justiça social a paz é impossível.Mas o analista Eduardo Conzo considera que isso seria um exercício inútil, "porque se provou que a paz depende da vontade do Chefe de Estado, Filipe Nyusi, e do líder da Renamo, Afonso Dhlakama”.Conzo remata: “Bastou um simples telefonema para haver paz em Moçambique”.


VOA

PR Filipe Nyusi divulga nomes para as negociações de paz em Moçambique




 O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, divulgou hoje os nomes das individualidades que compõem os dois novos grupos que vão discutir a descentralização e os assuntos militares nas negociações de paz em Moçambique, segundo um comunicado enviado hoje à Lusa.

Assim, segundo o comunicado da Presidência da República, para discutir a descentralização, um dos principais pontos da agenda das negociações, Filipe Nyusi indicou os juristas e professores universitários Albano Macie e Eduardo Alexandre Chiziane para representarem o Governo.
Eduardo Chiziane, integrou a delegação do Governo na fase anterior das negociações com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).
Por seu turno, segundo o comunicado, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, indicou o jurista e deputado Saimone Macuiana e a antigo membro da Comissão Nacional de Eleições Maria Joaquina, que também já faziam parte das negociações na fase anterior, para integrarem o grupo que vai discutir a descentralização em representação do maior partido de oposição.
Para os assuntos militares, Armando Alexandre Panguene, general na reserva e primeiro embaixador de Moçambique em Portugal, e Ismael Mussa Mangueira, cônsul honorário da Eslováquia em Maputo, vão representar a delegação do Governo, enquanto André Joaquim Magibire, deputado da Renamo, e Leovilgildo Buanancasso, membro do Conselho de Estado, foram as escolhas do líder do maior partido de oposição.
Os dois grupos têm a missão de dar seguimento ao trabalho iniciado no processo negocial anterior, que integrava uma equipa de medição internacional.
Na sexta-feira, durante o seu discurso na cerimónia dos dias dos heróis moçambicanos em Maputo, Filipe Nyusi anunciou o encerramento da fase que envolve a mediação internacional nas negociações de paz, considerando que os mediadores serão solicitados para as conversações entre o Governo e a Renamo caso se considere necessário.
Os trabalhos da comissão mista nas conversações do Governo e da Renamo, orientada pela equipa de medição internacional, foram suspensos em meados de dezembro sem acordo sobre o pacote de descentralização e a cessação das hostilidades militares, dois dos temas essenciais das negociações de paz.
Na altura, o coordenador da equipa de mediação, Mario Raffaeli, indicado pela UE, disse que os mediadores só regressarão a Maputo se forem convocados pelas partes.
Apesar da falta de um acordo entre as duas delegações, as partes chegaram a uma trégua posteriormente, como resultado de conversas telefónicas entre o Presidente moçambicano e o líder da Renamo.
Em finais de dezembro, o líder da Renamo declarou uma trégua de uma semana como "gesto de boa vontade", tendo, posteriormente, prolongado o prazo para 60 dias para dar espaço às negociações.





Friday, 3 February 2017

Governo da Frelimo e a sua mediocridade

Pode parecer que estamos a caricaturar, mas não estamos, aliás, como é natural, a realidade impõe-se e nós limitamo-nos apenas a dar-lhe visibilidade. As informações que nos são trazidas pelos meios de Comunicação Social têm nos mostrado um comportamento desvirtuado do Governo da Frelimo, que se especializou em maltratar, alienar e desorientar os moçambicanos. Aliás, a principal vítima desse Governo sem nenhuma réstia de sentimento é a população analfabeta, rotineira e sem o mínimo de consciência crítica, que acredita em tudo que reluz como sinal de desenvolvimento.
Usando, principalmente, os órgãos de informação especializados em fazerem coro à Frelimo, o Governo mostra-nos, uma vez a outra, até ao enjoo, a falta de consideração para com o povo, ao afirmar, por exemplo, que o povo deve procurar alimentos substitutos ao pão, a crise de combustível resultou do atraso de navios, entre outras estapafurdices. Na verdade, essas situações difíceis são vividas pela população, enquanto os dirigentes vivem à grande e à francesa à custa dos nossos impostos.
Quando se deles esperava moderação e, de alguma maneira, contenção, o Governo da Frelimo legítima o mais hipócrita de todos os princípios de que ser dirigente o esbanjamento dos bens públicos é a palavra de ordem.
Escandalizem-se ou pasmem-se, mas é hipocrisia ignorar, ou pior, escamotear esta realidade obscena: milhares de moçambicanos vivem numa desgrenhada miséria doméstica, em condições de tamanha desumanidade e enfrentam os duros, violentos e insuportáveis combates de que é feita a vida vivida à intempérie. Ao invés de solução dos seus problemas, o Governo da Frelimo vem com politiquices.
Aliás, o povo moçambicano, na sua maioria cientificamente empobrecido e concebido para viver de cinto apertado por políticas sem misercórdia, vive expressões mais crueis de falta de alimento, que se vai agravando a cada dia devido às dívidas ilegais, razões mais do que suficientes para fazer corar de vergonha os políticos que dirigem este país.
É deveras repugnante e simultaneamente revoltante ver o que faz o Governo da Frelimo. São vergonhosas as desculpas usadas para explicar situações que deixam os moçambicanos com os nervos em franja, como são os casos da crise de combustível e a corrupção cujo rosto é de conhecimento de todos.



Editorial, A Verdade

Nyusi anuncia nova fase do diálogo político-militar













PR falava durante cerimónia alusiva ao dia dos Heróis


O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou hoje o início de uma nova fase do discurso político-militar entre o Governo e a Renamo. Nyusi, que falava esta sexta-feira nas cerimónias centrais do Dia dos Heróis, apelou a disponibilidade dos mediadores para a nova etapa com vista ao restabelecimento da paz.
“Brevemente, deverá dar início uma outra etapa de diálogo, para qual gostaríamos de solicitar que se mantenham disponíveis, caso Moçambique assim considere necessário”, fez saber.
Nyusi aproveitou a ocasião para agradecer aos mediadores pelo contributo dado na busca da reconciliação entre o Governo e a Renamo.
“Enderecei cartas a todos os mediadores internacionais que têm participado no processo de diálogo. Exprimi a profunda gratidão dos moçambicanos pela contribuição valiosa por eles dada na busca da paz, o supremo interesse dos moçambicanos”, realçou Filipe Nyusi, tendo revelado, também, que continua a dialogar com Afonso Dhlakama.
“Caros compatriotas, tenho mantido uma interação cordial com o líder da Renamo, com vista a concretização de dois grupos especializados que irão, em separado, debruçar-se sobre os assuntos militares e da descentralização”.
O Presidente da República prometeu anunciar, em breve, o passo subsequente resultante dos consensos alcançados.

O Chefe do Estado relembrou que não existem fórmulas únicas para resolução de problemas, apelando às forças vivas da sociedade, para acarinhar e apoiar os esforços conjuntos.



O Pais

Wednesday, 1 February 2017

Autoridades palestinianas exigem pedido de desculpa a Guterres


O secretário-geral da ONU provocou um incidente diplomático ao dizer que na origem do Monte do Templo esteve um templo judeu, o que é rigorosamente verdade, pois era aí que se erguia Templo de Salomão 





António Guterres está no centro de um grave incidente diplomático que fez as autoridades palestinianas virem a público exigir um pedido de desculpas ao secretário-geral das Nações Unidas. E isto porque Guterres fez uma declaração considerada muito polémica pelos palestinianos, ao considerar que o Monte do Templo ou Nobre Santuário — um dos locais religiosos mais disputados em Jerusalém — tem na sua origem um templo judeu. E assim é: aí se ergueu o Templo de Salomão e é aí que se situa o Muro das Lamentações, o segundo local religioso mais reverenciado pelos judeus pois trata-se de uma parede que é único vestígio que resta do antigo Templo de Herodes, erguido no mesmo local do primitivo Templo de Salomão, que foi destruído pelos babilónios.Para o ministro para os Assuntos de Jerusalém, da Autoridade Palestiniana, Guterres “negligenciou as resoluções da UNESCO, que dizem claramente que a Mesquita Al-Aqsa é uma herança islâmica”. Citado pela agência noticiosa chinesa, Xinhua, Adnan al-Husseini disse mesmo que as declarações de Guterres representam “uma violação para todas as regras humanas, diplomáticas e legais e uma violação da sua posição como secretário-geral” da ONU. A Autoridade Palestiniana exige, assim, que Guterres peça desculpa pelo que disse.E um conselheiro do presidente da Palestina Mahamoud Abbas veio acrescentar, através de um comunicado escrito, que as declarações de Guterres são um “golpe para a credibilidade da Nações Unidas como uma organização global que devia manter-se ao lado dos povos ocupados e contra o poder da ocupação”.
Parece que o novo secretário-geral das Nações Unidas tem falta de confiança e não compreende a sua posição”, diz ainda Majdalani, conselheiro de Abbas.
As declarações a que se referem estes altos representantes da Autoridade Palestiniana foram feitas em dois momentos diferentes. As primeiras, durante uma cerimónia em memória das vítimas do Holocausto, na sexta-feira passada nas Nações Unidas, em que António Guterres (pode ver no vídeo em baixo ao minuto 2:20 ou ler no discurso integral disponível no site das Nações Unidas) diz que “o Império Romano não só destruiu o templo em Jerusalém como fez judeus párias em muitos sentidos”
A referência às origens do templo foram agravadas, aos olhos palestinianos, posteriormente, quando Guterres deu uma entrevista à rádio pública de Israel, e disse ser “claro que o Templo, que foi destruído pelos Romanos, era um templo judeu”. E ainda acrescentou que “ninguém pode negar o facto de Jerusalém ser, hoje em dia, uma cidade sagrada para três religiões”. O secretário-geral das Nações Unidas referia-se ao judaísmo, ao cristianismo e ao islamismo.O Monte do Templo ou Nobre Santuário é um local considerado sagrado por judeus e muçulmanos. Os primeiros reclamam ter acontecido naquele local o episódio relatado na Bíblia, conhecido por sacrifício de Isaac, e o local onde Salomão ergueu o seu templo. Os segundos situam ali uma das mais antigas mesquitas do mundo, bem como o momento da ascensão de Maomé ao paraíso e consideram-no o 3º lugar mais sagrado do islamismo. Ao referir apenas a sua história judaica, ainda que numa cerimónia específica em memória do Holocausto, Guterres tocou no nervo de um conflito secular.
Em outubro passado o conselho executivo da UNESCO (a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) aprovou uma resolução altamente controversa que foi descrita pela imprensa internacional como um corte dos laços judeus com o Monte do Templo, referindo-se sempre ao local pela terminologia em árabe (mesquita Al-Aqsa e Al-Haram Al-Sharif). O texto falava numa “Palestina ocupada” e defendia a salvaguarda da “herança cultural palestiniana e o caráter distintivo de Jerusalém Oriental”, isto para de alguma forma condenarem as restrições que as autoridades israelitas estavam a impor no acesso às mesquitas por parte de muçulmanos.
Apenas seis países (EUA, Reino Unido, Holanda, Lituânia, Alemanha e Estônia) votaram contra a resolução, que foi aprovada com 24 votos favoráveis e mais quatro abstenções. Essa resolução foi muito mal recebida por Israel, que era referido no textos como o “poder ocupante”, e o ministro da Educação israelita, Naftali Bennett, chegou mesmo a acusar a UNESCO, numa carta dirigida à sua diretora-geral Irina Bokova, de dar “apoio ao terrorismo islâmico”. O caso levou à suspensão da cooperação de Israel com a instituição. O então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon teve mesmo de vir publicamente deitar água na fervura, bem como Bokova, e ambos no sentido de considerar a importância do local sagrados para as três religiões monoteístas, judeus, cristãos e muçulmanos.


Observador

Completado o “pentágono do poder”


O passado de Lidimo mostra uma figura sinistra e a mensagem que nos é transmitida com esta nomeação é de que a lei da espada falará mais alto
Com o anúncio formal da ascensão do general na reserva Lagos Henriques Lidimo à chefia máxima do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), fica deste modo completado o que alguns analistas rotulam de “pentágono do poder” em Moçambique. Foi nestes termos que alguns analistas comentaram a indicação de Lagos Lidimo para liderar o SISE. Efectivamente, o Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, mandou anunciar esta segunda-feira que Lagos Lidimo passa a chefiar o SISE ‒ a secreta moçambicana ‒, em substituição de Gregório Leão José.
A decisão foi anunciada por meio de um comunicado de Imprensa do sector de Política e Comunicação Social da Presidência da República de Moçambique enviado na manhã desta segunda-feira à Redacção do jornal Correio da manhã em Maputo.
Ao que apurámos, antes de mandar distribuir o comunicado oficial dando conta da mexida na “secreta” moçambicana, Nyusi passou algumas horas na sede do SISE, a alguns metros do seu gabinete de trabalho, presumivelmente para fazer a apresentação formal dos novos corpos dirigentes daquele sector sensível do Estado.
O novo director do SISE já foi chefe do Estado-Maior General e, até à data da sua nomeação, era general na reserva. Mesmo meio adolescente na altura, Lagos Henriques Lidimo foi um temido e importante comandante da guerrilha da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) contra o exército colonial português. Posteriormente chefiou os serviços de informação militar durante a guerra civil moçambicana de 16 anos que opôs o partido no poder desde a independência do país e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), actual maior força política de oposição.

Director-geral adjunto

Para o cargo de director-geral adjunto (não existia), o Presidente moçambicano nomeou Sérgio Nathú Cabá, um quadro relativamente jovem, natural da província da Zambézia, Centro de Mo­çambique.
Analistas ouvidos pelo Cm acreditam que tendo em conta o perfil de Lidimo e de Cabá, este será aquele que melhor se relacionará com as congéneres estrangeiras.
“Lidimo pode não ter a di­plomacia e o domínio das tecnologias de informação que a actual conjuntura exi­ge, mas acreditamos que Cabá estará à altura de dar conta do recado”, comentou um dos nossos interlocuto­res, que, entretanto, pediu para não ser nomeado.
Muito respeitado pelos co­legas, intelectual e discreto, Sérgio Cabá é um “veterano” dos “serviços” e domina di­versos dossiers sensíveis de Moçambique.
Importa referir que Cabá foi membro das equipas técni­cas que prepararam a assina­tura do Acordo de Nkomati entre Moçambique (Samora Moisés Machel) e África do Sul (Pieter Willen Botha), em 1984.
No curriculum vitae de Sér­gio Cabá consta que durante alguns anos exerceu docên­cia na Faculdade de Ciências Sociais (Departamento de História) na Universidade Eduardo Mondlane (UEM) em Maputo.
Gregório Leão José ocupou o cargo de chefe da secreta moçambicana durante 11 anos, tendo sido antes em­baixador de Moçambique em Portugal.
Filipe Nyusi, Atanásio Sal­vador M’Tumuke (actual ministro da Defesa de Mo­çambique), Salésio Teodoro Nalyambipano (que já di­rigiu o Serviço Nacional de Segurança Popular, SNASP, antecessor do SISE), Alberto Joaquim Chipande (primeiro ministro da Defesa de Mo­çambique no pós-indepen­dência) e Lidimo, todos eles naturais de Cabo Delgado, são considerados pela maio­ria dos analistas políticos por nós abordados como sendo os homens mais in­fluentes da actualidade em Moçambique.

O (quase) mutismo da Renamo

António Pedro Muchanga, porta-voz oficial da Rena­mo e do seu líder, Afonso Dhlakama, foi espantosa­mente lacónico quando convidado a comentar esta operação pelo Correio da manhã.
“É uma acção normal que não merece nenhum comentário da nossa parte”, foi nestes termos que nos respondeu Muchanga, porta-voz do prin­cipal partido da oposição parlapar­lamentar em Moçambique.

MDM “surpreendido pela negativa”

Já o chefe da bancada par­lamentar do Movimento De­mocrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, não foi por meios termos e disse taxativamente que o seu partido foi “colhido de forma surpreendente, pela negati­va” pela decisão de Nyusi.
“O passado de Lidimo mos­tra uma figura sinistra e a mensagem que nos é trans­mitida com esta nomeação é de que a lei da espada fa­lará mais alto. Este homem [Lidimo] está relacionado com as páginas mais negras da história recente de Mo­çambique, particularmente no que toca à violação dos Direitos Humanos. É um ho­mem de acção, de imposi­ção e não de diálogo”, pros­seguiu Simango.
“Por estas alturas esperáva­mos por um director-geral do SISE que desse sinais de modernidade e de se poder adaptar às novas tecnolo­gias. Repito: estamos sur­preendidos pela negativa”, frisou Lutero Simango.


CORREIO DA MANHÃ – 31.01.2017, no Moçambique para todos