Sunday, 14 October 2018

Boletim sobre o Processo Político em Moçambique – Eleições Autárquicas - edição 67



Frelimo vence 4 municípios com vantagem de apenas 1% ou menos

Resultados finais de eleições na nossa web: http://bit.ly/LocEl2018

Em 4 dos 44 municípios cuja vitória foi atribuída à Frelimo, a vantagem foi de 1% ou menos. Em duas dessas 4 cidades a contagem paralela atribui vitória à Renamo, que está a contestar os resultados.
Em Monapo, a contagem provisória do STAE/CNE deu vitória à Renamo com 706 votos acima da Frelimo. Mas a Comissão Distrital de Eleições local apresentou os resultados oficiais que dão vitória à Frelimo como 206 votos acima da Renamo (1.08%).
Depois da contradição, a CNE/STAE removeu os resultados de apuramento provisório em Monapo mas o Boletim tem cópia guardada.
Em Alto Molócuè, a contagem paralela do EISA deu vantagem à Renamo em 1090 votos mas a CDE local apresentou resultados oficiais com vitória da Frelimo com 113 votos acima da Renamo (0,63%).
Em Moatize, a CDE local declarou vitória da Frelimo com 98 votos acima da Renamo, representando 0,49% de vantagem.
Na Matola, a Comissão de Eleições da Cidade atribui vitória à Frelimo com 2 197 votos cima da Renamo, representando 0,77% de vantagem. Na Matola e Moatize não houve contagem paralela.

A Renamo tem vitória confirmada em 7 municípios: Nampula, Quelimane, Nacala, Angoche, Ilha de Moçambique, Chiúre, Cuamba. Está a reclamar nos 4 municípios onde a Frelimo ganhou à tangente, mais Marromeu, onde a Polícia desapareceu com urnas depois de ter atacado postos de votação com disparos de armas de fogo e de granadas de gás lacrimogéneo. Está em posição de ganhar em Malema, que está fora do prazo legal para publicar resultados.

Frelimo ganha em Tete e Maputo-Cidade
Maputo-Cidade:
Frelimo - 214 103 – 56,95%
MDM - 19 269 – 5,13%
Renamo - 136 947 – 36,43%
Os demais concorrentes obtiveram 1.49% juntos
Cidade de Tete:
Frelimo - 54%
Renamo - 43%
MDM - 2%
Moatize: Renamo acusa membros da Frelimo no STAE de adulteração de resultados
O mandatário nacional da Renamo, André Magibire, diz que membros da Frelimo no STAE e na Comissão Distrital de Eleições (CDE) de Moatize arrombaram as portas do armazém local do STAE, levaram sacos invioláveis e retiram boletins de voto, actas e editais para alterar resultados que davam vitória à Renamo sobre a Frelimo.
Segundo André Madjibire, no dia 11 de Outubro, o STAE de Moatize reuniu-se e fez apuramento parcial de votos e obteve os seguintes resultados: Renamo – 1 1169 votos, Frelimo – 9 856. A acta terá ficado por assinar no dia seguinte, mas segundo Magibire, os membros da Frelimo na CDE não compareceram para assinar a acta no dia 12 de Outubro. Na noite do dia 13 para 14 (hoje), membros da Frelimo na CDE arrombaram as portas do armazém, preencheram um novo edital e assinaram sem a presença dos representantes da Renano. Este é o edital oficial que dá vitória à Frelimo com os seguintes resultados:

Frelimo – 9 839 votos – 44, 28%;
Renamo – 9 742 votos – 43, 8%
MDM – 565 votos – 2, 54%.

A Renamo diz possuir cópias de editais das 49 mesas instaladas na autarquia que comprovam a vitória do seu partido e vai recorrer.
“Vamos seguir o que a lei diz. Vamos recorrer seguindo as instâncias até chegarmos ao Conselho Constitucional”, disse hoje à imprensa André Magibire.

Com Moatize, passa para cinco os municípios onde a Renamo reclama fraude e diz ter provas. Os outros são Matola (ver outro texto), Marromeu, Monapo e Alto Molócuè.
Ainda faltam resultados oficiais de Malema e Cuamba, onde a Renamo está em vantagem com base nos resultados provisórios.
Renamo e MDM unem-se para denunciar fraude na Matola
Membros da Comissão de Eleições da Cidade (CEC) da Matola indicados pela Renamo e MDM apresentaram hoje à imprensa três editais de apuramento intermédio das Eleições na Matola, todos eles assinados pelo presidente da CEC, Carlos Comé e carimbados com selo em uso na instituição. Todos apresentam resultados diferentes. Os representantes da oposição na CEC da Matola alegam que esta é a evidência da adulteração de resultados que deram a vitória à Frelimo.
Um dos editais tem os seguintes resultados:
Frelimo - 48,15%;
Renamo - 47, 46%
MDM - 4,13%

Num outro edital os resultados são:
Frelimo - 46,85%
Renamo - 47,46%
MDM - 5,42%

No terceiro edital os resultados são:
Frelimo - 48,05
Renamo - 47,28
MDM - 4,11%

O último edital, para além da assinatura do presidente da CEC na Matola foi assinado pelos membros da CEC indicados pela Frelimo e não tem assinatura dos membros indicados pela Renamo e MDM. É este que foi apresentado ao público este sábado como resultados oficiais da Matola.
Torina Miquitae, vice-presidente da CEC da Matola indicado pela Renamo, disse que o último edital foi preenchido unilateralmente pelos membros da Frelimo na Comissão de Eleições da Cidade de Matola – incluindo o respectivo presidente Carlos Comé.
Explicou que o primeiro edital foi o primeiro a ser apresentado aos membros da CEC para a sua aprovação, entretanto, notou-se que havia disparidade de números e os técnicos do STAE local não souberam explicar a razão a disparidade de número. A soma de votos válidos obtidos por todos os concorrentes era superior ao total de votos válidos depositados nas urnas.
A sessão foi então interrompida para se sanar esta irregularidade, entretanto, numa sessão sem membros da Renamo e do MDM foi produzido e assinado um outro edital.
A vice-presidente da CEC da Matola diz que os resultados verdadeiros são: Renamo - 47,44% de votos, contra 46, 85% da Frelimo e 5,42% do MDM.
Romão Rego, vogal da Comissão de Eleições da Cidade da Matola e membro da Comissão de Operações Eleitorais disse que esta é a comissão responsável pelo apuramento de resultados mas que ele desconhece a proveniência dos resultados apresentados no edital da CEC da Matola. Romão Rego foi indicado pelo MDM.
“A Renamo ganhou as eleições na Matola e o MDM obteve 5, 42%”, disse a jornalistas.
Rego reportou ainda a detenção do presidente da Mesa de Voto, Maurício Brito Vilanculos, que trabalhou na EPC da Matola, da mesa número: 100003-06, por ter denunciado o enchimento de urnas a favor da Frelimo, na sua mesa do voto.
Face a estes problemas, tanto os vogais da Renamo como do MDM prometem produzir relatórios escritos expondo as evidências da fraude e anexando ditais que estão na sua posse, de modo a recorrer exigindo a recontagem de votos.
Questionado o papel de Carlos Comé na Matola

Carlos Comé, presidente da CEC é antigo Director Geral da Polícia de Investigação Criminal e já foi Director da Contra Inteligência do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE). Agora presidente a CEC da Matola indicado pela Frelimo.
A oposição questiona o papel de Carlos Comé na instituição e diz que está no órgão para facilitar a adulteração de editais, dando como evidência disse o facto e ter assinado mais de um edital com resultados diferentes de uma mesma eleição. Um dos editais foi circulando pelas redes sociais um dia antes do anúncio dos resultados como forma de abafar a reivindicação da Renamo de que venceu as eleições na Matola.


Beira: cinco membros da CDE não concordam com os resultados

Na acta de apuramento intermédio de resultados da cidade da Beira, 5 dos 13 membros (incluindo o presidente) da Comissão Distrital de Eleições escreveram, a seguir ao seu nome, que “não concordo”. Não há explicação da razão da discordância, entretanto Castigo Luís José escreveu uma frase mais longa e com alguma explicação: “não concordo porque tem erro nos dados”.

RENAMO EXIGE REPOSIÇÃO DE RESULTADOS DE 4 MUNICÍPIOS OU ROMPE COM NEGOCIAÇÕES

A Renamo diz que houve fraude nos municípios de Marromeu, Monapo,Alto Molócuè e Matola em favour da Frelimo, e exige a reposição dos mesmos ou irá romper com negociações.
Em Marromeu e Alto Molócuè quando a contagem de votos dava vantage a Renamo, a Polícia interveio e carregou consigo as urnas para parte incerta, ao regressar com as mesmas no dia seguinte reviraram os resultados, segundo denunciou no o comunicado Renamo.
Em Monapo, por exemplo operaram 63 mesas de voto. Os resultados do Website do STAE após o processamento de 62 mesas davam a Renamo 9 186 votos (49.16%), a Frelimo 8 480 (45.38%), ao MDM 609 (3.26%), e AMUSI com 410 votos (2.19%), ou seja, a Renamo estava a frente da Frelimo com uma margem de 706 votos. Após o processamento da última mesa em falta, a Frelimo ficou vitoriosa com 9,579, e a Renamo ficou com 9 363, MDM com 618 e AMUSI com 432 votos.
Se a Frelimo tinha nas 62 mesas 8 480 votos e com o processamento do último passou a ter 9,579, significa isto que obteve desta 1,099 votos o que é impossível dado que uma mesa tem no máximo 800 votos se não tiver havido abstensão. 
vejam com vossos proprios olhos os editais abaixo. 


CIP Eleições

.No automatic alt text available.

Saturday, 13 October 2018

Boletim sobre o Processo Político em Moçambique – Eleições Autárquicas - edição 65



Renamo vence em Cuamba;
Frelimo vence na Matola sob contestação;
Resultados de Alto Molócuè trocados
O Boletim continua a actualizar resultados regulamente, aqui: http://bit.ly/LocEl2018

Hoje é o último dia para as comissões distritais e de cidade divulgarem os resultados de apuramento intermédio, mas algumas estão muito atrasadas, como Tete, Moatize.

A Frelimo venceu na Matola com uma diferença de 2 197 votos, na cidade mais populosa do país. Os representantes da Renamo na Comissão Distrital de Eleições não assinaram o edital de apuramento intermédio e a Renamo disse que vai apresentar recurso forma contra os resultados. Os resultados oficiais são: Frelimo – 137 875 (48.05%), Renamo - 135 678 (47.28%), MDM -11 799 (4.11%) e cinco pequenos partidos que juntos obtiveram menos de 1%.
Em Alto Molócuè, os nossos correspondentes reportam que os resultados de apuramento intermédio não foram publicados hoje, conforme a exigência legal. Foram, no entanto, enviados directamente para a comissão provincial de eleições. Mas na sexta-feira à noite, a Comissão Distrital de Eleições (CDE) de Alto-Molócuè emitiu resultados provisórios diferentes que iam no sentido contrário dos resultados da contagem paralela o EISA e daqueles publicados na página web da CNE/STAE. Os resultados da CDE de Alto Molócuè são:
Frelimo – 8 599 (45.4%)
Renamo - 8 486 (44.8%)
MDM - 915 (4.8%)
A contagem paralela do EISA apresentou os seguintes resultados:
Frelimo – 44,20%
Renamo - 50,36%
MDM - 5,40%
Em Cuamba, a Renamo ganhou com 53, 30%, contra 39,45% da Frelimo e 6.52% do MDM.
Renamo rejeita resultados de 4 municípios e ameaça romper com negociações de paz
A Renamo diz que houve fraude nos municípios de Marromeu, Monapo,Alto Molócuè, Matola, que beneficiou a Frelimo. Exige a reposição da “vontade popular” e ameaça romper com as negociações de paz caso os resultados actuais prevaleçam.
“Não queremos guerra mas também não admitimos nem aceitamos qualquer tentativa de pôr em causa a vontade popular. Se este voto popular não for respeitado, a Renamo vai romper com as negociações [de paz]”, disse hoje Ossufo Momade.
A Renamo diz que nos municípios de Marromeu (Sofala) e Alto Molócuè (Zambézia), a Polícia interveio durante a contagem de votos, carregando urnas para parte incerta donde alterou os resultados. Exige, por isso, a exclusão, dos resultados finais, dos votos que estiveram na posse da Polícia.
“No Distrito de Marromeu, com trinta e nove mesas, quando a Frelimo se apercebeu que a Renamo levava vantagens nas 29 mesas, com 7406 votos contra 4457, a mando do Partido Frelimo, o chefe de operações do STAE, acompanhado pelos membros da PRM foram retirar o material de votação correspondente as dez mesas cujos editais não tinham sido entregues aos Delegados de Candidatura, com o objectivo de falsificar o resultado a favor do Partido Frelimo”. “No Município de Alto Molócuè, na EPC Sede, mesa número 6 com o código 04044 e Pista Velha, mesa número 4 com o código 04049 numa acção coordenada com a Polícia, Leovildo Duarte Alberto e Elísio Gaspar, Presidentes de mesa das escolas EPC Sede e Pista velha, respectivamente, roubaram as actas e editais de apuramento parcial durante os disparos protagonizados pela própria Polícia”, denunciou.
Sobre Monapo, Ossufo Momade disse que a Renamo tem cópias de editais das 63 mesas que prova a vitória do seu partido.
Na edição 65 deste Boletim, temos dois artigos específicos que detalham os casos de Monapo e Marromeu, onde há fortes evidências de fraude.

Comunicado de Imprensa da RESISTÊNCIA NACIONAL MOÇAMBICANA


O processo eleitoral para as quintas eleições autárquicas no nosso País, foi caracterizado por inúmeras irregularidades desde o recenseamento eleitoral em que o Partido Frelimo transportou cidadãos residentes fora da área autárquica para serem recenseados, situação que a Renamo denunciou tempestivamente. Infelizmente, nem da Sociedade Civil Moambicana nem da Comunidade Internacional nao houve nenhum pronunciamento de condenação.
A exclusão do nosso Cabeça de Lista para o Município da Cidade de Maputo, a proibição da realização da pre-campanha, espancamentos, detenções e baleamentos mortais dos nossos membros e simpatizantes como aconteceu na Cidade de Tete durante a campanha eleitoral é um verdadeiro terrorismo de Estado a que fomos sujeitos no dia de votação e do apuramento parcial também não mereceram nenhuma condenacao da Sociedade Civil Mocambicana e nem da Comunidade Internacional.
O que mais preocupa a Renamo é o silêncio cúmplice do Presidente da Republica de Moçambique na sua qualidade do mais Alto Magistrado da Nação moçambicana e como contraparte nas presentes negociacoes que visam alcancar a paz definitiva e duradoira, verdadeira reconciliação nacional e consolidacao da democracia. Esta atitude contraria o discurso oficial do mesmo Presidente da Republica que a luz do dia apela aos mocambicanos a viverem como irmaos.
Caros compatriotas
O processo de votação foi um verdadeiro fiasco na medida em que verificaram-se situações em que os Presidentes das mesas entregavam dois ou mais bolentins de voto a um eleitor previamente identificado como membro do Partido Frelimo, facto constatado um pouco por todos municípios mas com maior incidência, nos município de Massinga , na provincia de Inhambane, Dondo, na provincia de Sofala e Maganja da Costa, na provincia da Zambézia, Ilha de Moçambique, Ribawe e Angoche, na Província de Nampula com a cumplicidade e apadrinhamento da Polícia que prendia todos aqueles que tentassem denunciar tais actos ilicitos e nalguns casos chegava mesmo a disparar balas reais e lancar gas lacrimogenio contra populacoes indefesas que pretendiam protestar.
No Distrito de Marromeu com trinta e nove mesas, quando a Frelimo se apercebeu que a Renamo levava vantagens nas 29 mesas, com 7406 votos contra 4457, a mando do Partido Frelimo, o chefe de operações do STAE, acompanhado pelos membros da PRM foram retirar o material de votação correspondente as dez mesas cujos editais não tinham sido entregues aos Delegados de Candidatura, com o objectivo de falsificar o resultado a favor do Partido Frelimo.

Por isso, exigimos que no Município de Marromeu o apuramento seja feito com base nas vinte e nove mesas cujas cópias de editais e actas, estão nas mãos dos Partidos Políticos.
No Município de Alto Molocue, na EPC Sede, mesa número 6 com o código 04044 e Pista Velha, mesa número 4 com o código 04049 numa acção coordenada com a Polícia, Leovildo Duarte Alberto e Elísio Gaspar, Presidentes de mesa das escolas Epc Sede e Pista velha, respectivamente, roubaram as actas e editais de apuramento parcial durante os disparos protagonizados pela própria Policia . Ainda em Alto Molocue, ontem, 12 de Outubro, o apuramento intermédio, foi realizado por baixo de um clima de tensão e com exclusão dos técnicos da RENAMO no STAE. O pior é que detiveram o Director- Adjunto pela Renamo que exigia a nao contabilizacao dos resultados de dois editais para efeitos de apuramento intermédio, uma vez que os delegados de Candidaturas não tiveram acesso à eles no acto de apuramento parcial e só foi solto depois da falsificação dos resultados.
Assim sendo, exigimos igualmente que os resultados destes dois editais não sejam contabilizados, por terem sido viciados a favor do Partido Frelimo.
A mesma tentantiva de falsificação de resultados, verificou-se no Município de Monapo, onde foram adulterados dois editais da Assembleia de Macone, consistindo no seguinte:
Na mesa 03154-04 a Renamo obteve 100 votos contrs 60 votos da Frelimo e na mesa 03154- 05 a Renamo obteve 85 votos contra 30 votos da Frelimo. Depois da falsificação, os resultados passaram a ser os seguintes: na mesa 03154-04 a Frelimo obteve 510 votos contra 279 votos da RENAMO e na mesa 03154-5 a Frelimo ficou com 339 votos contra 100 votos da RENAMO. Felizmente, a RENAMO tem todos os editais de Monapo que podem ser consultados a todo o momento.
Preocupa-nos bastante a demora da divulgação de resultados de apuramento intermédio nos Municípos onde o Partido RENAMO obteve a maioria, tal é o caso de Cuamba, Matola, Alto Molocue e Moatize.
Perante este ambiente de violacao do principio da livre escolha dos representates do Povo (Sufragio Universal) e do Estado de Direito Democratico fica claro que a Frelimo quer empurrar a Renamo para um novo ciclo de conflito, o que nao é o nosso proposito porque estamos comprometidos com a paz e o bem estar do nosso povo.
Não queremos guerra mas tambem não admitimos nem aceitamos qualquer tentativa de por em causa a vontadade popular. Se este voto popular não for respeitado, a RENAMO vai romper com as negociações e as consequeências que daí advirem serão da inteira responsabilidade do Presidente da Repúb;ica e do Partido Frelimo.
Finalmente, a Renamo saúda e agradece a todos os munícipes que aderiaram as urnas e sobretudo votaram massivamente na Resistência Nacional Mocambicana.
A Vitória é Certa!

Gorongosa, 13 de Outubro de 2018

O Coordenador da Comissão Política Nacional (General Ossufo Momade)

Renamo ameaça romper negociações com o Governo

O coordenador da comissão política da Renamo, Ossufo Momade, diz que o processo de votação foi um fiasco e ameaça romper com as negociações que está a ter com o Governo devido à suposta falsificação de resultados da votação de 10 de Outubro em algumas autarquias. Numa comunicação feita este sábado, através de uma teleconferência, Ossufo Momade apontou as irregularidades a que o partido se refere. “No distrito de Marromeu, com 39 mesas, quando a Frelimo se apercebeu que a Renamo levava vantagem, em 29 mesas…, a mando do partido Frelimo, o chefe de operações do STAE, acompanhado pela PRM, foram retirar o material de votação correspondente a 10 mesas cujos editais não tinham sido entregues aos delegados de candidatura, com objectivo de falsificarem os resultados a favor do partido Frelimo”. Momade apontou ainda situações em que presidentes de mesas entregavam dois ou mais boletins de votos a eleitores identificados como membros do partido Frelimo. O partido da Perdiz diz que esta situação verificou-se um pouco por todos os municípios, mas com maior incidência no município de Massinga, em Inhambane, Dondo em Sofala, Maganja da Costa na Zambézia, Ilha de Moçambique, Ribáuè e Angoche em Nampula. E acrescenta que estes casos foram encobertos pela Polícia, que prendia todos os que tentavam denunciar tais actos No município do Alto Molocué, a Renamo fala de roubos de actas e editais de apuramento parcial, numa acção coordenada com a Polícia. Diante destes factos, a Renamo diz que a Frelimo quer empurrar o seu partido para um novo ciclo de conflito, o que não constitui seu propósito. “Não queremos guerra, mas também não admitimos nem aceitamos qualquer tentativa de pôr em causa a voto popular”, referiu Momade, indo mais além “Se este voto popular não for respeitado, a Renamo vai romper com as negociações e as consequências que daí advirem serão da inteira responsabilidade do Presidente da República e do partido Frelimo”.

Friday, 12 October 2018

CIP: “Polícia dispara, dispersa observadores e foge com urnas em Marromeu”


CIP: “Polícia dispara, dispersa observadores e foge com urnas em Marromeu”

Segundo o boletim de actualização de dados eleitorais do Centro de Integridade Pública, a Polícia disparou armas de fogo e gás lacrimogéneo durante a contagem de votos em Marromeu e carregou urnas de 10 mesas de 2 postos de votação.
No total haviam sido instaladas 39 mesas em 8 postos na vila autárquica. As escaramuças deram-se nos postos de votação instalados na EPC 4 de Outubro e EPC Julius Nyerere. As urnas reapareceram dia seguinte com agentes de Grupos de Operações Especiais (GOE) da Polícia e foram armazenadas na esquadra local da Polícia.
Os disparos da polícia dispersaram membros de mesa de votação (mmv’s), delegados de candidatura, observadores nacionais e internacionais e jornalistas.
Daniel Macuacuá, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Sofala, citado pelo CIP conta que “… a Polícia foi chamada para reforçar a segurança dos locais onde decorria a contagem de votos, porque já se notava um clima de instabilidade. Membros da Renamo arremessavam pedras para as mesas onde os resultados não eram a favor do seu partido. Então, Polícia foi obrigada a agir para repor a ordem e tranquilidade pública naqueles locais”.
Por sua vez, o director distrital do STAE em Marromeu, Augusto Sande, recusou-se a falar do assunto, aos correspondentes do CIP, alegando estar ocupado com o apuramento intermédio de resultados. "Senhores jornalistas, se o assunto é sobre resultados eleitorais, creio que vão aguardar até às 16h de hoje é assim terão. Não posso falar mais nada! Estou ocupado”, afirmou.
A delegada de candidatura da Renamo em Marromeu, Ofélia Mário, disse que Polícia iniciou com os disparos quando membros e simpatizantes da Renamo começaram a comemorar vitória pelas artérias da vila autárquica, após contagem de resultados de 6 das 8 assembleias instaladas na cidade, onde a Renamo estava em vantagem.

Um clima de tensão foi denunciado pela Renamo antes das eleições, expondo que a Polícia estava a reforçar seus contingentes na vila. Embora seja uma exigência legal, em muitas assembleias de voto não foram colados editais de apuramento intermédio, dificultando assim o apuramento paralelo.



O Pa
ís

Thursday, 11 October 2018

MDM e Renamo podem inviabilizar governação na Matola


Matola (Canalmoz) - O CanalMoz teve acesso a contagem paralela que está sendo feita pelo partido Frelimo na Matola, e os resultados indicam que o partido Frelimo vai ficar com 29 assentos, a Renamo com 28 e o MDM 2 assentos. Segundo a nossa fonte, pelo que resta processar, esses resultados já não poderão ser alterados, porque Matola tem 59 assentos. Resta saber o total de votos que cada partido obteve. 

O odor da “camisola suja” e a nova roupagem do voto regional


Em Nampula, quando Paulo Vahanle tomou posse depois de vencer as intercalares de Março deste ano, ele foi sabotado. Em poucos dias ficou sem meios para recolha de lixo. Os camiões foram propositadamente avariados. A sociedade local não fez barulho. Juntou forças e ofereceu ajuda a Vahanle. O efeito da sabotagem tinha sido contornado. Mas o autor da “obra” foi bem identificado. Eram apaniguados da Frelimo. A intenção era mostrar que Vanhale era incapaz, o que podia favorecer o candidato da Frelimo, Amisse Cololo, ontem. O tiro saíu pela culatra. Empresários de Nampula forneceram os meios para que Vahanle garantisse pelo menos serviços mínimos. Isso aconteceu também com o respaldo do voluntarismo dos citadinos locais, que por vezes arregaçavam as mangas para varrer as ruelas das profundas muhalas da cidade. Era claro que o autor da obra tinha de ser bem penalizado. Ontem, Amisse Cololo, considerado localmente como um marioneta do poder central, foi copiosamente derrotado. Foi a Frelimo quem perdeu, mais do que a Renamo quem ganhou.
Muitos nampulenses dizem que jamais a Frelimo voltará a controlar Nampula. Porque é uma “camisola suja”. O odor dessa camisola tem várias cores. A cor imediata tem traços de uma identidade regional que se quer impor perante os ditames das elites centrais de Maputo. Os nampulenses se dizem cansados da Frelimo. Qualquer um que vista aquela camisola vai perder. Essa conotação se estende para Quelimane. Manuel de Aráujo é apenas a expressão de um desejo popular de manter a Frelimo fora do poder. Vários anos de marginalização e pobreza entram na equação dos eleitores. Em Nampula e Quelimane muitos não votam impulsionados pelo referente imediato da gestão autárquica. Votam para reclamar oportunidades de emprego. Há um batalhão de jovens marginalizados e sem esperança. Boa parte deles acabam rumando para Maputo e Matola, onde disputam entre si os lugares do comércio informal.
Centenas de jovens chegam todos os dias do centro e norte. Trazem consigo no coração a herança do chamado voto étnico e uma nova roupagem do voto regional. O cada vez melhor desempenho da Renamo em Maputo e Matola decorre, também, da existência de maiores franjas de cidadãos oriundos das províncias do centro e do norte originalmente identificadas com o maior partido da oposição. Há uma nova sociologia de voto regional em Moçambique com manifestações desse voto em eleições locais. É um fenómeno que dá uma boa hipótese de estudo mas que pode ser entendido também como um cartão vermelho ao desempenho do Governo central.
Na Matola, António Muchanga é um mero populista que soube capitalizar melhor os anseios dessa franja do eleitorado. Nos próximos anos, se o actual fluxo de migração norte/sul se mantiver, o drama da Frelimo será maior. O partido deve abandonar discursos falaciosos e mostrar serviço com urgência se quiser manter-se no poder em 2019. Coisas terríveis como a saga dos reassentados de Cassoca (em Tete, onde a Jindal tem uma mina de carvão) não podem voltar a acontecer. A gestão da indústria extractiva tem de promover o emprego para os jovens. Com o actual crescimento demográfico, a exigência é ainda maior. O foco no desenvolvimento económico dos distritos deve ser repensado. Armando Guebuza tinha uma visão clara sobre isso mas as acções foram feitas apenas para reforçar a influência local do partido e suas elites, marginalizando os que estavam fora desse perímetro. Em Nampula, agora que a Exxon Mobil vai arrancar suas operações de pesquisa é preciso garantir que parte da riqueza gerada fique nas mãos locais, sob pena de um desastre em 2019. Em Palma também. Opções desatrosas como a de se entregar à ENI italiana um bloco para liquefação flutuante no Rovuma sem impacto concreto na economia local devem ser evitadas.
Os eleitores penalizaram, pois, o Governo central. A crise económica gerada pela dívida oculta (e sua impunidade) teve boa quota parte nesta penalização. A Frelimo deve perceber que o legado da luta de libertação não conta na equação das novas gerações. Em Gaza, a oposição cresceu de forma notória. E cada vez mais a ideia de bastião da Frelimo está se diluindo. E em Maputo, a opção por um candidato na idade da reforma, o Dr Eneas Comiche, em detrimento de figuras mais jovens, como Samora Machel, foi claramente errada. Muitos jovens disseram que não votaram numa pessoa que devia estar a descansar. A juventude quer sangue novo. O desempenho de Augusta Maíta na Beira mostra isso. Aguerrida, enérgica, bem instruída, Augusta fez cair o mito de que a Beira é o tal bastião da oposição. A exclusão de Venâncio Mondlane por uma CNE e um Conselho Constitucional em frete partidário também mobilizou algum eleitorado contra a Frelimo. Em Tete, o desempenho da Renamo indica que a aposta em candidatos corruptos, como César de Carvalho, é chumbada até pelas cliques locais do partido. Estas eleições foram uma antecâmara para as legislativas de 2019. Filipe Nyusi (e a Frelimo) tem uma grande batata quente nas mãos. Sua camisola está ficando cada vez mais suja. Mas a Renamo também. Tem de se organizar melhor e não confiar apenas nesta onda favorável. Nem toda a “breaking wave” é seguida de uma outra.


Marcelo Mosse, no Facebook

Wednesday, 10 October 2018

Boletim sobre o Processo Político em Moçambique – Eleições Autárquicas - edição 61


Baixa participação e focos de violência no final da votação - 19H30
A participação de eleitores nas 53 autarquias baixou significativamente no período da tarde, contrastando com a grande afluência registada nas primeiras horas do dia. Até 8h00, a maioria das mesas estava sem eleitores, assegurando que as mesmas pudessem fechar no horário previsto. Entretanto, casos de violência que foram acontecendo de forma localizada durante o dia, aumentaram no final da votação. Ao cair da noite houve disparos de tiros ema algumas cidades para dispersas multidões que se amotinavam nos postos de votação.

Tiroteios

Município de Nyamayabwe, Tete - houve tiroteio na assembleia de voto 05201-02, na EPC de Maenda, para dispersar pessoas que se haviam amotinado para reclamar o facto de não terem votado por ausência dos seus nomes nos cadernos. As pessoas saíram a correr deixando as urnas à sorte. O delegado distrital da Renamo disse que o seu partido vai se vingar da situação, sem dizer como.

Município de Dondo, Sofala – a Polícia disparou armas de fogo na EPC do Centro Emissor, no Bairro samora Machel, para dispersar manifestantes. Tudo começou quando um grupo de indivíduos provenientes do posto Administrativo Mafambisse tentou votar na assembleia de voto número 01. Segundo o nosso correspondente, foi o delegado do MDM que descobriu os tais indivíduos a entrar nessa mesa de assembleia de voto e na tentativa de buscar saber da proveniência, iniciou o clima de tensão que deixou a mesa às moscas.

Ilha de Moçambique, no posto de votação Jembesse, a polícia disparou armas de fogo para dispersas eleitores que permaneciam nas imediações das assembleias de voto para “controlar” o voto.

Cidade de Lichinga, bairro de Assumane, a Polícia disparou armas de fogo e gás lacrimogénio para dispersar eleitores amotinados nas assembleias de voto.

Cidade de Quelimane, houve disparos de armas de fogo e de gás lacrimogénio nos postos de votação da de EPC de Sangarivera, e Murropue.

Gurué, Zambézia, a Polícia disparou armas de fogo e gás lacrimogénio contra população amotinada arredores da Escola Secundária de Gorué, passava uma hora após o fecho das mesas.

Problemas de cadernos eleitorais foram conhecidos um dia antes das eleições


Uma instrução da Comissão Distrital de Eleições, datada de 09 de Outubro deixa claro que os problemas com os cadernos eleitorais foram conhecidos ontem, um dia antes das eleições.
Em resposta a um pedido da Renamo, a CDE de Angoche emitiu uma instrução que autoriza todas as pessoas com cartão de eleito a votar, independentemente de seus nomes constar ou não dos cadernos eleitorais. Ao longo do dia, foi reportado um pouco em toda parte que muitos eleitores não constavam de cadernos eleitorais, não podendo por isso votar, mesmo apresentando cartão de eleitor.
Outras irregularidades

Na autarquia de Ulónguè, Tete, após o encerramento às 18h:00h registou-se confrontações entre a população, reivindicando a sua inclusão na contagem de votos. Vai o destaque para a mesa de Chidengue. Estas confrontações culminaram com a detenção de dois membros da Renamo, um deles de nome Lucas Nyangulu. Este cidadão é indiciado de incitar seus seguidores a não se distanciar das assembleias de voto, e consequentemente criar obstáculo no posto.
Dondo, no bairro de Madrid, Assembleias de voto no: 07068-01, 07068-02, 07068-03, 07068-04, 07068-05, fiscais da Renamo foram escorraçados pela Polícia, pelo facto destes ter flagrado alegado enchimento de votos nas urnas a favor do partido no poder, reportou o nosso correspondente. Os mesmos membros da Renamo prometeram regressar novamente a este posto de votação com um reforço de membros para uma confrontação.

Matola, 12 eleitores não votaram pelo facto de seus nomes não constarem dos cadernos eleitorais na Escola Secundária de Kongolote e na Escola Primária Completa 1º de Maio, no município da Matola.
Nem com o recurso ao sistema electrónico do STAE, foi possível identificar os nomes dos eleitores que não apresentavam cartões de eleitor.

Maxixe, o delegado distrital do MDM nesta cidade, Joel Jeremias, denunciou que em alguns postos de votação de Maquetela e Rumbana foram expulsos das mesas pelos técnicos do STAE, acusou acrescentando que teremos mais problemas durante o processo de contagem de votos.


Thursday, 4 October 2018

Eleições Autárquicas 2018 - Boletim Sobre o Processo Político em Moçambique

Líder da Renamo ameaça usar braço armado do partido para impedir fraude

Ossufo Momade disse hoje que a Renamo pondera mobilizar seu braço armado para evitar fraude no dia 10 de Outubro, que alega estar a ser preparada pela Frelimo.
“Os nossos membros e simpatizantes pedem a direcção do Partido para que os Rangeres possam intervirem em sua defesa, já que a polícia nada faz”, disse referindo-se a impunidade de José Dziwane, agente da polícia e secretário de Bairro da Frelimo que baleou membro da Renamo na 5ª Esquadra da Polícia, quando este ia denunciar simpatizantes da Frelimo que destruíram material de campanha da Renamo. O agente continua impune e não há processo crime contra ele.
“Temos conhecimento de que no dia de votação, vão entrar nas áreas autárquicas, cidadãos que residem fora das autarquias, assim como cidadãos Zimbabueanos e Sul-Africanos, para votarem fraudulentamente a Frelimo. Temos igualmente conhecimento, de que estão sendo preparados grupos das forças de defesa e segurança para junto das mesas de votação, criarem distúrbios, por forma a facilitar o enchimento de urnas e anularem votos da Renamo”, denunciou Ossufo Momade e lançou ameaça.
“Se a Frelimo não der ordem aos seus camaradas para pararem com este plano, não teremos outra alternativa se não ordenar os nossos rangeres para frustrarem esta intenção”, disse o coordenador interino da comissão política.

Professores que apoiam oposição transferidos

Dois professores na vila municipal de Massinga, Inhambane, e um de Milange, Zambezia, foram transferidos para escolas fora da autarquia depois de terem manifestado abertamente apoio à Renamo.

Outras notícias

A Renamo, na cidade da Beira, lançou hoje um apelo ao eleitorado para no dia 10 votar e permanecer nas mesas das assembleias de voto até terminar a contagem dos votos.
Renamo cita novamente rumores de urnas escondidas
Polícia suspeita membros do MDM de assassinato de Amurane
Vendedores impedem caravana da Frelimo de fazer campanha no mercado


Pode baixar o Boletim 55 com mais detalhas aqui http://bit.ly/ElAu55

Monday, 1 October 2018

Economist Intelligence Unit diz que Frelimo vai tentar restringir espaço político


Como contrariar a frustração populacional na abordagem das gerais 2019


Depois da realização da votação autárquica prevista para 10 de Outubro, o país vai acolher, em 2019, a votação para a eleição do Presidente da República, dos deputados da Assembleia da República e dos governadores provinciais, um processo no qual o partidono poder, a Frelimo, terá de encontrar estratégias para “fugir” da actual impopularidade, parte dela resultado da governação menos conseguida do mandato do anterior Presidente da República, Armando Guebuza.
Em relação a isto, a EconomistIntelligence Unit, coloca forte possibilidade de o governo da Frelimo sentir-se obrigado a recorrer a métodos menos democráticos na perspectiva de assegurar uma provável reeleição para mais um ciclo governativo.
Entre as estratégias, aponta-se a possibilidade de recorrer à tactica de restringir e coarctar o espaço político e de exercício de cidadania, por exemplo, através da limitação do acesso, por parte de potenciais grupos de opinião adversa, aos órgãos de comunicação social públicos. “A Frelimo terá de contrariar a frustração sobre as dificuldades económicas […]
Além disso, a Frelimo provavelmente tentará restringir o espaço político, às vezes de forma agressiva. Vai tentar ampliar a sua influência sobre as instituições do Estado e a media também lhe dará uma vantagem” – refere a publicação.
Enquanto isso, refere a análise, apesar de recursos materiais bastante limitados, a oposção deverá tentar todas as possibilidades e capacidades de assegurar a prossecução de uma campanha eleitoral a nível nacional, tudo na perspectiva de assegurar os melhores resultados possíveis, tendo particular atenção ao facto de, pela primeira vez, os eleitores dispuserem do direito e dever de eleger os governadores provinciais.



Media fax – 27.09.2018, no Moçambique para todos