Saturday, 27 January 2018

Chacate considera que Cololo terá mais dificuldades de vencer a segunda volta




O docente universitário, Hilário Chacate, considera que o candidato da Frelimo, Amisse Cololo, terá muitas dificuldades para vencer a segunda volta da eleição intercalares em Nampula. Chacate defende sua posição afirmando que os resultados da primeira volta mostram que há um eleitorado superior a 50 porcento em Nampula que é fiel a oposição.
Para o académico, o resultado do MDM deveu-se principalmente a dois factores, a forma como o MDM geriu o dossier Amurane e as divergências que já vinham se verificando entre Amurane e o MDM.
A eleição intercalares de Nampula custaram até agora 40 milhões de meticais. Mais dinheiro será necessário para a segundo volta, para um curto mandato. Chacate diz ainda que a democracia tem um preço, e quem envereda por ela deve pagá-lo.



O Pais

CNE e STAE: como criar uma inesgotável fonte de conflitos

Maputo (Canalmoz) – Os munícipes de Nampula votaram, na quarta-feira, para eleger o presidente do Conselho Municipal. E os protagonistas da eleição, mais uma vez, não foram os candidatos nem os eleitores. A história repete-se. Foram os órgãos eleitorais, pela negativa. E desta vez não se pode justificar que toda a desorganização de que o processo enfermou foi pela incapacidade dos órgãos eleitorais, designadamente a Comissão Nacional de Eleições e o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral. Desta vez, os órgãos eleitorais destacaram-se pela sua capacidade de desorganizar propositadamente um processo tão simples e modesto e torná-lo o mais esquisito possível e, a partir daí, beneficiar os fregueses de sempre e prejudicar a oposição.Isto dito sem números pode parecer um manifesto de maledicência sobre os órgãos eleitorais. Mas atentemos nos números desta eleição. Previa-se que participassem nestas eleições 296 590 eleitores distribuídos em 401 mesas de votação. Portanto, era este o número de votantes que estavam inscritos, segundo o último recenseamento eleitoral. A única probabilidade de este número sofrer alteração é a sua redução, por morte ou ausência dos eleitores. Mas o STAE e a CNE foram capazes de apresentar uns Cadernos Eleitorais totalmente falsos, em que o número de eleitores aumentou, sem que tivesse havido um outro recenseamento eleitoral. Como foi possível? Falsificando Cadernos Eleitorais, introduzindo eleitores fantasmas e fazendo desaparecer mapas dos eleitores verdadeiros. Resultado? Muitos eleitores não conseguiram votar, porque os seus nomes não constavam nos Cadernos Eleitorais.Mas, antes do início da campanha eleitoral, os partidos políticos vieram a público denunciar essa situação de Cadernos Eleitorais falsos, mas a CNE, através do seu presidente, desvalorizou essa situação, como que se de nada de relevante se tratasse. E foi-se para as eleições assim mesmo, com os Cadernos Eleitorais falsificados. E como uma esmagadora maioria de eleitores verdadeiros não conseguiu votar, a abstenção fixou-se em aproximadamente 80%. Mas essa é só uma parte do problema, ainda com o condão de ter colocado em causa o processo todo. Mas a parte mais grave de todas é que, quase 48 horas depois, a CNE não consegue dizer quem ganhou a eleição. São precisos dois dias para contar menos de 50.000 votos. É inacreditável. A CNE não consegue, em dois dias, somar 401 documentos, que são as actas das 401 Mesas existentes. É preciso salientar que não se trata da CNE ou do STAE de Nampula. A CNE e o STAE central estão todos em Nampula e, ainda assim, não têm capacidade para contabilizar e fazer uma operação de adição dos números que constam em 401 actas.Qual é a dificuldade que existe aqui? Absolutamente nenhuma. Durante todo este tempo, o “sheik” e a sua cavalaria estão a tentar encontrar formas de falsificar os números ou fazer um arranjo para que o candidato dos órgãos eleitorais não saia mal na fotografia. É essa a surpresa que a CNE está a preparar para hoje, sexta-feira.Sejamos sérios e perguntemo-nos que legitimidade tem essa CNE ou STAE, que não consegue organizar uma eleição para 50.000 eleitores, para vir a organizar uma eleição em todos os 53 municípios do país?Os moçambicanos vão continuar a ser infantilizados desta forma pelo “sheik” e pelo senhor Felisberto Naife do STAE? O que é que esses senhores têm de especial, até ao ponto de manipularem, de forma constante, processos tão sérios quanto uma eleição, e nada lhes acontece? Porque estes dois senhores continuam a fazer e a desfazer de forma impune, continuam a sabotar de forma concertada processos em que está em causa a soberania do povo.As actuações destes senhores não estarão a legitimar a violência eleitoral, em que se vai a um processo em que já se sabe quem vai ganhar? É justo dizer que é violento qualquer cidadão que se levantar contra esta bandidagem toda, para se defender? Quem vai defender o povo de uma CNE e STAE sem escrúpulos? Vamos continuar a assistir ao “sheik” e ao Naife a gozarem com a cara dos moçambicanos? É esse Moçambique democrático que se quer construir, em que a democracia depende dos candidatos do “sheik” e do Naife? Que credibilidade ainda tem essa CNE e o STAE? Não estará identificada a fonte dos nossos conflitos recorrentes? Vamos continuar a admitir essa falta de sentido de Estado e estes sabotadores? Há que dizer “basta!” e agir energicamente contra todos os que colocam em causa a vontade popular e a soberania do povo.


 (Editorial, Canalmoz)

Friday, 26 January 2018

Confirmada 2ª volta na eleição intercalar em Nampula

Por Ilídia Alberto
A Comissão Provincial de Eleições de Nampula anunciou, esta tarde, os resultados intermediários da eleição intercalar.
De acordo com os dados, o candidato da Frelimo obteve 44.5% dos votos, seguido do candidato da Renamo com 40.3%. O candidato do MDM obteve 10%, o do partido Amusi 4.2 e a candidata do Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO) ficou com 0.7%.Dos 296.590 eleitores inscritos, apenas 73.852 fizeram-se às urnas, correspondendo a 24.9% de participação. 222.738 eleitores não foram votar, representando 65% de abstenções.Com estes resultados, confirma-se a segunda volta da eleição pois a lei determina que “é logo eleito o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tais os votos em branco”, do contrário, ainda de acordo com a lei, “se nenhum dos candidatos obtiver essa maioria, procede-se a um segundo escrutínio, ao qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados”. O Pais

Sunday, 21 January 2018

Moçambique tem de resolver dívida para ser atraente para os investidores -- Fitch Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/mocambique-tem-de-resolver-divida-para-ser-atraente-para-os-investidores----fitch


O diretor do departamento dos 'ratings' soberanos da agência de notação financeira Fitch, Tony Stringer, alertou hoje que Moçambique tem de resolver o caso da dívida escondida para voltar a ser um destino atraente para os investidores. 

Em entrevista à Lusa durante a passagem por Lisboa para a realização de uma conferência, o analista disse que "se Moçambique conseguir resolver a questão das finanças públicas e melhorar a confiança na sua capacidade para garantir isto, deve ser um destino relativamente atraente para o investimento externo". 

O país, criticou, "é uma história lamentável", e está na classificação de RD - Incumprimento Financeiro Seletivo (Restricted Default, na terminologia original) "desde 2016, quando foram descobertas as garantias estatais não identificadas a empresas públicas".

Friday, 19 January 2018

Vidros fumados ou Estado fumado?



Maputo (Canalmoz) - Aparentemente, o assunto dos vidros fumados está entregue à obra da arbitrariedade, em que, com base na mesma, o Estado decidiu ter interpretação diversa sobre uma determinada matéria. E, enquanto isso, a Polícia da República de Moçambique, com um protagonismo desnecessário, vai dando largas às suas limitações em matéria de lei.
Azarado é o cidadão que, no meio deste “diz-se que não se disse” é colhido como colateral de uma desconcertação estatal a roçar a anarquia promovida pelo próprio Estado e, para nosso desespero, alegadamente com recurso à lei, ou melhor, com recurso à imperícia na interpretação da lei.
Uma questão a todos os níveis muito simples transformou-se agora num descampado para batalha de argumentos jurídicos a provar também uma espécie de instituto da recreação legislativa em que o órgão máximo da magistratura do Ministério Público se tornou. Se calhar é o efeito da tal agenda da banalização das nossas instituições em que hoje somos confrontados com um Ministério Público que não sabe dizer se é, ou não, contravenção ostentar películas escurecedoras nos vidros das viaturas. Mas, mais do que isso, é o vidro fumado, em si, ser agenda de uma Procuradoria, por mera questão de abundância de inaptos na própria magistratura.
Mas vamos ao que interessa, que é a lei. O n.º 1 do Artigo 118 do Código da Estrada, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 1/2011, de 23 de Março, considera transformação de veículo qualquer alteração das suas características de construção ou de funcionamento. Vamos reter, deste disposto, os conceitos “características de construção ou de funcionamento”.
As características dos veículos automóveis foram fixadas pelo Artigo 27 do Decreto n.º 39.987, de 22 de Dezembro de 1954, que aprova o Regulamento do Código da Estrada, que, quanto à classificação, refere-se às seguintes características: classe, tipo, caixa, peso bruto, peso bruto por eixo (à frente e à retaguarda), peso bruto a rebocar, tara, lotação, peso do quadro sem cabina, serviço a que se destina. Quanto à identificação, alista as seguintes características: marca, modelo, número do quadro, distância entre os eixos, número de eixos, número de eixos motores, número de rodas, medida dos pneumáticos, motor (marca, modelo, sistema, número, cilindros, cilindrada, potência, número de rotações e localização), situação da direcção, dimensões da caixa, gasogénio (marca, tipo do gerador, número, localização), ano, cor, país de origem e data da primeira matrícula.
O n.o 1 do Artigo 120 determina que os veículos a motor e os seus reboques só são admitidos em circulação desde que sujeitos à matrícula em que constem as características que permitam identificá-los. O n.o 1 do Artigo 122 do mesmo Código da Estrada determina que, por cada veículo matriculado, deve ser emitido um documento destinado a certificar a respectiva matrícula.
Esse documento da matrícula entendida como inscrição do veículo, a que o decreto se refere, é o Livrete ou registo temporário, geralmente designado “Verbete”. É nesses documentos, o Livrete ou o Verbete, onde estão consignadas as características de uma viatura.
Ora, se as autoridades competentes quiserem aferir se a viatura sofreu alterações, ou não, o único meio capaz de dar essa informação é o Livrete. Só o Livrete é válido, por lei, para descrever as características de um veículo. Não existe outro meio. Portanto, cabe às autoridades fiscalizarem as características constantes no documento idóneo para o efeito. Se a tonalidade dos vidros dos veículos não consta no Livrete, então essa não é uma característica fundamental passível de criar confusão na identificação do veículo. A lei é feita para harmonizar a vida em sociedade, e não o contrário.
É princípio geral do Direito que ninguém pode ser penalizado por algo que a lei não fixa como crime ou contravenção, sob o risco de se instalar a arbitrariedade. O n.o 3 do Artigo 2 da Constituição da República determina que o Estado (moçambicano) subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade. Se não há lei que determina que a cor dos vidros é uma “característica de construção ou de funcionamento”, então não é.
Compreendemos o argumento teleológico da actuação policial, para o combate ao crime. Mas o combate ao crime também se deve fundar na lei e não deve colidir com a liberdade dos cidadãos.
Se o Estado está interessado, de facto, em criminalizar os vidros fumados, deve fazê-lo constar na lei, mandando alterar o Código da Estrada e o seu respectivo regulamento, tornando imperativa a indicação da cor dos vidros como característica fundamental “de construção ou de funcionamento” e, por essa via, fazê-la constar nos Livretes. Caso contrário, é uma acção ilegal.
Vale a pena, aqui, indicar também que o parecer da Procuradoria-Geral da República que contraria a Ordem dos Advogados e o parecer da Procuradora da Cidade não é vinculativo. Não tem carácter de lei interpretativa do Código da Estrada. É apenas uma opinião da Procuradoria. Só os tribunais ou o autor da norma podem trazer uma lei interpretativa em sede de uma interpretação judicial ou autêntica. E parece-nos desnecessário perdermos tempo com esse assunto. Qualquer estudante aplicado do 1.o ano de Direito é capaz de dizer que a Polícia e a Procuradoria-Geral da República estão equivocadas.
E não é função da Procuradoria-Geral da República servir de representante legal do equívoco. A sua função é defender o Estado. E um trabalho disponível, por exemplo, em nome do Estado, é trazer-nos os nomes dos que lixaram o país e entregar esses nomes aos tribunais, para que sejam julgados. Não andem aqui com a palhaçada dos vidros fumados.



 (Editorial CanalMoz/Canal de Moçambique)

Thursday, 18 January 2018

Organização denuncia alegado apoio de jornalistas a candidatura autárquica em Moçambique



Uma organização de defesa da liberdade de imprensa denunciou hoje um alegado apoio de jornalistas a um candidato às eleições autárquicas intercalares em Nampula, norte de Moçambique.
"O Instituto de Comunicação Social da África Austral em Moçambique (Misa-Moçambique) entende que os jornalistas não podem apoiar nenhuma candidatura ou partido político", refere-se num comunicado da instituição.
Em causa, está um encontro que Amisse Culolo, candidato da Frelimo à presidência do município, manteve na quarta-feira com várias figuras em Nampula, entre as quais jornalistas, que, segundo o Misa-Moçambique, manifestaram o seu apoio ao cabeça de lista.
Para o Misa-Moçambique, esta posição viola o Código de Conduta de Cobertura Eleitoral, um documento produzido na África do Sul em 2012 e que foi assinado por vários órgãos de informação moçambicanos.
A organização lembra ainda que em 2009 assinou um memorando com o Sindicato Nacional de Jornalistas que contemplava oito valores na actuação da imprensa em Moçambique, entre os quais a independência e imparcialidade.
O Misa-Moçambique distancia-se da posição dos jornalistas que assumiram o apoio à candidatura da Frelimo e informa que esta posição não representa nem vincula os jornalistas moçambicanos", concluiu a instituição.
Contactado pela Lusa, o porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse, referiu que o candidato não pretendia influenciar os jornalistas que estavam no encontro no exercício das suas actividades.
"O candidato da Frelimo apenas pediu o apoio, tendo em conta o facto de que eles também vão votar nas eleições. Também defendemos a liberdade de imprensa e os princípios de independência e imparcialidade no exercício da actividade", afirmou o porta-voz do partido no poder em Moçambique desde a independência.
As eleições intercalares de Nampula estão marcadas para quarta-feira, 24 de Janeiro, e surgem na sequência no assassínio do presidente daquele município, Mahamudo Amurane, a 04 de Outubro de 2017.
Concorrem sete candidaturas e a votação irá decorrer em 401 mesas colocadas em 54 postos de votação.

Lusa – 18.01.2018

Saturday, 13 January 2018

MUNICÍPIO DE MAPUTO VAI REMOVER BARRACAS APROXIMAS ÀS ESCOLAS

A Polícia Municipal da cidade de Maputo diz que poderá remover, coercivamente e a qualquer momento, todas as barracas de venda de bebidas alcoólicas que se encontram nas proximidades de escolas, caso os proprietários não o façam voluntariamente.
A informação foi avançada, em Maputo, pelo porta-voz da Policia Municipal, Joshua Lai, em entrevista à Rádio Moçambique.
Joshua Lai diz que, caso os vendedores não queiram retirar as barracas das proximidades de estabelecimentos de ensino, devem parar de vender bebidas alcoólicas e dedicarem-se à comercialização de outros produtos.
Relativamente ao balanço da quadra festiva, Joshua Lai afirmou que as autoridades municipais trabalharam sem sobressaltos.
A fonte afirmou, contudo, que a Polícia registou vários casos de poluição sonora em todos distritos municipais da cidade de Maputo.
O Porta-voz da Polícia Municipal da cidade de Maputo, Joshua Lai, apela aos vendedores de bebidas alcoólicas próximo a escolas para se retirarem, sob pena de, a qualquer momento, verem os seus estabelecimentos comerciais destruídos pelas autoridades.


 (RM)

Thursday, 4 January 2018

Severino Ngoenha prevê surgimento de conflitos devido à intolerância política





2018 é um ano eleitoral e as disputas começam relativamente cedo, com a eleição intercalar de 24 de Janeiro, em Nampula. Severino Ngoenha prefere antecipar os alertas antes do início da agitação política que tem marcado os processos eleitorais. E um dos alertas é o risco de surgimento de conflitos devido à intolerância política, que se manifesta quando um partido político quer manter a todo o custo o seu lugar no poder ou quer a todo custo chegar à governação utilizando todos os meios. “Tolerância política significa que eu submeto à apreciação do povo aquilo que são as minhas ideias, os meus valores, os meus objectivos de governação e deixo que as pessoas sejam capazes de dizer que o candidato que vai nos governar nos próximos tempos é este”, definiu

Na entrevista a O País, o filósofo e reitor da Universidade Técnica de Moçambique (UDM) criticou a fraca qualidade de debate político, quer no Parlamento, quer nos partidos políticos. Ngoenha defende que mais do que as cores dos partidos, é a forma como cada um articula os problemas da sociedade que interessa. E os partidos políticos só podem participar num debate democrático se eles próprios forem democráticos. “E o que eu assisto é um défice de democracia no interior dos partidos. Temos partidos políticos que são oligarquias e que têm de participar como democráticos num debate alargado. Oligarquias nunca foram democráticas, nunca foram capazes de fazer democracias”, sentenciou.
Durante a entrevista, o académico criticou também a falta de pensamento autónomo por parte da sociedade civil. Ainda assim, fez questão de notar que nem toda a sociedade civil responde a imperativos externos, “por isso mesmo tem que se dar mais espaço e palavra para que elas tenham mecanismos de participar numa democracia que não seja uma partidocracia, que não seja um diálogo entre partidos políticos”.

O País

Monday, 1 January 2018

Duas portuguesas mortas em Moçambique no espaço de horas








Casos não têm qualquer relação. Suspeitos detidos pela polícia


Uma segunda portuguesa foi assassinada em Moçambique. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, à TSF. Os casos não têm qualquer relação.
A polícia moçambicana deteve dois suspeitos do assassínio da cidadã portuguesa residente em Moçambique, que o governante descreveu de "alguma idade".
"Esta noite, numa outra província, sem relação com o primeiro caso, ocorreu mais um assassinato de uma portuguesa, na sequência de um assalto."
José Luís Carneiro elogiou "a boa colaboração das autoridades policiais na identificação dos suspeitos e, ao mesmo tempo, nas diligências que foram necessárias realizar, nomeadamente na realização das autópsias".
O assassínio deu-se poucas horas após ter sido descoberto o corpo de uma empresária de 28 anos, vítima de um rapto e posterior homicídio, na Beira. A polícia deteve três suspeitos do crime.


DN

Saturday, 30 December 2017

Portuguesa raptada e morta na Beira pelo preparador físico e dois comparsas


Uma cidadã de nacionalidade portuguesa, de 28 anos, foi raptada na cidade da Beira cerca das 22 horas da passada quinta-feira e posteriormente atirada no rio Púngue, localizado  há cerca de 70 quilómetros da cidade da Beira,  com as mãos e os braços atados, onde viria a morrer e o corpo foi resgatado na manhã deste sábado pelos bombeiros.
A polícia já deteve três supostos autores do crime,um deles era preparador físico da vítima. Os detidos confessaram o crime e alegaram que pretendiam roubar dinheiro da vítima, que era directora financeira da FERPINTA, uma empresa ligada ao ramo de construção civil.
De acordo com Daniel Macuácua, Porta-voz da PRM em Sofala, os autores do crime,  pediram boleia a Inês Bota, e a dada altura, com recurso a uma pistola de brinquedo, ameaçaram-na e exigiram todos os seus pertences incluindo cartões de banco e retiraram da conta da vítima 29 mil meticais que mais tarde distribuíram entre eles.
Cerca de duas horas depois do rapto, os autores do crime, dirigiram-se as proximidades do hotel embaixador, centro da cidade da Beira, onde trocaram de viatura. Passaram a usar uma viatura ligeira de marca Nissan pertencente a um dos raptores.
De seguida rumaram, já pela madrugada, cerca de duas horas, até ao rio Pungue, onde amarraram os braços e as pernas de Inês Bota. Ainda com vida, a portuguesa foi atirada para o rio, onde viria a ser encontrada na manhã deste sábado, pela polícia e bombeiros, depois de um dos criminosos ter confessado o crime. O crime foi esclarecido graças a colaboração de um dos funcionários do clube náutico, que era muito próximo da vítima e no dia do rapto esteve na viatura e desceu minutos antes do crime.


O País

Thursday, 28 December 2017

Terceiro maior partido moçambicano frustrado com atraso na lei de eleição de governadores provinciais

O líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, mostrou-se hoje frustrado com o atraso que se verifica nas negociações em torno de um pacote legislativo autárquico que preveja a eleição de governadores provinciais.
 




"Estamos frustrados, porque a lei orgânica dos governos provinciais, a lei das finanças provinciais, num figurino diferente do actual, deveriam estar em marcha e aprovadas antes da convocação das eleições gerais em abril, de acordo com a Constituição da República", afirmou Daviz Simango, em conferência de imprensa na cidade da Beira, onde é edil
Daviz Simango assinalou que o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Afonso Dhlakama, asseguraram várias vezes que o Governo e o principal partido da oposição submeteriam até ao final deste ano à Assembleia da República os documentos do acordo resultante das negociações em curso para uma paz definitiva no país.
"Foi anunciado que os documentos sobre a descentralização, desmobilização, desarmamento e reintegração seriam submetidos à Assembleia da República antes do fim do ano, o que não aconteceu até à data do encerramento da última sessão ordinária", declarou o presidente do MDM.
"O ano começou com a trégua (nos confrontos armados), que se estendeu por tempo indeterminado. Pensamos que permitiu supostos progressos, embora não se conheça, os detalhes", declarou Daviz Simango.
O Governo e a Renamo estão a negociar uma proposta de lei que preconize a eleição de governadores provinciais, o desarmamento do braço militar da Renamo e sua integração nas Forças de Defesa e Segurança (FDS) ou desmobilização.
As negociações visam um acordo para uma paz duradoura face aos ciclos de violência armada que o país tem conhecido desde a assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992, que pôs termo a 16 anos de guerra civil no país.
 
Lusa

 
 

 
 

Wednesday, 27 December 2017

Moçambique está a tornar-se economia de crescimento modesto, avisa Banco Mundial

Moçambique está a converter-se numa economia de crescimento modesto, depois de anos a impor-se como um país de rápido crescimento, considera a última análise do Banco Mundial sobre o país, em 2017.
"Os desenvolvimentos na segunda metade deste ano indicam que o abrandamento do desempenho económico de Moçambique pode estar a instalar-se e a tornar esta economia, outrora em rápido crescimento, numa economia com um ritmo de crescimento mais modesto", diz o Banco Mundial.
A previsão para este ano, prossegue o documento, indica para que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caia para 3,1% em 2017, apesar do aumento substancial nas exportações de carvão e alumínio.
Entre 2011 e 2015, a taxa do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique atingiu 7%, assinala o Banco Mundial.
"Embora as exportações de carvão e alumínio tenham disparado, as pequenas e médias empresas ficaram ainda mais para trás, com destaque para o sector da indústria transformadora, que, pela primeira vez desde 1994, registou uma contracção", lê-se no documento.
O nível de concentração na economia também intensificou em 2017 e há algumas matérias-primas a dominar as exportações e responsáveis por uma maior quota de entrada de divisas, o que aumenta a exposição a choques externos.
"A maior concentração de produção no sector dos minerais e da indústria extractiva mantêm Moçambique rumo a uma economia a duas velocidades", refere a análise.
O actual padrão de crescimento da economia, prossegue, tem hoje menos capacidade de gerar empregos suficientes para absorver o influxo líquido de quase 500.000 pessoas por ano.
Para o Banco Mundial, as tendências observadas em 2017 deixam claro que Moçambique precisa de redobrar esforços no sentido de apoiar as pequenas e médias empresas e de olhar para além do sector extractivo para alcançar um crescimento adequado.
Aquele organismo defende uma resposta mais forte em termos de políticas fiscais e mais transparência, assinalando que essas acções são cruciais para a recuperação.
O Banco Mundial faz notar que medidas decisivas em termos de política monetária e um sólido desempenho em termos de exportações de matérias-primas ajudaram a estabilizar o metical e a reduzir a inflação em 2017.
A política fiscal, prossegue, também começou a responder aos desafios do momento, porém, a um ritmo mais lento.

Lusa

Dhlakama denuncia reactivação de esquadrões da morte

Em declarações á Lusa, o presidente do principal partido da oposição em Moçambique, disse que durante as últimas duas semanas, pelos menos oito corpos, de pessoas raptadas e assassinadas, foram encontrados ao abandono nos distritos de Cheringoma e Gorongosa (Sofala) e Muda Serração (Gondola, Manica), em zonas de larga influência da Renamo.
“Já começam aqui em Sofala e Manica a serem apanhados corpos de pessoas desconhecidas ao abandono, o que significa que o Estado Moçambicano, o Governo da Frelimo está a reactivar os esquadrões da morte” afirmou á Lusa Afonso Dhlakama, em entrevista telefónica a partir da Gorongosa, onde está escondido há dois anos.
Dhlakama disse que a 23 de Dezembro, a 10 quilómetros do quartel estatal em Nhamitanga, distrito de Cheringoma, a população seguiu rastos de viaturas e botas militares numa mata e descobriu três corpos abandonados.
Na semana passada, em Nhamapadza, numa zona limítrofe entre Maringue e Gorongosa (Sofala), prosseguiu Afonso Dhlakama, também foram descobertos três corpos ao abandono numa mata.
Há duas semanas, continuou, outros dois corpos foram descobertos por populares numa mata próxima a uma zona residencial, onde durante o auge do conflito politico militar em 2016, membros da Renamo foram raptados e assassinados.
“Ora isto é aquilo que tínhamos no ano passado, a mesma perseguição política que foi desencadeada com raptos e assassinatos” disse Afonso Dhlakama, lembrado que declarou uma trégua há um ano para “parar com raptos e assassinatos”, além de ataques a viaturas civis e militares e edifícios públicos.
Centena de corpos foram encontrados ao abandonados em várias regiões do país durante o conflito politico militar em 2016, com a Renamo e o Governo a se acusarem mutuamente sobre os raptos e assassinatos dos seus membros.


SAPO

Tuesday, 26 December 2017

Mais de 200 mil pessoas passaram fronteira de Moçambique nos últimos 15 dias

Mais de 200 mil pessoas atravessaram o posto de fronteira de Ressano Garcia, o mais movimentado de Moçambique e que faz ligação com a África do Sul, nos últimos 15 dias, disse à Lusa a porta-voz do Serviço Nacional de Migração (Senami), Cira Fernandes.
O maior número de pessoas que atravessaram o posto neste período foi registado no dia 23 de dezembro, com a entrada de mais de 35 mil pessoas, segundo a porta-voz do Senami, que lembrou que esta é a avaliação preliminar.
O aumento de circulação no posto deve-se à quadra festiva de Natal e passagem de ano, tendo as autoridades decidido abrir a fronteira 24 horas por dia, de 13 de dezembro até 08 de janeiro.
A operação é designada "Paragem Única" e está a ser coordenada por um comando conjunto que integra as autoridades que operam na fronteira: Polícia da República de Moçambique (PRM), Direção-geral de Alfândegas, Polícia de Fronteira, Senami e brigadas ligadas a serviços de saúde e agricultura.
O atendimento foi reforçado com a instalação de cinco pontos para passageiros e viaturas no sentido África do Sul - Moçambique e seis no sentido inverso.
Lusa

Monday, 25 December 2017

Ana Gomes lamenta "mutismo total" de Moçambique no desaparecimento de português





Ana Gomes lamenta "mutismo total" de Moçambique no desaparecimento de português


A eurodeputada Ana Gomes lamentou nesta sexta-feira "o mutismo total" por parte de Moçambique quanto ao desaparecimento de um empresário português, raptado em Sofala em Julho de 2016, por elementos de forças de segurança moçambicanas, de acordo com testemunhas.
"É verdade que é um desaparecimento muito estranho, um desaparecimento forçado, sem que a família tenha quaisquer notícias, mas ainda mais estranho é a ausência de notícias por parte das autoridades moçambicanas", declarou à Lusa a eurodeputada, que participou nesta sexta-feira numa vigília em frente à embaixada de Moçambique, em Lisboa, conjuntamente com a família e amigos do empresário Américo Sebastião
Ana Gomes sublinhou que "há um bloqueio por parte das autoridades moçambicanas, o que torna muito mais estranho o desaparecimento" de Américo Sebastião.

"Não é normal que não queiram cooperar com a família", afirmou Ana Gomes, que expôs o caso a Federica Mogherini, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança.
"Mogherini respondeu que estava preocupada, o que mostra que a situação em Moçambique está a ficar complicada do ponto de vista da segurança", disse a eurodeputada, lembrando que a família do empresário "tem tido o apoio do Governo e das autoridades portugueses" e destacando que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, "tem-se interessado pelo caso".
Ana Gomes revelou ainda desconhecer-se a motivação que levou ao alegado rapto e ao desaparecimento, acentuando que Américo Sebastião "tem sócios bem relacionados" em Moçambique, "um deles é deputado da Frelimo" (Frente de Libertação de Moçambique).
A mulher de Américo Sebastião disse que espera "um empenho completo e total de todas as autoridades que possam resolver, nomeadamente as moçambicanas, que acelerem o processo".

"Nenhum dado novo"

Salomé Sebastião apelou ao Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, para que "se envolva pessoalmente no caso, faça o máximo e dê celeridade às investigações".
Américo Sebastião foi raptado numa estação de abastecimento de combustíveis em 29 de Julho do ano passado, em Nhamapadza, distrito de Maringué, província de Sofala, no centro do Moçambique.
Segundo a família, os raptores usaram os cartões de débito e crédito para levantarem "4000 euros", não conseguindo mais porque as contas foram bloqueadas logo que foi constatado o desaparecimento.

Em Maio, o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos de Moçambique, Isac Chande, em resposta a uma pergunta de um deputado do Movimento Democrático de Moçambique (MDM, da oposição), disse que estavam a decorrer "diligências investigativas pertinentes para o esclarecimento do caso".
"Devido à relevância do caso e às dificuldades de efectuar diligências na região, por ser palco de instabilidade político-militar, o Ministério Público ordenou a remessa dos autos à Direcção Provincial de Investigação Criminal de Sofala, para procedimentos subsequentes", acrescentou Chande.
Fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, comunicou hoje à Lusa que não existe "nenhum dado novo", estando as autoridades portuguesas a aguardar "os desenvolvimentos da investigação judicial em curso em Moçambique, conduzidas pelas respectivas autoridades".


Publico

Tuesday, 19 December 2017

Chuvas das últimas semanas afectaram mais de 18 mil pessoas

As chuvas moderadas e fortes que caíram em algumas zonas de Moçambique nas últimas semanas afectaram 18.522 pessoas e destruíram 3.224 casas, informou hoje a porta-voz do Conselho de Ministros moçambicano, Ana Comoane.
Num balanço da situação de chuvas, que cobre o período entre 24 de Novembro e 18 de Dezembro, Ana Comoana disse que as intempéries destruíram totalmente 184 habitações e parcialmente 3.224 casas.O mau tempo destruiu 146 salas de aulas e afectou sete unidades de saúde, deixando inundadas 368 residências.Moçambique atravessa a época chuvosa, que começa no último trimestre de cada ano e prolonga-se até finais do primeiro trimestre do ano seguinte e o clima nesse período tem sido caracterizado por chuvas e ciclones.

Wednesday, 13 December 2017

Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama encontram-se na Gorongosa

Não prestaram qualquer declaração 

O Presidente moçambicano encontrou-se nesta quarta-feira, 13, com o líder da Renamo Afonso Dhlakama na Gorongosa, confirmou à VOA uma fonte do processo.
Nyusi e Dhlakama estiveram reunidos por mais de 2 horas, mas não houve qualquer confirmação se os dois líderes analisaram os documentos sobre a descentralização, um assunto que deverá entrar na Assembleia da República, após um acordo entre o Governo e a Renamo.
A VOA testemunhou o desembarque da comitiva presidencial no fim da tarde no aeródromo de Chimoio, a capital de Manica, que, de seguida, embarcou num voo privado para Maputo.
Nyusi deslocou-se de helicóptero, acompanhado de uma pequena equipa de segurança e alguns embaixadores, que estão a mediar as negociações.
Na próxima semana Filipe Nyusi deverá apresentar o Estado da Nação ao parlamento, quando o assunto de paz é muito questionada, um ano depois de uma trégua, sem avanço nas negociações.


VOA

José Pacheco é o novo ministro dos Negócios Estrangeiros e Max Tonela vai para os Recursos Minerais




Maputo (Canalmoz) - Filipe Nyusi acaba de nomear novos miniatros para os cargos que focaram vagos ontem. Assim, José Pacheco é Ministro Negócios Estrangeiros. Max Tonela passa para ministro dos Recursos Minerais e Energia. A novidade é o novo ministro da Agricultura. Chama-se Higino Marrule. 
José Pacheco pode ser um recordista em pastas. Já foi ministro do Interior, da Agricultura e agora dos Negócios Estrangeiros, confirmando-se a teoria da Frelimo da "mudança na continuidade". Ou seja: nada muda.

Monday, 11 December 2017

O presente que ainda não foi entregue aos moçambicanos

Desde que foram despoletadas as dívidas contraídas ilegalmente pelo Governo da Frelimo, liderado na altura por Armando Guebuza, os moçambicanos esperam ver os envolvidos na maior fraude do país, quiçá do mundo, de todos os tempos, responsabilizados pelo crime que cometeram contra toda uma nação. Os nomes dos sujeitos já são sobejamente conhecidos, e espanta- nos o silêncio cúmplice da Procuradoria- Geral da República (PGR).
Mas, após um ano e meio a investigar o caso de corrupção na compra de duas aeronaves de marca Embraer pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), a PGR ordenou esta semana a detenção de três arguidos, nomeadamente Paulo Zucula, antigo Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Zimba, antigo Gestor Sénior da Sasol Pretroleum Temane, e de José Viegas, antigo PCA das LAM, enquanto continua a instrução preparatória da acusação.
Sem sombras de dúvidas, esta situação pouco comum na Justiça moçambicana poderia considerar-se um presente de natal antecipado, porém, na verdade, os moçambicanos têm vindo a aguardar pela prisão dos arquitectos das dívidas ilegais, desde que o assunto foi divulgado pela imprensa internacional, em Abril de 2016. Razões para isso são várias, a destacar o custo de vida sem precedentes que tem sufocado o povo moçambicano nos últimos tempos.
A auditoria às dívidas ocultas revelou que há por esclarecer o destino dos dois mil milhões de dólares contraídos por três empresas estatais entre 2013 e 2014. Está claro que esse dinheiro não foi usado para resolver os inúmeros problemas da população. Além disso, o relatório de auditoria apontou os nomes das figuras que, em nome do Estado moçambicano, arquitectaram o maior esquema de corrupção de sempre e deixaram um país todo em situação económica deplorável.
No entanto, é uma fraude ou tentativa de lançar areia para os olhos dos moçambicanos apenas apresentar-nos os indivíduos que receberam suborno de 800 mil dólares norte-americanos para garantirem a adjudicação de um negócio 70 milhões de dólares norte- -americanos à construtora brasileira que vendeu duas aeronaves comerciais a companhia aérea de bandeira moçambicana.
Não obstante ser um grande passo para responsabilização dos indivíduos que fazem dos cofres do Estado a sua vaca leiteira, é bom que se diga que esse não é o presente de natal que os moçambicanos estão à espera. Queremos, portanto, ver também os implicados no caso EMATUM presos enquanto continua a instrução preparatória da acusabraer.ção, à semelhança do caso da compra de Embraer.


Editorial, A Verdade