Sunday, 13 June 2010

SA passes World Cup security test

South African police passed their first major security test of the World Cup on Saturday as potential flashpoint matches involving Argentina and England went off peacefully.
After a dozen suspected hooligans were arrested at Johannesburg airport, police staged a show of strength at Argentina's match against Nigeria in the same city and England versus the United States in Rustenburg.
England's supporters reacted with dismay after a howler by their goalkeeper Robert Green enabled their opponents to snatch a 1-1 draw but there was no immediate reports of unrest in the stadium or fan parks outside.
The Argentinian fans had more reason to celebrate as their team ran out 1-0 winners against Nigeria.
Both matches involved major security operations with the Argentina-Nigeria match taking place next to a Johannesburg neighbourhood notorious for gangland crime and with a large expatriate Nigerian community.
As large numbers of reinforcements, including police motorbike squads, patrolled the streets around Ellis Park, helicopters flew overhead.
In Rustenburg, security was even tighter as US Vice President Joe Biden attended the game. Fans had to queue for up to an hour to get past metal detectors and have their bags searched as police helicopters flew overhead.
Large numbers of local and national police patrolled the streets ahead of a match that has been deemed to have a high terror risk rating, along with sniffer dogs and teams who swept the stadium for bombs.
"We all know that the US, the UK are very much a priority ... That's not to say that we have traced any specific risk, but one never wants to take anything for granted," national police spokeswoman Sally de Beer told AFP.
British police were also on hand to help their South African counterparts spot any potential troublemakers.
While English fans have a history of violence, Andy Holt, head of the British police contingent dispatched to Rustenburg, said that reputation was now outdated. "There has been a wholesale change," said Holt.
South Africa has been working closely with other national police forces to prevent any possible outbreak of hooliganism.
Argentina handed over a blacklist of 800 fans barred from attending, while Britain required 3,200 known hooligans to surrender their passports during the tournament.
"We don't really view hooliganism as a very big risk because of all the measures we have in place and the good cooperation with various countries," de Beer said.
The area around Ellis Park emptied quickly after the match while dejected England fans also made a rapid exit from the Rustenburg stadium, many in stony silence.
The American fans were in better voice, chanting "U.S.A" as they walked down the ramp. Towards the end of the game as they sniffed the possibility of a shock win, they chanted Barack Obama's campaign trail mantra "Yes We Can."
"It was so dismal I don't really know if I have anything to say. With goalkeeping mistakes like that it's not really World Cup standard," said England supporter Andy Lowe.
So far the only real organisational problems have been with public transport, with traffic jams and delayed trains proving a headache for the 85,000 fans who attended Friday's opening match at Johannesburg's Soccer City.
South Africans largely ignored the traffic hassles, overjoyed with their 1-1 draw with Mexico.
"Respect! That's what we earned yesterday," The Star newspaper said on its front page.
South Africa has fended off worries about its readiness for the tournament ever since it was named the host six years ago.
All the stadiums and major projects like new highways and rail lines have been completed on time, although crime is still a worry.


Sapa-AFP , By Joshua Howat Berger, The Star

Leituras dominicais

Living in Maputo Updates - 10 June 2010.eml







Algumas propostas de leitura para este Domingo. Carregue no link para ler o Living in Maputo, uma publicação em língua inglesa sobre eventos em Maputo.
Para aceder aos jornais A Verdade e Faísca, coloque o rato sobre as imagens, carregando no lado esquerdo do rato.
Boa leitura!

Saturday, 12 June 2010

Futebol ao ritmo africano: Espectáculo multicolor do tamanho do Mundo

Uma das coreografias exibidas ontem  no Soccer City na abertura do Mundial
Uma das coreografias exibidas ontem no Soccer City na abertura do Mundial

RITOS africanos evocados à original e tradicional maneira sul-africana, festa multicolor cheia de muita música, dança e alegria contagiantes, dominaram ontem a cerimónia de abertura do primeiro Campeonato Mundial de Futebol em África. A cidade de Joanesburgo, mais concretamente o Soccer City Stadium, recebeu dezenas de estadistas, entre os quais o Presidente Armando Guebuza, oriundos de várias nações africanas e do Mundo em geral e tantas outras figuras destacadas nas várias áreas da vida política, social, económica e cultural, que testemunharam a beleza do espectáculo produzido num país – a África do Sul - pertencente ao continente que até hoje é considerado um dos mais pobres do planeta.


Maputo, Sábado, 12 de Junho de 2010:: Notícias

Nelson Mandela, o histórico líder sul-africano, foi inesperadamente o grande ausente desta festa em consequência da morte de uma das suas bisnetas, vítima de um trágico acidente de aviação, em que se viu envolvida quando na noite de quinta-feira regressava do Soweto depois de assistir a um concerto alusivo a este evento.

Fora este fatídico acontecimento para a família Mandela, sobre esta realização na terra do rand confirmou-se o que já se vaticinava: a África do Sul que já era apelidada de país do arco-íris mostrou ontem na cerimónia de abertura o que vale. Durante cerca de 45 minutos, o relvado do Soccer City, em Joanesburgo, foi palco de várias manifestações de dança, cor, som e alegria. Se, de início, eram as já habituais vuvuzelas que dominavam o ambiente, aos poucos o mesmo foi ficando mais e mais colorido, segundo escreve o correspondente do jornal desportivo “Maisfutebol.”

O chamamento ao povo africano, dado numa das línguas típicas da África do Sul (fala-se em 11 idiomas no país vizinho), foi o mote para o que se seguiu. Um desfile de cantores e uma sucessão de coreografias bem ensaiadas que animaram todos os presentes no Soccer City, que esteve longe de estar esgotado. À cabeça, esteve o norte-americano R. Kelly que encerrou as prestações musicais, já depois de músicos da Argélia, Gana e Nigéria terem actuado num momento em que a coreografia exibia os nomes dos países das seis selecções africanas presente no evento.

Afinal, é a primeira vez que o campeonato do mundo decorre em África e nunca tantos países deste continente tinham estado representados. África foi, por isso, o tema central da cerimónia, aspecto reforçado quando se desenhou um mapa mundial gigante, com o centro no nosso continente. Tudo isto aconteceu já depois de serem apresentados os 10 estádios da prova e poucos antes de serem mostradas as 32 selecções presentes.

Numa das mais bonitas coreografias apresentadas, 370 figurantes, com o mesmo cartão, foram desenhando e gritando os nomes dos países apurados, enquanto as bandeiras se agitavam em volta.

De referir que nem a ausência, à última hora, de Nelson Mandela impediu que a multidão presente no Estádio lhe prestasse mais uma merecida homenagem, levantando-se expontâneamente quando a sua imagem aparecia nos telões. Era esta a festa que marcou o início de um dos maiores acontecimentos do mundo de momento.

Propostas de leitura

Duas propostas de leitura para este Sábado:

The Mozambican Traveller e o Boletim da CIP (Centro de Integridade Pública).


Carregue com o rato sobre as imagens e clique no lado esquerdo.


Friday, 11 June 2010

A magia do futebol une mundo em África

O Soccer City Stadium onde vai  decorrer a abertura do Mundial-2010
O Soccer City Stadium onde vai decorrer a abertura do Mundial-2010


O MUNDO pára hoje para testemunhar o início do primeiro Campeonato Mundial de Futebol em África. Figuras destacadas da arena política, económica, desportiva e cultural, com destaque para o ex-Presidente sul-africano e símbolo da luta contra a injustiça social, Nelson Mandela, estarão presentes na cerimónia de abertura, esta tarde, a partir das 14.oo horas, no Soccer City Stadium, em Joanesburgo. O Presidente Armando Guebuza, por seu turno, junta-se a este histórico acontecimento respondendo a um convite que lhe foi formulado pelo seu homólogo sul-africano, Jacob Zuma. Nesta deslocação o estadista moçambicano far-se-á acompanhar pela sua esposa, Maria da Luz, e pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Balói, segundo refere um comunicado de Imprensa.


Maputo, Sexta-Feira, 11 de Junho de 2010:: Notícias

A cerimónia de abertura da prova, a mais concorrida dos últimos eventos, foi preparada até aos mais requintado pormenor e rodeada de fortes medidas de segurança.

Mais de 1500 artistas, entre dançarinos, músicos e intérpretes, vão abrilhantar a festa do arranque da prova, que durante um mês movimentará 32 selecções, dentre elas seis africanas.

Vários canais televisivos vão transmitir o acontecimento ao vivo para centenas de milhões de pessoas em 215 países, segundo o Comité Organizador.

Para além da festa do futebol propriamente dita, o evento servirá, acima de tudo, para que o Continente Negro mostre ao mundo o seu rico património dentro de um multifacetado mosaico cultural. Mais ainda um dos seus seis representantes tentará conquistar o ceptro mundial, o que a acontecer será pela primeira vez na História desta prova à escala planetária.

Dada a importância ímpar de que se reveste o evento, numerosos estadistas estão a caminho da África do Sul para assistir àquela que será a maior cerimónia de abertura de uma prova futebolística jamais vista em África. Este será, sem dúvidas, o concretizar do sonho de Nelson Mandela, que tanto lutou para que um dia o Mundial fosse disputado em África, no geral, e na África do Sul, em particular.

Muitos africanos, incluindo moçambicanos, já se encontram na terra do rand e tantos outros estão ainda a caminho, ávidos de testemunhar não só a abertura da prova, mas alguns jogos das suas equipas preferidas, principalmente as do continente anfitrião.

Logo após a cerimónia de abertura oficial a selecção da casa – África do Sul – vai receber, às 16.00 horas, o México, para o pontapé de saída, jogo inserido no Grupo “A”, para mais tarde, às 20.30 horas, desta feita na Cidade do Cabo, a França defrontar o Uruguai, também para o mesmo agrupamento.

Dados referentes aos grupos de apoio indicam que a claque sul-africana está eufórica. Na quarta-feira, por exemplo, dezenas de milhares de pessoas entusiasmadas tomaram de “assalto” a cidade de Joanesburgo para incentivarem os anfitriões a lutarem em pé de igualdade com os seus adversários e chegarem o mais longe possível na prova.

É um exemplo claro de que a expectativa aumenta à medida que a estreia dos “Bafana Bafana” se aproxima, estes que transportam na bagagem 12 partidas de invencibilidade.

É caso para dizer que será um mês cheio de “vuvuzelas”, sopradas ao mais alto som.

Palhaçada? Nem tanto!

EXISTEM certos rostos que se esforçam em limpar a imagem de Mohamed Bachir Suleman das acusações que sobre ele recaem, anunciadas pelas autoridades norte- -americanas.

São caras sobejamente conhecidas, mais preocupadas numa análise horizontal, superficial, que não ajudam o acusado, muito menos a globalidade dos moçambicanos.

As autoridades norte-americanas tomaram a iniciativa de criar condições logísticas para, entre outras coisas, garantirem que não dispõem de nenhuma prova que sustente as acusações que insistem em apontar contra o empresário moçambicano. Não foi o contrário. Adam Szubin veio a público contar o que contou nesta quarta- -feira, atravez de um vídeo-conferência, por iniciativa própria.

Também foi sem favores que Adam Szubin sugeriu Mohamed Bachir Suleman, atravez da Comunicação, que encetasse uma acção judicial contra o Estado norte-americano, exactamente porque eles, os norteamericanos, não têm reunidas provas contra o empresário moçambicano.

Então em que factos os tipos se apoiam para acusar Bachir? Eles dizem-se seguros de que Mohamed Bachir Suleman é um barão da droga, e se apoiam unicamente em evidências.

Evidências essas que não têm nenhum valor jurídico junto dos tribunais, mas sim na administração e no cívil.

Aquí surge a contradição. Por cá, sem que se tenha reunida uma série de provas, nenhuma acusação tem validade. Por isso, os supostos criminosos andam à solta. Os suficientemente espertos, praticam uma série de crimes mas nunca são levados à barra dos tribunais, porque tratam de limpar as marcas do crime. As evidências não têm um tratamento específico que puna os infractores.

Pelo que nos tem dado a perceber, nos Estados Unidos da América não é bem assim. Lá, as evidências de práticas criminais têm, sim, um tratamento especial que leva ao que hoje estámos a presenciar.

Se calhar alguém estivesse convencido de ver desfilados camiões- cavalo trazendo na boleia

toneladas de contentores cheios de marijuana, cocaína e de haxixe, mas nada disso houve. Foi, realmente, uma enorme decepção o que se assistiu nos Serviços Culturais da Embaixada dos Estados Unidos da América, em Maputo, nesta quarta-feira. Mas eles funcionam desse jeito.

Esta casa tem a sensação, no entanto, de que, manhosos, os americanos estejam a esconder

alguma coisa. Que Adam Szubin não tenha tirado cá para fora alguns detalhes que talvez ajudem a esclarecer o imbróglio.

Por isso, se calhar não fosse oportuno que se andasse por aí a lançar foguetes a torto e a direito. Há que desconfiar desta gente.

Nas suas primeiras declarações, Mohamed Bachir Suleman pediu o apoio dos jornalistas moçambicanos, normal nestas situações.

Mas não é atravez de um discurso desfazado e altamente proteccionista que se pode ajudar o empresário. O processo é delicado, necessita de muita ponderação e de alguma isenção, mas sobretudo de profissionalismo e de menos exaltação emocional.Portanto, esta casa considera que o que parece palhaçada dos americanos, pode não ser.



Expresso, citado no Diário de um Sociólogo

35 mil deliraram com concerto de abertura


Com o apoio da FIFA, concerto de três horas abriu as festividades ligadas ao Mundial-2010. O presidente do organismo máximo do futebol, Joseph Blatter, subiu ao palco, acompanhado pelo chefe de estado da África do Sul, Jacob Zuma, num espectáculo que se estima ter sido presenciado ao vivo por 35 mil pessoas.
Grandes nomes da música internacional, como os Black Eyed Peas, Juanes, John Legend, Alicia Keys e, a fechar, Shakira, contagiaram os presentes com os seus ritmos. «Waka Waka ((This time for Africa)», o tema oficial do Mundial-2010, interpretado por esta última artista colombiana, encerrou o espectáculo, que durou cerca de três horas.
Por lá passaram também antigas estrelas do futebol, como o sul-africano Lucas Radebe, o alemão Franz Beckenbauer, os franceses Christian Karembeu e Patrick Vieira ou o brasileiro Sócrates.
As já famosas vuvuzelas foram confiscadas à entrada do recinto, nas imediações do Soweto, o bairro histórico na luta contra o Apartheid, situado nas imediações de Joanesburgo.

FONTE: A bola


NOTA DO JOSÉ = Este espectáculo foi acompanhado por muitos espectadores em vários Países via televisão. Os aspectos mais salientes deste espectáculo foram a alegria e a harmonia.


ADENDA - Zenani Mandela, bisneta de 13 anos de Nelson Mandela, faleceu num acidente de viação quando regressava do concerto do Mundial 2010, no Soweto. Dentro do carro seguia, ainda, a ex-mulher de Nelson Mandela, Winnie Madikizela-Mandela, mas não se sabe se terá ficado ferida.
De acordo com a AP, o condutor da viatura onde seguia a menina já foi detido e deverá ser acusado de homicídio. Zenani era uma dos nove bisnetos de Mandela
O concerto desta quinta-feira foi visto por dezenas de milhares de pessoas.
Apesar da morte da bisneta, Mandela é esperado na cerimónia de abertura do Mundial 2010, esta sexta-feira, às 14 horas locais (13 horas em Lisboa), em Joanesburgo.

Vem aí a grande festa

Desloquei-me na última terça-feira à África do Sul para assistir ao jogo de futebol de carácter particular entre Moçambique e Portugal. No final imperou, sem surpresas, a lei do mais forte: Portugal venceu por três bolas sem resposta. Resultado normal, atendendo à diferença de valores entre as duas selecções. Pessoalmente, o jogo em si, não era o que mais me motivava.

Estes confrontos amigáveis raramente proporcionam grandes espectáculos, servindo, sobretudo, mais como uma espécie de treino de afinação, sobretudo para os portugueses que vão entrar em acção já no dia 15. Motivavame, sobretudo, ver com os meus próprios olhos como a África do Sul está a viver este momento particularmente único para o país e para todo o continente em geral. Efectivamente, durante exactamente um mês - 11 de Junho a 11 de Julho -, os olhos de todo o mundo, como os espectadores de ténis fixam a bola num curioso movimento de cabeça, estarão cravados na África do Sul e, claro em toda a África, continente no qual o Mundo parece acreditar cada vez menos.

Arriscaria mesmo a afirmar que desde Abril de 1994 - data das primeiras eleições multirraciais no país - nunca a África do Sul foi tão observada pelo mundo como nos próximos 30 dias. Quando a FIFA, entidade máxima que rege o futebol a nível mundial, decidiu entregar o maior certame da modalidade desportiva mais popular do mundo à África do Sul, muitos estiveram contra a decisão, duvidando que o continente das guerras, da miséria, da fome, dos dirigentes corruptos e de todos os sofrimentos pudesse dar uma resposta cabal às exigências impostas por uma competição deste calibre.

Não faltaram tentativas para que se accionasse o plano de contingência, colocando o Brasil sempre de prevenção. Até há muito pouco tempo, essa alternativa pairou, como uma espada de Damocles, sobre a cabeça dos responsáveis sul-africanos. Agora, finalmente, essa hipótese está definitivamente afastada. Agora a África do Sul só tem de provar que é capaz como provou que no mesmo país todas as raças tinham lugar. Na terça-feira, Daniel Jordaan - ver Destaque página 20 desta edição -, o grande responsável pela organização do Mundial 2010, foi o convidado de um programa de informação na SABC, o maior canal sul-africano de informação. Jordaan falou com tal calma e convicção que, francamente, fiquei bem mais descansado, sobretudo em relação à segurança, unanimemente considerada o calcanhar de Aquiles da prova.

Jordaan fez questão de dizer que o nível de prevenção e alerta equiparavam-se aos dos últimos Jogos Olímpicos em Pequim e ao Mundial realizado na Alemanha em 2006. “Acho até que estamos mais bem preparados”, rematou. O jornal “Sowetan”, editado em Joanesburgo, começava o editorial desta quarta-feira dizendo: “Estamos prontos. Estamos emocionados.” No título lia-se: “Dia Nacional da nossa vida”. Mais adiante: “Isto (Mundial) ocorre uma vez nas nossas vidas. Provavelmente só daqui por 100 anos voltará ao nosso país.”

Agora há que provar no terreno que os receios da comunidade internacional eram infundados, porque nestas coisas há sempre muito mais S. Tomés do que aqueles que acreditam sem ver. Para já um bom augúrio: está confirmada a presença de Nelson Mandela hoje (sexta-feira dia 11) no pontapé de saída no Soccer City. Não podia haver melhor talismã. Viva o futebol, que é sempre uma grande festa em qualquer parte do mundo.


Thursday, 10 June 2010

Cristiano Ronaldo ofereceu camisola a Mandela

Cristiano Ronaldo ofereceu camisola a Mandela

Por João Bonzinho, na África do Sul

Já tem 91 anos, não pode jogar, mas é o mais recente simpatizante da Selecção portuguesa de futebol. Nelson Mandela, antigo presidente da África do Sul, não escondeu a alegria pela visita de Cristiano Ronaldo e Carlos Queiroz e recebeu com um sorriso o presente oferecido pelo melhor jogador português da actualidade.
Ciente da importância do encontro com Nelson Mandela, figura enorme da história pela forma como foi capaz de unir a África do Sul depois da luta - que o levou à cadeia - contra a discriminação racial e política, Cristiano Ronaldo ofereceu ao ex-presidente da África do Sul uma camisola oficial da selecção portuguesa.
Nas costas, o nome N. Mandela e o número 91, correspondente à idade actual deste herói da luta anti-apartheid.
Nelson Mandela convidou Carlos Queiroz e Ronaldo para uma visita à sua residência, em Joanesburgo, de onde já raramente sai.



Foto  Pierre Van Der Hoven  (foto D.R.)
Mandela recebeu Queiroz e Ronaldo
Por João Bonzinho, na África do Sul

O seleccionador nacional Carlos Queiroz, o capitão de equipa Cristiano Ronaldo e o director desportivo da FPF Carlos Godinho, visitaram ontem Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, a convite deste.
Actualmente com 91 anos, o herói do combate ao Apartheid honrou a delegação portuguesa com este convite. Só esta semana Mandela confirmou a presença no jogo de abertura da prova, esta sexta-feira, entre África do Sul e México.
Nelson Mandela raramente sai de casa e aceitou ir ao jogo após forte insistência da FIFA.
Os três elementos da delegação portuguesa deslocaram-se a Joanesburgo, a casa do ex-presidente, razão pela qual não integraram a visita dos restantes jogadores ao safari.
Não foi dada qualquer explicação para o motivo do convite, mas não deverá ser alheio a vários factores. A saber: a paixão de Mandela pelo desporto; a presença de forte comunidade portuguesa na África do Sul; o facto de Carlos Queiroz já ter sido seleccionador da África do Sul.
Queiroz, Ronaldo e Godinho acabaram assim por juntar-se à comitiva apenas no final da visita, de modo a regressarem todos juntos a Magaliesburg


Fonte: A Bola

Mundial: contagem decrescente


É já amanhã que tem início na África do Sul o Campeonato Mundial de futebol.
Entretanto, hoje realiza-se um espectáculo em que participam artistas internacionais e locais. Este evento será televisionado para todo o Mundo.

Moz drug kingpin network includes SA

A Mozambican businessman designated a druglord by the United States trafficked drugs to South Africa among his worldwide trafficking activities, a spokesman says.

The US had “extensive proof” that Mohamed Bachir Suleman was involved in trafficking heroin from south-east Asia as well as cocaine and marijuana from Latin America to South Africa and European destinations, said Adam Szubin, the US Director of the Office of Foreign Assets Control (OFAC).

“We are saying we have a legal basis to conclude he is a significant narcotic trafficker,” he told Mozambican journalists during a video conference.

“On the scale of operations we do not have an exact figure, but the fact that Mr Suleman was singled out among five other individuals this year is a sign that the US considers it significant.”

President Barack Obama last week named Suleman a drug kingpin along with four others, including Ousmane Conte, son of late Guinean president Lansana Conte. A Mexican and two Afghanis were also on the list.

Three of Suleman's companies, Grupo MBS, Grupo MBS-Kayum Centre, and Maputo Shopping Centre, were implicated in the allegations.

Under American law, the US assets of named kingpins were frozen, so they could not perform business activities through US institutions. American citizens were also prohibited from doing business with designated kingpins.

“Freezing assets has powerful disruptive effects on traffickers,” Szubin said.

This was the strongest action the US government could take against non-American citizens, since they could not be prosecuted under US law.

However, last week Suleman denied any involvement in drug trafficking. He also said the designation would not have an effect on his businesses.

“I have no interests abroad,” he said. “All my investments are here in Mozambique.”

The richest man in Mozambique, Suleman donated US800,000 to the ruling party, Frelimo, ahead of the country's presidential elections in November 2009.

Szubin said that over 100 people were removed from the list each year in 2008 and 2009. However, these were all people on a lower status on the list who decided to change their activities.

“None of those names were removed after being added in error,” said US embassy in Mozambique press aid Tobias Bradford.

“We hope that Mozambique will consider the information important and will take action,” he said.

Mozambique's interior minister, Jose Pacheco, said the government was investigating the allegations.


TIMES ON LINE

O caso Bachir


“Bachir importa drogas para Moçambique e exporta-as para o continente europeu”
Leia aqui.


Os cinco passaportes de Bachir
Leia aqui.


«Ele é mesmo barão da droga»- Garantem autoridades dos EUA
Continue lendo aqui.


Empresário acusado pelos EUA de narcotráfico reitera inocência e chora na TV
Confira aqui.


EUA não apresentam evidências contra Bashir
Mais pormenores aqui.

Wednesday, 9 June 2010

Mundial 2010



Portugal vence Moçambique no derradeiro acerto

Golos de Danny e Hugo Almeida (2) garantiram a vitória de Portugal sobre Moçambique, no último treino antes do início do mundial 2010 de futebol na África do Sul.

Jornalistas portugueses assaltados nos quartos de hotel

Três jornalistas enviados à África do Sul (dois portugueses e um espanhol) foram esta madrugada assaltados à mão armada no hotel onde se encontram hospedados, nos arredores de Joanesburgo.

(Expresso)


NOTA DO JOSÉ = Portugal, sem deslumbrar, jogou o suficiente para justificar a vitória.

Pelo que entendi, o assalto passou-se num hotel de Magaliesburg, vila a Oeste de Joanesburgo,
onde estagia a Selecção Portuguesa. A Polícia está a investigar e um dos criminosos já foi preso.

Departamento do Tesouro explica hoje os contornos do “caso MBS”

EUA reage à carta de Bachir


Maputo (Canalmoz) – Mohamed Bachir Sulemane escreveu à Embaixadora dos Estados Unidos da América, em Maputo, a exigir provas do seu envolvimento no narcotráfico. Leslie Rowe prometeu que a reacção viria directamente do Departamento do Tesouro, que está na posse dos factos que levaram à designação de Bachir como “barão da droga”. E é hoje que o Director do Gabinete de Controlo de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro, Adam Szubin, vai falar para jornalistas moçambicanos.
A sua intervenção será através de uma vídeo-conferência. Os jornalistas estarão posicionados em Maputo, no Centro Cultural da Embaixada dos Estados Unidos da América e Adam Szubin no seu país.
Segundo um comunicado da Embaixada norte-americana, Adam Szubin irá falar da aplicação de sanções contra propriedades pertencentes ao designado, pelos EUA, “barão da droga” Mohamed Bachir Sulemane.

(CANALMOZ, 09/06/10)


NOTA DO JOSÉ = Os jornalistas moçambicanos, alguns bastante críticos à posição americana, terão esta tarde a oportunidade de analisarem imparcialmente os argumentos dos americanos. Este encontro é extremamente importante para percebermos os meandros deste caso.

Nelson Mandela na cerimónia de abertura


Nelson Mandela vai marcar presença na cerimónia de abertura, amanhã, do Campeonato do Mundo de futebol na África do Sul. O anúncio foi feito ontem por Nkosi Zwelivelile Mandela, neto do primeiro presidente negro da África do Sul. "Ele estará no estádio. Não sabemos ainda quanto tempo, mas, pelo menos, entre dez e quinze minutos deverá ficar", fez saber o neto de Nelson Mandela. Nkosi Zwelivelile Mandela disse falar em nome da família do Prémio Nobel da Paz, ex--presidente da África do Sul durante cinco anos, entre 1994 e 1999, após 27 anos preso aquando da vigência do regime do apartheid.

"Ele [Nelson Mandela] virá para saudar o público e depois retirar-se--á para seguir o jogo em casa", precisou Nkosi Zwelivelile Mandela. Nelson Mandela completará 92 anos no próximo dia 18 de Julho, tendo feito a derradeira aparição em público em 11 de Fevereiro último, data da visita ao Parlamento sul-africano por altura dos 20 anos passados após a sua libertação.

Face aos já 91 anos, e atendendo aos problemas de saúde com que se depara, a família tinha anunciado que Nelson Mandela não iria deslocar-se ao Estádio Soccer City, na cidade de Joanesburgo, recinto em que será realizada a partida inaugural da mais importante prova de selecções a nível mundial, entre a África do Sul e o México.

Jacob Zuma, Chefe de Estado sul--africano, tal como o suíço Joseph Blatter, presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), tinham já revelado publicamente que gostariam de ver Nelson Mandela presente na cerimónia de abertura do Campeonato do Mundo.

Mandela solicitou quatro bilhetes para os encontros de abertura e fecho do Mundial. Um pedido que Madiba, como é apelidado, viu ser--lhe satisfeito, indicou Makhenkesi Stofile, ministro dos Desportos da África do Sul.


Diário de Notícias (Portugal)

EUA exigem mais acções contra crimes económicos

Em Moçambique

- Apesar de não ser centro financeiro regional, o branqueamento de capitais é bastante comum e está ligado principalmente à fraude aduaneira e ao tráfico de drogas, indica o Relatório Internacional sobre a Estratégia de Controlo de Narcóticos

O Departamento do Estado dos EUA recomenda o governo moçambicano a tomar mais medidas para estancar o crime de branqueamento de capitais e outros crimes económicos, através do fortalecimento do cumprimento das exigências de informação sobre as actividades financeiras e activando o funcionamento da Unidade da Inteligência Financeira, uma unidade cuja criação foi aprovada em 2007 pela Assembleia da República, mas que continua letra morta.

De acordo com o Relatório Internacional sobre a Estratégia de Controlo de Narcóticos (2010 International Narcotics Control Strategy Report), “apesar de não ser centro financeiro regional, o branqueamento de capitais é bastante comum e está ligada principalmente à fraude aduaneira e ao tráfico de drogas, cujos rendimentos ajudaram a financiar empreendimentos imobiliários comerciais, especialmente na capital”, a cidade do Maputo.

Segundo o documento, Moçambique é um corredor de drogas destinadas para África do Sul e os mercados europeus e o seu tráfico conta com a “participação significativa de imigrantes paquistaneses e indianos”.

Apesar de reconhecer a existência de indicações sobre existência de financiamento de actividades terroristas, o relatório não descarta esta possibilidade e recomenda para que o governo moçambicano deve criminalizar o financiamento do terrorismo, uma vez que, apesar de considerar o terrorismo um crime, nada consta sobre o seu financiamento.

Casas de câmbio

O relatório revela que grande parte da lavagem de dinheiro sujo pode estar acontecendo nos bastidores das casas de câmbio de moeda estrangeira e nos sistemas de envio alternativo de moeda estrangeira, que também desempenha papel significativo.

Segundo o relatório, “o número de casas de câmbio que operam em Moçambique ultrapassa o número necessário para o negócio normal” e apela para que o executivo de Maputo tome medidas para um maior controlo.

“Moçambique deve acompanhar de perto as casas de câmbio e sistemas alternativos de remessas em uso em todo o país e deve trazer estas entidades ao abrigo dos requisitos AMLA” (Lei internacional contra o branqueamento de capitais).

O relatório indica que apesar de “aparentemente” serem altamente regulamentados, os sistemas alternativos de envio que operam nas casas de câmbio podem facilmente evitar exigências de comunicação, facto que se grava pela ausência de “medidas legislativas grave, judicial ou regulamentares a serem consideradas para resolver este problema”.


(William Mapote) - MEDIA FAX – 08.06.2010

Tuesday, 8 June 2010

Num “amigável” em Joanesburgo: “Mambas” testam Portugal para o Mundial

A SELECCÇÃO Nacional de futebol defronta esta tarde a sua congénere de Portugal, às 16.00 horas, no Estádio de Bidvest, em Joanesburgo, em partida amigável que serve de preparação das duas equipas para os compromissos internacionais, com destaque para os portugueses, que se afinam para fazer face ao Mundial-2010, que se inicia sexta-feira.

Maputo, Terça-Feira, 8 de Junho de 2010:: Notícias

Por seu turno, o combinado nacional prepara-se para a fase de qualificação do CAN-2012, cuja fase final terá lugar em simultaneamente no Gabão e Guiné Equatorial.

Os “Mambas” desembarcaram na amanhã de ontem em Joanesburgo e realizaram um treino de adaptação ao terreno do jogo no período da tarde.

Chiquinho Conde quer fazer deste embate um momento histórico na sua carreira de treinador, sendo a primeira vez que é chamado para orientar a Selecção Nacional, particularmente para este encontro “amigável”, e é uma oportunidade para fazer vincar o talento que demonstrou como jogador quando actuava no campeonato português da I Divisão, com destaque no Belenenses e Sporting, agora diante da selecção portuguesa.

O jogo está rodeado de enorme expectativa, atendendo que à frente da equipa portuguesa estará igualmente um treinador intrinsecamente ligado a Moçambique, Carlos Queiroz, pelo facto de ter nascido em Nampula.

Os “Mambas” estão motivados pelo facto de igualmente cruzarem-se com uma selecção cujo país está histórica e culturalmente ligado a Moçambique, sobretudo pela língua.

Eis o provável onze para o encontro de hoje com os portugueses:

Lamá (guarda-redes); Campira, Mexer, Fanuel e Paíto (defesas); Simão, Momed Hagy e Genito (médios); Dominguez, Gonçalves e Jerry (avançados).

Forças policiais em alerta com número de adeptos do Portugal-Moçambique


Forças policiais em alerta com número de adeptos do  Portugal-Moçambique

Feridos no Nigéria-Coreia do Norte, por excesso de pessoas no estádio, deixou polícias apreensivos para o particular de amanhã (Hoje).

A confusão que poderia ter terminado numa tragédia de grandes dimensões no Estádio Makhulong em Joanesburgo, antes do início do particular Nigéria-Coreia do Norte (3-1), ontem à tarde, deixou as forças de segurança sul-africanas de sobreaviso para o encontro de preparação de amanhã (Hoje) entre Portugal e Moçambique, também na metrópole sul-africana, mais propriamente no estádio The Wandereres. Além do apoio maciço dos adeptos às duas selecções, há ainda a estrela Cristiano Ronaldo, que só por si arrasta multidões.

Para o encontro Nigéria-Coreia do Norte eram esperadas apenas 10 mil pessoas, lotação do estádio Makhulong, mas apareceram mais seis ou sete mil a querer assistir à partida. Gerou-se a confusão, que resultou em dez feridos, espezinhados à entrada do recinto.

Ora depois da loucura de ontem (Domingo) à volta do treino da equipa portuguesa, com mais de duas mil pessoas a assistir, as autoridades sul-africanas ficaram preocupadas sobre o jogo de amanhã (Hoje)."Foi algo inesperado o que aconteceu nesse jogo. Houve uma falha de comunicação entre as federações da Nigéria e Coreia e a polícia. A comunidade nigeriana na África do Sul é enorme e apareceram mais pessoas do que estava previsto. Estávamos também à espera de muitas pessoas para este primeiro treino de Portugal, mas não imaginávamos isto e tivemos de chamar mais elementos policiais. Para o particular em Joanesburgo estamos agora em alerta, para que nada de semelhante suceda. Não são só os adeptos portugueses que querem ver o jogo. Com Cristiano Ronaldo a jogar serão muitos aqueles que vão querer deslocar-se ao Estádio. No entanto, não há razões para alarme, estamos expectantes, mas acreditamos que nada de mal suceda", disse ao DN Rofane Bedwer, elemento das forças policiais que ontem marcaram presença na Bekker High School, onde a selecção nacional treinou.

Bedwer revelou depois alguns pormenores do esquema que ontem foi montado para a recepção à equipa portuguesa. "Estavam em serviço 22 veículos da força Crime Stop, 16 dos quais de Joanesburgo e seis de Bogale City. Ao todo eram cerca de 45 elementos da polícia sul-africana, mais ainda os seguranças contratados para acompanhar estes treinos da selecção portuguesa". Amanhã (Hoje) serão muitos mais.


Gonçalo Lopes, Diário de Notícias de ontem

Provas de envolvimento de empresário no narcotráfico não serão divulgadas

O Departamento do Tesouro norte-americano só tornará públicas provas do suposto envolvimento do empresário moçambicano Mohamed Bachir Suleman no tráfico de droga se o acusado o desejar, disse hoje fonte diplomática norte-americana em Maputo.
A fonte da embaixada dos EUA afirmou estarem a ser finalizados “alguns detalhes” para serem dados a conhecer à imprensa os resultados das investigações sobre Mohamed Bachir Suleman.
“As provas nunca vão ser divulgadas ao público, a não ser que o próprio Mohamed Bachir Suleman assim pretenda”, afirmou a mesma fonte, assinalando que o contacto entre um representante do Departamento do Tesouro, em Washington, e os órgãos de comunicação social moçambicanos poderá ser por vídeo-conferência.
O Governo dos EUA colocou na quarta-feira o empresário moçambicano na sua lista de “barões da droga” e ordenou o congelamento dos seus bens, proibindo ainda negócios entre Suleman e cidadãos norte-americanos.
Informações sobre a tramitação dos documentos do suposto envolvimento do empresário no narcotráfico têm sido contraditórias. As autoridades norte-americanas garantem ter comunicado oficialmente ao governo moçambicano o processo relativo ao empresário, mas o ministro do Interior, José Pacheco, afirma que não ter sido notificado das acusações que pendem sobre Mohamed Bachir Suleman.
“Não fomos notificados das acusações que pendem sobre ele. Não temos provas”, disse José Pacheco.
O Procurador-Geral da República (PGR) moçambicano, Augusto Paulino, anunciou na semana passada que “designou uma equipa de quadros” da polícia de investigação criminal (PIC), “sob direcção, supervisão e orientação técnica” do Ministério Público, para averiguar o caso.
O despacho da PGR responde também a um pedido de averiguações feito expressamente pelo próprio Mohamed Bachir Suleman, que garante ser “inocente”.

Notícias Lusófonas

Monday, 7 June 2010

Aproveitar o Mundial de Futebol para alertar para o tráfico de crianças

A organização não governamental Save the Children (SC) vai aproveitar o Mundial de Futebol na África do Sul para lançar em Moçambique a campanha Open Your Eyes, destinada a alertar para o tráfico de crianças.
A campanha começa hoje a passar nas televisões moçambicanas e quer aproveitar a movimentação de pessoas que o Mundial de Futebol na vizinha África do Sul vai provocar. A SC, com delegação em Maputo, apela à protecção das crianças e à migração segura de crianças e jovens.
“Esta campanha está enquadrada no trabalho de combate ao tráfico que a Save the Children tem para 2010 e, havendo um evento mundial que atrai tanta atenção, considerámos ser uma boa oportunidade para passar mensagens positivas e dizer aquilo que nos preocupa”, contou à Lusa Ilundi Cabral, do sector do combate ao tráfico da SC.
“Esta campanha vem reforçar o trabalho de prevenção que temos feito junto das comunidades com elevados índices de migração interna e imigração”, salientou.
A organização conta com o apoio do futebolista e ex-capitão da selecção de futebol de Moçambique, Manuel Tico Tico, que será o rosto da campanha. Um rosto “popular e amigável” que, segundo a activista, vai estar associado a alguns produtos e eventos.
“A questão do veículo que passa a mensagem é muito importante e se queremos chegar às crianças e aos jovens, temos de ter alguém que seja apelativo”, explicou Ilundi Cabral.
Para Tico Tico, “esta campanha tem muita importância e não deve ser apenas uma coisa de agora, tem de ser feita sempre”. O próprio futebolista confessou que “não tinha noção” da gravidade do problema.
“Tem de haver mais controlo, as crianças devem evitar viajar sem passaporte, devem avisar sempre os familiares e manter o contacto com eles”, alertou.
Para que chegue a todos, incluindo adultos, jovens e turistas que visitem Moçambique, a campanha vai ter diferentes produtos para cada público alvo, alguns dos quais específicos para o mundial, outros mais abrangentes e que poderão continuar a ser utilizados após o evento desportivo.
Haverá as componentes de rádio, televisão, teatro, materiais impressos, como outdoors e postais, e ainda um documentário, focado em três casos de crianças que passaram por processos de migração, um dos quais tráfico para casamento prematuro na África do Sul.
De acordo com Ilundi Cabral, o documentário vai começar a circular hoje e talvez venha a ser divulgado noutros países. Quanto ao spot televisivo, vai ser divulgado a partir do início da semana, sendo que alguns outdoors já estão afixados e que os postais vão ser distribuídos em breve nos aeroportos, com o apoio de algumas linhas aéreas. Já os programas de rádio serão mais usados nas zonas rurais, dada a falta de acesso à televisão e o elevado índice de analfabetismo das populações, com recurso às línguas locais.
A pobreza, a falta de acesso à educação, o desemprego e a violência familiar leva a que as crianças facilmente saiam de casa, disse a responsável.
O projecto prolonga-se até Dezembro.

Notícias Lusófonas


NOTA DO JOSÉ = O Notícias de hoje, publica um texto interessante sobre este tema, intitulado "“Mainato” Malangatana contra “sem vergonha” raptores de menores". Leia aqui.

Ainda sobre este importante e preocupante tema, o CANALMOZ publicou na semana passada um texto intitulado "Moçambique sem plano de combate ao tráfico de pessoas". Confira aqui.