Friday, 22 January 2010

Sera' Verdade Insultos da Frelimo Contra Urias Simango?

Bem, nao concretizo a noticia porque apenas pude ler em alguns jornais de noticias Mocambicanos. O Portido Frelimo retomou mais uma vez suas cancoes e propagandas contra Urias Simango. E' mesmo absulutamente uma accao da Frelimo sem etica politica. Sera que este acto foi mesmo ocorrido com o conhecimento do tal Presidente da Republica, o Sr. A. E. Guebuza? Duvido.
Se for a verdade, entao pode se concluir que a Frelimo esta' ainda imadura. Poque e' que um pertido vencedor de eleicoes havia se interessar mais por camisetes de propagandas que ensultaria um morto ja a decadas?
Neste sentido , na verdade a Frelimo demonstra a falta de educacao e desenvolvimento politico.
A Frelimo nao estaria a restaurar o passado, insultando um morto politico, cujo o filho tbem assimilou essa cultura politica. Bem se sabe que exibindo uma camisete a insultar o falecido Simango e' apenas mascara, pois o ensulto realmente era direccionado ao jovem Daviz Simango, filho do farecido Rev. Urias Simango. Entretanto o tempo e o lugar eram imprprios para ensultar. Seria um tempo glorioso da Frelimo onde poderia aproveitar demosntrar a sua capacidade nao so de ser uma organizacao politica , mas muito mais como um partido democratico que amadurece no espirito de reconciliacao e enraizacao da democracia no pais. Isso nao aconteceu. A frelimo falhou e isso vai lhe custar algo a nao ser que confie dos fraudes.
Porque e' que a Frelimo fez isso num momento da sua alegria e festas? Num momento em o seu Presidente ganhou as elesicoes com uma margem significante? Isso mostra imaduridade politica e democratica pela parte da Frelimo.
Bem, para acalmar a todos aqueles que suportam a famailia Simango, tornarei colocar neste blog um pouco da historia da familia Simango e a sua foto. este artigo possau a ser exibido neste blog no passado, mas Por causa deste acontecimento de ensulto contra a familia Simango, torno aqui a colocar em memoria e homenagem desde grande heroi e homem temente a Deus.

( Raul Novinte, Voz de Nampula )


NOTA do José: A propósito deste assunto:


...tenho que deplorar o facto de que um acto, como a investidura dum presidente da republica, acto augusto algures em países democráticos, tivesse sido aproveitado para insultar Uria Simango, primeiro vice-presidente da Frelimo, que foi morto pela própria Frelimo. Este acontecimento demonstrou dois aspectos deploráveis: o baixo nível das pessoas envolvidas e o baixo nível da inteligência do próprio Armando Emílio Guebuza que admitiu que tal coisa acontecesse. Se Guebuza tivesse a capacidade como deve ser, teria desencorajado que tal uma coisa acontecesse, visto que é sinal de mau gosto e de diabolismo bater numa pessoa morta, que não se pode defender como os ingleses dizem: "dead people tell no stories." Por esta mesma lógica das pessoas mortas não poderem falar, nenhuma pessoa no seu uso de razão e com miolos que funcionam pode julgar num tribunal uma pessoa morta, perder o seu tempo insultando um morto ou alegrando-se sobre uma pessoa morta.

Confira aqui.

Thursday, 21 January 2010

A MORTE DE SAMORA MACHEL EM MBUZINI


Estudo revela “estratégia de desinformação” montada pela União Soviética
• AIM desempenhou papel preponderante

“Três semanas após o acidente de Mbuzini surgiram informações segundo as quais reinava a irritação e insatisfação entre certos membros do Serviço Nacional de Segurança Popular (SNASP) pela forma como os soviéticos estavam a manipular a situação”, Yvonne Clayburn, autora do estudo “Logo que tomou posse, Joaquim Chissano recusou-se a voar em aviões russos tripulados por soviéticos. Em vez disso, insistiu na utilização de um Boeing-737 para voos de curta distância, e para voos de longo curso deu preferência a um DC-10 alugado às linhas aéreas francesas, UTA.”, lê-se no estudo


Um trabalho de investigação publicado pelo Instituto de Estudos Africanos e Internacionais com sede em Munique, refere que logo a seguir ao acidente de Mbuzini, em que perdeu a vida o Presidente Samora Machel, a União Soviética “utilizou uma panóplia de técnicas de desinformação” que incluíram a “propaganda dissimulada, manipulação de órgãos de comunicação social e disseminação de boatos”, entre outros. Da autoria de Yvonne Clayburn, o trabalho de investigação refere que no dia a seguir ao desastre, “o Comando Supremo Soviético (STAVKA) ordenou o envio imediato de assessores não uniformizados para Moçambique”, dos quais constava “uma equipa especializada em técnicas de desinformação” que tinha como missão “culpar a África do Sul pelo sucedido e desviar as atenções do facto de que a aeronave de fabrico soviético em que seguia Samora Machel ser tripulada por russos”. A equipa tinha ainda como objectivo “contrariar as conclusões da investigação oficial sobre as causas do acidente”.
Conforme se lê no estudo de Yvonne Clayburn, “três semanas após o acidente de Mbuzini surgiram informações segundo as quais reinava a irritação e insatisfação entre certos membros do Serviço Nacional de Segurança Popular (SNASP) pela forma como os soviéticos estavam a manipular a situação”. De facto, tal como o antigo ministro da Segurança (SNASP), Jacinto Veloso, veio a revelar em livro de memórias, funcionários da embaixada soviética em Maputo haviam tratado de evacuar para Moscovo, sem o conhecimento prévio da Comissão Nacional de Inquérito, o mecânico de bordo do Tupolev presidencial, Vladimir Novoselov, que se encontrava hospitalizado em Maputo. A evacuação de Novoselov foi possível graças às facilidades concedidas pelo então ministro da Segurança, Sérgio Vieira. Para além da ocultação dessa testemunha-chave (Novoselov foi impedido de prestar declarações às comissões de inquérito moçambicana e sul-africana), Sérgio Vieira colaborou igualmente com os técnicos de desinformação soviéticos que pretendiam extrair declarações falsas do comandante e co-piloto do voo TM 103 das Linhas Aéreas de Moçambique proveniente da Beira, a respeito do famigerado “VOR falso”.

O papel da AIM na campanha de desinformação

Impossibilitada de provar a existência do VOR falso, a União Soviética passou a centrar toda a sua acção de desinformação na propaganda oculta, no boato e na manipulação de órgãos de comunicação social. Yvonne Clayburn afirmou no estudo a que deu o título de “Estratégia de Desinformação Soviética Aplicada ao Desastre de Aviação de Samora Machel”, que uma “técnica favorita dos soviéticos consiste em reciclar desinformação deliberadamente colocada em jornais e estações emissoras não-soviéticas”. Isto, conforme salienta Clayburn no seu estudo, “permite que Moscovo ataque um país alvo sem que assuma responsabilidade por esse ataque”.
Yvonne Clayburn, que é formada em comunicação social, tendo-se especializado na pesquisa e investigação de questões de propaganda e desinformação, com particular ênfase na campanha soviética de desinformação a nível da África Austral, destaca o facto de que “aproximadamente 90% de todas as reportagens sobre Mbuzini tiveram origem em três agências de notícias, nomeadamente a AIM (Agência de Informação de Moçambique), a ZIANA (Zimbabwe Inter-Africa News Agency) e a APN/TASS da União Soviética.” Conforme diz Clayburn no seu estudo, “as agências noticiosas e jornais ocidentais passaram invariavelmente a citar as notícias divulgadas pelos órgãos de comunicação social atrás mencionados (AIM, ZINA e APN/TASS).” O jornal «The Citizen» de Joanesburgo é referido no estudo de Clayburn como tendo publicado a 13 de Novembro de 1986 uma extensa entrevista com o vice-ministro soviético da Aviação Civil, Ivan Vassin, em que este exclui enfaticamente erro da tripulação como causa do desastre de Mbuzini, sem que sequer tivessem sido ainda abertas as caixas negras do Tupolev presidencial. Na realidade, salienta Clayburn, a entrevista com Vassin foi conduzida por um agente da KGB que em tempos havia sido destacado para Maputo. Trata-se de I. Pilyatskin que na circunstância desempenhou as funções de “correspondente” do jornal soviético, Izvestia.
Yvonne Clayburn identifica seis temas que dominaram o teor das reportagens da AIM, ZIANA e APN/TASS, designadamente:
- A África do Sul planeou o desastre para se livrar de Samora Machel. Tratou-se do primeiro de uma série de assassinatos planeados pela África do Sul visando eliminar os dirigentes dos Países da Linha da Frente
- Os sobreviventes do desastre foram tratados de forma desumana pelos sul-africanos
- A África do Sul recusou-se a colaborar com as equipas de investigação russa e moçambicana
- A África do Sul representava uma ameaça para toda a região da África Austral
- A África do Sul tinha um farol móvel que era capaz de fazer com que os aviões se desviassem da rota estabelecida.
Clayburn afirma que por fim a campanha de desinformação soviética baseou-se no ponto VI. Por sinal, este continua a ser o tema preferido da AIM.
A terminar, o estudo de Yvonne Clayburn refere ser “razoável concluir que os soviéticos iniciaram, coordenaram e conduziram toda a operação de desinformação.” Acrescenta a autora: “Os soviéticos tiveram o necessário acesso à comunicação social de Moçambique e do Zimbabwe, mas estes dois países não possuíam o ‘know-how’ para dar início ou conduzir uma operação tão sofisticada em termos de desinformação”. Acrescenta a autora que “com origem da parte dos soviéticos, da AIM e da agência governamental de notícias do Zimbabwe, ZIANA, produziu-se um extraordinário volume de propaganda. O material disseminado por essas duas agências obteve uma considerável cobertura no seio da comunicação social do Ocidente, sem reservas nem interrogações. Na prática, o resultado foi que as teorias e acusações defendidas e feitas pela União Soviética dominaram toda a cobertura do acidente de aviação em que morreu Samora Machel, tendo-se atingido credibilidade pela forma volumosa e repetitiva como as mesmas foram disseminadas. Em todo o Mundo, milhões de ouvintes de estações radiofónicas, espectadores de programas de televisão e de leitores de jornais foram objecto de uma das mais hábeis campanhas de desinformação orquestradas pela máquina de propaganda soviética.”
Todavia, tal como salienta Yvonne Clayburn no fim do seu estudo, “apesar da quantidade incrível de desinformação iniciada e disseminada por várias fontes, incluindo a própria agência de notícias de Moçambique, AIM, aparentemente tal não foi o suficiente para convencer Joaquim Chissano, sucessor do Presidente Machel. Logo que tomou posse, Joaquim Chissano recusou-se a voar em aviões russos tripulados por soviéticos. Em vez disso, insistiu na utilização de um Boeing-737 para voos de curta distância, e para voos de longo curso deu preferência a um DC-10 alugado às linhas aéreas francesas, UTA.”

( CANALMOZ, 21/01/10)

Novo Governo velhos desafios!

Já está em funções o novo Executivo do Presidente da República, Armando Guebuza.
Trata-se de uma composição que privile­gia mais a continuidade do que a renovação, mantendo-se acima de 70 por cento dos ministros do elenco anterior, numa clara indicação de que os desafios iniciados no mandato cessante estão longe de terem terminado, impondo-se, por isso, que os mesmos gestores continuem a liderar o processo de implementação dos programas de desenvolvimento iniciados.
Para além da continuidade, a outra característica principal do novo Executivo é a notória preocupação com a unidade nacional, avultando do seu seio um retrato quase fiel da representatividade etno-linguística e regional da terra moçambicana, estando, num único organismo governamental, a imagem real de Moçambique inteiro, pelo menos, em termos de terra de origem de cada ministro e vice-ministro.
Será a representatividade nacional parceira de competência e boa capacidade de trabalho das pessoas nomeadas? Não neces­sariamente, pois uma coisa é a representativi­dade, por alguém ter nascido num determina­do lugar numa determinada altura, e outra coisa é a capacidade de desempenho da pessoa concreta nomeada, independentemen­te, do seu lugar de nascimento e do grupo étnico a que possa estar ligado por diversas afinidades.
Ou seja, numa primeira fase da formação do Governo é muito importante o sinal político de abrangência governativa, o que não significa que, ao andar dos tempos, quando já pressionado pela necessidade de apresentação de resultados palpáveis da sua governação, o Presidente não venha a reali­zar outras escolhas menos abrangentes mas que lhe garantam melhores resultados públicos a apresentar no fim do seu mandato.
De toda a maneira, o Governo empossado esta semana, embora tenha novo mandato, enfrentará velhos desafios, iniciados pelo Governo anterior, nomeadamente a necessi­dade de exibição de resultados concretos do combate contra a pobreza em Moçambique, sobretudo no que respeita à redução de desemprego, promoção de emprego duradoi­ro e a elevação da qualidade de vida das populações urbanas e rurais, o que, por outro lado, passa pela elevação da qualidade da educação escolar em Moçambique.
A luta contra as doenças endémicas, das quais se destacam a malária, a tuberculose, a cólera e o hiv/sida, deve ganhar novo ímpeto neste mandato, por forma a visualizar-se, em tempo útil, a erradicação de tais endemias, responsáveis pela morte anual de milhares de moçambicanos que tanta falta fazem ao desenvolvimento do País.
A produção agrícola, em moldes mais produtivos e rentáveis, é uma exigência obrigatória na avaliação do grau de desempe­nho deste Governo, sobretudo se tivermos em conta que, embora tenhamos mais de trinta anos de Independência Nacional, ainda não somos auto-suficientes em nenhum produto agrícola estratégico, nem somos capazes de capitalizar a nossa posição estratégica, de ponto de vista hidrológico, para usarmos a água ao serviço de uma agricultura ultra desenvolvida e geradora de divisas devido a exportações de seus produtos principais.
Para termos sucesso na agricultura, julgamos que devemos parar de estudar e passarmos a implementar o que estudámos ao longo dos últimos trinta e cinco anos. Substituir “workshops” por trabalhos de campo. Substituir “visitas” ao campo por trabalho concreto no terreno. Eliminar “ajudas de custo” a quem vai ao campo trabalhar, pois isso faz parte da sua rotina normal já paga pelo Estado através do salário mensal. E isso deve ser extensivo a todos os funcionários do Estado, incluindo o Presidente da República, isto é, não vemos como é que alguém deve receber “ajudas de custo” por estar a realizar a sua rotina laboral normal.
Não haverá “revolução verde” nenhuma enquanto não se apetrechar os centros de investigação agrária com equipamento necessário e quadros com a qualidade reque­rida para a produção de boa semente, boa variedade de cultura adaptada às condições agro-ecológicas de cada região, boa vacina e bom fertilizante.
A construção do Estado de Direito demo­crático será outro desafio a exigir esforços redobrados do actual Executivo. Estado de Direito que deve começar com a inequívoca responsabilização individual e institucional, isto é, as pessoas devem assumir a responsabi­lidade dos seus actos, sejam eles lícitos ou ilícitos, sejam eles bons ou maus. As pessoas devem ser responsabilizadas, com referência na Lei, pelos seus actos. A violação da Lei deve ser vigorosamente desencorajada, por todos os meios disponíveis.
A transparência na gestão da coisa públi­ca, bem como a prestação de contas devem constituir actos obrigatórios de uma governa­ção democrática exemplar.
O combate contra a corrupção e o roubo de bens públicos deve continuar a redobrar-se.
A preguiça mental e física, a falta de ideias novas e avançadas devem ser fortemente desencorajadas no novo Governo, por forma a que o Executivo alcance patamares cada vez mais elevados de desempenho público com resultados notórios na melhoria das condi­ções de vida do povo moçambicano, razão de ser do Governo.
Se calhar, devemos aproveitar esta oportu­nidade para lembrar aos ministros, vice-ministros e governadores provinciais que eles não possuem nenhum mandato. Eles não estão nos lugares onde estão por cinco anos. Eles estão nesses lugares enquanto puderem servir e ajudar o dono do mandato a cumpri-lo da melhor forma possível.
Quem tem mandato é aquele que foi eleito, neste caso, o Presidente da República, que é, igualmente, o Chefe do Governo. Ele é que tem um mandato de cinco anos. Os ministros podem lá estar um mês, nove meses, um ano, dois ou, mesmo, cinco anos. Tudo dependerá do desempenho de cada um.
Por isso, nada de ilusão de que, também, são titulares de algum mandato de cinco anos. Não têm mandato!
O que se exige dos ministros, vice-ministros e governadores provinciais é que sejam agentes impulsionadores de mudanças sociais, políticas e económicas do País, isto é, que sejam os dinamizadores do processo de transformação positiva crescente de Moçambique, retirando-o da lista dos países pobres, onde indevidamente se encontra, e posicioná-lo na lista das nações desenvolvi­das, onde merecidamente deve estar.
Moçambique não merece ser tratado como um país pobre, pois ele não é pobre, de facto. Apenas aparenta ser pobre devido à pobreza mental de algumas pessoas que tomam conta de certas instituições públicas. Essas pessoas, com mentalidade de pobreza, devem ser afastadas de instituições públicas e colocar-se, nesses lugares, moçambicanos orgulhosos da sua rica mental e material.
Só assim, se pode construir uma nação rica. Não existe nenhum mérito na pobreza, sobretudo na pobreza mental de alguns dirigentes!

Salomão Moyana (smoyana@tvcabo.co.mz)

MAGAZINE INDEPENDENTE – 20.01.2010, citado no Moçambique para todos.

Wednesday, 20 January 2010

Eusébio e Mambas

Eusébio visitou Núcleo Sportinguista em Maputo

Pantera Negra visita o Nucleo Sportinguista de Mocambique e assiste ao Mocambique x Nigeria

FONTE: www.nucleosportinguistamocambique.blogspot.com



Moçambique eliminado após derrota com Nigéria


Após a derradeira jornada do Grupo C da fase final da CAN em Angola, a selecção moçambicana não resistiu à Nigéria e perdeu por 0-3. O vencedor do Grupo é o Egipto.
Parecia que o encontro ia chegar empatado a zero ao intervalo, mas Odemwingie acabaria por bater o guarda-redes Rafael Kampango aos 44, com uma remate cruzado da esquerda, depois de boa oportunidade aos 26.
Como curiosidade, o guarda-redes da Nigéria, Eneyame, jogou até ao intervalo com um colete branco por cima da camisola amarela, para não se confundir com o equipamento do árbitro, também amarelo.
No recomeço, a Nigéria chegou de imediato aos 2-0, com boa jogada de Yakubu, a centrar da esquerda e a encontrar de novo Odemwingie. Os nigerianos selaram definitivamente a partida aos 86, por Martins, Obina falhou ainda o 4-0 aos 89. Antes, aos 68, Dário poderia ter reduzido. Mexer, reforço do Sporting, não saiu do banco.
No outro jogo do grupo, o Egipto confirmou favoritismo e bateo Benin por 2-0. El-Mohady marcou logo aos 7, depois, aos 20, Moteab fez o 2-0, mas estava em fora-de-jogo quando fez a recarga ao remate de um companheiro.
Esta quinta-feira Egipto e Nigéria ficarão a conhecer os adversários depois de terminado o Grupo D: Gabão-Zâmbia e Camarões-Tunísia.

Classificação final:
1. Egipto 3 jogos/9 pontos
2. Nigéria 3/6
3. Benin 3/1
4. Moçambique 3/1

FONTE: A Bola

GOVERNO RECAUCHUTADO NÃO É NOVO GOVERNO

Os governantes vão confirmar isso...

Contra factos não há argumentos. O presidente tem a prerrogativa de nomear quem queira para qualquer dos cargos ministeriais existentes.
Não se pode questionar ou colocar em causa as opções do PR ao escolher os integrantes de seu governo. O que se pode é comentar os critérios utilizados pelo mesmo. Havia que mudar e se mudou escolheu o que melhor havia na praça? Na verdade será que se pretendia mudar alguma coisa ou era tudo uma questão de posicionar pedras de modo a reforçar o poder do PR?
Uma coisa que se conseguiu foi de facto varrer com algumas das pedras principais do regime do “deixa-andar”. A “pedra” chamada Luísa Diogo finalmente caíu. Aquelas questões que se tinham como razões para manter uma Primeira-Ministra embrulhada em alguns escândalos públicos foram finalmente considerados e alguém determinou que já era tempo de se desfazer dela.
Não há de facto muito a comentar quanto ou sobre a composição do novo governo pois de novo praticamente nada possui.
Temos um “governo recauchutado” e não um novo governo.
Três pedras abandonam o governo e alguns vice-ministros também tem a mesma sorte.
Por força do que fizeram se utilizarmos isso como critério até diríamos que alguns dos que saem deveriam permanecer no governo. Se o Chomera não fez mais terá sido porque algumas das suas tarefas foram transfeiridas para o Ministério da Função Pública? Se Virgínia Matabele não fez mais terá sido porque a Primeira-Dama se apropriou das suas tarefas? Quanto a Felício Zacarias o PR lá sabe que critérios utilizou. Decerto que com o actual ministro das Obras Públicas e Habitação terá alguém que vai escutar com muito mais atenção as ordens do chefe. Muthemba habituou a que todos o que considerem obediente, pacífico e calmo.
Como em relação ao anterior governo os moçambicanos esperam deste mais capacidade de solucionar os seus problemas que não poucos.
Essencialmente o que se pode dizer desta equipa reunida pelo PR para governar o país é que ela seja eficaz e equidistante.
Temos de ter um governo em que os seus integrantes abandonem a postura de ministros-empresários. Importa que os ministros se compenetrem na realização de seu trabalho e que como um todo actuem no sentido de trazer credibilidade ao governo. Os cidadãos tem de olhar para os governantes com respeito e consideração. Os governantes tem de situar-se nos seus cargos como pessoas que entendem que suas funções são uma responsabilidade e não um meio de servirem-se dos cidadãos.
Os moçambicanos pagam impostos para permitir que o governo tenha recursos para realizar a sua agenda. E essa agenda é essencialmente servir os moçambicanos.
Tem de haver uma ofensiva enérgica pela ética e moral governativas de tal modo que cada membro do governo saiba que se pisar o risco será sancionado pelo PR.
Do PR devem sair directivas consequentes de orientação dos membros do governo.
Aquela impressão existente de que os membros do governo são uns aproveitadores oportunistas das posições que ocupam no governo deve ser eliminada através de ujm comportamento diferente que desminta através de actos toda crença anterior.
Ao PR cabe fiscalizar a acção dos seus escolhidos e aos escolhidos cabe trabalhar de mod a que os cidadãos e governados realmente digam que temos um governo novo e não um governo recauchutado...

Noé Nhanthumbo , Diário da Zambézia, 19/01/10. O Diário foi citado aqui.

Zapiro: nova polémica



Zapiro, o conhecido caricaturista sul-africano, causou mais uma controvérsia com o seu último desenho, publicado no “Mail and Guardian”.
O desenho mostra o Presidente Jacob Zuma desapertando os botões das calças e a abrir o cinto para violar uma mulher deitada no chão com uma faixa “Justiça”, manietada pelo braço direito por Shabir Shaik (antigo conselheiro financeiro, condenado por fraude) e agarrada pelo braço esquerdo por Eugene de Kock (responsável pela tortura e morte de guerrilheiros do ANC na era do apartheid). Este desenho surge numa altura em que se fala que Shaik e de Kock podem beneficiar de um perdão presidencial.

A propósito deste assunto, leia aqui um excelento texto intitulado “ Zapiro cartoon on justice system is justified”.

Economista João Mosca lança “Economicando”

O ECONOMISTA moçambicano João Mosca lança hoje, em Maputo, o seu livro “Economicando”, uma obra que versa sobre diversos trabalhos de pesquisa económica e que foram publicados em vários meios de comunicação no país. O lançamento será às 18.00 horas no anfiteatro da Universidade Politécnica. “Economicando” é publicado sob a estampa da editora moçambicana Alcance Editores.
O livro baseia-se em textos publicados no semanário Savana. Contém ainda outros trabalhos apresentados e/ou publicados em revistas, seminários e conferências. Cada texto tem um corpo próprio, podendo ser lido independentemente das demais. Cada um pode ser um ponto de partida para reflexões e debates mais complexos.
Os escritos têm ênfases na experiência e nas áreas de formação do autor. A formação de base em economia e especialização em Economia Agrária e Sociologia Rural, o trabalho em diferentes órgãos centrais e locais da Agricultura, bem como o percurso académico e as vivências do autor influenciam, naturalmente, os enforques e aproximações dos textos.
Com o objectivo do contributo de cidadania, o autor assenta os textos com preocupações nas éticas comportamentais como fundamentos filosóficos e não de valores como referência teológica, na equidade e justiça social, na liberdade de pensamento, da escrita e de opinião sem quaisquer riscos.
O primado do colectivo não é contraditório com os direitos, liberdades e ambições dos indivíduos, que se revelam pelo mérito, competência e honestidade na política, na economia e na vida.
Nessa perspectiva, o autor demonstra a sua indignação pela corrupção, promiscuidade entre a política e os negócios, por alianças de oportunidades, falta de transparência, agendas subterrâneas de longo prazo, pactos tenebrosos de silêncio, manipulação negativa da opinião pública, ausência de coerência nos comportamentos, sobretudo quando se trata de questões relacionadas com a causa pública, o exercício da política activa, na orientação política e económica de um país e na actividade profissional.
Não é por acaso que o autor coloca no princípio do livro a seguinte frase de Barack Hussein Obama, no Gana a 11 de Julho de 2009: Nenhum país deve criar riqueza para os seus líderes usarem a economia para se enriquecerem ou se a polícia puder ser comprada por traficantes de droga.
No prefácio à obra, Lourenço do Rosário escreve que João Mosca achou por bem ir avisando que é académico e que as suas explanações não visavam entrar no mundo da crítica política plasmada para reforçar o olhar que a oposição tem produzido contra o poder.
“Depois vai avisando que as suas reflexões utilizam balizas de análise que provém de uma tradição filosófica consagrada pela história e filosofias ocidentais. E terceiro, previne que navega com costa à vista e que não pretendeu senão tocar nos assuntos, utilizando instrumentos já consagrados nas universidades”, refere Lourenço do Rosário.
João Mosca é Professor Catedrático especializado em Desenvolvimento Rural. Esta é uma área do saber tão abrangente que toca em todos os sectores da vida da Nação, escreve Lourenço do Rosário, sublinhando que, por isso justificam-se os quatro segmentos do seu livro: “Ensino Superior e Investigação, Economia, Agricultura e Cooperação Económica Internacional e Crise Global”.
Numa linguagem simples e abordagem clara dos assuntos, os textos apresentam-se como ponto espaço da crítica metódica com função indutiva, incentivando-nos a utilizá-los como ponto de partida para encontrar outras propostas de abordagem ou procurar aprofundar os temas em apreço.
“O autor não se limita a descrever e analisar, mas também critica e opina, criando assim todas as condições que o debate académico exige. Além disso, os temas que escolheu podem igualmente sair do âmbito do debate científico e serem matéria de debate jornalístico generalista ou especializado”, escreve no prefácio Lourenço do Rosário.
João Mosca é doutorado em Economia Agrária e Sociologia Rural e Professor Catedrático. Actualmente é investigador e docente na Universidade Politécnica. Possui mais de cem trabalhos publicados em vários países, destacando-se os livros “Agricultura e Desenvolvimento em África (2008)”, “Economia de Moçambique Século XX (2008)”, “SOS África (2004)”, “Experiência Socialista de Moçambique (1999)”, entre outros.


FONTE: notícias

Tuesday, 19 January 2010

Esperando impacientemente...


O semanário Canal de Moçambique publica amanhã uma importante entrevista de Filipe Paúnde, Secretário-Geral da Frelimo. Confira a notícia aqui.

Nessa entrevista, Paúnde afirma que “enquanto a Frelimo estiver no poder, não haverá cidadão moçambicano, independentemente das suas competências, que ascenderá a um cargo de direcção e/ou chefia no Governo, nem mesmo em instituições públicas, senão for membro da Frelimo. Isso porque, segundo Paúnde, estes cargos “exigem confiança política”.

Nada de novo aqui, apenas a confirmação de que a partidarização da sociedade vai prosseguir com renovado vigor e que a competêmcia não é o factor mais importante. Estou curioso em saber como Paúnde justifica esta aberração!

Nessa mesmo entrevista, Paúnde tenta explicar porque nos principais cargos estão cidadãos provenientes do Sul e porque é difícil travar a discrepâmcia entre ricos e pobres.


Fico esperando impacientemente pelas explicações de Paúnde!

Dhlakama reitera manifestações esta semana


Por considerar a Frelimo Comunista

O líder da Renamo, maior partido da oposição, Afonso Dhlakama, reiterou, na semana finda, a sua intenção de promover as manifestações “pacíficas” que tem vindo a propagar em diferentes ocasiões.

Na sua explicação aos “renamistas”, numa reunião de emergência, Dhlakama afirma que todas as bases necessárias para levar a cabo as manifestações já estão preparadas para esta semana.

“Chegou a data, é depois de amanhã que a manifestação é feita. É feita do Rovuma ao Maputo, e não é a manifestação de marchar na estrada, com gravata e a dizer viva Dhlakama. É sim uma manifestação de persuasão, que vai fazer o regime comunista recuar. E vai ser feita”, garantiu.

Na reunião, Dhlakama mostra-se confiante na realização das manifestações, afirmando que absolutamente ninguém tem medo da polícia, até porque como acrescenta “todos os moçambicanos estão revoltados com o actual cenário político-social do país”.

“Não são moçambicanos? nasceram na esquadra? não têm família, os pais deles não sofrem também? os polícias não estão para matar alguém, mas pelo contrário estão para proteger”, esclareceu aquele líder, para depois ameaçar que “se a Frelimo mandar a polícia para matar, essa polícia vai encontrar a resposta própria, a qual nunca viram em Moçambique, pois estamos preparados”.

Num outro desenvolvimento, o número um da “perdiz” ressalta que “não queremos que as manifestações sejam mal interpretadas, como violência, vandalismo, entre outras, queremos aquelas que temos visto na Inglaterra, Portugal, a África do sul e outros países, é esse tipo de manifestação que vamos fazer”.

Dhlakama reitera ainda que ninguém toma posse oficialmente, esclarecendo informação segundo a qual a Comissão Política voltaria atrás na sua decisão de boicotar o parlamento.

“Niguém toma posse oficialmente, dentro dos nossos estatutos”. Ainda segundo ele, “ninguém está a planificar acabar com a Frelimo, a Frelimo é que está a planificar acabar com a Renamo. por exemplo, em 2004, a Frelimo deu-nos 90 assentos, em 2009 deu 51 e em 2014 pensa em dar cinco”.

Por isso, “não podemos dormir, temos de manifestar”, frisou o líder da Renamo.

( O País, 19/01/10)

Governo empossado



Plano é para ser cumprido - afirma Armando Guebuza na tomada de posse dos membros do Governo para 2010-2014

OS membros do Governo devem saber valorizar a experiência dos quadros, aos diversos níveis, que vão encontrar nos ministérios que passam a dirigir. Para o Chefe do Estado, que falava no acto de investidura dos 28 ministros e 23 vice-ministros que ontem teve lugar em Maputo, cada um dos membros do novo Executivo deve despertar o princípio de que o plano não é para ser negociado, mas para ser cumprido e que os constrangimentos de percurso não são para serem fontes de lamentações, mas para serem resolvidos.

Pautaremos pela inclusão – afirma Primeiro-Ministro, Aires Bonifácio Aly

O GOVERNO moçambicano vai continuar a privilegiar a auscultação de todas as sensibilidades nacionais e internacionais por forma a garantir que as decisões a serem tomadas ao longo do mandato estejam em consonância com as reais aspirações do Estado e do povo moçambicanos. Esta garantia foi dada pelo Primeiro-Ministro, Aires Aly, falando ontem a jornalistas, no final da cerimónia de investidura dos membros do governo saído das quartas eleições gerais e multipartidárias da história de Moçambique.
Segundo Aires Aly, o governo ontem empossado terá como principal marca a abertura para ouvir e conversar com todos os extractos sociais, numa perspectiva de garantir que todo o cidadão possa participar no desenho de soluções para os problemas do país e se sinta reflectido nas decisões que forem tomadas pelo executivo.
Idêntica filosofia será adoptada em relação à comunidade internacional que, de acordo com o Primeiro-Ministro, terá a oportunidade de contribuir, com ideias e soluções para o sucesso das acções de governação.
“Vamos trabalhar com vista a melhorar cada vez mais o relacionamento com os nossos parceiros e todos os sectores da nossa sociedade”, sublinhou Aires Aly.

Alberto Nkutumula

O vice-ministro da Justiça, Alberto Nkutumula, disse estar ciente das responsabilidades que o cargo confere. Manifestou o compromisso de cumprir o seu dever como vice-ministro da Justiça e, sobretudo, honrar o convite que lhe foi formulado pelo Presidente da República.
“Estou ciente dos deveres e tenho consciência daquilo que me espera”, disse, acentuando que para si os obstáculos são um desafio e devem ser ultrapassados.
Questionado sobre o que vai priorizar nas suas funções, Alberto Nkutumula disse que irá, primeiramente, ocupar-se da relação entre a orgânica existente no sector da Justiça, nomeadamente entre a Polícia, Procuradoria e os Tribunais, e aferir até que ponto é que a mesma é efectiva para que a celeridade processual seja um dado adquirido e os direitos dos arguidos, enquanto cidadãos que à luz da Constituição devem ser considerados inocentes, estão a ser respeitados.

FONTE: Notícias, 19/01/10

Monday, 18 January 2010

Machado da Graça esclarece e levanta o véu

A edição do Savana da passada Sexta-Feira, dia 15, inclui um texto de Machado da Graça intitulado “Um texto augusto”. Esse texto é a resposta a um outro texto deselegante de um tal Tadeu Phiri publicado no Domingo e divulgado na blogosfera.

Machado da Graça responde sem papas na língua aos seus críticos, afirmando que a Frelimo cometeu excessos e que a Frelimo mudou, abordando também a insinuação racial. Ficou tudo bem esclarecido e fica bem evidente a leviandade com que alguns ‘compatriotas zangados” recorrem a insinuações insultuosas, infundadas e incoerentes.

Para além de refutar as alegações de Phiri, Machado da Graça dá a entender qual é a verdadeira identidade de Tadeu Phiri. Eu entendi muito bem quem é o presumível escriba que se faz passar por Phiri, trata-se afinal de um augusto e ilustre conhecido. Se é verdade o que Machado da Graça afirma, Phiri não só é um nome fictício como também mente no seu texto. Fico questionando quantos “compatriotas zangados” sabiam destas mentiras.

Brevemente postarei aqui o texto publicado no Savana, mas entretanto fico atento às reações a esta polémica. É que agora fiquei com muitas questões!

Recorde todos os contornos desta controvérsia aqui, aqui e também aqui. Aproveite para ler todos os comentários.

Novo Governo toma posse hoje



• Aires Bonifácio Baptista Ali é o novo primeiro-ministro e torna-se o primeiro muçulmano a ocupar o cargo
• 29 ministros e 23 vice-ministros compõem o novo Governo de Moçambique


Maputo (Canalmoz) – O novo Governo de Moçambique nomeado pelo presidente da República, Armando Guebuza, na derradeira sexta-feira, através de despachos só divulgados sábado a meio do dia, é empossado hoje, pelo chefe de Estado, no Palácio Presidencial da Ponta Vermelha.
Segundo uma fonte da Presidência da República, tomam posse hoje os ministros e vice-ministros. Os governadores serão empossados amanhã, terça-feira.
O chefe de Estado, que nos termos da Constituição da República acumula as funções de chefe do Governo, nomeou um Executivo de 29 ministros, incluindo o primeiro-ministro que é em suma quem dirige as sessões do Conselho de Ministros quando o Presidente da República está ausente.
Foram também nomeados 23 vice-ministros que nos termos da Constituição não fazem parte do Conselho de Ministros.
Para as 11 províncias do País também foram nomeados governadores.
Aires Ali, é o novo primeiro-ministro (PM). Rende no cargo Luísa Diogo. É o primeiro muçulmano a exercer o cargo. Foi governador do Niassa e de Inhambane. No último elenco governamental era ministro da Educação e Cultura.
Em despachos separados o PR nomeou José Pacheco para ministro do Interior; Manuel Chang, como ministro das Finanças; Aiuba Cuereneia, ministro da Planificação e Desenvolvimento; Aldemiro Balói, ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; Filipe Nyussi, ministro da Defesa Nacional; Alcinda Abreu, ministra para Coordenação e Acção Ambiental; Feliciano Gundana, ministro na Presidência para Assuntos Sociais; Cadmiel Muthemba, ministro das Obras Públicas e Habitação; Esperança Bias, ministra dos Recursos Minerais; Paulo Ivo Garrido, ministro da Saúde; António Sumbana, ministro na Presidência para Assuntos da Casa Civil; Carmelita Namashulua, ministra da Administração Estatal; Fernando Sumbana, ministro do Turismo; António Fernando, ministro da Indústria e Comércio; Salvador Namburete, ministro da Energia; Venâncio Massingue, ministro da Ciência e Tecnologia; Helena Taipo, ministra do Trabalho; Soares Nhaca, ministro da Agricultura; Vitória Diogo, ministra da Função Pública; Paulo Zucula, ministro dos Transportes e Comunicações; Benvinda Levy, ministra da Justiça; Adelaide Amurane, ministro para Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assembleias Provinciais; Zeferino Martins, ministro da Educação; Victor Borges, ministro das Pescas; Armando Artur, ministro da Cultura; Iolanda Cintura, ministra da Mulher e Acção Social; Mateus Kida, ministro para Assuntos dos Antigos Combatentes e Pedrito Caetano, Juventude e Desportos.
Os vice-ministros são: José Mandra, do Interior; Pedro Couto, das Finanças; Maria José Lucas, da Planificação e Desenvolvimento; Henrique Banze e Eduardo Koloma, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; Agostinho Mondlane, da Defesa Nacional; Ana Paulo Samo Gudo Chichava para a Coordenação e Acção Ambiental; Carvalho Muária, Obras Públicas e Habitação; Abdul Razak, Recursos Minerais; José Tsambe, Administração Estatal; Rosário Mualeia, Turismo; Kenneth Marizane, Indústria e Comércio; Jaime Himide, da Energia; António Raúl Limbau, da Agricultura; Abdurremane Lino de Almeida, da Função Pública; Alberto Nkutumula, da Justiça; Arlindo Chilundu, Augusto Luís e Leda Hugo, todos da Educação; Gabriel Muthisse, das Pescas; Virgílio Mateus, da Mulher e Acção Social; Marcelino Liphola, dos Combatentes; e Carlos de J. Castro de Sousa, da Juventude e Desportos.

Governadores

Os 11 governadores provinciais que deverão tomar posse amanhã são: Felismino Tocoli, da Província de Nampula; Itai Meque, da Província da Zambézia; Maurício Vieira Jacob, da Província de Sofala; Maria Elias Jonas, da Província de Maputo; David Ngoane Marizane, da Província do Niassa; Alberto Vaquina, da Província de Tete; Lucília José Manuel Hama, de Maputo-Cidade; Agostinho Abacar Trinta, da Província de Inhambane; Eliseu Machava, da Província de Cabo Delgado; Ana Comoana, da Província de Manica e Raimundo Diomba da Província de Gaza.

( CAMALMOZ, 18/01/10)

O Pós Eleições: As Tomadas de Posse e o Novo Governo

Depois da corrida eleitoral e do reconhecimento dos resultados que deram vitoria esmagadora a Frelimo, foi necessário sair de todas aquelas lamentações infrutíferas de um processo que teve evidencias de vícios e dura propagada para arregaçar as mangas rumo a novos desafios e novas batalhas.
Foi ali que pudemos reparar com quem contar no próximo processo governativo. Só para lembrar, o processo governativo envolve tanto os que estão no governo como os questão na oposição. Envolve os outros dois poderes, concretamente o judiciário e o legislativo. Envolve também a mídia e a sociedade civil. Em suma, é um processo que envolve todos cidadãos lúcidos.
Então pudemos reparar em que estava lúcido e quem não o estava, porque o processo governativo não é só feito de elogios, é principalmente feito de crítica e auto crítica. É feito de monitoria e prestação de contas, é feito de transparência, verticalidade e sentido de Estado. O processo governativo é feito tendo em conta às leis e os objectivos de uma nação toda.
Notamos que alguns não estavam dentro desta forma de ver o processo governativo, a começar pela Renamo que acabou mostrando aos moçambicanos e ao mundo que não sabia muito bem o que pretende obter como resultado da sua militância, se é que ainda podemos falar de militância. Depois de terem feito corro aos órgãos eleitorais no processo das candidaturas, hoje aparecem a desmentir os resultados.
É caso para dizer que hoje recusam os frutos da árvore que plantaram. Falam de uma manifestação que não tê condições de existir e muitos recusam-se a tomar posse porque o chefe ordenou. É a tal disciplina partidária de que, às vezes, os membros da Frelimo foram vítimas. Uma disciplina partidária que se sobrepõe aos interesses de uma nação inteira.
Uns recusaram-se a tomar posse, mas outros tomaram posse. Fica-se agora a espera das sanções que publicamente foram prometidas aos tais rebeldes. Eventualmente uma expulsão do partido. A assim ser, é o fim da Renamo, uma Renamo que já está acabada e que com uma decisão tão irracional determinará a sua putrefacção total. É que uma parte desses rebeldes, fazem parte da lista dos melhores filhos desse movimento.
O MDM tomou posse mas ficou aquela dúvida se haverá ou não condições para que se torne uma bancada. Seria sensato para a Frelimo criar condições para tal, já que o discurso de tomada de posse do Presidente da Republica enfatizou a inclusão e participação. Embora o partido ganhador não esteja interessado numa oposição fortalecida mostrará com A mais B o grau da sua maturidade, fruto desses anos todos que está no poder.
Mas depois tomou posse o Presidente da República, numa cerimonia que mais foi concorrida por convidados oficiais que por cidadãos vivendo na cidade de Maputo. Pode ser que muitos preferiram ver a cerimonia pela televisão, mas muitos tiraram o feriado para irem a praia, matar o calor com a brisa do mar. É caso para questionar a consciência cidadã que nos acompanhará nos próximos cinco anos. Enquanto se discutem os planos económicos sociais, os orçamentos do Estado, as propostas de Lei entre outros, os cidadãos estarão na praia e nas barracas.
cumprimento das suas promessas, em primeiro lugar o fortalecimento das instituições, a começar pelo sector da justiça que ele já abençoou com a indicação do nosso amigo e colega para o cargo de Vice ministro. É um sector onde brilha a juventude, a começar pela própria Ministra, passando agora pelo seu vice, até aos assessores. Esperemos que essa juventude venha a associar a sua pujança aos interesses desta, também jovem nação, que se pretende mais democrática, mais de Direito e onde as liberdades individuais são respeitadas e onde a LEI impera.
Fortalecer esse sector significa também não interferir nos tribunais, nem usar as instituições de justiça para obtenção de ganhos próprios ou partidários. Espero que a Assembleia da República seja mais proactiva e transforme-se numa instituição realmente legislativa e fiscalizadora. A experiência que nos habituou no passado, de reboque ao executivo não se reflecte no discurso do PR.
Sobre as nomeações do novo Governo, confesso que esperava mais do que Armando Guebuza fez. Embora tenha mostrado alguns sinais de ousadia e receios de contrariar os ganhos do último quinquénio, optou por uma continuidade bastante contestada em alguns pelouros o que pode desmotivar muitos funcionários, e se calhar, criar outros incêndios.
Virando para a nossa sociedade civil diria que ela está doente. Dizem que deve ser por causa da infiltração do pessoal da SISE lá dentro, ou por medo de uma reprovação e consequente exclusão pelo partido no poder que não olha bem para aqueles que ousam criticar. Seja como for, é inadmissível que uma sociedade civil se atrele aos interesses de partidos, e aqui é importante frisar, de partidos tanto no poder como na oposição. Não se constrói uma nação com cobardes, fingidos e medrosos.
O que acabo de dizer sobre a sociedade civil, também o digo em relação a mídia. Uma mídia que vai defendendo os partidos foge completamente da sua missão de informar e informar com qualidade. Relega para a lixeira a sua missão de fortalecer o exercício da cidadania através da pluralidade de opinião e participação de todos. Passa a ser essa mídia, a vergonha da nação que pretendemos construir.
Embora eu acredite que é impossível termos uma mídia não influenciada, acho ser ridículo que toda a máquina da comunicação social de um país seja utilizada como instrumento de propaganda política e manipulação da informação e sobretudo da verdade.
Deixo o mesmo apelo aos académicos. Nossos académicos ambiciosos mas desnorteados. Usam a capa de académicos para obter ganhos no poder. Esquecem o facto de que só de serem académicos obtiveram já o maior poder que se pode ter. É triste ver uma nação inteira com académicos gagos e de caneta e língua curta só porque querem estar nas graças de quem dirige. Esse comportamento não vai ajudar o governo que brevemente vai tomar posso e consequentemente, não vai ajudar os cidadãos.
Mais uma vez somos todos chamados a contribuirmos seriamente e sem cobardia, com tudo que temos e somos para a construção desta jovem nação, composta por jovens e dirigida por jovens.

( Custódio Duma em www.athiopia.blogspot.com )

Sunday, 17 January 2010

Conselho ao novo Governo de Moçambique

We must make a commitment to our contimemt


They came as political and religious refugees, individuals seeking wealth and opportunity, and sometimes just out of a sense of adventure.

Encouraged by the aggressive and expansionist empires of Europe, what started as an insignificant trickle in the 1600s became a steady stream and the immigrants quickly subdued the indigenous populations that lived in the areas they settled.

These were people mainly of European extraction who came as settlers, rather than as colonial administrators. They carved out farms from the veld and found deposits of mineral wealth. They brought their languages and cultures, legal and administrative systems. They organised governments and local administrations and regarded these arrangements as being superior to the cultures and institutions they displaced and suborned. They built cities and infrastructure and established educational and health services.

While they controlled the levers of power in these emerging countries and societies, their security and culture and even their languages were safe - but this security proved fragile and unsustainable as time passed and as indigenous majorities began to demand a greater say in how they were governed.

Where settler and indigenous whites held control, the movements that represented the indigenous populations were almost always forced to resort to military means to help force change. When change came, the consequences were almost always traumatic for the Africans of European or Asian descent.

The sudden re-emergence of cultures that had been suppressed by the white governments of the past and their missionary associates were often misunderstood and any failings justified by deeply held racial prejudices.

Suddenly the secure, privileged cocoon that had been the life of the whites and many people of Asian descent, vaporised. These Africans were cast adrift on a sea they did not recognise and which offered few clues of any way forward.

For representatives of the colonial administrations in much of Africa, the solution was simple - return "home". They were guaranteed pensions and even jobs and the change was seamless. The subsequent collapse and decay of the countries they had left behind were of concern and interest, but mainly in an academic way.

For those people who had settled on the continent and who regarded Africa as home, the situation was much more complex. Many had no right to any other citizenship and, in fact, had few known relatives in the countries from which their ancestors had come.

The origins of this conflict are not new. In the mid-1600s a Cape burgher was recorded as saying in a meeting with local Dutch administrators that he was not a Dutchman but an "Afrikaner". His successors flourished in Southern Africa, creating a new language and fiercely resisting any changes in their culture and religion.

People of English extraction had a more complex and difficult relationship with Africa. Some, such as Cecil John Rhodes, were unashamed agents of the British Empire and saw it as their sacred mission to paint the continent red.

The collapse of the Portuguese empire in Africa in 1975 and the domino effect this had on the Rhodesian and South African governments has left the indigenous communities of European and Asian extraction seeking a new country. For many this has taken the form of a new migration with hundreds of thousands seeking new lives in places like Australia and Canada. But for a significant few, it has been a journey to discover how people of such extraction find a new home in the transforming communities where they were born and make their living.

I aver that many white Zimbabweans remain in the former Rhodesia for a number of reasons. For some, it is simply that their wealth and status cannot be transported to a new continent. For others, it is an opportunity to exploit a vulnerable and often corrupt environment. The latter possibility has spawned a tiny minority of extraordinary characters who have often wreaked mayhem on the countries that receive their attentions.

However, there are those who have the sense that we are really Africans by adoption and birth. I can recall my own visit to the country from which my ancestors came in 1867. I found myself a stranger in a strange land and was glad to get home - Zimbabwe. For those who share this view and these feelings, it is vital to bear in mind that acceptance and recognition will not be easy - the sins of our past haunt us - but it is starting to happen. It means that those people of European and Asian extraction who wish to be accepted as Africans must make a commitment to the continent and its peoples and to a new way of life that includes local languages and cultures and mutual respect and recognition.

Hundreds of millions of Africans have fled the continent to settle in the northern hemisphere. They quickly come to regard themselves as natives of their new countries and are rapidly assimilated. Africans of European descent find that transition much more difficult, but it is starting to happen. The outcome might be a Brazilian situation where colour is no longer an issue, but culture and language is. The process starts with each person discovering who they are: those who realize they really are African must then work to earn the right to be accepted as such.

  • Cross is a founder member of Zimbabwe's opposition Movement for Democratic Change, and is the party's policy co-ordinator
( Sumday Times, 09/01/10)

Saturday, 16 January 2010

CAN 2010: Moçambique perde contra o Egipto


Moçambique foi derrotado esta noite pelo Egipto num encontro disputado em Benguela, sendo o resultado final de 2-0.
O Egipto beneficiou de um auto-golo concedido por Khan aos 47 minutos e ampliou a vantagem aos 81minutos por intermédio de Mohamed Nagy Gedo.
Os Mambas alinharam do seguinte modo:
João Rafael Kapango; Campira Samuel, Khan, Mexer e Paito; Domingues, Simão, Genito (Parruque, 87') e Lobo; Bucuane (Hagy, 68') e Fumo (Josemar, 52').
Moçambique joga o último encontro do Grupo C na próxima Quarta-Feira em Lubango, tendo como adversária a Nigéria e só a vitória lhe pode abrir as portas para a fase seguinte.

Friday, 15 January 2010

Epopeia de uma campanha

João L. da Costa, presidente da suspeita CNE, diz ter havido frauds e declarou, hipocritamente, que nenhum partido reclamou, protestou ou fez contra protesto. É mentira que não passa despercebida, mesmo quando apadrinhada por fantoches de orientação construtiva. Presidentes de mesas de voto recusavam receber reclamações e protestos apresentados. Polícias passavam, de mesa em mesa, revistando delegados de candidatura, em Maringuè e Gorongosa.
Os secretaries da Frelimo controlavam as bichas e priorizavam os seus comparsas. O administrador distrital de Maringuè monitorava as assembleias de voto, passando, com o seu elenco, de mesa em mesa. É inaceitável que um partido maduro, que se diz ter larga experiência de governação reconhecida por organizações internacionais, como o Banco Mundial e FMI, faça práticas primárias antidemocráticas.
Obstruíram a caravana de Simango, em Moamba e Boane, província de Maputo. Encerraram mercados, em Xai-Xai. Fecharam a acomodação, no Gilé, Zambézia, em Moma, Nampula e em Caia, Sofala. Ocuparam campos de futebol, parques, recusaram ceder espaço, como em Lichinga, no Niassa e Chibuto, em Gaza.Cortaram a energia eléctica ao quarteirão onde se encontrava hospedado Simango, em Pebane, na Zambézia.
Os sinais da Mcel e Vodacom mantiveram-se for a de acção durante o tempo em que Simango esteve no Gilé. Isso aconteceu quando o governador provincial, Carvalho Muária, se encontrava na sede do distrito. Simango chegou a Gilé depois das 22.30, ido do Ile. Tudo estava a postos para jantar e pernoita na residencia local. Chegado, foi informado que o administrador acabava de recolher as chaves de todos os quartos da residencial. Sem ter onde dormir, missionaries católicos decidiram recolher Simanfo nos seus aposentos.
Em Alto Molócuè, Zambézia, para invibializar o comício de Simango, frelimistas colocaram uma aparelhagem musical de alta potência, no local do comício do MDM. Em Rapale, distrito de Nampula, o boçalismo politico voltou a evidenciar-se . Valeu o profissionalismo da polícia. O mesmo aconteceu em Metuchira , distrito de Nhamatanda, província de Sofala. Uma viatura , com uma potente aparelhagem musical, antecipou-se ao local do comício.
Em Milange, na Zambézia, para além de a Frelimo ter ocupado o campo municipal, previamente autorizado, mandou fechar as bombas de combustível e dispersou os bobbeiros. Carlos Reis teve que atravessar a fronteira para comprar combustível no Malawi, para Simango e sua delegação prosseguirem viagem.
A intolerância foi o cartão de visita que a Frelimo dispensou a Simango por todos os cantos. As brigades de choque, muito semelhantes àa so regime de Adolph Hitler contra os judeus, aterrorizavam adversários da Frelimo. Foi com exclusões ilegais , invalidações fraudulentas de votos, enchimentos massivos em Tete, Gaza e Nampula e violência contra delegados de candidatures de adversários que a Frelimo obteve uma vitória retumbante.

(Edwin Hounnou, no Magazine Independente de 13/01/10)


NOTA do José - O comportamento de muitos frelimistas foi simplesmente vergonhoso e inaceitável em democracia. Estes e muitos outros factos desmentem cabalmente a teoria da vitimização avançada por alguns “iluminados” no intuito de encobrirem as evidências da tal “vitória retumbante”.

Pax Guebuziana? Guebuza adulto ou Maquiavel teria que voltar a escola?

Surpreendeu-me pela positiva o discurso de tomada de posse de Armando Emilio Guebuza! Tirando alguns arranhoes, quem sabe por forca de habito, o discurso de AEG recebe uma nota positiva, nao apenas pela extensao (curto) mas sobretudo pela sua plenitude e espirito de inclusao. Sem exageros Guebuza mencionou a palavra unidade nacional em nao menos de 10 vezes! Se tivermos o mesmo conceito!
Contrariamente ao que nos habituou, Guebuza usou o seu discurso para sarar as feridas abertas durante os cinco anos de governacao, bem como as criadas nas recentes eleicoes. Ao nao optar pelo 'se nao estas connosco, estas contra nos' ou ao nao chamar a seus criticos de 'apostolos da desgraca' Guebuza trouxe neste seu discurso uma nova lufada de ar fresco e de esperanca a milhares de mocambicanos que viam nos dois tercos, um mandato para o reforco da arrogancia, da ditatura e do desprezo pelo pensar diferente! Ao ser verdade o que se aventa sobre quem sera Primeiro Ministro, esta lufada de ar fresco podera transformar-se em primavera guebuziana! Resta saber se a primaveira sera duradoira ou entao de curta duracao!
Sob comando do Venerando Presidente do Tribunal Constitucional, Luis Mondlane, Guebuza jurou, citando o artigo 150. No. 2 da nossa Constituicao, '... respeitar e fazer respeitar a Constituicao'... , a 'Defesa e promocao da Unidade Nacional' e '... fazer justica a todos os cidadaos...'.
Apesar de nao ter fugido aos seus temas de eleicao na governacao anterior, nomeadamente o combate a pobreza, ao espirito do deixa andar e ao burocratismo, Guebuza deixou de fora a arrogancia que o caracterizava e falou para os mocambicanos. Para alem disso, Guebuza inovou, ao reconhecer alguns fracassos na 'sua guerra contra a pobreza', quando elegeu o combate a pobreza urbana como um dos seus novos standardes. Ou seja, implicitamente, Guebuza reconheceu que a pobreza urbana aumentou, concordando com varios estudos e autores, dai a necessidade da eleicao do tema para o presente mandato. E quando um lider sabe reconhecer seus erros e falhas, e sinal de grandeza!
No seu discurso Guebuza repetiu pedagogicamente a logica do seu pensamento ao afirmar que 'identificado o problema (pobreza) e suas causas, tinhamos duas opcoes: resignar ou armarmo-nos da nossa auto-estima, orgulho pela nossa historia e cultura, auto-confianca, auto-superacao' para combater-mos o mal.
Mencionou ainda, como nao deixaria de ser, as maiores realizacoes, a construcao de escolas, hospitais, extensao de eletricidade a varias zonas, a construcao e reabilitacao de estradas (tirando as da cidade de Quelimane de que convenientemente se esqueceu), criacao de postos de trabalho, os sete milhoes, para concluir a dado passo que a pobreza recuou, tendo se esquecido que o ditado popular que diz, 'recuar nao e fugir, pode ser o tomar de novas posicoes'! Teria somando pontos se Guebuza, neste paragrafo reconhecesse que apesar de termos aumentado o numero de escolas, de hospitais, de rodovias, a qualidade do ensino, dos servicos de saude e das rodovias esta aquem das nossas aspiracoes! E mais Guebuza ficou aquem da minha expectactiva quando nao teve a coragem de assumir que o objectivo principal dos mocambicanos e quica do nosso estado e a criacao da riqueza! E que um estado que se preze e que queira competir no teatro das nacoes nao deve ter como objectivo principal apenas combater a pobreza! Tem de ser mais ambicioso! A nossa auto-estima nao se cria combatendo a pobreza, cria-se, criando riqueza, que por sua vez combatera a pobreza! E que a pobreza pode ser combatida com dinheiro alheio, o que suponho nao reforcaria a tal auto-estima e muito menos a nossa mocambicanidade, dois apanagios de AEG.
Para nao deixar a sua veia poetica em maos alheias, Guebuza poetizou tendo como substracto a unidade nacional ao afirmar que '... A unidade nacional e o sangue que corre nas arterias da nossa sociedade...' para mais tarde enfatizar que a 'alternativa a paz e a propria paz'!
Ao referir-se nao raras vezes a necessidade de reforcar 'o sentido de cidadania, pertenca e inclusao' bem como a necesidade de 'promover a diversificacao de oportunidades', o 'reforco do estado de direito' Guebuza mais uma vez levantou muito alto a barra de esperanca dos mocambicanos, da mesma forma que o fizera em 2004 com o combate ao deixa andar, burocratismo e corrupcao. Temas que o perseguiram durante todo o mandato e diga-se de passagem sem grandes sucessos!.
O discurso de tomada de posse, diga-se de passagem seguiu a risca o estatuido na Constituicao da Republica. Um discurso que cobriu Mocambique de les a les, do Rovuma a Ponta do Ouro e do Zumbo ao Chinde!
Diga-se em abono da verdade que se um extra-terrestre estivesse a chegar naquele instante a Mocambique, e escutasse na integra o discurso de Guebuza, se comoveria, juraria e acreditaria que estava perante um lider que ama o seu povo, que ama a democracia, a liberdade, os direitos fundamentais ou seja que estava senao perante um santo, pelo menos estaria proximo de um homem de bem! Mas estando em Mocambique, tendo nascido e vivido neste pais, algumas reticencias se levantam! E que o povo diz que 'quando a esmola e grande, o pobre desconfia'! E porque sou pobre, acho que tenho nao so o direito, mas tambem o dever de desconfiar desta esmola, porque de facto e grande!
Conseguira Guebuza cumprir a risca o que solenemente prometeu perante milhares de mocambicanos e dignidades estrangeiras, ou estamos perante um lider maquivelico que pisca a esquerda e em seguida vira a direita?
Tera sido o discurso da tomada de posse, uma inspiracao divina, ou tratar-se-a de mais um discurso camaleonesco, com o intuido de embalar bois, e so para 'ingles ver' e conseguir a aprovacao do Orcamento Geral de Estado, tal como aconteceu com a CNE, que depois de receber os vitais desembolsos perdeu a sensibilidade auditiva?
Conseguira Guebuza demover a maquina partidaria e governativa snaspesca que montou e continua a montar do Rovuma a Ponta do Ouro e do Zumbo ao Indico a pautar-se pelo respeito a constituicao e ao estado de direito? De que Constituicao e de que Estado de Direito esta Guebuza falando?
Como conciliar este discurso de paz e reconciliacao nacional com a entrada por exemplo na cidade de Quelimane de um blindado militar em plena quadra festiva? Estamos em guerra? Se sim porque nao se abrir ao povo explicando claramente os perigos que enfrentamos? Como conciliar este discurso de paz e reconciliacao nacional com a entrada em cena de agentes da PIR armados ate aos dentes em varios distritos do vale do Zambeze, com a crescente nomeacao de administradores militares ao longo do Vale do Zambeze, com o crescente clima de inseguranca em varios distritos do Vale do Zambeze, onde cidadaos pacatos ja nao passam noites nas suas residencias? Como conciliar as ameacas snaspescas a que cidadaos estao sendo alvo em varios cantos deste indico pais?
Estas sao pequenas reflexoes que me invadiram depois de acompanhar a investudura do Presidente da Republica!
Tenho que confessar que se foi fingimento, se todo aquele palavreado poetico visava ludibriar os menos atentos, entao deveriamos transferir Hollywood para Maputo e deveriamos instaurar um Premio Nobel especial para AEG e seus assessores! Mas se este discurso foi sincero, e tem suas raizes no coracao do cidadao Armando Emilio Guebuza, entao, hoje 14.01.10, inauguramos uma nova era, a 'Era da pax Guebuziana!
Que Deus me oica, pois o seguro morreu de velho!

(Manuel de Araujo em www.manueldearaujo.blogspot.com)


NOTA do José - A propósito da cerimónia de investidura, o CANALMOZ publica hoje um interessante texto intitutado "Os partidários do absolutismo sem brechas". Leia aqui.

O preço da tirania

Passam agora dez anos desde que a economia do Zimbabwe entrou no seu processo de colapso, que teve o seu ponto de partido no ano de 1999. De facto, este processo começou em 1997, mas só dois anos depois entrou na sua fase de aceleração, quando o efeito da mudança de políticas começou a fazer-se sentir. É talvez altura de olharmos para trás, para esta década perdida e tentar avaliar o preço que tivemos que pagar. Os números são assustadores — se assumirmos o potencial de uma média de crescimento do PIB de 5% durante esta década, então o custo real em termos do PIB é de 76 biliões de dólares de rendimento perdido. Em termos humanos, a esperança de vida reduziu-se a metade e mais de três milhões de pessoas morreram.
Para a África do Sul, o colapso do Zimbabwe custou mais de 43 biliões de dólares em receitas perdidas, e essa estimativa é um terço abaixo daquela que feita por Tony Blair quando visitou a África do Sul há três anos. A crise (do Zimbabwe) poderá ter custado à região (da África Austral) cerca de um milhão de empregos — uma estimativa que se rivaliza com as perdas de emprego atribuível à recente crise global dos mercados financeiros.
Em termos humanos o colapso não foi nada menos que uma catástrofe — um terço da nossa população abandonou o país — cerca de quatro milhões deles tendo se refugiado nos países vizinhos. Cerca de meio milhão de pessoas perderam os seus empregos e quase dois milhões de pessoas encontram-se internamente deslocadas. A pobreza é agora a norma, com a média dos zimbabweanos a viverem com menos de um dólar por dia.
As consequências do Gukurahundi que se abateu sobre muitas partes da região da Matabelelândia de 1983 a 1987 ainda não foram resolvidas e muitas comunidades continuam a levar uma vida sombreada. Tudo isto são consequências de uma tirania política que tem estado a todo o custo tentar defender o seu controlo do poder e privilégios.
Enquanto o país vive na pobreza e continua no caminho do colapso acompanhado do desemprego, desabrigo e desespero, uma pequena minoria que está no poder desde 1980, tornou-se tão rica para além de qualquer imaginação. Fazem compras em Dubai e Joanesburgo, e passam férias nas ladeiras de neve da Europa.
Os seus filhos vão para as mais refinadas universidades e escolas do mundo. Muitos têm no Zimbabwe mansões que seriam de invejar no Ocidente.
Tentativas para introduzir reformas na comunicação social e permitir a abertura de novas estações de rádio e televisão tiveram como resposta uma resistência total, apesar de fazerem parte do pacote de reformas acordadas ao nível do Acordo Político Global (GPA). Apenas 12% das reformas negociadas durante um período de dois anos, sob facilitação da SADC, foram implementadas em nove meses de disputas políticas.
Não há progressos quanto a condições democráticas para a realização de eleições, não há progressos no que diz respeito ao respeito pelo Primado da Lei, à liberdade de associação e de reunião, não há progressos no respeito pela lei do contrato e direito de propriedade, não há progressos quanto a reformas no sector da comunicação social.
No lugar destes que seriam passos positivos para a normalização da situação política no país, somos bombardeados com propaganda sobre estações de rádio “piratas”, “sanções” (restrições para compras) e “mudança de regime”; como se eleições não fossem um método de mudança de regime por meios democráticos.
No lugar de verdadeiras reformas continuamos a testemunhar a perseguição contra a oposição política, detenções e acusações ilegais, o uso do sistema legal (não para a justiça) como meio de sufocar as forças que lutam pela democracia. A violência política continua em todo o país, com milhares de milícias distribuídas por todas as regiões e em acção no meio de comunidades que vivem com o medo constante do toque na porta à meia noite.
Estamos à espera, tal como todos, das notícias sobre as discussões iniciadas há duas semanas. Estas discussões não são negociações — elas dizem respeito ao calendário para a implementação daquilo que foi acordado entre e assinado por todas as partes do GPA.
Porquê todo este tempo é para mim um mistério — o que é que ainda há para discutir? Assinaram o acordo, tudo o que falta é trabalhar no sentido de implementar na totalidade o acordo.
É óbvio que mais uma vez nós no MDC estamos a ser obrigados a ceder. Muito francamente, é difícil ver qualquer razão porque temos que ceder. Ganhamos claramente as eleições de 2008; sem margem de dúvida controlamos dois terços do país ao nível das autoridades municipais.
Todos sabem muito bem que numa eleição genuína em condições justas e livres, a oposição ao MDC é minúscula. Não nos estou a imaginar a ceder naquilo que são as questões mais fundamentais e substantivas, mas podem ter a certeza que haverá uma infinidade de questões marginais que serão colocadas na mesa só para ganhar tempo.
Já sofremos com esta tirania durante os últimos 30 anos. Acreditem que estamos dispostos a sofrer um pouco mais se o objectivo é que possamos eleger uma liderança a quem podemos confiar o nosso futuro, na base de um sistema que nos permite desalojar tal liderança se ela não conseguir realizar os nossos sonhos ou abusar da nossa confiança. De resto, democracia é isso mesmo.
Está a chover e a época agrícola começou bem. Conseguimos colocar uma pequena quantidade de semente nas mãos de 700 mil famílias nas zonas rurais — o suficiente para a sua própria alimentação se tivermos uma época decente. Tal como o Primeiro Ministro Morgan Tsvangirai disse na semana passada, temos que rezar por um Natal decente para todos nós — merecemos e precisamos disso.

Eddie Cross

*Eddie Cross é coordenador político do MDC. No passado, ele foi presidente do Beira Corridor Group (BCG), uma associação de empresários que coordenava com o governo para a melhor utilização do Corredor de Desenvolvimento da Beira.

FONTE: Savana

Wednesday, 13 January 2010

A Opiniao de Ericino de Salema

Relativizando

Nada de ‘ressuscitar’
ministérios típicos do monopartidarismo!

Sem surpresa alguma, o actual Presidente da República, Armando Guebuza, conseguiu a sua reeleição, de forma ‘retumbante e convincente’, como cantam os inúmeros ‘batuques’ que temos no país, para mais um mandato de cinco anos à frente dos destinos do país. Sem surpresa porque, enquanto alguma oposição com histórico de potencial político se entretia em ‘externalidades negativas’, Guebuza ia exercendo as suas funções, sempre com a preocupação de estar cada vez mais próximo dos cidadãos, por via das chamadas “Presidências Abertas”.
Na verdade, Guebuza não só se preocupava em coordenar a sua equipa, como também se assumia como um bom ‘profissional’ de marketing político, ‘vendendo’ sempre o seu ‘peixe’ a gente cheia de apetite, mesmo que, num e noutro caso, o ‘produto’ não tenha sido transaccionado a bom preço. Político profissional que é, encarava todo o território nacional como o seu ‘mercado político’.
Sim. Casos houve em que o seu ‘produto’ foi posto à disposição da ‘clientela’ a um preço astronómico. Refiro-me, por exemplo, à pouca paciência que o Presidente da República mostrou ter, às vezes, com as críticas que eram feitas ou directamente a si ou aos membros da sua equipa governativa. Tais críticas lhe eram dirigidas por alguns cidadãos com direito a nome e espaço nos media, por meia dúzia de políticos e pelos actores principais da esfera mediática, designadamente os jornalistas.
Uma das críticas com que Guebuza dificilmente conviveu foi a relativa à não consonância entre discurso e situação concreta e/ou real no terreno, no tocante à Revolução Verde. Foi dito várias vezes, até por especialistas, que ainda estávamos longe de chamar de Revolução Verde ao que fazemos como país no campo da agricultura.
Em palestra que proferiu em Maputo, por exemplo, o agro-economista Firmino Mucavel, ele que até é frelimista assumido, dizia que se não deviam confundir as coisas. Frisava, a dado passo da sua alocução, que se estava a confundir a mecanização agrícola, qual avatar da Revolução Verde, com a simples tractorização...
Numa das suas quanto a mim tristemente célebres reacções aos seus críticos, Guebuza os catalogou de ‘Apóstolos da Desgraça’, que, como fez questão de sublinhar, se sentam nos muros para maldizer sobre os que estão a combater a pobreza. Percebo que, enquanto cidadão, Guebuza está livre de expressar as suas opiniões, nos termos em que estabelece o número 1 do artigo 48º da Constituição da República, mas, enquanto Chefe do Estado, é suposto que se abstenha de dar mostras de estar contra os cidadãos que, a coberto da mesma prescrição constitucional, também expressam as suas opiniões.
Antes pelo contrário, creio eu que o Presidente da República tem que saber conviver com os seus concidadãos que ainda não adquiriram pomada e escova para polir o seu sapato, mesmo quando ele [o sapato] esteja bem limpo. A crítica construtiva é um ingrediente essencial da boa governação, essa que, em sede de discurso de vitória proferido semana passada, Guebuza fez questão de referi-la como uma das suas prioridades governativas.
Ontem controversos mas hoje tidos como essenciais para ajudar vários moçambicanos a empreender as suas iniciativas, os “7 milhões” alocados aos distritos foram, no mandato prestes a findar, uma das coisas que aumentaram a popularidade do Presidente da República, sobretudo lá onde residem as inúmeras almas que, tradicionalmente, serviam somente como estatísticas.
Não deixa de ser verdade que muita coisa má ocorreu com a gestão dos ‘7 milhões’ – que, hoje por hoje, só continuam ‘7 milhões’ de nome, dado que o fundo foi incrementado – de tal sorte que alguns administradores com longos anos de serviço na Administração Pública acabaram despromovidos, processados judicialmente e/ou linchados moralmente. Às vezes, diga-se, por falta de clareza sobre como os fundos tinham que ser geridos; noutras, por apetites criminais por parte destes...
Confirmado que foi na última semana pelo Conselho Constitucional como o Presidente da República para mais um mandato de cinco anos, Guebuza estará, por estes dias, a tentar compor a sua equipa, que, prevejo, não deverá ter muitas caras novas. O mais provável é a ‘troca de posições’, com uma e outra promoção no meio. Não surpreenderá, por exemplo, se o actual titular do pelouro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação for promovido a Primeiro-Ministro; se o actual da Educação e Cultura passar para os Negócios Estrangeiros e Cooperação; se a governadora da Província de Maputo, ou o governador de Inhambane, Itai Meque, substituir Aires Ali. Um e outro vice-ministro passar a ministro e alguns quadros do partido assumirem pastas ministeriais, substituindo os que não estiveram à altura da velocidade ‘guebuziana’...
A bem da democracia, espero que Guebuza não ‘ressuscite’ ministérios próprios de regimes monopartidários, como o Ministério da Informação. Os editores, operando em países democráticos, não devem discutir pautas e critérios de noticiabilidade com políticos. Sei que, sob a alegação de o país estar a precisar de um ministro para lidar com a questão da Migração Tecnológica – do analógico para o digital, cujo deadline é 2015 – há alguns lobbistas que andam a ‘vender’ ao Presidente da República a ideia da ‘premência’ de um Ministério da Informação, ideia essa que fica muito bem na prateleira da nossa história como país.
Em nome da racionalidade económica, não seria mau se alguns ministérios fossem fundidos e outros mesmo extintos, com a consequente criação de departamentos noutros ministérios, para tratar do que tratam neste momento. Os ministérios do Turismo e da Juventude e Desportos poderiam ficar um só; o dos Antigos Combatentes poderia ser traduzido em Direcção Nacional, algures no Ministério da Defesa.

A luta continua!

PS: A Frelimo e os seus emissários estão a perder mais uma oportunidade para brilhar, ao se mostrarem aversos à manifestação que a Renamo diz pretender promover. Qual é o problema afinal, se a Renamo e o seu presidente, Afonso Dhlakama, fazem questão de frisar que será uma manifestação pacífica? O artigo 51º da Constituição da República estabelece o direito à manifestação, nos termos da lei. Com essa manifestação pacífica, talvez Dhlakama se convenceria, de vez, de que está mesmo só, pois há muito que moçambicanos de diferentes extractos lhe passaram um atestado de incompetência.


( Texto citado aqui)