Tuesday, 6 January 2015

António Muchanga já está em liberdade


  Já foi restituído à liberdade o porta-voz do líder da Renamo, António Muchanga, que havia sido detido na manhã de hoje, terça-feira na Matola, sob acusação de "incitação à violência e manifestação ilegal". Alice Mabota, advogada de Muchanga confirmou há instantes ao CanalMoz que o porta-voz da Renamo está em liberdade, porque a detenção era ilegal porque não houve mandado de captura. As demarches para a libertação de Muchanga cuja detenção indignou a opinião pública, começaram nas primeiras horas e só as 19 horas e um quarto é que Muchanga foi colocado em liberdade.


Canalmoz

No mural de Marcelo Mosse:



" Agora que detiveram novamente o Muchanga, porque é que não prendem de uma vez por todas o Dhalkama, o Rahil, o Bissopo, o Namburete, o Douglas Griffiths e os seus comparsas de Portugal e da Itália....? Porque é que não decretam o fim da liberdade de expressão e mandem para os Campos de Reeducação todos os que votaram na Renamo e no MDM, moçambicanos de segunda categoria? Porque é que não banem a Pátria Amada e recuperam o Viva Viva a Frelimo? Porque é que o Nyusi anda aí a fingir que ele vai governar de forma inclusiva se ele aprova este regime persecutório...? Porque é que não reinstauram o recolher obrigatório e prendem todos os que não tiverem o cartão vermelho? Porque não fecham os jornais não alinhados na modorra do pensamento único e as ONGs subversivas? Porque não amordaçam o Carlos Nuno Castel-Branco? E façam implodir a Liga dos Direitos Humanos, para que a Alice também desapareça? E agora também, já que aqui nas redes a subversão é intensa, peçam ao Obama para interromper a internet para Moçambique como ele fez com a Correia do Norte há dias...assim talvez ficariam descansados de uma vez por todas... e teriam alas abertas para decidirem sobre quem fica com o quê na partilha dos recursos naturais em curso, razão fundamental para esta diversão policial com que nos brindam um 2015 que todos pensavam de transição geracional mas que os modos, os gestos, a forma, mostram será mais do mesmo..."


Marcelo Mosse, Facebook

Última Hora: Governo manda prender António Muchanga

 
 O Governo mandou prender nas primeiras horas de hoje, terça-feira, o porta-voz do presidente da Renamo, António Muchanga. Segundo uma fonte familiar, a detenção aconteceu quando Muchanga saia da sua residência na Matola. Não se sabe de que António Muchanga é acusado. Neste momento em que emitimos este despacho, António Muchanga está no comando da cidade em Maputo. Mucha...nga tem sido um dos rostos de contestação dos resultados considerados fraudulentos homologados pelo Conselho Constitucional. Recorde-se que Muchanga já esteve detido no ano passado acusado de incitação à violência, numa encomenda política em que o tribunal e a Procuradoria Geral da República foram usados para fins políticos. Hoje a história repete-se.

(Notícia em actualização)


Canalmoz

Monday, 5 January 2015

Eusébio

Faz hoje um ano que Eusébio faleceu!

O Observador traz hoje uma excelente reportagem sobre Eusébio !
Leia aqui!


Saturday, 3 January 2015

Renamo anuncia “marcha política para resgate da justiça eleitoral”


 Na cidade de Maputo a marcha arrancou na manhã de hoje, sábado, com centenas de membros e simpatizante a saírem às ruas, com apelos ao civismo, ordem e não a provocações nem vandalismo
A Renamo anunciou na manhã de hoje, o início a partir deste sábado, 3 de Janeiro, "marchas políticas para resgatar a justiça eleitoral que o Conselho Constitucional negou ao povo e obrigar a Frelimo e Nyusi a porem a mão na consciência". A marcha é à escala nacional.
Numa declaração de "repúdio da validação dos resultados eleitorais pelo Conselho Constitucional" lida para centenas de membros e simpatizantes, esta manhã na sede nacional da Renamo pelo delegado Político na cidade de Maputo, Arlindo Bila, a Renamo diz estar consciente que não existem caminhos fáceis para se alcançar a justica, mas prometeu que tudo será feito para que a “Frelimo e Nyusi ponham a mão na consciência e percebam que seja qual for a batalha aquele que está com o povo sempre vence”.
"Estamos aqui para dizer aos moçambicanos e a comunidade internacional que em defesa dos superiores interesses do nosso povo, a razão da nossa existência, tudo faremos para que a justiça eleitoral seja reposta”.
A Renamo diz que não pode permitir que o povo continue a ser governado pelos ladrões de votos, roubando ao povo o direito nobre e constitucional deste escolher os seus dirigentes por via de voto secreto e pessoal".
Com as marchas à escala nacional, a Renamo diz que pretende "demonstrar ao ladrão de votos a assumir que aquilo que roubou tem que devolver ao dono".
"Reiteramos aqui e agora que não aceitamos e nem reconhecemos estes resultados. Reafirmamos ainda que o Nyusi não tem legitimidade para formar Governo, pelo que a Renamo e o presidente Afonso Dhlakama exigem em nome da concórdia e reconciliação nacional, a formação de Governo de Gestão" disse Arlindo Bila.
A marcha deste sábado, contou com centenas de membros da Renamo que sairam da sede nacional daquele partido localizado na avenida Ahmed Sekou Toure, percorrendo as avenidas Tomas Nduda, Eduardo Mondlane, Guerra Popular ate a Delegação Política da Cidade de Maputo, na avenida Emília Dausse.




Canalmoz

Dhlakama abre ano político na Zambézia


O líder da Renamo, Afonso Dhlakama abre o seu ano político na província central da Zambézia, por sinal o segundo maior circulo do país.
Para o efeito, Dhlakama orienta neste sábado(3), o primeiro comício em Quelimane, no campo de Chirangano.
Abdala Ossifo, delegado daquele partido ao nível da Zambézia, disse ao Diario da Zambézia que a vinda do seu presidente a Zambézia e concretamente na cidade de Quelimane não é ao acaso, visto que segundo Ossifo, foi aqui em Quelimane que Dhlakama em 2012 fez a sua última aparição antes de seguir para Santungira.
Questionado se esta vinda a Zambézia e em particular na cidade de Quelimane é uma espécie de despedida para depois rumar para outra ponto incerto, o delegado político não confirmou e nem desmentiu, tendo apenas sugerido a nossa reportagem para aguardar o comício que será orientado pelo seu líder e depois dai os passos subsequentes.
Refira-se que Dhlakama passou as festas do natal e fim de ano em Mangunde, perante seu pai e outros familiares, onde também teve a oportunidade de reagir aos resultados anunciados e validados pelo Conselho Constitucional que dão vitória a Frelimo e seu candidato Filipe Nyusi.


 Diário da Zambézia

Friday, 2 January 2015

Wednesday, 31 December 2014

Boas entradas !


Balanço do ano


VOTO VENCIDO

 
Votei vencido pelos seguintes fundamentos:
Num Estado que se diz de Direito como o nosso, os processos eleitorais exigem que, no seu termo, não fiquem irregularidades por corrigir ou ilícitos por sancionar, sob pretexto algum, para que haja total transparência e os seus resultados traduzam a real vontade dos eleitores manifestada nas urnas. 59 Acórdão nº 21/CC/2014, de 29 de Dezembro A forma como as presentes eleições foram geridas pela Comissão Nacional de Elei...ções (CNE) e seus órgãos de apoio, mormente os apuramentos e centralização dos resultados eleitorais a todos os níveis, o núcleo e a essência de qualquer processo
eleitoral, levanta dúvidas sobre a veracidade dos seus resultados, tantas foram as irregularidades que não foram corrigidas nem esclarecidas.
Segundo alegações da própria CNE, ficaram por processar actas e editais por diversos motivos, sem contar com a não contabilização das actas e editais que afirma terem desaparecido.
Esta situação tem vindo a acontecer em todas as eleições realizadas no nosso país, e nunca a CNE se preocupou em corrigi-la, nem tão pouco lançou mão para evitar a sua ocorrência, a fim de repôr a verdade eleitoral.
Nas eleições gerais de 15 de Outubro de 2014 e não só, foram detectados boletins de voto pré-votados e nem a CNE ou qualquer outra autoridade se dignaram, até à presente data, esclarecer este fenómeno e o seu impacto nos resultados eleitorais e a
forma de evitar que volte a acontecer nos próximos pleitos eleitorais.
Por outro lado e mais uma vez, entendo que o princípio da impugnação prévia, pressuposto fundamental do contencioso eleitoral, da forma como está desenhado, é complexo, inexequível e injusto e só serve para branquear as irregularidades e, algumas delas, pelo seu perfil, intencionalmente ocasionadas.
Por todo o exposto, entendo que as eleições gerais de 2014, não primaram nem pela justeza nem pela transparência, como seria de desejar e a lei impõe.

(Manuel Henrique Franque)




NOTA : Manuel Franque foi o Juiz do Conselho Constitucional que votou contra a validaçao das eleiçoes em Moçambique.

Tuesday, 30 December 2014

Renamo não aceita vitória da Frelimo e de Filipe Nyusi


Conselho Constitucional reconhece que houve irregularidades, mas considera que as mesmas não tiveram impacto nos resultados anunciados.

                                            

 
Em Moçambique, o Conselho Constitucional(CC) confirmou hoje, 30, a vitória do candidato presidencial da Frelimo Filipe Jacinto Nyusi nas eleições de 15 de Outubro , derrotando Afonso Dhlakama, da Renamo, e Daviz Simango, do,MDM.
 
Mas a Renamo, o maior partir da oposição, não reconhece os resultados anunciados. Alega que houve muita fraude e irregularidades no processo eleitoral e exige a formação do chamado Governo de gestão, cujos pormenores serão apresentados em Janeiro próximo, segundo André Majimbire, mandatário do partido.
No entanto, apesar da vitoria, a Frelimo perdeu 47 assentos no Parlamento a favor da Renamo e do MDM, que aumentaram o seu desempenho.
O MDM reconhece que foi o maior vencedor, e considera que estas foram as eleições mais fraudulentas na história da jovem democracia moçambicana, segundo o seu líder Daviz Simango, a partir da segunda maior cidade do país, a Beira, onde exerce o cargo de presidente municipal.
O CCreconhece que houve irregularidades, mas considera que as mesmas não tiveram impacto nos resultados anunciados.
As eleições foram acompanhadas por mais de 10 mil observadores, dos quais 526 estrangeiros, e mais de mil e 800 jornalistas nacionais e estrangeiros.
Filipe Jacinto Nyusi aceitou a vitória no seu primeiro discurso publico como Presidente a partir da sede nacional do seu partido e agradeceu os seus adversários políticos pelo trabalho na campanha eleitoral. Na ocasião, falou do conceito de inclusão de todos os moçambicanos na solução dos seus problemas dominados pela pobreza.
O primeiro maior teste de Filipe Nyusi será a formação do Governo no meio das reclamações da Renamo.
Os moçambicanos em geral apelam ao diálogo, inclusão e bom senso.




VOA

MDM diz-se triste com validação dos resultados

O MDM, terceiro maior partido moçambicano, manifestou-se hoje triste com o acórdão do Conselho Constitucional (CC) moçambicano sobre as eleições gerais, declarando que vai continuar a luta política para a reposição da verdade eleitoral.
O presidente do MDM, Daviz Simango, considerou hoje que a validação dos resultados eleitorais, pelo Conselho Constitucional (CC) moçambicano, "matou pilares" de um Estado de direito e de democracia e confirmou fraquezas das instituições eleitorais.
Daviz Simango, presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política, reagindo a promulgação dos resultados pelo CC, disse que as eleições de 15 de outubro, foram as mais "fraudulentas na história" do país, afiançando com isso que a sua validação foi um "golpe eleitoral" que pode promover instabilidade política.


Lusa

Sorriso matinal


Monday, 29 December 2014

Partido Frelimo anuncia “validação” dos resultados pelo Conselho Constitucional

Provando que os órgãos de soberania estão subordinados ao poder partidário

A pressão sobre os juízes-conselheiros do Conselho Constitucional foi tanta que um dos juízes indicados pela Frelimo para aquele órgão, João Guenha, que esteve directamente envolvido na apreciação da questão dos editais, apanhou um ataque cardíaco e foi evacuado para África do Sul
Maputo (Canalmoz) – Naquilo que se pode já considerar como prova de que o partido Frelimo controla os órgãos da Justiça e de soberania, a Comissão Política desse partido, na passada quinta-feira, através do seu Gabinete de Imprensa, começou a anunciar que as eleições serão validadas no dia 30 de Dezembro [amanhã, terça-feira], mesmo antes de o Conselho Constitucional, órgão competente, anunciar a data e a hora em que o vai fazer. Das duas uma: ou Conselho Constitucional primeiro informou a Comissão Política do partido Frelimo, e três dias depois fez chegar o comunicado à imprensa [NR: O Comunicado do Conselho Constitucional foi publicado só ontem, domingo, 28 de Dezembro, no “website” do Conselho Constitucional), ou o partido Frelimo radicalizou a sua pressão sobre o Conselho Constitucional para a “validação” [“sic”] dos resultados.
A falta de editais comprovadamente verdadeiros tem estado a despertar a curiosidade dos candidatos, partidos e coligações concorrentes e da imprensa independente, e dos jornais “Canalmoz” e “Canal de Moçambique” muito particularmente, sendo neste momento imensa a expectativa de ver qual será a argumentação do Conselho Constitucional no seu acórdão final sobre estas eleições gerais e provinciais, cujo anúncio está marcado para amanhã, no Centro de Conferências “Joaquim Chissano”, às 10h00.
Sabe-se que o partido Frelimo exerceu uma enorme pressão, a todos os níveis, sobre os juízes do Conselho Constitucional, para este validar os resultados antes do Natal. Mas, devido às várias irregularidades, o Conselho Constitucional foi solicitando à Comissão Nacional de Eleições editais de apuramento a vários níveis. A CNE nunca conseguiu entregar tais editais. O que conseguiu foi algumas cópias e um CD áudio da leitura dos resultados no Centro de Conferências “Joaquim Chissano”, não se sabendo, agora, o que o Conselho Constitucional irá dizer sobre resultados não completamente sustentados por editais de todos os níveis, incluindo do nível das assembleias de voto.
As eleições têm todo o potencial de ilegalidades para serem anuladas, mas a pressão do partido Frelimo é para que a fraude seja validade, e o seu candidato Filipe Nyusi e esse mesmo partido sejam declarados vencedores.
No passado sábado, a Frelimo convocou a imprensa para anunciar já a decisão do Conselho Constitucional.
A chefe da brigada central do partido Frelimo para a cidade de Maputo, Conceita Sortane, explicou aos jornalistas, no sábado, que o seu partido está a preparar as celebrações da vitória do seu partido e do seu candidato presidencial, Filipe Nyusi, que será anunciada na terça-feira pelo Conselho Constitucional. Uma operação de antevisão que reflecte bem a falta de independência deste elenco actual do Conselho Constitucional, que, segundo tudo indica, está a ceder a pressões.
“É por isso que vamos pedir que as pessoas estejam o mais vigilantes possível, para que nenhum moçambicano ponha em causa a nossa soberania, os nossos resultados, que vão ser devidamente validados e proclamados pelo Conselho Constitucional”, disse Conceita Sortane, que também é membro da Comissão Política do partido Frelimo, falando num tom de ordenamento aos juízes do Conselho Constitucional.
Ciente da fraude eleitoral e com medo da reacção da Renamo, Conceita Sortane apelou para que a Renamo aceite a decisão do Conselho Constitucional, o que pressupõe que o Conselho Constitucional já anunciou a sua decisão à Comissão Política do partido Frelimo.


Canalmoz

Sunday, 28 December 2014

FRELIMO DIZ QUE NÃO VAI PERMITIR AGITAÇÃO DURANTE VALIDAÇÃO DOS RESULTADOS ELEITORAIS

A Frelimo, partido no poder em Moçambique, afirma que não vai permitir que a Renamo, o maior partido de oposição ou qualquer outra formação política agitem as populações durante a validação e proclamação dos resultados das eleições gerais presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais.
O Conselho Constitucional, órgão de soberania ao qual compete especialmente administrar a justiça em matérias de natureza jurídico-constitucional em Moçambique, deverá anunciar formalmente, na terça-feira próxima, os resultados das eleições gerais de 15 de Outubro.
Para o efeito, a chefe da brigada central da Frelimo para a cidade de Maputo, Conceita Sortane, explicou hoje em conferência de imprensa, que o seu partido está a trabalhar junto dos restantes militantes visando encorajá-los para uma maior vigilância contra todos actos que possam pôr em causa as celebrações da vitória do partido e do seu candidato presidencial Filipe Nyusi.
Os resultados oficiais anunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) a 30 de Outubro, indicam que a Frelimo venceu as legislativas com 55,97 por cento e o seu candidato presidencial, Filipe Nyusi, com 57,03 por cento,
É por isso que vamos pedir que as pessoas estejam mais vigilantes possíveis, para que nenhum moçambicano ponha em causa a nossa soberania, os nossos resultados que vão ser devidamente validados e proclamados. Apelamos, sobretudo, àquelas situações em que a Renamo diz que é quem ganhou, quando não, pois, poderá criar um momento de agitação, mas uma agitação psicológica, às nossas populações. Isso, nós não vamos permitir”, disse.
Sortane falava a margem de uma reunião que marcou o início de uma visita de trabalho, de quatro dias, que a sua brigada está e realizar na capital moçambicana e que tem por objectivo fazer o acompanhamento das actividades da Frelimo a nível desta urbe.
O encontro também tinha como objectivo traçar estratégias de escutas da validação e proclamação dos resultados, pelos distritos municipais, e concertações para as celebrações da vitória do partido e seu candidato, bem como saudar e agradecer às populações, por terem votado na Frelimo e Filipe Nyusi.
O grande vencedor foi a Frelimo e Filipe Nyusi. O trabalho com a base é fundamental. É lá onde fizemos a vitória, então é também lá onde vamos celebrar a vitória. E, porque fizemos a vitória, não poderíamos deixar de vir para, em conjunto com os nossos camaradas, escutarmos esta validação e proclamação. Isto significa que, dentro de cada distrito municipal estão lá definidas as próprias estratégias e as escutas serão feitas de acordo com o que cada distrito terá definido”, explicou ela.
Além de apelar para uma maior vigilância, a Frelimo diz que pretende levar às populações uma mensagem de manutenção e consolidação da paz e unidade nacional.
Os resultados das eleições, anunciados pela CNE, e que dão vitória à Frelimo e Filipe Nyusi, têm vindo a ser contestados pela Renamo e Movimento Democrático de Moçambique (MDM), alegadamente por terem sido eleições fraudulentas.


(AIM)



Nota: porque um Partido se confunde com o Estado?

Friday, 26 December 2014

NATAL É QUANDO UM HOMEM QUISER


Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento...
És meu irmão amigo
És meu irmão



E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão


Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher


Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão


E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão


Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher


Ary dos Santos

Cenas


Thursday, 25 December 2014

Apelos à paz pelo Dia da Família






























RENOVAR e consolidar a paz e a harmonia social é a principal mensagem endereçada pelos moçambicanos por ocasião do Dia da Família que hoje se assinala no país.
Esta mensagem foi enfatizada na troca de abraços e presentes havida nos convívios sócio-familiares que desde ontem vêm decorrendo em toda a esfera nacional, bem como nas homilias realizadas por ocasião das celebrações do Natal, que para os cristãos marca o nascimento de Cristo.
Para os moçambicanos, só em paz o país é capaz de continuar a alcançar os desígnios de desenvolvimento iniciados há já alguns anos, bem como satisfazer as expectativas do bem-estar social e económico individual e colectivo.
Neste sentido, reiteraram que a perenidade da paz e da concórdia social é algo que merece o esforço e sacrifício de todos os moçambicanos enquanto bem comum, daí que jamais deverão ser usados como uma moeda de troca para o alcance de interesses individuais e, por vezes, fora da ordem social nacional.
Entretanto, fiéis de diversas congregações religiosas participaram na noite de ontem nas suas paróquias na celebração do Natal.
Para além dos cultos ecuménicos e homilias, com a missa do galo como o ponto mais alto desta celebração que assinala o nascimento de Jesus Cristo, os fiéis visitaram santuários e realizaram vigílias, orando e reflectindo sobre os diversos momentos que marcaram as suas vidas nas áreas religiosas, sociais e ainda políticas e económicas.
O outro momento de grande destaque em muitas paróquias foi a realização da dramatização (ou passatempo) que retrospectiva a história do nascimento do menino Jesus, num acto feito entre cânticos de louvor e acção de graças.
Ainda ontem, membros e fiéis de diversas congregações religiosas efectuaram visitas a enfermos que se encontram acamados em leitos hospitalares e nas suas residências, oferecendo presentes.
Esta manhã haverá, em algumas igrejas, cerimónias de baptismo e de comunhão, bem como continuidade de actos religiosos.
Na sua mensagem, o Bispo Auxiliar de Maputo, João Carlos Nunes, apelou aos moçambicanos a orar pela paz e estabilidade, numa altura em que se aproxima o 1 de Janeiro, Dia Mundial da Paz.
Para Dom Carlos Matsinhe, Bispo Anglicano, não obstante a paz ter renascido com o fim das hostilidades militares, agora é preciso fazer renascer o amor, perdão, justiça e tranquilidades nacional no seio dos indivíduos.
Já o Sheik Amminudin, da Comunidade Muçulmana, entende que neste Dia da Família, os moçambicanos devem renovar os apelos à consolidação da paz em Moçambique, sobretudo numa altura em que a capacidade de diálogo e de reconciliação dos moçambicanos foi, novamente, colocada à prova.
O bulício geral que se vive no país, próprio desta ocasião, alterou por completo o movimento a que se está habituado, com muitos moçambicanos a se cruzarem nos corredores das ruas e avenidas em busca de produtos para tornarem estas festas mais animadas.
Tudo isso acontece numa altura em que, de um modo geral, o mercado de consumo lança sinais favoráveis de disponibilidade, embora haja em algumas regiões do país sinais de alteração de preços que são bastante preocupantes.



Notícias

Wednesday, 24 December 2014