Wednesday, 18 July 2012

Um negócio chamado Mandela

Nelson Mandela completa 94 anos de idade

Apesar de se ter afastado da vida publica, um recente estudo revelou que este herói da África do Sul é hoje é o segundo nome ou marca mais conhecido do mundo atrás apenas da Coca Cola.
Respeitado por todos o nome do antigo presidente é algo muito comercializável e controlar essa comercialização do seu nome é uma luta diária.
A Fundação Nelson Mandela que esta encarregue de controlar a comercialização do nome não se opôs a esta marca.
O porta voz da fundação Selloh Hatang disse que a tarefa de controlar a comercialização do nome Mandela é enorme pois há de tudo nos mercados com o nome de Mandela desde relógios, a camisetes, chávenas e num caso até um restaurante de refeições rápidas.
“O ultimo caso que tivemos foi o de calendários que tinham a fotografia de Madiba, “ disse o porta voz fazendo uso do nome tribal do antigo presidente
“ Pusemos fim a isso. A comercialização é algo que existe. É algo a que dedicamos grande trabalho para levar as pessoas a compreender que o próprio Mandela se sente muito desconfortável com isso,” acrescentou
Desde cartas, a advogados a fundação faz uso de uma vasta gama de meios jurídicos para impedir a comercialização não autorizada do nome Mandela. Muitas vezes, disse o porta voz, é o próprio público que se queixa de produtos que são postos á venda com o nome de Mandela.
Jeremy Sampson, director de uma companhia de publicidade e consultoria disse que o fenómeno de usar uma pessoa como uma marca é relativamente novo
“Basicamente uma marca é algo que acrescenta valor, traz uma aura a qualquer coisa, disse Sampson.
“Nelson Mandela tem o seu nome registado com direitos de autor e no seu caso a sua cara é já tão conhecida como a de Che Guevara. É por essa razão que tem que se envolver advogados, assegurar direitos de autor, controlar-se todo o processo,” acrescentou
Controlar o processo pode no entanto ser difícil e às vezes controversa.
A Fundação Mandela apoia vários produtos relacionados com o nome do antigo presidente.
Há alguns anos atrás uma organização de Mandela de ajuda à prevenção da SIDA fez uma parceria com os produtos de luxo Mont Blanc para produzir uma pulseira de luxo com o número de prisão de Mandela. A decisão foi duramente criticada por não reflectir a modéstia de Mandela.
A Fundação Mandela faz notar que uma grande percentagem dos rendimentos de produtos por si patrocinados ou apoiados vão para organizações de caridade e causas importantes para o antigo presidente.
Para além disso nem todas as iniciativas associadas com a marca ou nome Mandela tem como objectivo o lucro. Algumas têm como objectivo o activismo como por exemplo o chamado Dia Mandela que se celebra no seu aniversário.
O Dia Mandela tem como objectivo encorajar todos os sul africanos a envolverem-se em actividades comunitárias e a seguir o exemplo de Mandela.

Voz da América

Parabéns, Nelson Mandela!

Milhares de estudantes cantarão hoje os parabéns a Nelson Mandela
Ícone da liberdade da África do Sul completa hoje 94 anos.

Eleito primeiro presidente negro da África do Sul em 1994, “Nelson Mandela compreendeu que um território em que todos os sul-africanos podem caminhar para a mesma direcção” era o melhor cenário para o país, afirmou Desmond Tutu.
 
Nelson Mandela completa hoje, 18 de Julho, 94 anos, uma data importante na África do Sul, pois constitui ocasião para multiplicar as homenagens, as boas acções e os debates críticos sobre a melhor maneira de prosseguir com o seu combate e trabalho de reconciliação.
Herói da luta contra o regime de segregação racial, “Tata” Mandela ou “papá” Mandela, como é chamado com respeito e afecto, é notícia frequentemente por motivos de saúde. Mas agora, esta data, que significava festas na presença de estrelas ou de dignitários estrangeiros, é celebrada em família.
Em Janeiro de 2011, Mandela foi hospitalizado devido a uma infecção respiratória e, em Fevereiro, foi submetido a alguns exames.
As últimas notícias, fornecidas pelo actual presidente sul-africano, Jacob Zuma, que se encontrou recentemente com Madiba, indicam que Mandela está “bem de saúde”. “Foi um prazer vê-lo, como sempre. Eu estava particularmente feliz por poder felicitá-lo antes do seu próximo aniversário. Também o informei de que, como sempre, todos os sul-africanos esperam o dia 18 para poder desejá-lo um feliz aniversário de todas as maneiras possíveis”, afirmou o presidente sul-africano num comunicado.
Zelda la Grange, que foi sua secretária particular, também declarou à rádio que o encontrou “em forma” e “mimado pela sua família e pela equipa média que o rodeia”.
Há um ano que Nelson Mandela vive entre Joanesburgo e Qunu, sua cidade natal, onde se instalou, em Maio, na sua casa reformada para o receber.
Mandela, que se retirou da vida política em 2004, não perde o seu país de vista, assegura à AFP o seu velho amigo e companheiro de cela Ahmed Kathrada, de 82 anos. “A última vez que o vi, há cerca de um mês, estava ocupado lendo os seus jornais”, disse recentemente Kathrada. “Tomara que possa continuar connosco por muito mais tempo e possa dar-nos conselhos”, afirmou. Os dois homens permaneceram juntos na prisão por 26 anos.
Nelson Mandela foi libertado a 11 de Fevereiro de 1990, após 27 anos de reclusão. Dirigiu as negociações que permitiram a transição, sem guerra civil, em direcção à democracia multi-racial. O primeiro presidente negro da África do Sul, de 1994 a 1999, fez sua última aparição pública em 2010, no Campeonato Mundial de Futebol organizado pelo seu país.
Desde então, as oportunidades de vê-lo estão reservadas aos seus parentes, a jovens talentos que se vão apresentar a Madiba, ou através da televisão, como quando foi mostrado em casa a preencher o seu formulário de censo, ou como quando recebeu a chama do centenário do seu partido, o Conselho Nacional Africano (ANC).
Embora não seja feriado, o dia do seu aniversário é uma data muito especial. Esta quarta-feira, às 08h00 locais, milhares de estudantes cantarão “Happy Birthday Madiba”, o nome de clã tradicional de Nelson Rolihlahla Mandela. Uma iniciativa a qual os organizadores esperam somar 20 milhões de vozes.
 

Tuesday, 17 July 2012

A que ponto chegamos!

Pode, para os leitores apressados, parecer que estamos a caricaturar a realidade, mas, pelo contrário, apenas limitamo-nos ao infeliz e penoso exercício de dar visibilidade àquilo que se tornou numa prática reiterada do nossos agentes da Lei e Ordem.
Sem dúvidas, a nossa polícia está no bom caminho rumo à liderança mundial na lista dos principais violadores dos Direitos Humanos.
Porém, diga-se em abono da verdade, só há uma possibilidade para que tal não ocorra: o desarmamento de todos os criminosos que trajam o fardamento da Polícia da República de Moçambique antes, claro, que dizimem a totalidade dos cidadãos honestos e indefesos que constituem, infelizmente, os 22 milhões de moçambicanos.
Cada dia que passa torna-se mais difícil depositar o mínimo de confiança no Estado moçambicano, sobretudo no que respeita à segurança pública, pois quase todos os dias recebemos uma (má) notícia sobre o comportamento enviesado dos nossos agentes da PRM, que nos deveriam garantir a tranquilidade e a segurança.
Em menos de duas semanas, dois novos episódios que têm como protagonistas funcionários sustentados pelos contribuintes chocaram os moçambicanos: o assassinato do ex-madjermane, Carlos Mondlane, em Maputo, e de um jovem de 19 anos de idade em Nampula. Estes dois casos desnudam a ausência de Lei e Ordem no seio da instituição que devia zelar por ela.
Nos últimos dias, ao invés de contribuir para a segurança da população, os agentes da PRM vivem na modorra física ou atirando para os cidadãos inofensivos que reclamam os seus legítimos direitos. Começa a ser preocupante a atitude da polícia.
Se não há uma só autoridade que se sinta ofendida pelo facto de a polícia moçambicana se ter tornado no exterminador de inocentes, do outro lado, onde está o povo, há quem reclame, ainda que timidamente, desse comportamento hediondo e repugnante dos homens da lei e (des)ordem.
Cremos que existem na corporação agentes que pautam pelo respeito pelas leis e pelo bom senso. Cremos que há altas patentes que lutam, neste rochedo à beira mar, contra o desmando. Cremos que há boa vontade. Contudo, temos não a crença, mas uma certeza dogmática de que só vontade é muito pouco.
Sabemos que os membros da PRM ganham uma ninharia. Aliás, autênticas migalhas se compararmos com os salários faustosos dos donos do país. Ainda assim, não podemos aceitar que tal condição de precariedade justifique o tiro ao alvo com os cidadãos deste país.
Não podemos, como sociedade, aceitar que coisas do género ocorram sem que erguermos o punho de protesto, sem nenhum queixume, sem nenhum grito, sem nenhum gesto de reprovação que ateste que somos de carne e osso.
Mais grave do que a brutalidade do disparo, mais grave do que a desordem que habita no edifício da PRM, mais grave do que a delapidação dos bens do país e a ostentação dos nossos dirigentes é o nosso silêncio cúmplice. Cobarde até. É a nossa resignação de cidadãos embrutecidos, sem vez nem voz. É a nossa brutal estupidez.
Será necessária uma bala tirar a vida do nosso filho, do nosso pai, da nossa mulher ou de um irmão para sairmos à rua e marcharmos contra a ordem vigente?
O que é necessário para protestarmos? O que falta para estalar o verniz? O que falta para exigirmos a plenos pulmões a cabeça dos nossos algozes? O que falta para, 37 anos depois, reivindicarmos a nossa INDEPENDÊNCIA TOTAL E COMPLETA DAS MÃOS DESTES SACRIPANTAS?

Editorial, A Verdade

Jovens de Cuamba indignados com governação local

Iniciou, ontem, na cidade de Cuamba, província do Niassa, a conferência distrital sobre Democracia e Boa Governação, promovida pelo Parlamento Juvenil, inserida no programa “Distrito Pólo de Desenvolvimento Democrático”.
Intervindo na sessão de abertura, perante mais de 150 jovens, o presidente do Parlamento Juvenil, Salomão Muchanga, voltou a insistir na necessidade dos jovens serem obreiros da sua própria libertação, qualificando ainda de intolerável o nível de degradação política e social que se encontram mergulhados os distritos do Niassa. Aliás, Cuamba é mostra visível desse abandono, onde em mais de 15 anos de poder autárquico não tem sequer uma única estrada asfaltada.
“Queremos interromper o progresso da decadência da democracia e estabelecer um paradigma de engajamento social e político, conducente à apropriação dos processos de governação e estabelecer uma solidariedade nacional entre os distritos. Há que denunciar os níveis intoleráveis de pobreza e o clima de desintegração social. É, pois, chegada a oportunidade e a hora dos grandes actos da juventude. A mensagem que trazemos é de confiança e não de desespero. Uma mensagem de luta e não de resignação”, disse.
Num outro desenvolvimento, Muchanga disse ser urgente acabar com aquilo que denominou serem “guetos democráticos” e “favelas sociais” caracterizados pela “penúria, exclusão social e política, perseguições e pelo desprezo às ideias”.
“Estamos aqui para mostrar a força das ideias e dos ideais libertários, visando transformar a juventude num poder em Moçambique. Estamos disponíveis para uma grande revolução cívica assente em iniciativas democráticas”, referiu aquele líder juvenil.

O País

Monday, 16 July 2012

OMM atrasa desenvolvimento das mulheres em Moçambique – considera Alice Mabote

A Presidente da Liga dos Direitos Humanos de Moçambique Alice Mabote considera que a Organização das Mulheres Moçambicanas (OMM), é um dos entraves do processo de desenvolvimento, empoderamento e promotor de violação dos seus direitos e promoção da exclusão social e racial, económico devido ao seu envolvimento com o partido no poder, a Frelimo.
Alice Mabote falava em exclusivo ao nosso jornal logo após o termino do Fórum das Mulher realizado na cidade de Maputo neste ultima quinta-feira onde os desafios era colocar as autoridades governativas e o sector privado a envolver a mulher no processo de desenvolvimento económico e distribuição da riqueza moçambicana equitativamente.
Segundo a nossa fonte a mulher moçambicana tem muito medo dos políticos e espera ouvir o que eles dizem o que fazer o que deve fazer. Por ser uma classe da maioria absoluta no território moçambicana se há uma coisa que preocupa a mulher e ela não quer ela podia reverter e dizer não é a mulher moçambicana que vota.
Mabote acusou a OMM de estar a atrasar os destinos a maioria das mulheres espalhadas por este país, por ser a maior mobilizadora do partido no poder em Moçambique. Como eu disse e bem alto que a OMM é que nos atrasa, porque é ela a força mobilizadora do partido Frelimo nos fazer o que esta a nos fazer, acusou.
Alice Mabote referiu que o governo sabe que as mulheres moçambicanas são tão fracas, dai que usam e violam os seus direitos, mas nunca deviam fazer isso nos países onde as mulheres tem muita força ou onde os Sindicatos são muito fortes por exemplo na Africa do Sul e Malawi sabem que não deviam fazer isso nos países, porque os governos dependem dessas forças políticas e da sociedade civil.
A presidente da Liga dos Direitos Humanos avançou que devido a esta questão o governo moçambicano não teima a ninguém mas sim a OMM, se responsabiliza a fazer esse trabalho. A Frelimo e o governo deviam ter medo das mulheres e jovens mas não teme e não respeita, pois estas camadas são por eles recrutadas e vão cantando e aplaudindo mesmo de fome, aconselhou.
Questionamos se a pobreza estimada em 52 por cento que afecta a mulher no país se a culpa pesava a OMM, Alice Mabote respondeu nos seguintes termos, não é culpado em caso nenhum mas contribui para o crescimento do numero de pobreza das mulheres, mas a mulher não é culpada da pobreza em caso nenhum, mas é culpada por não conseguir inverter a situação que esta a passar.
Aquela activista falou que as mulheres moçambicanas devem lutar para conseguir o seu empoderamento e colocar se no seu lugar para que comece a desafiar os caminhos estratégicos que possam atingir a igualdade entre o género em todas as esferas da sociedade.
Há tubarões que comem pão inteiro sozinhos
A antiga Primeira Ministra de Moçambique actual Presidente do Conselho de Administração (PCA), do Banco Barclays, falando no decurso do Fórum Mulher apontou o dedo acusador a alguns figuras políticas do país de estarem a usufruir o que poderia beneficiar um numero considerável da população com destaque para as mulheres que são as mais pobres do país.
“Uns recebem um pão para dividir com o seu próximo mas comem sozinhos e depois vão pedir que aquela pessoa que não comeu para dizer que já comeu e este pela timidez quando questionado acaba afirmando que comeu mesmo com fome".
Acusou para depois afirmar que as mulheres devem ser e ter a massa crítica contra as investidas dos poderosos desta pérola do país. Luísa Diogo disse ainda no seu discurso que a população deve estar atenta a manobras dilatórias que não ajudem no combate a pobreza em detrimento de certas pessoas que fingem santidade enquanto na realidade não é verdade.
“Há um grupo de pessoas que comem sozinhos e não dão os outros e, esperemos que esta situação não atinja as partes de rapariga e os recursos minerais".
Luísa Diogo criticou as estratégias que estão a ser promovidas pelo governo no processo de empoderamento da mulher.

Nelson Carvalho, A Verdade

O clã Simango

Não concordo com Ericino Salema quando afirma que “o MDM parece ser mais uma organização familiar. Não um projecto nacional… Tudo se resume ao clã Simango. Tenho algumas dúvidas que se faça política com família”. Clã porquê? Por estarem a militar na mesma organização Lutero e Daviz? Ou por ambos terem funções de responsabilidade no partido?
Tomás Salomão-João Mário Salomão; Luísa Diogo-Vitória Dias Diogo; António Sumbana-Fernando Sumbana são irmãos que foram Ministros de um mesmo governo e nunca ouvi ninguém a rotular a Frelimo de ser clã dessas famílias.
Li com muita atenção a longa e interessante entrevista que Ericino Salema concedeu ao jornal Canal de Moçambique do dia 04 de Julho de 2012. Interessante sobretudo pela profundidade que ele dá às respostas a algumas questões que lhe foram colocadas.
Tal como em qualquer boa entrevista, há respostas com as quais imediatamente o leitor com elas se identifica.
Concordo plenamente com Ericino Salema quando observa para a necessidade de o Chefe de Estado ser mais tolerante com a opinião diferente da dele. O nosso Chefe de Estado não pode passar a vida a chamar nomes feios (“tagarelas”, “distraídos”,etc.) a todos quantos não estejam de acordo com ele.
Acima de tudo ele é homem sujeito, por isso mesmo, a que outros homens não concordem com ele. Por razões várias. O facto de nem sempre eu estar de acordo com ele não me converte num “tagarela” nem faz de mim uma pessoa “distraída”.
Concordo com Ericino Salema quando afirma que “a actuação da esposa do senhor Armando Guebuza, a primeira-dama, é um perigo para a democracia. Temos uma primeira-dama que já apareceu em público, isso gravado pelas próprias câmaras da TV, a dar ordens a Administradores Distritais, a Governadores Provinciais sobre como devem agir num e noutro assunto”.
Concordo com estas e muitas outras partes da entrevista.
Ganho o dia sempre que leio pronunciamentos assim, principalmente de pessoas jovens. É sempre para este estado de alma que me empurram, por exemplo, as brilhantes intervenções de Salomão Moyana e de Tomás Viera Mário no programa “Pontos de Vista”, da STV. A sua ousadia nessas abordagens convence-me sempre de que não há nenhuma Pátria construída com base em opiniões de pessoas medrosas e apenas preocupadas com o politicamente correcto. A grande América chegou onde está hoje, respeitando a diferença.
Já não concordo com Ericino Salema quando afirma que “o MDM parece ser mais uma organização familiar.
Não um projecto nacional…
Tudo se resume ao clã Simango. Tenho algumas dúvidas que se faça política com família”. Clã porquê?
Por estarem a militar na mesma organização Lutero e Daviz? Ou por ambos terem funções de responsabilidade no partido? Tomás Salomão-João Mário Salomão; Luísa Diogo-Vitória Dias Diogo; António Sumbana-Fernando Sumbana são irmãos que foram Ministros de um mesmo governo e nunca ouvi ninguém a rotular a Frelimo de ser clã dessas famílias.
É uma completa aberração Ericino Salema duvidar de que se faça política com família.
Porque é que não? De onde é que ele foi tirar esta ideia? Só pode ser de detractores do MDM. O mundo está cheio de famílias inteiras que se envolvem em política sem nenhuns problemas decorrentes disso.
A América tem os Kennedys e, mais recentemente os Bushs. A Índia tem os Gandis. Muito recentemente Portugal teve o Miguel e o Paulo Portas. Três dos quatro filhos de Zulficar Ali Bhutto (Benazir Bhutto, Mir e Shaw Nawaz), Primeiro-Ministro do Paquistão derrubado por um golpe de Estado conduzido por Zia-ul-Haq e mais tarde enforcado, estiveram intensamente envolvidos em política.
À política, existem pessoas que lá vão parar por opção. Na gestão dos Estados, há crimes graves que se cometem sobre pessoas.
Desses crimes, muitas vezes há sobreviventes a quem se deve pedir desculpas, pelo que aconteceu.
Os fortes, são magnânimos e têm a coragem de darem esse passo. Foi o que fez o Papa João Paulo II quando pediu desculpas aos Judeus pelos crimes cometidos há séculos atrás pela igreja católica. Teve a nobreza de assumir esses erros e pedir desculpas aos sobreviventes das famílias afectadas.
E isso não fez dele uma pessoa pequena. Pelo contrário.
Zulficar Ali Bhutto morreu enforcado, às escondidas, por Zia ul-Haq seu Chefe de Estado-Maior, depois do golpe de Estado. Esta situação não deu escolha nem à viúva, nem aos filhos. O destino empurrou os três irmãos a baterem-se por um Paquistão mais justo e a exigirem justiça pelo assassinato do pai. Justiça e não vingança.
As pessoas que executaram (o termo correcto é assassinaram), às escondidas, os pais de Lutero e de Daviz, nunca se mostraram arrependidas pelo que fizeram. Apesar de na altura existirem tribunais, continuam a pensar que fizeram bem em ter feito todas aquelas coisas na calada da noite e não se sentem, por isso mesmo, obrigadas sequer a devolver os corpos dos executados à família.
Armando Cuna, Canal de Moçambique – 11.07.2012, citado no Moçambique para todos

Sunday, 15 July 2012

Países-Baixos suspendem a sua ajuda financeira ao país


Os Países-Baixos decidiram suspender a sua ajuda financeira referente ao ano de 2013 a Moçambique, por causa das dúvidas que pairam sobre a sua boa governação e a sua capacidade de lutar contra a corrupção, anunciou quinta-feira, a sua embaixada na capital moçambicana, citada pela AFP.
"Moçambique, foi avaliado sobre as suas performances em termos de redução da pobreza, da governação e da luta contra a corrupção", declarou Michael Thijssen, responsável político da missão diplomática dos Países-Baixos.
"Segundo os nossos novos critérios, os esforços não foram suficientes nesses domínios, por isso, a partir de 2013, os fundos de ajuda orçamental serão alocados aos sectores específicos como a saúde", acrescentou Thijssen.
Os 19 países doadores de Moçambique, dos quais os Países-Baixos, fazem parte da reavaliação das suas ajudas a cada ano. Moçambique, faz parte dos 18 países, cuja ajuda foi reduzida.
Em Maio de 2010, suspenderam as suas ajudas orçamentais a Moçambique, por protestar contra as irregularidades durante as eleições de 2009, o que foi considerado pelo executivo moçambicano como uma "greve de doadores". A cooperação em matéria de desenvolvimento não foi, todavia, suspensa.
Os 19 doadores, tinha aceitado retomar as suas ajudas, após um mês de negociação com as autoridades moçambicanas, exigindo acções concretas em matéria da reforma eleitoral e da luta contra a corrupção.
No ano passado, os doadores reduziram as suas ajudas na compra de medicamentos, denunciando uma redução do orçamento moçambicano alocado ao sector da saúde.

Fonte: RM, in Club of Mozambique

Acusado de doutor na forma tentada

Este assunto do ministro Miguel Relvas querer ser doutor na forma tentada, dá vontade de rir, mas obedece à cultura pacóvia (não só apanágio dos portugueses, diga-se) que foi zurzida pelo Eça e pelo Camilo, e, também, pelo Fialho e pelo padre Agostinho de Macedo.
Está-nos na massa do sangue este gosto pela reverência que a palavra "doutor" suscita. Não é preciso sê-lo, basta parecê-lo, em muitos casos, como é vertente em Relvas. Relvas é um político em miniatura. Não o fosse e teria outra dimensão e a grandeza de ser, apenas, o que é, pouco ou muito. O homem sabe mover-se na engrenagem da política, desta política, que exige muito mais astúcia e malícia do que conhecimentos e espírito de decência.
No fundo, é isso mesmo que está em questão: a decência. Não os saberes. Porque esses, por tão poucos e superficiais, qualquer um, com manha e despudor, os adquire empiricamente. O empirismo é um valor: a experiência vale ouro e, no estrangeiro, em muitos países, atribuem-se títulos académicos pelos "doutos saberes." Claro que, neste caso, é preciso ter uso de muitas disciplinas do conhecimento. Obtém-se o conhecimento nos livros, na rodagem da vida, nos encontros e correspondências com outros, de outro gabarito.
Não recuso o título de "doutor" a Miguel Relvas. Cabe a ele aceitá-lo ou recusá-lo. Mas não faz grande diferença ao mundo o ministro ouvir-se chamar: dr. Miguel Relvas. E esta pequena aldrabice, porque de aldrabice se trata, põe em causa a permanência dele no Governo? A decência, aqui, não é uninominal: Pedro Passos Coelho tem uma palavra a dizer. Assim como, noutro campo, o ministro Nuno Crato não pode continuar calado. Que tem a dizer acerca do caso pessoal e do caso mais delicado que envolve uma universidade? Crato, sorridente, julgou despejar o problema para o caixote do lixo, alegando que não comenta matéria dos seus colegas de Governo.
O descaramento, aqui, assume idênticas proporções, pela evasiva e pelo indecoro, ao provocado pela licenciatura Relvas. A cumplicidade no silêncio nada tem a ver com lealdade. E lealdade não é nunca fidelidade. Fidelidade é própria dos cães. Lealdade tem a ver com carácter. E Nuno Crato deve-nos lealdade, a nós, portugueses, e não, exclusivamente, ao seu "colega de Governo." Aliás, mais a nós do que ao "colega", e esse peso de responsabilidade devia ter sido tomado em conta.
Todas estas pequenas realidades pertencem aos territórios da moral e da ética, comportamentos hoje muito tripudiados por quem prefere o êxito a todo o preço, e a "visibilidade" a troco de tudo.
É pior o ministro Relvas ser acusado de doutor em forma tentada do que o procedimento que teve no caso com o "Público", ou um facto resulta do outro e ambos são farinha do mesmo saco? E Miguel Relvas, mais as trapalhadas envolventes serão banalidades, "um não-assunto", no extraordinário dizer de Pedro Passos Coelho, ou, realmente, algo de muito importante porque abrange uma universidade e o sistema de ensino, o alegado favoritismo e a ascendência do poder sobre instituições tão relevantes como aquela?
Os valores e os padrões deveriam ser, antes de tudo, as bandeiras do poder. Porém, a razão dominante impõe as emergências do dinheiro e das falsas aparências como méritos essenciais. Ser "doutor" é, certamente marcante, porque resultado de trabalho por vezes insano e incansável. Mas ser homem, ser pessoa, é, sem dúvida mais importante, essencial e indispensável.
Confesso não estar muito interessado em descortinar o destino de Miguel Relvas. Estas e outras coisas de igual jaez e semelhante estilo são rapidamente absorvidas por outras actualidades, e o esquecimento recuperará os seus domínios. Até que outro "escândalo" se substitua àquele e a comunicação social, afobada e muito enérgica, se dedique aos casos que as exigências da oportunidade exigirem.
Como dizia, há dias, numa das televisões, uma senhora de belo rosto cheio de rugas: "É como as águas do rio: abrem-se para receber uma pedra que lhes foi atirada, mas logo se fecham e tudo fica na mesma."
Tudo fica na mesma. É isso, sem tirar nem pôr.

Baptista Bastos, Jornal de Negócios

A famosa partícula de DEUS. Debate recente.

Graça e Paz.

Num debate televisivo, na RTPI, Fátima Ferreira, convidou os melhores do saber para falarem sobre "A Partícula de Deus". Estiveram presentes, físicos de partículas, teólogos jesuítas, sociólogos, filósofos e outros cientistas.
A ciência e a religião nunca se entenderam. O cristianismo não tem dúvidas de que Deus é o Criador de tudo e a ciência procura explicar, por experiências, as coisas que não pode compreender.
Quem somos, de onde viemos? São as grandes questões filosóficas que têm ao longo da história desassossegado os homens, por não entenderem a morte.
Este ano de 2012 ficará na história do mundo científico por causa da "coisa" que uns dizem ser a partícula de Deus que não passa do resultado de uma experiência de grande engenho, numa tentativa de pesquisar como seriam as coisas antes das coisas acontecerem, refira-se o Big-Bang.
Como foi referido no debate, pela filósofa Dra. Pombo, o que resultou não foi uma descoberta mas sim uma pesquisa. E entre estas duas definições, foi recordado que em 1.500 quando os navegadores chegaram a novas terras aí se deu uma descoberta porque passou a conhecer-se o desconhecido, enquanto que "a coisa" é o resultado de uma regressão da matéria e não passa disto.
Não há dúvida que o Cosmo com as suas miríades de galáxias é um desafio a nós homens que não sabemos o porquê de todas estas existências. A ciência não aceita a fé, porque a considera demasiado simplista ao afirmar que Deus criou todas as coisas.
Há uns dois mil anos atrás, quando Jesus de Nazaré "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens, Jo 1:1-4", veio com um recado do céu trazer-nos a Partícula de Deus aos homens. Aconteceu que no dia de Pentecostes, depois de ter sido crucificado e ser elevado aos céus, na presença do testemunho de homens de várias nações, o Espírito Santo Repartiu-se como que em línguas de fogo e logo os mesmos evidenciaram com manifestações sobrenaturais de poder e de inteligência, como um testemunho inquestionável de que agora Deus repartido, habitava nos homens, numa manifestação de expansão a todos quantos, pela graça mediante fé O receberam, de acordo com as Escrituras.
Também tornará "a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra, Ef 1:10".

Casal com uma missão,
Amilcar e Isabel Rodrigues

Friday, 13 July 2012

BADEA disponibiliza 21 milhões USD para reabilitação de 14 km da costa da cidade de Maputo

Obras terão lugar durante 22 meses, em paralelo com as da “Circular de Maputo”.

O Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África (BADEA) vai investir 21 milhões de dólares para a reabilitação de 14 quilómetros (km) da orla marítima da cidade de Maputo.
O director-geral do Banco Árabe para o desenvolvimento económico de África (BADEA) e sua equipa técnica visitaram, esta quarta-feira, parte da orla marítima, neste município, para se inteirarem do Estado de degradação da mesma.
O projecto prevê a colocação de barreiras de betão e pedras argamassadas, numa extensão de 14 quilómetros, que inicia defronte do Ministério das Finanças até ao bairro dos Pescadores, no distrito Municipal KaMavota.
Falando durante a visita a um dos troços reabilitados com fundos do BADEA, o director-geral desta instituição árabe, Abdelaziz Khelef, disse esperar que as obras iniciem a breve trecho, para permitir a melhoria das condições da nossa costa.
“Sabe-se que a erosão costeira é um problema muito grave, que põe em risco a segurança de infra-estruturas públicas e privadas, por isso, nós viemos visitar para sabermos como está e explicarem-nos o que será feito”, disse Khelef.
O concurso público para a execução das obras já foi lançado e apurada a empresa.

O País

Thursday, 12 July 2012

Tribalismo um mal a combater

TRIBALISMO é um mal que nos deprime. Por isso todas as formas de manifestação do tribalismo devem ser combatidas sem preconceitos.

Maputo, Quinta-Feira, 12 de Julho de 2012:: Notícias

Devem ser combatidas, sobretudo com frontalidade, quer nas universidades, escolas de diferentes níveis de ensino, nos ministérios, nas empresas de mineração, nos aeroportos, nos mercados, nos governos provinciais, nos órgãos de comunicação social, nas direcções a vários níveis das instituições públicas e privadas, quer noutros locais onde possa haver sinais inequívocos de manifestação deste mal, que aparentemente está e continua enraizado na mente de alguns concidadãos que parece ainda não terem evoluído, o suficiente, para perceberem quão é a importância da unidade nacional.
E porque recordar é um imperativo da verdade, há grande e valiosos ensinamentos que não se podem esquecer tal é como aquele que o saudoso Samora Machel, primeiro Presidente de Moçambique independente, deixou na década 80, aos estudantes moçambicanos na República Socialista de Cuba, de que eu fazia parte. É que o estadista disse (já escrevi isso aqui) na reunião realizada na “ESBEC 25 de Setembro”, em ” la Isla de la Juventud”, que seria estupidez ouvir que entre eles havia tribalismo e regionalismo.
É um ensinamento que não se pode “enterrar”, na perspectiva de que na verdade o exemplo de combate ao tribalismo ou ao ódio tribal tem que vir também de cima. Todavia, é uma lição que não se pode olvidar, mesmo que em algum momento sejamos dados a perceber que o culto de uma verdadeira cidadania continua um mito, com os extremos da escala socioeconómica cada vez mais distantes. Os pobres são cada vez mais pobres e os opulentos mais nutridos, chorando lágrimas de crocodilo pelos mais carenciados. A unidade foi a arma fundamental para a conquista da Independência Nacional. Onde há união há resultados positivos. É tempo de apostar na unidade como um desígnio nacional e caminho para o desenvolvimento do nosso país.
Ou por outra, é por isso que a necessidade da consolidação da unidade nacional tem sido a mensagem repetida insistentemente pelo Presidente da República, Armando Guebuza. De facto, Moçambique é de todos os seus povos. Os exemplos transmitidos por alguns concidadãos não só nos comícios orientados pelo Presidente Armando Guebuza, como noutros fóruns ou locais, têm deixado manifestamente aquilo que são de algum modo, atitudes tribalistas e regionalistas.
Os nossos antepassados deixaram bem patentes as suas capacidades invulgares, o inconformismo e a vontade de ir mais longe e além, combatendo todas as formas de opressão e divisão imposta pelos colonizadores, seguindo igualmente esse exemplo. Hoje não faz sentido, exigir a dissolução de uma estrutura social, política, económica, conselho consultivo ou doutra índole, duma determinada zona do país, só porque ela é composta por pessoas não naturais ou doutras tribos. Na realidade, não deixemo-nos instrumentalizar ao “sabor” do protagonismo tribal. Sejamos cientes ainda, que o combate ao tribalismo não avançará com palavras ou cortesias, mas com actos. Aliás, mais do que nunca é necessário passar das palavras aos actos.
Alinho pela mesma convicção dos que dizem que temos ainda fragilidades visíveis nesse combate que são atribuídas em diferentes aspectos ou têm a ver por exemplo, com a existência da corrupção generalizada nas instituições, injustiças sociais, distribuição da riqueza, pobreza, falta de oportunidades para todos e outros, que precisamos também de corrigi-los.

Mouzinho de Albuquerque

Wednesday, 11 July 2012

48ª Edição da FACIM 2012

Dezasseis países já confirmaram a sua presença no evento


Projecto de construção de um pavilhão multiusos continua em “Banho-Maria”

Pelo menos 16 países e 127 empresas nacionais e estrangeiras já confirmaram a sua presença na 48 edição da Feira Internacional de Maputo (Facim-2012) que terá lugar entre os dias 27 de Agosto e 02 de Setembro próximos, em Ricatla, no distrito de Marracuene, na província de Maputo.
Já confirmaram que irão participar: a África do Sul, Alemanha, Brasil, China, Egipto, Emirados Árabes Unidos, Dubai, Indonésia, Itália Macau, Namíbia, Paquistão, Polónia, Portugal, Quénia, Turquia e Zâmbia.

FEMATRO garante transporte



Para onde foi o dinheiro da venda das instalações da baixa?

Raimundo Moiane, Canalmoz. Leia aqui.

Tuesday, 10 July 2012

Moçambique “estrategicamente posicionado” para abastecer Brasil, Índia e China

Moçambique está “estrategicamente bem posicionado” para vir a abastecer de matérias-primas os mais dinâmicos mercados emergentes, nomeadamente Brasil, Índia e China, países de que se está a aproximar, afirma o banco português BPI.
No seu mais recente relatório sobre Moçambique, após uma visita ao país, intitulado “Um Novo Lugar no Xadrez Internacional”, a analista Paula Carvalho dá conta da atenção que incide sobre a economia moçambicana, após as significativas descobertas de depósitos de gás natural feitas recentemente.
Afirma ainda que o desempenho da economia moçambicana nas últimas décadas sobressai em relação aos seus pares africanos, com uma taxa média de 7,2% desde 2000, a par de progressos nos indicadores sociais.
O ano de 2011 foi “um ponto de viragem importante para Moçambique”, com o início de actividade dos grandes projectos de investimento no sector mineiro e em particular da exportação de carvão, e no futuro próximo a previsão de crescimento do BPI assenta no intervalo de 6 a 7%.
“A médio prazo, o potencial de expansão será provavelmente superior e as actuais estimativas poderão ser conservadoras”, afirma a analista.
“As recentes descobertas de gás natural colocam o país no centro das atenções de grandes empresas internacionais na área de energia, pois tudo indica que possua reservas à escala mundial”, adianta.
A nível internacional, estas reservas poderão ser as quartas maiores, atrás da Rússia, Irão e Qatar.
“Caso as actuais estimativas se confirmem, os contornos de desenvolvimento e crescimento económico alterar-se-ão provavelmente num futuro próximo, bem como a posição do país no panorama internacional”, adianta.
“Além de recursos florestais e água em abundância, Moçambique dispõe de pedras preciosas incluindo ouro e possui vastas reservas de carvão e de gás natural, colocando o país na fileira dos potenciais maiores fornecedores a nível mundial”, afirma o relatório do BPI.
Paula Carvalho afirma ainda que a forma como as autoridades locais gerirem os proveitos esperados da exploração de recursos naturais será fundamental para ditar o futuro do país e as probabilidades de alcançar um crescimento inclusivo e um desenvolvimento sustentável.
Apesar do momento positivo, existem ainda “significativos desafios e barreiras”, como o défice de infraestruturas e de recursos de transportes, energia, saneamento, saúde e falta de mão-de-obra qualificada, entre outros.

(rm/macauhub)

Monday, 9 July 2012

Renamo tem novo secretário geral

O Conselho Nacional da Renamo, principal partido da oposição moçambicana, elegeu por unanimidade Manuel Bissopo para o cargo de secretário-geral, em substituição de Ossufo Momade, que exerceu a função nos últimos seis anos.
Manuel Bissopo, de 46 anos, foi o único nome proposto pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, ao Conselho Nacional, órgão que se reuniu no fim de semana em Nampula, no norte de Moçambique, para discutir o futuro da formação política.
Falando aos jornalistas ao fim do dia de domingo, após a eleição, o novo secretário-geral da Renamo assegurou que irá prosseguir com o trabalho do seu antecessor, mas destacou o plano de introdução de "motivação para a juventude" para que todos os projetos deliberados no Conselho Nacional sejam executados.
Manuel Zeca Bissopo, membro da Renamo há mais de duas décadas, é atualmente deputado à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Sofala, no centro do país, onde reside.
Na reunião de Nampula, Afonso Dhlakama defendeu a necessidade de rejuvenescimento da direção do partido, como forma de galvanizar a organização para o futuro, lembrando que chegou à liderança aos 23 anos.

Lusa

Conselho Nacional da Renamo faz grandes mexidas na direcção do partido.
Canalmoz. Leia aqui.






Manuel de Araújo diz que tudo está dentro dos carris

1º Semestre do edil de Quelimane em balanço.


“A Roma não foi feita em sete dias. Por isso, nem nós podemos resolver todos os problemas de Quelimane em um semestre”, diz De Araújo, para quem tudo está dentro do planificado e o povo de Quelimane está a mudar desde a maneira de pensar, de lutar até à forma de viver.
O presidente do Município de Quelimane, Manuel de Araújo, diz que os primeiros seis meses à frente da edilidade foram dedicados à restruturação dum município que, segundo alega, estava completamente desnorteado. Numa breve entrevista sobre o balanço dos primeiros seis meses (Dezembro do ano passado a Julho deste ano) da sua governação, Manuel de Araújo diz haver mudanças visíveis em Quelimane, não só no desenvolvimento económico e social, mas até na maneira de “viver, lutar e pensar” dos munícipes.

Saneamento do meio

Falando de áreas específicas, o edil de Quelimane disse que “estamos extremamente preocupados com o projecto de drenagem, financiado pelo Millennium Challenge Account em cerca de 30 milhões e levado a cabo pela empresa Ceta Construções. A nosso ver, estamos atrasados, porque o financiamento do governo americano tem prazos e, se não forem cumpridos, Quelimane vai perder. A flexibilidade e a dinâmica das obras não estão a acontecer.”
De Araújo refere que estas obras são bastante importantes para acabar com os problemas crónicos de saneamento do meio em Quelimane. “São cerca de 11 quilómetros e é esta drenagem que se pretende venha acabar com o problema da reprodução de mosquitos e, consequentemente, a malária em Quelimane”, disse o edil.

outras infra-estruturas

Quanto a outro tipo de infra-estruturas, como é o caso das estradas, o presidente do Conselho Municipal de Quelimane (CMQ) refere que era necessário começar tudo do zero. “Quando chegámos, o município de Quelimane não tinha um homem sequer para o tapamento de buracos. Para se tapar um buraco, era necessário fazer-se um concurso público que leva mais ou menos três meses. Em caso de um concorrente reclamar, eram necessários mais três meses. Portanto, para se tapar um buraco, eram necessários seis meses”, disse De Araújo.
Para ultrapassar esse problema, segundo o edil de Quelimane, era necessário contratar homens que fossem parte dos trabalhadores do município. Só para exemplificar, o edil disse que, agora, a avenida Josina Machel está, literalmente, sem buracos. Esta semana, o município de Quelimane vai “atacar” a avenida Julius Nyerere e, depois, a 25 de Junho.

Sérgio Banze, O País

Balanço de 2 dias de reunião da Comissão Política, no Dondo

MDM anuncia congresso para Dezembro na Beira


Sobre a fome e precaridade de vida dos moçambicanos o presidente do MDM, Daviz Simango, defendeu no Dondo que “temos que desenvolver a capacidade humana, sem a qual não haverá condições para desenvolvermos o país”. “Não faz sentido que não se tenha o que comer com tanta terra fértil”, observou. “Nesta geração que passa fome e privações está a futura massa pensante do país”, lembrou.

 O MDM vai reunir-se em Congresso na primeira quinzena de Dezembro, na Beira. O anúncio foi feito ontem, no Dondo, pelo presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, no final de uma reunião da Comissão Política que decorreu no fim-de-semana.

Adelino Timóteo, Canalmoz. Leia aqui.

Maputo: Santo António da Polana faz 50 anos





Centenas de crentes da Igreja Católica e de outras congregações religiosas juntaram-se ontem para celebrar a passagem dos 50 anos da fundação da Paróquia Santo António da Polana, na cidade de Maputo. Tratou-se de um momento de festa, em que para além da celebração eucarística foram narradas todas as etapas da construção daquela igreja bem como da própria fundação da paróquia, em Julho de 1962.
A celebração eucarística foi presidida pelo cardeal Dom Alexandre Maria dos Santos e, para além dos crentes, foi testemunhada pela Ministra da Justiça, Benvinda Levi, em representação do Chefe do Estado, o presidente do Município de Maputo David Simango e a governadora da cidade de Maputo, Lucília Hama.
Para além da necessidade de as pessoas fortificarem a sua fé, os presentes foram convidados a preservar a paz, seus valores, sua importância para o bem-estar e como um dos elementos fundamentais para o desenvolvimento do país.
Na sua intervenção, a ministra Benvinda Levi afirmou que a Igreja da Polana é um símbolo patrimonial da cidade de Maputo, tendo apelado aos crentes para continuarem os seus esforços para a preservação da paz.
Por sua vez, o presidente do Município de Maputo, David Simango, que é padrinho da celebração do jubileu da igreja, agradeceu a confiança e manifestou a sua disposição de contribuir para a preservação daquele templo.
Entretanto, a ocasião serviu para se falar das necessidades porque a Igreja da Polana passa para a sua preservação e manutenção. O pároco, frei Amaral Bernardo, explicou que no cume do edifício há pontos que estão a admitir a infiltração de águas.
“Quando chove muitas vezes a assembleia é obrigada a afastar se do centro da igreja porque pode molhar e os vidros em volta do edifício também precisam de ser substituídos porque já não estão em condições”, disse o frei Amaral Bernardo, acrescentando que a igreja também tem problemas do soalho cujos ladrilhos estão a descolar.
Acrescentou que todos estes materiais são de difícil acesso no país daí a necessidade da sua importação. “O último orçamento que nos foi apresentada por algumas empresas do ramo de construção indica que são necessários 589 mil dólares norte-americanos para a realização destes trabalhos”, afirmou.
A celebração de ontem foi a primeira de várias actividades que ao longo do ano serão realizadas pela passagem do jubileu de ouro da Igreja Santo António da Polana.

RM

Sunday, 8 July 2012

Precisamos de um Governo austero

Temos vindo a ouvir certos senhores indignarem-se contra as vozes da sociedade civil que os criticam pela opulência em que vivem à custa do Estado. Usam os mais incríveis argumentos ao tentarem justificar a sua arrogância, mas já não conseguem enganar mais os cidadãos que apenas esperam que o Estado e quem o gere – o Governo – cumpra com o que lhe compete. O que os cidadãos menos distraídos mais querem é que esses senhores, que vivem pendurados no Estado, se deixem de exibir riqueza à custa de quem paga impostos, em que se incluem os carenciados. Basta de “show-off”.
Na direcção do Estado tem de estar quem está para servir o País, não quem se quer servir do País.

Editorial do Canalmoz / Canal de Moçambique

Saturday, 7 July 2012

Tunduru acolhe hoje 1º Dia Verde

O JARDIM Botânico Tunduru, na baixa da cidade de Maputo, acolhe esta manhã, um evento denominado 1º Dia Verde, uma acção que visa promover a preservação dos espaços verdes, o saneamento do meio e manutenção do equilíbrio ambiental.

Maputo, Sábado, 7 de Julho de 2012:: Notícias

A iniciativa que é da organização não-governamental humanitária Visão Mundial Moçambique, em parceria com o Conselho Municipal, enquadra-se nas celebrações dos 125 anos da cidade de Maputo a serem assinalados a 10 de Novembro próximo. Dentre as actividades programadas para este 1º Dia Verde, destacam-se a limpeza na urbe, colocação de caixotes de lixo, educação cívica aos munícipes e mobilização para a prática de boas maneiras em locais públicos e de entretenimento.

15 PRAIAS EQUIPADAS COM MATERIAL DE SALVAMENTO

Maputo, 6 JUL (AIM) - Quinze praias moçambicanas estarão a partir deste ano mais seguras e com disponibilidade de assistência aos banhistas em caso de necessidade.
Para o efeito, o governo português, através do seu ministro da Defesa Nacional, José Branco, ofereceu hoje, em Maputo, 'kits' de salvamento que incluem pranchas, cintos de salvamento, bóias circulares, bóias torpedo e uma mala de primeiros socorros.
Cada kit também inclui um posto praia onde serão colocados cartazes informativos sobre regras gerais de natação na praia e recomendações para garantir a segurança dos banhistas, bem como um megafone para avistar os utentes sobre os perigos.
Segundo Branco, este equipamento, avaliado em 200 mil euros, é acompanhado de duas embarcações de busca e salvamento com seis metros.
“ Este equipamento foi testado em Portugal e teve sucessos, o que fez com que fosse um dos países do mundo com baixo nível de mortalidade nas praias. Acreditamos que com este equipamento de salvamento, as 15 praias moçambicanas possam ser mais seguras, tornando-se, deste modo, mais atractivas em termos de turismo”, disse.
No âmbito da melhoria da segurança nas praias moçambicanas, dez agentes do corpo de salvação pública foram treinados no ano passado em Lisboa, Portugal.
Segundo Branco, os agentes estão certificados para exercer a actividade de salvamento de náufragos em qualquer parte do mundo.
Falando durante o evento, o Comandante do Serviço Nacional de Salvação Pública, Abdul Issufo, anunciou que em Fevereiro próximo vai iniciar a formação de 30 nadadores-salvadores.
“Este é o início, temos estado a formar nadadores-salvadores que vão formar outros. Este equipamento vai servir para 15 praias, mas temos muitas mais praias”, disse.
Por sua vez, o Ministro moçambicano, da Defesa, Filipe Nyussi, em representação do Ministro do Interior, disse o material constitui mais-valia para o país no socorro e salvação de pessoas e bens.
“A nossa visão começa com a formação de nadadores-salvadores. O equipamento vai servir para 15 praias, mas temos muitas mais e temos que ter condições para responder a necessidade de todo o país”, disse.
“Moçambique possui inúmeras bacias hidrográficas nacionais e há sempre registos de afogamentos de pessoas, de embarcações de bens e de transporte de pessoas. Por outro lado, o país é frequentemente fustigado por inundações e cheias cíclicas, o que exige do Sistema Nacional de Salvação Pública maior conhecimento e meios materiais a altura de enfrentar estes desafios”, explicou.
Nyussi abordou as acções em curso para garantir a fiscalização das águas territoriais, afirmando que já está em curso um processo para a criação de uma autoridade marítima.
“Para a protecção e defesa das pessoas que usam o mar para vários fins, o governo está em processo de criação de uma autoridade marítima, um mecanismo único de exercício do poder do Estado no mar com competência em matérias de controlo, fiscalização e vigilância marítima. Neste processo gostaríamos de contar com o apoio dos países que estão avançados neste processo. Portugal é um deles” salientou.

(AIM)