Sunday, 30 November 2008

50 Reasons Why I Like Maputo

1. Great weather most of the year.

2. Delicious, cheap seafood.

3. Being able to procure anything you need from informal vendors on 24 de Julho (or any other street, for that matter).

4. All the art deco architecture (and the remaining colonial architecture). The Soviet-inspired buildings? Not so much.

5. Watching the tide fluctuations while driving along the Marginal.

6. Fruit and vegetable vendors on nearly every corner.

7. Everything is 20 minutes away - max.

8. Tilework on Vila Algarve (despite the horrid past of the place).

9. Flamboyants and Jacarandas lining almost all the streets.

10. Watching ladies carry insane loads on their heads: gas canisters, buckets of oranges, kettles, boxes, piles of lettuce, etc.

11. Reading the bumper stickers and window decals on the chapas (the one perpetually parked outside our flat reads "13 Missed Calls". Go figure!)

12. Speaking Portuguese.

13. Aspiring to learn a decent vocabulary in Changana.

14. Pita bread and shwarmas from Café Milano.15. Pizza from Mundo's (our favorite is with prosciutto and rocket).

16. Malva pudding from The Meat Co.

17. Octopus carpaccio and apple crumble from Zambi.

18. Getting drunk at the fish market while you wait for your food.

19. Walking along Frederich Engels on a Sunday afternoon and watching all the Fast & Furious-inspired guys with their cars lined up, music blasting out an open door.

20. Going to the pool at Hotel Terminus.

21. Finding beautiful paintings at Núcleo de Arte.

22. Furniture shopping (or dreaming) at the Bali shop.

23. Finding antique chandeliers at Yola Mobilias, a local furniture warehouse.

24. Mangoes, litchis, pineapples and tangerines.

25. Matapa com carangueijo.

26. Capulanas, even if I just use them as swimsuit cover-ups and tablecloths.

27. Fabric shopping at Casa Paris.

28. Watching low-budget music videos being filmed on the Caracol hill.

29. Local pop music.

30. Coconuts. Occasionally. (the club, not the nut)

31. Looking in awe at the tree roots exposed from erosion along the Marginal.

32. Visiting CFM (the train station), both during the day and at night.

33. Mojitos at CFM bar.

34. Spotting donated clothes from your hometown's finest restaurants or 4-H club for sale or proudly in use.

35. Automatic vacation between December 15th and January 15th because the entire city is deserted and nothing happens in any of the offices.

36. Proximity to great beaches: Ponta do Ouro, Bilene, Ilha dos Portugueses.

37. Proximity to Kruger Park.

38. Proximity to South Africa, when a weekend away is in order.

39. Taking photographs at the Fortaleza.

40. Breakfast at Café Sol or the place near Talho Polana with the waiter that looks like a caricature of himself.

41. Large international population. Lots of diversity.

42. Film festivals.

43. Expositions at the Franco-Mozambican Cultural Center.

44. Films at the Gil Vicente theater.

45. Wood sculptures and other souvenirs at the Saturday wood market.

46. Rich local culture.

47. Being entertained by local TV, especially MiraShop.

48. Mozambican slang: "maningue nice!" "tá a bater!" "job", etc.

49. Relative safety (at least compared to Rio, Joburg, etc.)Deparei com esta lista no blog da Ali, uma estrangeira que vive em Maputo há 3 anos.

50. It's increasingly feeling like home...

( Confira em http://www.ali2africa.blogspot.com. Foto tirada numa das minhas visitas a Maputo )

NOTA:
Deparei com esta lista no blog da Ali, uma estrangeira que vive em Maputo há 3 anos. É curioso como uma estrangeira encontra tantos encantos em Maputo enquanto muitos de nós encontramos sempre motivos para criticar a nossa cidade. Diferentes perspectivas?


Saturday, 29 November 2008

Espectacular: Tem a mente suja?

Pode ligar o som!

Humor

PORQUE É QUE OS PRESERVATIVOS VÊM EM PACOTES DE 3, 6 E 12 UNIDADES?



Um homem entrou num supermercado com o seu filho de dez anos. Aconteceu que ao passarem pelo expositor de preservativos o menino perguntou:
- O que é isso, pai?
O pai respondeu:
- São os chamados preservativos, filho... Os homens usam-nos para fazer sexo seguro.
- Ah, tá..., respondeu o menino, pensativo. Sim, eu já ouvi falar disso nas aulas de educação sexual na escola. E olhando para a prateleira, apanha um pacote de três preservativos e pergunta:
- Por que tem três nesse pacote?
O pai responde:
- Esses são para rapazes do Secundário. Um para a Sexta, um para o Sábado e um para o Domingo.
- Boa, diz o menino. Então pegando um pacote com seis pergunta:
- E estes? Para que servem?
- Esses são para rapazes da Faculdade, explica o pai. Duas para a sexta, duas para o sábado e duas para o domingo.
- Uau! - exclamou o menino. Então quem usa estes? perguntou o menino, apanhando um pacote com 12.
Com um suspiro, o pai responde:
-Estes são para os homens casados. Um para Janeiro, outro para Fevereiro, outro para Março......e assim por diante , até Dezembro...

Friday, 28 November 2008

O direito à educação básica e a omissão do Estado Moçambicano

O direito à educação básica, obrigatória e gratuita, é afirmado, nos documentos internacionais, promulgados pela Organização das Nações Unidas, como um dos aspetos fundamentais da realização dos direitos humanos. Esse entendimento da educação perpassa a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948); a Declaração Universal dos Direitos da Criança (UNICEF, 1959); a Convenção da luta contra a descriminação na esfera do ensino (UNESCO, 1960); o Pacto Internacional sobre os Direitos Sociais, Econômicos e Culturais (ONU, 1966), a Declaração Mundial de Educação para Todos (Jomtien 1990) e a recente Declaração do Milênio das Nações Unidas (2000).Em diversos países membros das Nações Unidas, para se evitar que a vontade política atropele o proclamado pelos documentos internacionais, sem possibilidades de reivindicação por parte dos cidadãos, a educação foi incluída, nas Cartas constituintes, como um direito do cidadão e um dever do Estado e da família.
O Estado moçambicano, pelo menos, ratificou a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, e é signatário da Declaração Mundial de Educação para Todos e da Declaração do Milênio das Nações Unidas. Ao ratificar e assinar esses documentos internacionais, o Estado moçambicano, em princípio, mostrava, em nível internacional, a sua vontade política e o compromisso político em garantir a educação básica (EP1 e EP2), gratuita e obrigatória para todos os moçambicanos, conforme o expresso naqueles documentos.
Examinando a legislação moçambicana, principalmente, a que foi promulgada após a reorganização política e econômica do Estado, o que se pode verificar é a omissão do Estado no que diz respeito ao seu dever de oferta bem como à gratuidade da educação básica. Tomando como exemplo a Lei educacional 6/92 de 6 de Maio, que alterou a Lei 4/83 de 23 Março, nela, é afirmado que o Estado moçambicano apenas organiza e promove o ensino, “como parte integrante da ação educativa, nos termos definidos na Constituição da República, qual seja, a de 1990 (Boletim da República, 1992, art. 1). A constituição referida é de 1990. No que diz respeito à educação, nesta Constituição, é sustentado que, “na Republica de Moçambique, a educação constitui o direito e dever o cidadão” (Constituição, 1990, art.92). Ao Estado, conforme o dispositivo legal, cabe a promoção da extensão de igualdade de acesso de todos os cidadãos ao gozo desse direito (Constituição, 1990, art. 92 §2). Esse entendimento da educação como direito e dever do cidadão, cabendo ao Estado a promoção do acesso, permaneceu inalterado na Constituição promulgada em 2004. O que mudou foi a numeração dos artigos.
Na Lei educacional 6/92 de 6 Maio de 1992, ainda em vigor, pode-se verificar que nela existe uma mudança de conceito de educação para o de ensino. Essa mudança de conceito contraria o que foi estabelecido nos documentos internacionais, ratificados e assinados por Moçambique. Com base no conceito de ensino, na nova Lei educacional, é mencionado que o assegurar garantir o ensino básico a todos os cidadãos, com base na introdução da escolaridade obrigatória progressiva e de acordo com desenvolvimento do país, constitui um dos objetivos do Sistema Nacional de Educação. O condicionamento do acesso ao ensino básico ao desenvolvimento do país e a introdução da escolaridade básica progressiva parece ser proposital, uma vez que, legalmente, conforme as duas Constituições, a oferta da educação, ou melhor, do ensino básico, não consta como dever do Estado, mas sim do cidadão e da família.
Assim se posicionando, o Estado moçambicano, primeiramente, não assume, em nível de Lei, a educação como parte fundamental dos Direitos Humanos, embora o mesmo Estado tenha ratificado e assinado alguns dos documentos internacionais que contemplam a Educação como Direito Humano. Em segundo lugar, não assumindo, por Lei, a educação como dever do Estado, não existe uma base legal para que cada moçambicano(a), vendo não respeitado o seu direito ao ensino básico, como parte do direito humano à educação, possa reivindicar junto do poder público e/ou judiciário.
Além da omissão em relação à obrigação, isto é, dever na oferta do ensino básico obrigatório, quer nas duas Constituições do País, quer na Lei educacional 6/92 de 6 de Maio, uma outra omissão do Estado Moçambicano diz respeito à gratuidade do ensino público. O que implica a omissão na gratuidade conjugada com a demissão da obrigação legal de ofertar o ensino básico? Os pobres ficam sem a escola, seja por falta de vagas seja por indisponibilidade de arcarem com as matrículas, o pagamento de folhas para as provas, e compra do livro escolar que, mais é vendido do que distribuído. De um modo geral, parece que o Estado moçambicano oferece o ensino básico como caridade, obrigando os pobres a apresentarem o atestado de pobreza, caso queiram ter a gratuidade do ensino, e não como um dever, como contra-parte do Direito humano à educação, proclamado nas duas Constituições e nos documentos internacionais de que é signatário. E ainda aposta na educação como meio de combater a pobreza.

António Cipriano Parafino Gonçalves

Moçambicano, Doutorando em Políticas de Educação (UFMG-Brasil), Mestre em Educação (UFMG) e Licenciado em Filosofia (FAJE-Belo Horizonte, MG). E-mail: ciprix@yahoo.com

FONTE: www.bantulandia.blogspot.com

Thursday, 27 November 2008

Dhlakama vai fazer harakiri?

O presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, que com a sua decisão de expulsar, do seu partido, no dia 20 de Setembro de 2008, numa sessão do Conselho Nacional, realizado em Quelimane, o edil da Beira, Daviz Simango. Ele é reconhecido como o melhor gestor municipal da actualidade nacional, tendo arrecado prémios internacionais pela correcta, transparente e dinâmica como tem conduzido os destinos da cidade – o segundo maior centro urbano de Moçambique - retirando-a do marasmo a que esteve votada desde que o País se tornou independente.
Numa embrulhada de intrigas, com base em traição, como um video exibido pela estação televisiva stv veio a demonstrar ao público, um pequeno grupo de antigos militares da Renamo, integrado pelo delegado político da cidade, Faque Fararia e brigadeiro Lucas Machava, liderado pelo delegado político da província de Sofala, Fernando Mbararano, com a carta branca do líder do partido, preteriu, à última hora, a candidatura de Simango pelo veterano e controverso membro da Assembleia da República, Manuel Pereira. A medida - anti-estatutária - deixou a Renamo dividida e as suas repercussões bastante nefastas fizeram-se sentir em todos os níveis.
O líder da Renamo foi alertado, porém, em vão, para se preparar para as eleições e não perdesse tempo com guerras intestinais que, só, levam ao descalabro. Tal como se previa, a Renamo ficou afundada. Foi varrida dos cinco municípios onde governava e não logrou ganhar em nenhum outro. Não ganhou Chimoio que, durante os últimos cinco anos, foi desastrosamente gerida – sem água, com ruas esburacadas e de cidade mais limpa passou para uma das mais sujas. Baqueou na Vila de Gorongosa, em Sofala, que dista a poucas dezenas de quilómetros do antigo quartel general da guerrilha da Renamo.
Na Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, onde a Frelimo semeou mortes na eleição intercalar, de 21 de Maio de 2005, conseguiu vencer. A mulher do administrador distrital local invalidou mais de 500 votos favoráveis à Renamo, por falta de preparação dos delegados de candidatura da Renamo.
Depois desta espectacular hecatombe, esperava-se que Dhlakama anunciasse a sua resignação da liderança do partido pela manifesta incapacidade de tornar a perdiz ganhadora. No mínimo, deveria ter anunciado a data do congresso para ser eleita uma nova direcção que faça a Renamo atravessar o túnel da desgraça.Um resultado tão desastroso, em democracias consolidadas, levaria qualquer líder do partido a pedir sua resignação. Os japoneses são mais radicais, não suportariam, assim, tanta humilhação. Na praça pública e, em frente às câmaras televisivas, entregariam a alma a Deus, fazendo hara-kiri – espetando-se, na barriga, com uma espada pontiaguda, até à morte. Dhlakama fará isso? Que houve fraudes? – Sim, houve e muitas. O partido no poder, Frelimo, nunca vai deixar de fazer fraude enquanto a Renamo for incapaz de as evitar. Não se evita uma fraude, denunciando-a, mas, não permitindo que ela aconteça.
( Edwin Hounnou, em A Tribuna Fax com data de 27/11/08 )

Uma opinião

Venâncio Mondlane preferiu classificar a Renamo de um cadáver político.
“A Renamo não é uma organização política moribunda, mas sim, um cadáver político, pois, devido a sua desorganização, se eliminou da arena política nacional”.
Frisou que a Frelimo se aproveitou pelo facto do seu maior adversário político nacional, Renamo, não querer transforma-se em partido político sério.
“Não me surpreende a derrota da Renamo, nestas eleições, mas há um aspecto que merece maior atenção. É que a Renamo precisa de ressurgir das cinzas, pois, caso contrário, está a preparar o seu próprio funeral”.No que diz respeito à vitória da Frelimo Mondlane disse que os resultados não reflectem os anseios dos munícipes, pois, a votação é indirecta, ao nível das assembleia Municipais, das 43 autarquias nacionais. (R)
( A Tribuna Fax, de 25/11/08 )

Wednesday, 26 November 2008

Mensagem de Daviz Simango




Aos Munícipes da Beira


Passada a Campanha Eleitoral, Apuramento dos Resultados, queremos fazer um agradecimento público a todos que confiaram no nosso trabalho, bem como aqueles que por qualquer motivo não o tenham feito, mas pelo facto de terem exercido o seu direito de voto. Fazemos questão de dividir essa Vitória com todos vocês.

Acreditaram que era possível fazer política como Candidato Independente, fizemos campanha agradável e inteligente, sempre na busca dum mandato político. Foi o que aconteceu. E agradecemos pelos que apoiaram a ideia.

Estendemos estes agradecimentos a todos que directa ou indirectamente apoiaram e participaram na campanha eleitoral. Sem o vosso carinho, o que seria de nós.

A nossa equipa não venceu sozinha. Nós vencemos. Tudo o que a equipa conseguiu, não conseguiu, conseguimos. Como vínhamos dizendo vamos colocar em pratica o que propusemos no nosso programa de governação para o mandato 2009 à 2013, para tornar a nossa cidade o Orgulho Beirense.

Além de agradecer, queremos nessa hora, fazer outro pedido: nos ajudem. Estejam ao nosso lado sempre, para que juntos possamos desenvolver a Beira, pensando nas futuras gerações.

Muito foi feito, mas muito há ainda por fazer. Rogamos a Deus que a todos nos ilumine para que sigamos firmes e coesos na busca permanente de soluções e recursos, bem como na consolidação da democracia no nosso País.

Terminamos dizendo que aprendemos muito nesta etapa. Saímos mais fortalecidos, graças ao apoio de vocês. Certamente continuaremos a disposição de todos, como homens de política.


Obrigado por tudo, Parabéns Beira, até a próxima.

Daviz Mbepo Simango

Tuesday, 25 November 2008

Ivoneeeeeee!!!



Depois de um longo período de hibernação, a minha estimada amiga Ivone Caldeira está de regresso à blogosfera e espero que desta vez venha para ficar, pois blogs que nos obrigam a pensar são sempre bem-vindos!
Chamo a atenção para uma música sobre o racismo que mexeu mesmo comigo.
Confira em http://www.pensartransgredir.blogspot.com/ .

Dhlakama diz que só o Congresso é que o pode tirar da direcção

O presidente da RENAMO, Afonso Dhlakama, disse que só o congresso é que pode o tirar da direcção daquela formação política, falando na sua primeira reacção aos resultados parciais das terceiras eleições autárquicas do passado dia 19 de Novembro de 2008.
Indicou que os resultados negativos das eleições não o obrigam a abdicar do cargo de presidente da RENAMO, salientando que mesmo nas eleições presidenciais irá concorrer e ganhá-las.
“Porque é que vou-me demitir da RENAMO?” –indagou-se em resposta a uma pergunta de um jornalista presente na conferência de imprensa por si convocada e destinada á apresentação da sua reacção aos resultados das eleições autárquicas.
Reiterou, contudo, que só o congresso é que o poderá tirar da direcção, e sobre se vai ou não candidatar-se para as presidenciais de 2009, o líder da RENAMO disse que “sim vou concorrer e ganhá-las como sempre, pois o povo tem sempre confiança em mim”.
Ele evitou falar das datas da realização do tal congresso que tem sido adiado por sucessivas vezes pelo líder daquela formação política na oposição.

David Simango

Sobre se a RENAMO não está arrependida pela expulsão de Daviz Simango da sua formação política, Afonso Dhlakama ripostou dizendo que “quem devia pedir desculpas devia ser Daviz Simango pois ganhou as presentes eleições porque a população pensa que ele ainda continua na RENAMO”.
Disse finalmente que a RENAMO mantém profundas reserves sobre a credibilidade dos resultados que têm vindo a ser divulgados pelos órgãos de administração eleitoral, pelo que convida todas as organizações de observadores eleitorais a analisarem criticamente os resultados.

( Célia Mahanjane, no Diário do País de 25/11/08 )


NOTA:

Nesta altura de crise, a Renamo devia mostrar bom senso e humildade, mas infelizmente isso não está a acontecer!
A realização do Congresso é uma necessidade urgente mas terá de ser um Congresso de união, reconciliação e mudança, se for manipulado a Renamo será reduzida à insignificancia, tal como aconteceu à Unita. Ninguém acredita que nas circunstâncias actuais Afonso Dhlakama possa ganhar as eleições presidenciais, a tendencia é para a Renamo ser novamete humilhada no proximo ano.


Sunday, 23 November 2008

Capturar o vento



( Préstimos de Albertino Silva )

Saturday, 22 November 2008

Friday, 21 November 2008

Frelimo teme Daviz Simango

O governo da província de Sofala apresentou-se, ao público, semana passada, para desmentir o edil Daviz Simango, do que andava a dizer, em campanha, sobre os feitos da sua governação. Na apresentação, trágicocómica, desfilaram os directores provinciais da Saúde, Obras Públicas e Habitação, Plano e Finanças. Chamou os órgãos de comunicação social, a fim de, cada um, contar o que fez, em cinco anos, para mudar a Beira. Só governantes com visão míope poderiam fazer, com mestria, esta mediocre representação teatral.
A cólera fugiu. O lixo deixou de coabitar com os citadinos. As ruas estão iluminadas. Já não há ruas com covas. O abastecimento de água melhorou, apesar de os filhos de Lourenço Bulha, candidato para presidente municipal, e de Fernando Carrelo, membro do Conselho Nacional da Renamo, trem privado, a 12 de Novembro, centenas de famílias de água, no bairro 21 de Inhmízua, alegando que os fontanários tinham que ser inaugurados por Bulha. Um candidato da Frelimo faz inaugurações de obras públicas? É assim tão ténue a fronteira entre o partido no governo e Estado?
A representante do Estado, na Beira, Cremilda Sabino, disse que Bulha poderia fazer tais inaugurações porque a Frelimo está no poder. Um disco quebrado! Para tudo há uma explicação - esfarrapada e a papagaio. O governo de Sofala perdeu uma bela ocasião de ficar calado. Na boca fechada, não entra mosca, diz o povo. A política é ocupação dos mais imaginativos e laboriosos. Não é para aventureiros, mentirosos e gananciosos.
Parecia ser a primeira vez que o governo cedia fundos à Beira e não o fazia em obediência a um commando constitucional. Convém esclarecer que, em nenhum momento, o governo fez qualquer doação ou favor. Cumpria, só, sua obrigação. O que se diz para menosprezar a acção do município, é pura publicidade enganosa. A encenação peca por não ter feito uma retrospectiva de quanto dava ao município, no tempo de Chivavice Muchangage. Porquê, então, a cidade andava suja?
Simango conquistou os beirenses com o seu trabalho. Os seus concorrentes terão que demonstrar que têm melhor programa e não que sabe mentir com requinte. O governo de Sofala, e não só, tem inveja da envergadura de Simango, por isso, faz falsos desmentidos.
O músico e parlamentar Isaú Menezes, na noite do encerramento da campanha, no campo de futebol, ao lado Escola Secundária Samora Machel, disse que as ruas foram reabilitadas por Muchangage. Para este facto, alguém alertou aos presentes que Menezes é deficiente visual. Até disse que a morgue é obra de Chivavice!O povo não engoliu as fofocas da caravana dos mentirogénos da Frelimo. Nem mesmo com o apoio político da inédita FRENAMO - cuja máscara caiu com a exibição, pela stv, do vídeo da traição do trio - Fernando Mbararano, Faque Fararia e Lucas Machava -, e da Procuradoria Geral da República, que age como cão de guarda da Frelimo, serviram para afastar os beirenses de Simango.
( Edwin Hounnou, em A Tribuna Fax, com data de 21/11/08 )

Incongruências no apuramento parcial

MAPUTO – O apuramento parcial dos resultados das eleições desta quarta-feira fora de conferir credibilidade aos escrutinadores que estiveram, directamente, ligados à contagem dos votos por candidato, suscita alguma incredulidade, dada a incompatibilidade registada, nalgumas mesas de voto.
Alguns presidentes das mesas das assembleias de voto estabelecidas, em quase todas as cidades e vilas municipais do País, demoraram anunciar os resultados parciais das eleições e, inclusive, algumas mesas não tinham divulgado os resultados, até à tarde desta quinta-feira, contrariando o estipulado na legislação sobre o apuramento, nomeadamente a Lei 18/2008, de 18 de Julho, que estabelece o apuramento de resultados parciais, logo no primeiro dia da eleição.
Isso não aconteceu. Houve má fé de alguns presidentes que só anunciaram resultados parciais no segundo dia, após a votação, não se sabendo o que estiveram a fazer, no primeiro dia, ao ponto de não anunciarem os resultados, a tempo previsto na Lei.
A Lei recomenda, igualmente, a publicação e fixação de editais, bem como a consequente emissão de actas em acto contínuo ao enceramento do processo de votação, algo que, também, não aconteceu, em momento oportuno, nalgumas mesas de assembleias de voto.
Mais ainda, os quites contendo boletins de voto permaneceram, até à tarde desta quinta-feira, nas assembleias de voto, alegadamente, por falta de transporte para a evacuação às direcções provinciais da Comissão Nacional de Eleições, CNE.
Efectivamente, estas e outras irregularidades cometidas no presente escrutínio retiram credibilidade ao processo que, antes, se pretendia credível e exemplar, em termos de confiança, uma vez que Moçambique já passou por vários estágios do género, acreditando-se que tenha aprendido o suficiente.
Depois desta fase, segue a do apuramento intermédio que, também, começou mal, devido ao envio tardio dos materiais eleitorais pelos presidentes das assembleias de voto.
Esta fase de apuramento intermédio, de princípio, deverá terminar, amanhã, sábado, altura em que sera iniciada outra fase, destinada ao apuramento geral, num prazo fixado de quinze dias, contados a partir da data do encerramento do processo de votação, em todas as assembleias de voto que, este ano, estiveram representadas por cerca de três mil mesas, para atender a um contingente de leitores constituído por três milhões de votantes.
Na legislação que rege o apuramento eleitoral, em Moçambique, consta, igualmente, que, até 4 de Dezembro, deverá ser entregue uma acta e edital de apuramento geral, aos mandatários de cada lista, podendo serem passados a qualquer partido político, coligação de partidos ou grupos de cidadãos eleitores.Apesar de, ainda, não haver dados sobre a participação dos munícipes, ao que tudo indica, as autarquias deste ano foram mais aderidas, lembrando os tempos das primeiras eleições gerais, em que a aderência chegou a atingir, em termos percentuais, pouco mais de 80 porcento dos eleitores recenseados, na altura. (Redacção)
FONTE: A Tribuna Fax com data de 21/11/o8.

Thursday, 20 November 2008

YES WE CAN



Notícias provenientes de fontes credíveis garantem que Daviz Simango ganhou as eleições na Beira de forma retumbante.
Evidentemente que estas notícias precisam de ser confirmadas, mas eu não tenho qualquer dúvida, Daviz Simango saiu vencedor do pleito eleitoral na Beira.
Yes, we can!

Monday, 17 November 2008

Porque apoio Daviz Simango


Para que conste, quero declarar aqui o meu apoio total e incondicional a Daviz Mbepo Simango. As razões desta minha opção podem ser explicadas em apenas duas palavras: coerência e consciência.
A realidade é que eu não posso apregoar que sonho com a liberdade e democracia e ao mesmo tempo ignorar os desmandos dos pseudo-democratas.
Recuso-me terminantemente a ser refém da FRENAMO!
O caso Daviz Simango foi uma bofetada dolorosa na face dos verdadeiros democratas, pois os mais elementares princípios democráticos foram violados. A Renamo, se não mudar de rumo, ficará na História como um Partido que estando perto da vitória final optou por atraiçoar os princípios nobres da democracia e da transparência, pelos quais muitas pessoas deram a vida. Daviz Simango representa um pontapé no marasmo politico em Moçambique, onde imperam a jogatana política e o oportunismo.
Ao contrário do que a FRENAMO ( o triste conluio da Frelimo com a Renamo ) afirma, ele é a imagem da competência e da seriedade, revelando uma capacidade de liderança e trabalho que incomoda muita gente.


Sunday, 16 November 2008

Carta da Beira


Caro
A campanha está a decorrer dentro da nossa expectativa. A aderência é enorme e por convicção.A Frelimo está a dar tudo por tudo, fez deslocar quadros seniores dos piores, mas mesmo assim têm sido infelizes e com muitas gaffes.Do nosso lado tudo vai indo, com as limitações criadas, mas tudo vai ar certo.Hoje a STV exibiu um video onde o Delegado Politico da cidade da Beira, Faque Ferraria, - dá entender que estava num convivio - afirmou que ele, Machava e Mbararano tinham recebido dinheiro para criar este clima para afastar Daviz, e que para ele até preferia que ganhasse a Frelimo. Estas declarações foram filmadas com um telemovel. Isto e uma verdadeira bomba. A ver vamos.
Um abraço

(Mensagem recebida, via e-mail, de fonte proxima da campanha de Daviz Simango)

Meditando...

Ora aqui vai um brilhante (literalmente) pensamento do dia:
Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo. Ele fugiacom medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia. Um dia, já semforças, o pirilampo parou e disse à cobra:
-Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer,podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.- Fiz-te alguma coisa?
- Não.- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!
E é assim....Diariamente, tropeçamos em cobras!
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'O pescador que chegou lá"
Havia um barco atracado numa pequena vila costeira. Um turista estrangeiro cumprimentou o pescador que estava no barco, pela qualidade de sua pesca e lhe perguntou quanto tempo levou para apanhar os peixes.
_ Não muito, respondeu o pescador.
_ Mas então, por que não ficar mais tempo e pescar mais, perguntou o turista. O pescador explicou que aquela quantidade de peixes era suficiente para ele e a família.
O turista, um bem-sucedido homem de negócios, retrucou:
_ E o que você faz com o resto do seu tempo?
_ Eu durmo até mais tarde, pesco um pouco, brinco com meus filhos, faço a sesta com minha mulher. À noitinha, vou até a vila encontrar os amigos, tomo uns drinques, toco violão e canto umas músicas. Eu tenho uma vida cheia.
O homem de negócios interrompeu-o:
_ Eu tenho MBA em administração de uma Universidade de prestígio e posso ajudá-lo! Você deveria pescar algumas horas a mais por dia. Então, poderia vender esse excedente. Com o dinheiro extra, poderia comprar um barco maior.
_ E depois? - perguntou o pescador.
_ Com esse dinheiro, poderia comprar um segundo barco, depois um terceiro e assim por diante, até ter uma frota de barcos pesqueiros. Ao invés de vender para um intermediário, poderia negociar diretamente com as fábricas de processamento de pescado e, quem sabe, abrir sua própria fábrica. Poderá então deixar esta pequena vila e se mudar para uma cidade grande em qualquer parte do mundo, de onde poderá administrar seu grande empreendimento.
_ Quanto tempo levaria isto, perguntou o pescador.
_ Vinte, talvez vinte e cinco anos, respondeu o turista-empresário, entusiasmado com seu sábio aconselhamento.
_ E depois? Insistiu o pobre pescador.
_ Depois? Bem, meu amigo, então é que a coisa fica realmente interessante, respondeu o turista com um sorriso. Quando seu empreendimento ficar realmente grande, poderá vender ações na Bolsa e ganhar milhões!
_ Milhões? De verdade? E depois? Inquiriu o pescador.
_ Depois vai poder se aposentar, viver numa pequena cidade perto do mar, dormir até mais tarde, brincar com seus filhos, pescar um pouquinho, fazer a sesta com sua mulher e passar suas tardes bebendo e se divertindo com os amigos...
Moral da história: Saiba para onde você está indo na vida. Você pode já ter chegado lá!

Estão aqui duas histórias que me obrigaram a reflectir. Na primeira, uma realidade indiscutível: o brilho incomoda muito. A segunda história mostra que por vezes, na ânsia de chegarmos a um destino, não notamos que já lá chegámos!

Saturday, 15 November 2008

O primeiro beijo

É o teu primeiro beijo e inúmeras questões vêm à cabeça:
Será a altura certa?
Está alguém a ver?
Será que o teu parceiro também quer?
O teu hálito está fresco?
E, ---- será que deves usar a língua?
... Mas depois dizes....
Oh, que se lixe! Vou em frente!!!






Humor sem limites

Uma Freira velha pediu para escreverem na campa: Nasci virgem, Vivi virgem, Morri Virgem...
O cangalheiro achou que eram muitas palavras e escreveu: "Devolvida sem ser comida ".

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"Papa condena o segundo casamento..."(porque é solteiro... se fosse casado condenaria o primeiro também!)

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Pensamento 1:
"Os Homens são como o vinho: todos começam como uvas.Cabe às mulheres amassá-los, pisá-los e enclausurá-los até que amadureçam!"

Pensamento 2:
"As Mulheres também são como o vinho: com o passar dos anos umas refinam o sabor, outras azedam. As que azedam é por falta de uma boa rolha..."

Autor desconhecido (mas não parvo).

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Um grito alto vem do quarto que estava completamente. O marido entra correndo, acende a luz, e observa um homem pulando pela janela. A mulher grita:
- Aquele homem fez sexo comigo duas vezes!
Ele pergunta:
- Duas? E porque você não gritou logo na primeira vez?
Ela responde:
- Porque eu pensei que fosse você! Só desconfiei quando ele começou a dar a segunda...

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A cuequinha fio dental é como uma vedação de arame farpado!
" Protege a propriedade sem tapar as maravilhas da paisagem!!!".

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Dois soldados da ONU trocam impressões:
Então, porque te alistaste?
-Porque sou solteiro e gosto de guerra. E tu?
-Porque sou casado e gosto de paz

Friday, 14 November 2008

Daviz Simango: Homem de trabalho


Daviz Simango é um homem que não tem medo do trabalho. Na imagem, o Edil da Beira limpando uma vala.