Monday, 30 September 2019

Aeronave da LAM despista durante a aterragem no Aeroporto de Maputo

Aeronave da LAM despista durante a aterragem no Aeroporto de Maputo
Uma aeronave das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) despistou-se no final da tarde desta segunda-feira, durante a aterragem no Aeroporto Internacional de Maputo.
Trata-se da aeronave, do voo TM 165, operada pela sua subsidiária MEX, que fez o percurso Nacala / Beira / Maputo.
“Os passageiros e a tripulação desembarcaram em segurança e neste momento decorrem providências para facultar mais detalhes sobre a ocorrência” indica um comunicado da LAM, emitida há instantes.
O “incidente” ocorreu por volta das 16:50 e as causas ainda não são conhecidas.



O País

Thursday, 26 September 2019

Actuação da Polícia favorece Frelimo na campanha eleitoral


Desde o começo da campanha eleitoral nossos repórteres um pouco por todo o país reportam casos de falta de imparcialidade, excesso de zelo e inacção por parte de agentes da Polícia, favorecendo sempre os simpatizantes da Frelimo.

No distrito de Balama, Cabo Delgado, agentes da Polícia que escoltavam a caravana da Frelimo quarta-feira dia 18 no povoado de Mualia, assistiram a um caso de agressão movido por simpatizantes da Frelimo contra um simpatizante da Renamo em seu estabelecimento comercial por este ostentar panfletos da Renamo. Os agentes da Polícia que estavam no local não intervieram para repor a ordem. A vítima contraiu ferimentos ligeiros como resultado do espancamento.
No distrito de Manica, na província com o mesmo nome, a Renamo queixa-se de não estar a beneficiar de escolta policial nas suas deslocações pelas localidades de Chadzuca e Mundonguara, a 30 quilómetros da sede do distrito. “A nossa caravana desloca-se sem acompanhamento da Polícia mesmo depois de termos entregue o nosso programa às autoridades policiais”, disse o delegado da Renamo ao Boletim.
No distrito de Morrumbene, Inhambane, o MDM e a Renamo não têm sido escoltados pela polícia durante a campanha. Entretanto, nas suas deslocações pelas localidades, as caravanas da Frelimo são acompanhadas por 4 agentes da Polícia.
No distrito de Bilene, Gaza, a Polícia se recusa a escoltar caravanas do MDM quando solicitada pelo partido, denunciou ao Boletim o delegado do partido no distrito, Leonardo Macave.
No distrito de Gurué, Zambézia, um simpatizante da Renamo foi brutalmente espancado por dois agentes da Polícia quando regressava das actividades da campanha eleitoral alegadamente por não trazer consigo o seu Bilhete de Identidade, na tarde do dia 14 de Setembro. Andar sem Bilhete de Identidade não é crime.
No distrito de Mutarara, Tete, dois simpatizantes da Renamo foram feridos e evacuadas para o posto de Saúde de Inhangoma para receber cuidados hospitalares, após terem sido agredidos por simpatizantes da Frelimo durante a campanha eleitoral, na terça-feira, 17 de Setembro. O caso, foi remetido à Procuradoria do distrito de Mutarara para o seguimento e não há detidos, embora a Polícia tenha presenciado as agressões.

( CIP )

Sunday, 15 September 2019

Tragédia em Nampula: guarda presidencial bloqueou portões e impediu saída de pessoas do estádio


Eleicoes-Gerais- 51-15-09-19

A actuação de agentes da Casa Militar da Presidência da República, um comando especial das forças de defesa e segurança, responsável pela protecção do presidente da República, pode estar por detrás da tragédia de Nampula, que causou a morte de pelo menos 10 pessoas e aproximadamente 100 ficaram feridas.
O incidente aconteceu no dia 11 de Setembro no Estádio 25 de Junho, em Nampula. Um reduto com capacidade de acolher 5 mil pessoas, mas que, de acordo com os presentes, tinha muito mais pessoas. O candidato da Frelimo à sua própria sucessão na presidência da República, Filipe Nyusi, havia acabado de sair do Estádio quando milhares de pessoas tentaram sair ao mesmo tempo e usando um único portão aberto. Alguns caíram e foram pisoteados até à morte. Outros morreram no hospital e dezenas contraíram ferimentos. Nenhuma televisão mostrou o momento do incidente e nem há imagens nos smartphones a circular nas redes sociais, como seria de se esperar. Afinal o que causou esta tragédia?
Nos quatro dias que seguiram ao incidente, o Boletim investigou o caso, conversando com pessoas presentes no evento, incluindo jornalistas e agentes da Polícia, e traz novos elementos sobre o incidente.
Milhares de pessoas foram mantidas no estádio, durante longas horas, sem permissão para sair. O comício de Filipe Nyusi estava acompanhado de espectáculo musical gratuito. Milhares de pessoas locais e outras trazidas dos distritos da província de Nampula estavam no local para receber Filipe Nyusi na cidade onde a última vez que a Frelimo ganhou foi há 11 anos. A Frelimo perdeu as eleições autárquicas em 2013, tendo ganho o MDM. Em 2017 houve eleição autárquica intercalar e ganhou o candidato da Renamo. Em 2018 voltou a ganhar o candidato da Renamo nas eleições autárquicas.
Diferentemente dos demais candidatos presidenciais cuja segurança em campanha é garantida pela Polícia da República de Moçambique (PRM), na campanha de Filipe Nyusi, a segurança está ao cargo de agentes da Casa Militar.
“É função da Casa Militar proteger os locais ocupados, permanentemente ou a título provisório, pelo Chefe de Estado, incluindo regulamentar e controlar o acesso às zonas ocupadas pelo Presidente da República”, conforme refere a presidência da República.
Os agentes da casa militar, dirigidos pelo próprio Chefe da Casa Militar, General Joaquim Mangrasse, bloquearam os três portões existentes no estádio, não permitindo a entrada e saída de pessoas desde o período em que Filipe Nyusi entrou.
O discurso de Nyusi estava previsto para às 15 horas. A partir destas horas ninguém mais podia sair do local. Mas Nyusi chegou com atraso de cerca de meia hora. Discursou até perto de 17 horas. Enquanto Nyusi falava, milhares de pessoas foram tentando sair do local, incluindo jornalistas. A segurança da Casa Militar não deixou que as pessoas saíssem.
“Eu próprio quis sair e fui impedido. Acabei saindo pela porta pequena pois estava acima da hora do fecho”, contou um jornalista ao Boletim.
As pessoas foram se aglomerando perto do único portão que esteve aberto durante o dia, mas não foram permitidos a sair. Assim que Filipe Nyusi e a sua comitiva abandonaram o local, as pessoas já há muito aborrecidas de permanecer no recinto, quiseram sair ao mesmo tempo, gerando-se a confusão.
À altura da tragédia, os jornalistas da comitiva da campanha de Nyusi e grande parte dos agentes da Casa Militar já haviam saído do local. Quando a notícia do incidente começou a se espalhar pela cidade, os jornalistas correram para o Hospital Central de Nampula para tentar captar imagens de feridos que iam dando a entrada, mas de novo os agentes da Casa Militar entraram em acção e impediram os jornalistas de realizar o seu trabalho.
Pelo menos quatro jornalistas foram agredidos e impedidos de captar imagens. Os que já haviam captado algumas imagens foram obrigados a apagar sob ameaças de torturas por homens empunhando armas de fogo.
“Eufrásio Gilberto, operador de câmara da HAQ TV (uma televisão islâmica local), foi ameaçado com uma arma de fogo do tipo pistola quando era forçado a entregar a máquina. Leonardo Gimo, da TV Sucesso, foi forçado a apagar todas as imagens que tinha conseguido captar”, contou-nos um jornalista que presenciou a cena no HCN. Um operador câmara da STV, uma das maiores televisões nacionais, também terá sido vítima da operação dos agentes da Casa Militar. CIP



Thursday, 5 September 2019

Papa Francisco defende combate às desigualdades para garantir a paz efectiva

Papa Francisco defende combate às desigualdades para garantir a paz efectiva
O Papa Francisco saudou hoje o acordo de paz assinado em Agosto entre o governo e a Renamo, e sugeriu a aposta no caminho da reconciliação para assegurar um desenvolvimento sustentável do país.
O Sumo Pontífice que falava há instantes durante o seu primeiro encontro com as autoridades nacionais e convidados, disse que o caminho seguido pelos moçambicanos, deve ser a norma e consolidado.
"A paz deve ser a norma e a Reconciliação como o melhor caminho para enfrentar as dificuldades do país" disse o líder da igreja católica.
Para o papa, é preciso que o país se empenhe no combate às desigualdades e aposte na inclusão efectiva para assegurar que a paz seja duradoura e eficaz.

Segundo o Bispo de Roma, a papa a reconciliação deve ser acompanhada por um processo de dignidade na inclusão, porque "sem igualdade de oportunidades" encontra-se um terreno fácil para a instabilidade.
Para o Papa Francisco, não há programa político, ou serviços de segurança que seja efectivo e eficaz enquanto as desigualdades sociais prevalecem, frisou, para sustentar a ideia de aposta no combate aa desigualdades sociais.



O  País

Monday, 19 August 2019

Mariano Nhongo é eleito líder da "Junta Militar da RENAMO"


Major-general foi escolhido por grupo de guerrilheiros que contesta a presidência de Ossufo Momade à frente do maior partido da oposição de Moçambique. "Junta Militar" considera acordo de paz com FRELIMO como nulo. 


O major-general Mariano Nhongo
O major-general Mariano Nhongo
Em Moçambique, a autointitulada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), que contesta a liderança do Presidente do partido, Ossufo Momade, anunciou esta segunda-feira (19.08) a eleição do major-general Mariano Nhongo como novo líder do maior partido da oposição.
O grupo contestatário anunciou a eleição do seu líder para assumir a liderança do partido num ato em que foi candidato único. O anúncio foi feito no final de uma conferência nacional de três dias realizada na serra da Gorongosa. Nhongo disse aos jornalistas que vai respeitar a trégua: "Eu sou presidente da RENAMO e já estou a tomar posse. Não vou fazer brincadeiras, vou defender o partido de toda a maneira. Quem vier com força também vou usar a força."
Por seu turno, o porta-voz da RENAMO, José Manteigas, reiterou que Ossufo Momade é o Presidente do partido, eleito pelo Congresso, e reafirmou o compromisso com o acordo de paz assinado  com o Governo.
"A RENAMO, partido político devidamente registado e representado pelo presidente eleito no Congresso este ano, o general Ossufo Momade é uma das partes que assinou o acordo definitivo de paz e reconciliação nacional. Outras vozes não vinculam à RENAMO", afirmou.
O grupo contestatário, que afirma ser a estrutura militar da RENAMO, se encontra nas matas com 11 unidades militares provinciais. A Junta Militar exige a renúncia de Ossufo Momade, acusando-o de isolar os oficiais que estiveram sempre ao lado do antigo líder do partido Afonso Dhlakama.


Excluídos
No sábado passado (17.08), o porta-voz da conferência, João Machava, disse que Ossufo Momade excluiu vários guerrilheiros do processo de desarmamento, desmilitarização e reintegração das forças da RENAMO.
"Ossufo Momade excluiu 60% dos militares, tem que reconhecer isso. Aqueles 60% dos militares excluídos em todo o processo amanhã o que é que fazem? Voltam às matas, porque não sabem fazer mais nada fazer senão pegar em armas", disse.
Segundo Machava, o objetivo do grupo não é retornar à guerra ou desestabilizar o país. "Queremos um processo justo onde os verdadeiros guerrilheiros da RENAMO e, sem exceção, sejam efetivamente reintegrados na sociedade e contribuam na reconciliação nacional. Queremos ser membros ativos neste processo", sublinhou.
O líder do grupo contestatário, Mariano Nhongo,informou que vai iniciar contatos com o Governo para prosseguir com o processo de desarmamento do braço armado do partido. Por seu turno, o porta-voz da RENAMO, José Manteigas, afirma que as informações indicando a exclusão de 60% dos guerrilheiros são falsas.
"É falso, porque o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) está em curso e, que eu saiba, não está concluído. Portanto, não corresponde à verdade. O que foi acordado é um DDR que está, neste momento, a ser executado", afirma.
Acordo de paz 'nulo'
A Junta Militar considerou nulo o acordo de paz assinado recentemente entre o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da RENAMO, Ossufo Momade.
O grupo quer ainda o adiamento das eleições de 15 de outubro próximo e a realização de um novo recenseamento de raiz. Pede também aos Governos de Portugal e Ruanda e à Cruz Vermelha Internacional para mediarem o processo de pacificação do país junto da comunidade internacional.

A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o partido no poder, apela à RENAMO para que encontre formas de resolver o problema com o grupo contestatário. "Esses são problemas internos da RENAMO, acredito que não são problemas do Governo. Esperamos que a RENAMO se reencontre e compreenda que o Presidente Nyusi está a fazer a sua parte, e eles também precisam de fazer a sua parte", afirmou o secretário-geral da FRELIMO, Roque Silva.
O ex-Presidente de Moçambique Joaquim Chissano e signatário do acordo geral de paz assinado entre o Governo e a RENAMO em Roma em 1992 considera que a situação do partido deve ser analisada para ver se há um real perigo de ameaça à paz e se as razões que possam levar a isso merecem ser respeitadas.
"Se merecem respeito, então, o caminho é mesmo de encontrar uma dissuasão pacífica conhecendo as razões profundas", disse. 
Já o porta-voz da RENAMO, José Manteigas, afirmou que "as portas da RENAMO estão abertas". "Esses são nossos irmãos e o apelo que o Presidente Ossufo Momade faz é que esses irmãos voltem para casa e nos unamos para trabalharmos no sentido de vencermos as eleições", finalizou.


DW

Tuesday, 6 August 2019

O Governo e a Renamo assinam hoje o acordo final de paz e reconciliação, na capital do país.

Governo e Renamo assinam hoje acordo final de paz
Lusa
A assinatura está marcada para as 16:00 na Praça da Paz, e contará com a presença da Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Federica Mogherini.
Portugal estará representado pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro.
O acordo terá de ser depois ratificado no parlamento.
Na passada quinta-feira, o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, assinaram o acordo de cessação das hostilidades na Gorongosa, província de Sofala, centro do país, para acabar, formalmente, com os confrontos entre as forças governamentais e o braço armado do principal partido da oposição.
Trata-se do terceiro acordo entre o Governo e a Renamo, depois da assinatura do Acordo Geral de Paz de Roma de 1992 e do acordo de cessação das hostilidades militares em 2014, na sequência de uma nova vaga de confrontos entre as duas partes.
No domingo, o líder do braço armado da Renamo que contesta a liderança do partido recusou entregar as armas no quadro do acordo de cessação de hostilidades assinado com o Governo sem que seja eleito um novo presidente da formação política.
“Nós vamos eleger o nosso presidente e só depois é que vamos entregar as armas”, disse Mariano Nhongo, general da Renamo, que deixou um aviso ao Governo e ao actual líder do partido, Ossufo Momade: “Não [nos] enganem, os militares estão do meu lado”.


Lusa

Monday, 5 August 2019

A FRENAMO e os novos “bandidos armados” da Renamo



Com o acordo de cessação das hostilidades, rubricado pelo PR Filipe Nyusi e pelo líder da Renamo Ossufo Momade, surgiu um grupo se colocando como o único empecilho para que Nyusi celebre eternamente o estatuto do derradeiro pacificador de um conflito que mergulhou Moçambique no sangue durante décadas a fio: os dissidentes da Renamo. Há quem acredita que estes dissidentes têm potencial para perigar a paz. Até é possível.
O grupo é composto por generais do “innner circle” da guerrilha de Afonso Dhlakama, que deram seu corpo e alma às “causas” da luta. Queriam o poder de veto no processo decisório interno, mas Ossufo Momade deu-lhes costas. Têm armas e controlam bases do interior. Mas as possibilidades da sua persistência na hostilização violenta contra o poder do Estado (reivindicando um poder dentro da Renamo) parece-me limitada.
O acordo Nyusi-Momade carimbou também uma aliança FRENAMO (Frelimo/Renamo), que agora se junta, em coligação, contra os dissidentes. Ou seja, o grupo que insiste na rebeldia tem agora o Estado e boa parte da Renamo do outro lado da barricada. O acordo Nyusi-Momade foi celebrado por parte da facção guerrilheira da Renamo e pela totalidade da facção política da Renamo, desde os “tachistas” parlamentares a toda uma panóplia de políticos, dhlakamistas ou não, espalhados pelas capitais provinciais.
Por outras palavras, os dissidentes actuais da Renamo não têm suporte político (a não ser que depois das eleições apareçam políticos se juntando aos guerrilheiros nas matas numa reivindicação contra a fraude – coisa que só Afonso Dhlakama sabia fazer). Mas ainda ontem vimos a Ivone Soares marchando em celebração do acordo. Os dissidentes têm, pois, uma capacidade de barganha limitada. A opinião pública é contra mais matança nas estradas e a comunidade internacional também está cansada das nossas desavenças de sangue.
Os anteriores acordos entre o Governo e a Renamo, como o de 2014, falharam por causa da capacidade de Afonso Dhlakama de enxergar a maracutaias da Frelimo e mobilizar, ao mesmo tempo, suas energias políticas e militares. Dhlakama foi-se e não deixou um sucessor com sua dimensão e carisma para dar continuidade ao seu estilo de luta.
Os dissidentes reivindicam um espaço dentro da Renamo, acusando Momade de falta de legitimidade. Mas o acordo FRENAMO mostrou que isso já não interessa. Quem da Renamo não entrou na onda do acordo não passa agora de um bandido atirando contra a segurança do Estado. São os novos “bandidos armados”, sem qualquer tipo de legitimidade. Depois da assinatura em Chitengo, quando se soube de novos ataques nas estradas, Nyusi frisou que esse banditismo vai ser combatido ferreamente. Aliás, tudo vale agora para que a paz aconteça dentro dos anos de vigência do nyussismo.
a dissidência na Renamo vai ser mesmo capitalizada pela Frelimo, para eliminar todos os vestígios bélicos da guerrilha. Simbolicamente, para os novos “bandidos armados”, seria como que uma segunda morte de Dhlakama, com o beneplácito de toda a facção política traidora da Renamo, que ambiciona o conforto de Maputo.
Nos próximos meses, vamos ter algum sangue nas matas, com eleições de permeio. Depois o teste crucial será ver com que armas é que a Renamo fará a reclamação da fraude eleitoral, de que é useira e vezeira. A Renamo da FRENAMO está mesmo preparada para fazer a luta política nos espaços tradicionais, tal como em Angola a Unita aceitou as benesses do poder e se restringiu ao parlamento, ou vai tentar fazer renascer, depois de Outubro, o novo “banditismo armado”? Alô Novembro!



( Marcelo Mosse )

www.cartamz.com

Thursday, 1 August 2019

Peritos militares no terreno para identificar autoria de ataque armado no centro do país

O secretário-geral da Renamo disse hoje à Lusa que peritos militares do partido, Governo e da comunidade internacional estão a trabalhar para a identificação dos autores de um ataque armado na quarta-feira a dois veículos, no centro de Moçambique.
Peritos militares no terreno para identificar autoria de ataque armado no centro do país
Lusa
Homens armados atacaram na quarta-feira um autocarro de passageiros e um camião em Nhamapadza, distrito de Marínguè, província de Sofala, centro do país, ferindo o motorista e o ajudante de um dos veículos, disseram à Lusa testemunhas.
O local do ataque localiza-se a 200 quilómetros do distrito de Gorongosa, onde o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, principal partido da oposição, Ossufo Momade, assinam hoje o acordo de cessação das hostilidades militares.
Em declarações hoje à Lusa em Gorongosa, o secretário-geral da Renamo, André Majibire, disse que peritos militares do seu partido, do Governo e do Grupo de Contacto Internacional estão a trabalhar na identificação dos autores do ataque.
"A Renamo não tem conhecimento dos autores dessa acção, mas sabe que o Grupo de Verificação de Cessação das Hostilidades militares está a trabalhar para a identificação dos autores", declarou André Majibire.
O camião ficou imobilizado na sequência dos tiros e o autocarro conseguiu seguir viagem, mas foi atingido por balas, apresentando furos de projécteis nos lados.
O troço onde ocorreu o ataque foi palco de ataques regulares a veículos durante os confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo, entre 2013 e 2015.
Os veículos alvejados seguiam na direção Nhamapadza - Gorongosa.
Um jornalista que vive na Beira, capital da província de Sofala, disse à Lusa que, na sequência do ataque ocorrido em Nhampadza, a tripulação de um autocarro de passageiros que devia ter viajado para a cidade de Quelimane, província da Zambézia, também na região centro, adiou a viagem por medo.
O ataque ocorreu algumas horas após o Presidente moçambicano ter anunciado no parlamento que vai assinar hoje o acordo de cessação das hostilidades militares com o líder da Renamo.
Nas últimas semanas, um grupo de guerrilheiros do braço armado do principal partido da oposição alertou o Governo para a continuação da instabilidade militar no país, caso assine o acordo de cessação das hostilidades militares com Ossufo Momade, exigindo a renúncia deste do cargo de presidente da Renamo.
O grupo avisou que não vai aceitar o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração que se iniciou na segunda-feira, enquanto Momade continuar presidente da Renamo.


Lusa 

Thursday, 11 July 2019

Sociedade civil vai contestar em tribunal decisão de extradição de Manuel Chang

O Fórum de Monitoria do Orçamento (FMO), que congrega organizações da sociedade civil, vai contestar no próximo dia 16 em tribunal a decisão do Governo sul-africano de extraditar o ex-ministro das Finanças Manuel Chang para Moçambique.
Sociedade civil vai contestar em tribunal decisão de extradição de Manuel Chang
Reuters/S. Tassiem
A intervenção do FMO foi acolhida pelo Tribunal Superior de Justiça da África do Sul, numa resposta datada de 09 de julho, depois de a organização ter submetido um pedido nesse sentido na semana passada, lê-se na resposta do tribunal ao pedido da entidade não governamental moçambicana.A resposta da justiça sul-africana foi divulgada hoje pelo FMO.

Lusa

Monday, 24 June 2019

Independência!

Amanhã, Moçambique completa 44 anos independente. Portanto, trata-se de um País adulto. Que avaliação damos ao País? Péssimo! Não nos podemos contentar, 44 anos depois, em termos um País onde mais da metade da população continua a viver em condições de extrema pobreza. Não nos podemos contentar com um País à saque onde os malfeitores continuam impunes, por compadrio e nepotismo reinantes no seio do partido do Governo, a pretexto de políticas de protecção dos camaradas do partido, como, hoje, é uma inegável realidade.
44 anos depois, Moçambique não possui uma estratégia económica exequível, para se libertar da dependência económica externa. Para um País independente há 44 anos, é uma humilhação que o seu Orçamento do Estado dependa de doações de países de boa vontade cujos, por qualquer prevaricação nossa, nos podem cortar o financiamento, como o que se vive agora em virtude do odioso calote que deixou Moçambique de rastos.
É inacreditável que 44 anos depois ainda tenhamos um Estado que não consiga pagar, atempadamente, os salários míseros aos seus funcionários. 44 anos depois, o salário mínimo na Função Pública ainda não chega a cinco mil meticais.
Em 44 anos, Moçambique ainda não conseguiu acertar uma estratégia, publicamente conhecida para, pelo menos, produzir o que precisa para comer. O País ainda continua com fome. Moçambique não consegue produzir a sua própria alimentação, em quantidades satisfatórias para o seu povo.
44 anos depois, Moçambique ainda é um País-mendigo. Mais da metade da sua população activa continua no desemprego. 44 anos depois, a população ainda continua a ser transportada em carinhas caixa aberta, vulgos "My Love". Ainda temos centenas de famílias a viverem em lixeiras sob risco de contraírem qualquer doença ou serem vitimadas pelo próprio lixo, como o que aconteceu na Lixeira de Hulene.
44 anos depois, em Moçambique ainda morre-se de doenças como a malária. Ainda falta água potável para todos neste País, inclusivamente na cidade capital. Escangalhamos a cidade de Maputo. Hoje, os restaurantes são aqueles carros estacionados nas principais artérias da cidade que vendem comida de origem duvidosa e as autoridades fazem vista grossa porque sabem que isto deriva da sua própria incompetência em governar de forma correcta o País.
Há muito que se pode dizer desses 44 anos de independência que, em rigor, só ajudaram os que libertaram o País. São eles que abocanham toda a riqueza de Moçambique, como o que acontece nas minas de rubis em Cabo Delgado. 
44 anos depois, o desenvolvimento de Moçambique só existe em discursos políticos. Não existem exemplos, acções concretas.

Moçambique é uma pátria mal-amada. Destruída por pessoas que discursam em seu nome e da moçambicanidade. São os mesmos indivíduos que um dia chamamos de heróis e hoje só nos provam que não passam de ladrões vulgares!
(Justiça Nacional,  no Facebook)

Wednesday, 12 June 2019

Guerrilheiros da Renamo pedem demissão de Ossufo Momade


Fiéis a Afonso Dhlakama dão ultimato ao seu sucessor



Os guerrilheiros da Renamo, fiéis ao ex-líder Afonso Dhlakama, exigiram nesta quarta-feira, 12, a demissão do presidente do partido, Ossumo Momade, supostamente por estar a perseguir e a executar oficiais do Estado Maior General do principal partido da oposição em Moçambique.


No seu ultimato, apresentado em conferência de imprensa na Gorongosa, Sofala, centro de Moçambique, o líder do grupo, general Mariano Chissungo", exige que Ossufo Momad, eleito num Congresso do partido em Janeiro, renuncie o cargo até 10 de Julho, e seja indicado um novo candidato do partido as eleições de 15 de Outubro.
Em comunicado, a Renamo prometeu pronunciar-se amanhã 13.
Desde o início da semana, informações não confirmadas oficialmente têm denunciado execuções de guerrilheiros da Renamo, no que, em determinados círculos, está a ser considerado como um acerto de contas entre as alas do partido.


VOA

Wednesday, 29 May 2019

RENAMO fala de cumplicidade dos Órgãos de Gestão Eleitoral com a Frelimo e exige prorrogação do recenseamento eleitoral


O presidente da Renamo denunciou, em teleconfência havida hoje(29/05), em Maputo, que a maioria dos problemas que marcam o recenseamento eleitoral em curso no país se devem à cumplicidade do STAE e da CNE com o partido Frelimo.
"Redução programada de brigadas, não emissão de cartões de eleitores e elaboração de listas fantasmas nos cadernos eleitorais foram medidas tomadas pelos Órgãos de Gestão Eleitoral para impedir o registo de eleitores nas províncias de influência da Renamo, disse Ossufo Momade, em teleconfência havida, nesta quarta feira, em Maputo".
A RENAMO exige a alocação de meios para o funcionamento efectivo dos postos de Recenseamento Eleitoral,
A RENAMO exige a demissão imediata do Director Geral do STAE por não estar a defender os interestes mais nobres dos moçambicanos,
E reitera mais uma vez e com urgência a actuação da Procuradoria Geral da República no sentido de levar a barra do tribunal os lesa-patrias em salvaguarda dos direotos fundamentais dos moçambicanos.
Disse o Presidente da RENAMO, Ossufo Momade, em teleconferência de imprensa em Maputo.


FONTE : CIP Eleições

Friday, 24 May 2019

Delegação norte-americana na África do Sul "focada" na extradição de Manuel Chang




A extradição para Maputo do ex-ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang, detido na África do Sul desde dezembro a pedido dos EUA, está no topo da agenda da visita de uma delegação governamental norte-americana a Pretória, disse hoje à Lusa fonte diplomática. 

A delegação da Casa Branca, liderada pela presidente do Export-Import Bank dos Estados Unidos, Kimberley Reed, "encontra-se no país, e está focada nesse assunto", explicou à Lusa fonte diplomática norte-americana, referindo-se à decisão anunciada terça-feira pelo ministro da Justiça e Serviços Correcionais sul-africano, Michael Masutha, de extraditar para Moçambique o antigo governante e atual deputado da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no âmbito das investigações às denominadas "dívidas ocultas" do país.

A delegação presidencial norte-americana foi indicada pelo Presidente Donald Trump para estar presente, sábado, em Pretória, na cerimónia de posse de Cyril Ramaphosa como Presidente da África do Sul.
A Lusa noticiou na quarta-feira que os Estados Unidos estão a equacionar pedir a revisão da decisão do ministro da Justiça sul-africano, de extraditar o ex-ministro das Finanças moçambicano para Maputo.
"Estamos em discussões com o governo sul-Africano e a explorar opções para solicitar uma revisão desta decisão", disse na altura, em declarações à Lusa, Robert Mearkle, porta-voz da Embaixada dos Estados Unidos em Pretória.
"O ministro [Michael Masutha] decidiu extraditar o ex-ministro moçambicano da Finanças Manuel Chang para Moçambique apesar de ter recebido o nosso pedido formal de extradição primeiro do que o da República de Moçambique", salientou.
"Instamos o Governo da África do Sul a enviar o Sr. Chang para os Estados Unidos para ser julgado por estes alegados crimes", afirmou à Lusa Robert Mearkle.
O anúncio do ministro Michael Masutha, através de um comunicado divulgado terça-feira pelo Ministério da Justiça e Serviços Correcionais, aconteceu a poucos dias da cerimónia de posse de Cyril Ramaphosa e do anúncio de novo governo na África do Sul, na sequência da maioria de 57,5% obtida pelo Congresso Nacional Africano (ANC, sigla em inglês) nas eleições de 08 de maio.
"Eu decidi que o acusado, o senhor Manuel Chang, será extraditado para enfrentar julgamento pelos seus alegados crimes em Moçambique", lê-se no comunicado do ministro Michael Masutha.
Manuel Chang, 63 anos, antigo governante moçambicano e atual deputado da Frelimo, partido no poder em Moçambique desde 1975, encontra-se detido desde dezembro na África do Sul, a pedido dos EUA, por fraude e lavagem de dinheiro.
Em causa estão os empréstimos no valor de 2,2 mil milhões de dólares (1,97 mil milhões de euros) para criar as empresas públicas moçambicanas Ematum, Proindicus e MAM pelas subsidiárias londrinas dos bancos Credit Suisse e do russo VTB.
Os indícios de suborno, lavagem de dinheiro e fraude levaram a justiça norte-americana a processar vários intervenientes, nomeadamente o mediador da Privinvest Jean Boustani, os antigos banqueiros do Credit Suisse Detelina Subeva, Andrew Pearse e Surjan Singh e o antigo ministro das Finanças Manuel Chang.
Só em fevereiro, depois da ação dos EUA, foram detidas várias figuras públicas pela justiça moçambicana - entre as quais pessoas próximas do ex-chefe de Estado Armando Guebuza - que tinha o caso aberto desde 2015, mas sem nenhuma detenção.
No entanto, o ex-governante moçambicano continua a gozar de imunidade parlamentar e não será julgado em Moçambique, segundo o pedido concorrencial de extradição submetido por Moçambique à justiça sul-africana, consultado pela Lusa.


Lusa

Sunday, 12 May 2019

Sobe para 17 número de óbitos por naufrágio na Zambézia

Sobe para 17 número de óbitos por naufrágio na Zambézia
O número de vítimas mortais na sequência do naufrágio da última quarta-feira subiu para 17, ontem. Especialista que efectuam trabalhos de buscas no terreno acharam ontem um total de oito corpos nas zonas de Bento, Centro e Chacuma ao longo do rio Zambeze, nas proximidades do oceano Índico.
Sexta-feira foram achados três corpos. A embarcação que naufragou tinha um total de 52 ocupantes, 34 sobreviveram à tragédia e uma pessoa continua desaparecida. O administrador de Chinde, Pedro Vírgula, quem facultou a informação, fez saber que neste momento há trabalhos que decorrem para esclarecer o último ocupante que estava abordo da embarcação até aqui desaparecido.
No sábado, o partido Frelimo exigiu ao governo provincial no sentido de alocar uma embarcação para garantir travessia em segurança das pessoas que pretendem ir ou sair do distrito do Chinde.


O País