Monday, 12 December 2011

MDM queixa-se à CNE

O MDM alega terem desaparecidos 20 cadernos com cerca de 1 000 eleitores cada e esta situação permitiu que os eleitores pró-Maria Moreno não conseguissem votar.
O MDM reúne-se, hoje, em Cuamba, para concertar sobre o expediente a submeter à CNE distrital. No mesmo, o MDM alega terem desaparecidos 20 cadernos com cerca de 1 000 eleitores cada e esta situação permitiu que os eleitores pró-Maria Moreno não conseguissem votar. Diz ainda que o STAE introduziu 8 mil eleitores “fantasmas” nos cadernos digitalizados para facilitar a fraude a favor da Frelimo.

O País

Castanha de cajú: Moçambique pretende reconquistar o lugar de um dos maiores produtores do mundo


Moçambique tenciona aumentar em 80 por cento a quantidade de castanha de caju comercializada no país até a campanha agrícola 2019/2020.

O Plano Director do Caju 2011/2020 prevê que a quantidade de castanha comercializada no país aumente das actuais cerca de 100 mil toneladas ano para 180 mil toneladas até àquela campanha agrícola, segundo indica um comunicado de imprensa do Instituto de Fomento do Caju (INCAJU).
Igualmente, o sector pretende aumentar a quantidade de castanha processada pela indústria nacional, passando das actuais 30 mil toneladas para 100 mil.
Dentre vários impactos, esse crescimento irá aumentar o número de pessoas com emprego na indústria de processamento do caju, podendo passar dos actuais oito mil trabalhadores para mais de 35 mil.
O comunicado daquela instituição subordinada ao Ministério da Agricultura (MINAG) indica que o Plano Director do Caju 2011/2020 será matéria de divulgação numa conferência a ter lugar em Maputo na próxima Segunda-feira.
Neste encontro será apresentas as principais opções estratégicas e operacionais do subsector do caju durante o período coberto pelo Plano Director (10 anos) bem como as necessidades de investimento para os próximos quatro anos.
Este plano constitui um esforço visando reerguer a produção e processamento de caju em Moçambique. Na década de 1970, o país chegou a ser o maior produtor de castanha de caju ao nível mundial, ao atingir uma comercialização recorde de mais de 200 mil toneladas.
Contudo, a produção nacional foi regredindo ao longo do tempo devido a vários factores, incluindo a guerra dos 16 anos que tornou difícil o tratamento dos cajueiros, a prevalência de pragas, envelhecimento das árvores e falta da sua reposição.
Estes factores associados ao seguimento das imposições do Banco Mundial de exportação da castanha em bruto resultaram no colapso quase total da indústria nacional, empurrando-se milhares de trabalhadores ao desemprego.

(RM/AIM)

Mudar é possível

Terminadas que estão as eleições intercalares, depois do candidato da Frelimo já ter reconhecido a sua derrota e felicitado o vencedor depois da Comissão de Eleições da Zambézia ter anunciado ontem os resultados, falta agora apenas esperar pelo “carimbo” da CNE, que deverá ocorrer nos próximos 15 de dias. Manuel de Araújo está exausto. Daviz Simango é uma espécie de messias. Quelimane e Beira preparam já um acordo de gemelagem autárquica.
A juventude inunda a sede do MDM em Quelimane de onde a policia fortemente armada já se retirou certamente envergonhada do ridículo a que o seu comando a sujeitou nestas eleições.
As ruas de Quelimane estão cheias de gente alegre.
Ninguém guarda rancor.

Editorial do Canalmoz. Leia aqui.

Sunday, 11 December 2011

Com fundos luso-moçambicanos: Investimoz estabelece critérios de elegibilidade

OS mecanismos de elegibilidade aos fundos da Investimoz, um instrumento financeiro criado pela CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, AICEP Portugal Global, SOFID e a Câmara de Comércio Portugal-Moçambique, em colaboração com os governos de Moçambique e Portugal, foram ontem divulgados em Maputo.


Maputo, Sábado, 10 de Dezembro de 2011:: Notícias


O Investimoz está dotado de 94 milhões de euros para apoiar investimentos desenvolvidos por empresas portuguesas e luso-moçambicanas e, falando num seminário, o presidente da Comissão Executiva da SOFID, Diogo de Araújo, disse serem elegíveis para o fundo “todos os sectores que criem emprego e contribuam para a transferência de competências para os quadros moçambicanos, ficando de fora os sectores especulativos, como o imobiliário destinado para a venda a curto prazo”.
“Com este encontro, pretendemos dar a conhecer às empresas portuguesas e luso-moçambicanas, os instrumentos financeiros que existem ao seu dispor para investimentos a médio e longo prazos”, segundo indicou Diogo de Araújo, acrescentando que, “neste processo, o sector privado moçambicano e português têm que se unir para, numa atitude mutuamente vantajosa, tentar desenvolver o país e contribuir para que Moçambique continue a crescer”.
Por seu turno, o vice-presidente da CTA, para a Antena Regional Sul, Agostinho Vuma, referiu que “sendo a CTA o único interlocutor válido do sector privado no país, tem a obrigação de difundir os produtos financeiros oferecidos pela SOFID”.
“Praticamente, queremos transmitir aos empresários moçambicanos a necessidade de capitalizarmos este novo produto financeiro”, finalizou Agostinho Vuma.
Refira-se que esta iniciativa vai envolver cerca de 150 empresários que operam em sectores como energia incluindo as renováveis, infra-estruturas incluindo construção e habitação social, sector agrário (agro-negócios e pecuária), indústria, turismo, transportes, manufactura, indústria, entre outros.

Saturday, 10 December 2011

Em Maputo: Guebuza e Zuma discutem investimentos com empresários

Os presidentes de Moçambique, Armando Guebuza, e da África do Sul, Jacob Zuma, reúnem-se, próxima quarta-feira, em Maputo, com empresários dos dois países.
A reunião tem como objectivo procurar mais investimentos para as áreas da Agricultura, Minas, Turismo, Energia, Infra-estruturas, Banca e Construção Civil.
O encontro terá lugar durante a visita à Moçambique de Jacob Zuma que está a ser preparada, conjuntamente, pelo Ministério da Indústria e Comércio, Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e Centro de Promoção de Investimentos (CPI) do Ministério de Planificação e Desenvolvimento (MPD), segundo fonte envolvida nos preparativos desta visita, ouvida esta quinta-feira, em Maputo.

RM

Friday, 9 December 2011

Erros que penalizaram a Frelimo em Quelimane!

A Frelimo, apesar de ter vencido as eleições em dois municípios (Pemba e Cuamba), foi o grande derrotado das intercalares desta semana, ao deixar Quelimane cair nas mãos do jovem “Movimento Democrático de Moçambique”. O que me impressionou foi o envolvimento da juventude nas eleições de Quelimane. Até às 04h00, já havia jovens acampados à volta das mesas de voto. Este comportamento da juventude constitui um requerimento do pedido de mudança do discurso político de que os “jovens são o futuro de Moçambique” para “jovens são o presente de Moçambique”.
Nestas eleições, a Frelimo terá sido penalizada pelos seus próprios erros. Ora vejamos: mobilizou figuras que levam uma vida de ostentação e viaturas de luxo para desfilar e pedir votos a uma população castigada pela miséria, que até tem dificuldade de acesso à água potável, num município em que pouco fez em cerca de 13 anos; as figuras que mobilizou acabaram comportando-se como os principais candidatos do que o próprio candidato, que ficou eclipsado, ou seja, andou escondido; sobrevalorizou a imagem do candidato do MDM, Manuel de Araujo, ao destacar figuras de topo para enfrentar um jovem que, até na altura, tinha pouco peso, além de que fazia campanha sozinho contra os pesos-pesados da Frelimo. Por outro lado, não teve em conta as questões tribais de Quelimane, devidamente, exploradas pelo MDM. Também terá pesado o facto de ter obrigado Pio Matos a demitir-se em nome de problemas de saúde mental, para, volta e meia, aparecer como rosto de apoio à campanha de Aboobacar, sem apresentar sintomas de problemas de saúde.
Mais: a Frelimo levou a cabo uma campanha de ataques pessoais à figura do candidato do MDM, à semelhança do que tem sido as campanhas da Renamo.
Pareceu-me que a Frelimo não tinha definido o objecto da sua campanha para Quelimane.

Lázaro Mabunda, O País

Quelimane, zona libertada da Frelimo

1. Não foi Lourenço Abubacar que perdeu. Foi todo o partido Frelimo, a sua poderosíssima máquina logística e os rostos mais salientes da sua estrutura dirigente que quase fixaram residência em Quelimane.

2. Não foi apenas uma vitória de Manuel de Araújo ou do povo de Quelimane. Toda a juventude nacional esclarecida e que não se revê na Frelimo, a classe intelectual apartidária e as massas das zonas urbanas pobres de todo o país apoiavam moralmente a sua candidatura e ansiavam com fé a sua vitória.

Com efeito, a eleição de Manuel de Araújo constituía um imperativo nacional para contrabalançar a prepotência, a insensibilidade e indiferença de um sistema que tende, nos últimos tempos, a olhar mais para o seu umbigo e a distanciar-se cada vez mais do povo.

3. A vitória de Manuel de Araújo nestas Eleições Intercalares estimula a emergência de mais jovens “aventureiros” que possam contrapor a imponência plástica de uma juventude subserviente ao sistema, alheias às aspirações do grosso da camada juvenil geral e repugnantemente virada para a prossecução de interesses egocentristas e clubistas.

4. Nunca se viu o povo de verdade, maioritariamente composto por jovens entre os 18 e os 30 anos, a celebrar efusivamente a vitória de um candidato da Oposição que, até há um par de meses atrás, era um indivíduo praticamente “desconhecido” na cidade de Quelimane.

5. O povo de Quelimane votou contra a mentira que já perdurava há mais de 12 anos. Aquele povo mostrou unidade e não se deixou impressionar pela “brigada de elite” vinda especialmente de Maputo para ajudar a perpetuar a marginalização eternizada dos bairros periféricos e a deterioração infraestrutural crescente da cidade de cimento.

Manteve-se vigilante e esteve nas ruas até ao último momento para assegurar que o sistema não lhes roubasse as únicas armas que lhes restavam: o voto e a dignidade.

6. Mensagem para os governantes: o povo mudou. É hoje composto maioritariamente por uma juventude que está cada vez mais esclarecida da sua condição marginalizada (muitos não têm como prosseguir os seus estudos ou a possibilidade de arranjar um emprego formal, vivem em bairros degradados e mal se alimentam), não têm nenhuma relação umbilical ou ideológica à Frelimo e têm estado a aprender pela televisão, nestes últimos tempos, como é que se faz uma revolução.

Dito de outra forma, Quelimane foi um golpe certeiro nos testículos da arrogância de um sistema excludente, distanciado do povo e que gravita em torno de si mesmo. Abriu-se uma luz no fundo do túnel da esperança, e a libertação presente dos libertadores do passado pode ser um facto à médio prazo, se a lição de Quelimane for devidamente aprendida e apreendida por outras regiões geográfi cas deste país.

Editorial, A Verdade

Inédito: Guebuza e Dhlakama reuniram-se em Nampula


O Presidente da República, Armando Guebuza, reuniu-se hoje, na cidade de Nampula, norte de Moçambique, com o líder da Renamo, o maior partido da oposição no país, Afonso Dhlakama.
O encontro realizou-se a pedido de Dhlakama e é o primeiro em privado desde que Guebuza tomou posse como Chefe de Estado em 2005.
No fim do encontro, Dhlakama, que fixou residência em Nampula em 2009, disse a jornalistas que foram discutidos vários assuntos de indole politico, social e económico.
“Acabei de falar com o Presidente da República, que ao mesmo tempo é Presidente da FRELIMO, sobre aspectos que afectam o país ao nível político, económico, social e democrático, reconciliação nacional neste país”, disse.
Dhlakama considera que a conversa 'foi boa porque o Presidente da República ouviu e tomou nota sobre todas as questões tratadas, tendo se chegado ao consenso de criar equipas de trabalho que vão tratar dos assuntos que preocupam a Renamo'.
Afirmou que houve consenso de que vai haver grupos de trabalho constituídos por representantes da Frelimo e da Renamo que irão prosseguir com diálogo para resolver problemas do país.
“Vai haver um grupo de trabalho para continuar o diálogo entre a Frelimo e a Renamo porque há agenda que deve ser esgotada. Temos tido problema de fraudes em Moçambique e é preciso parar com isso porque não podemos continuar a chamar Presidente da Republica a pessoas que ganham na base de enchimento de urnas. Tive coragem de lhe dizer para pararmos e criarmos uma base para a democracia', disse Dhlakama.
'Falei-lhe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, sabe que a Renamo meteu os seus homens após o Acordo Geral de Paz e a Frelimo já retirou os nossos oficiais todos e só ficaram lá os da Frelimo. Os da Renamo que ficaram lá são usados apenas como ajudantes dos comandantes da Frelimo. Isso não pode acontecer e tem que mudar', detalhou.
Dhlakama acrescentou que também falou com o Presidente Guebuza sobre a alegada partidarização do Aparelho do Estado.
'Para ser professor do ensino primário é preciso ser membro do parido Frelimo e isto tem que mudar porque o país tem intelectuais que estão a estudar mas estão a abandonar o país porque não querem ser políticos, porque para continuarem a trabalhar devem ser do partido. E tem que haver uma acção de despartidarização nas escolas, hospitais, tribunais e até nas empresas privadas”, referiu.
A questão dos mega-projectos também constou na lista dos assuntos debatidos entre Guebuza e Dhlakama, segundo este, uma vez que a Renamo considera que só beneficiam os membros da Frelimo.
“Os mega-projectos só vão para a Frelimo e seus membros quando vocês, os outros moçambicanos e eu também queremos virar empresários”, disse.
No encontro, Dhlakama disse que também falou-se das eleições, particularmente no que se refere à revisão do pacote eleitoral, a composição dos órgãos de administração eleitoral e das mudanças que, na perspectiva da Renamo, devem ser revistas para conferir mais transparência e credibilidade aos processos.
“Falamos muito de fraude. Há discussão da revisão da lei eleitoral e não há consenso porque a Frelimo quer manter o artigo 85 que oficializa a fraude. O artigo diz claramente que conta-se aquilo que foi encontrado na urna, o que quer dizer que se as pessoas nao foram votar num determinado posto de votação, mas abrindo a urna e forem encontrados um milhão de votos eles são reconhecidos. É preciso se chegar a um acordo neste aspecto e mudar as coisas”, defendeu.
“O Secretariado Técnicio de Administração Eleitoral (STAE) é um órgão importante de apoio da Comissão Nacional de Eleições (CNE), que prepara todo o processo eleitoral, mas é composto só por membros da Frelimo disfarçados em funcionários do Estado. Nós dizemos que não devemos partidarizar os órgão de administração eleitoral e se os funcionários são todos membros da Frelimo temos que despartidarizar o Aparelho do Estado para que estes órgãos desempenhem o seu papel”, argumentou o líder da Renamo.
Apesar deste encontro, em que a Renamo foi apresentar as suas preocupações ao Chefe de Estado, Dhlakama insiste que as manifestações ainda podem acontecer no país neste mês de Dezembro.
“Pode haver manifestações sim. Neste encontro não se acordou o fim das manifestações. Se até lá as coisas desenvolverem bem... Estes encontros são para chegar a um acordo e as manifestações são uma forma de fazer pressão para a Frelimo aceitar o que nós queremos”, declarou.
Dhlakama manifestou-se satisfeito com a abertura do Presidente da Republica e disse acreditar que este encontro vai produzir bons resultados.
'Está é a primeira vez que conversamos e tiramos fotografias', disse.
De referir que o Chefe do Estado mocambicano, Armando Guebuza, já convidou o líder da Renamo para alguns encontros aos quais Dhlakama preferiu não comparecer.

(RM/AIM)

RENAMO felicita MDM pela vitória no município de Quelimane

A RENAMO, o principal partido da oposição em Moçambique, felicitou hoje o candidato do MDM, Manuel de Araújo, pela vitória no município de Quelimane, considerando-a "um rastilho" para a saída da FRELIMO do poder.
Contagens dos canais públicos RM e TVM e do privado STV dão uma clara vantagem a Manuel de Araújo, candidato do terceiro maior partido da oposição moçambicana, o Movimento Democrático de Moçambique, na eleição para a presidência de Quelimane, centro do país, e vitória à FRELIMO, em Pemba e Cuamba, norte.
Comentando hoje a vitória do MDM, partido que resultou de uma cisão na RENAMO, na quarta maior cidade do país, o porta-voz do principal partido da oposição congratulou-se com o resultado da eleição em Quelimane, considerando-a "histórica".

RM

Thursday, 8 December 2011

Manuel Araújo do MDM vence com 62%

A “grande máquina” da Frelimo avariou em Quelimane

Canalmoz. Leia
aqui.

Eleições “Intercalares” em Cuamba

Vicente Lourenço da Frelimo vence Maria Moreno do MDM
Irregularidades e abstenção marcam processo de votação

Continue lendo aqui.

Nota do José = O candidato da Frelimo, Tagir Carimo, venceu em Pemba.

Wednesday, 7 December 2011

Um histórico de abstenções nas três autarquias hoje em disputa


Eleições Intercalares 2011

Quelimane, Cuamba e Pemba registaram, entre 1998 e 2008, uma fraca participação dos eleitores inscritos. O cenário tem vindo a melhorar gradualmente, mas ainda está longe da realidade de outros municípios.
As três eleições autárquicas nos municípios de Quelimane, Cuamba e Pemba demonstram “um rosto” de assustadoras abstenções, e os números estiveram sempre acima de 50 por cento. Ou seja, em todos os pleitos, a saber, 1998, 2003 e 2008, acima da metade dos eleitores inscritores não se dirigiram às urnas no dia de votação.
Tomando como exemplo Quelimane, actualmente o mais concorrido de todos em disputa nestas “intercalares”, os dados mostram que, em 1998, a edilidade tinha um total de 93 514 inscritos, no dia da votação apenas 5 351 eleitores foram às urnas, o que significa dizer que 94,28 por cento de eleitores se furtaram ao voto. Nas autárquicas de 19 de Novembro de 2009, a mesma edilidade registou 56.4 por cento de abstenções. Cuamba não foge dessa fórmula. Em 1998, registou uma abstenção de 88,82 por cento, mas em 2008 houve um interesse relativamente maior por parte dos munícipes, e as abstenções situaram-se em 66,7. Apesar disso, este número continua alto em relação ao desejável numa eleição, que é as abstenções estarem abaixo da metade.
Por fim, Pemba saiu de uma abstenção de 79,38 por cento, para 59,2.
Os dados das três edilidades demonstram, nos últimos tempos, uma tendência a reduzir os níveis de munícipes que se furtam ao voto. Entretanto, o cenário das abstenções não esteve apenas nos três municípios.
Em 1998, a abstenção geral foi de 85.42 por cento; em 2003 foi de 75,84 por cento; e, em 2008 foi de 53,6 pontos percentuais. Muitos dos argumentos usados em 1998 para justificar a fraca afluência já não podem ser usados nas eleições de 2003 e 2008, já que nesses pleitos não houve nenhum boicote da oposição.

O País

Quelimane: uma disputa entre a continuidade e a mudança! Leia aqui!

Pemba: três candidatos para um posto. Leia aqui!

Cuamba: entre a “veterania” de Moreno e a “novidade” Lourenço. Leia aqui!

Tuesday, 6 December 2011

Maputo fascina-me – Bridget Hilton Barber


A sul-africana, Bridget Hilton-Barber, acaba de lançar no seu país um livro sobre as suas visitas à cidade de Maputo e a algumas zonas da região sul de Moçambique.
Na verdade, ela descreve a publicação mais como um Guia turístico da capital moçambicana e a, enriquecida com bonitas imagens do seu parceiro, Richard Chipps.
Hilton-Barber explicou, no lançamento da obra, as razões que a levaram a publicar o livro. Ela Disse: "Depois dos muitos anos de viagens por várias cidades do mundo, conclui que para algumas delas o prazer é instântaneo e se esquece e outras você tem que regressar sempre; é o caso de Maputo. Visitei esta cidade e fiquei encantada. Percebi que tinha de partilhar esse amor e essa foi a chama por detrás da escrita deste livro”.
Acrescenta que, todas as vezes que retorna à capital moçambicana, fica espantada com o quanto ela muda de dia para dia, ano para ano. Fica fascinada com o que chama de “uma interessante mistura do africano, português, as influências indianas e brasileiras na cidade”.
Chama depois a atenção para um renascimento cultural que vai acontecendo na cidade. E destaca que “você pode sair de casa a qualquer hora da noite e vagar de lugar para lugar e haverá sempre uma banda a tocar ao vivo. As actividades culturais são fantásticas. Há uma positiva colaboração internacional com países como Espanha, Portugal e França. É muito inspirador”.
Na cerimónia que marcou o lançamento do livro, Hilton-Barber fez questão de exibir, com orgulho, uma peça de arte do escultor moçambicano Gonzalo Mabunda, construída a partir de artefactos de guerra enferrujados, simbolizando a paz, a natureza não-violenta dos moçambicanos e dos residentes de Maputo.

RM

Acreditados mais de 300 observadores para eleições intercalares de amanhã

Em Quelimane, Cuamba e Pemba

A cidade de Quelimane “bate recorde” em termos de observadores nacionais. Ela só tem 210. O facto demonstra que realmente o epicentro destas intercalares está na província da Zambézia.
As eleições intercalares que amanhã se realizam já contam com 326 observadores acreditados para acompanhar a justeza e transparência do escrutínio. Desse número, 304 são nacionais e 22 estrangeiros.
Dos observadores nacionais, o município de Quelimane movimenta 210; em seguida, está a autarquia de Cuamba com 64 e, depois, Pemba, com apenas 30.
Quanto aos observadores internacionais, a maior interessada é a União Europeia que até agora enviou 12 observadores, enquanto os Estados Unidos da América têm, nos locais, 10.
A afluência dos observadores em Quelimane vem provar o que já adiantávamos nas edições anteriores: Quelimane é o centro das atenções nestas eleições.
Segundo o director-geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), Felisberto Naife, está tudo a postos para a votação de amanhã nos municípios de Quelimane, Cuamba e Pemba.

O País

Monday, 5 December 2011

Munícipes decidem esta quarta-feira seu futuro

Eleições intercalares-2011.

Terminou, ontem, a campanha eleitoral. Hoje e amanhã são dias de reflexão. Quarta-feira, os munícipes vão decidir com quem fica cada um dos três municípios: se com a Frelimo, MDM ou Pahumo!
É já esta quarta-feira que os munícipes de Quelimane, Pemba e Cuamba vão às urnas para escolher os próximos edis das suas autarquias, naquilo que vai constituir as primeiras eleições intercalares da história do multipartidarismo em Moçambique.
Com efeito, terminou, ontem, a campanha eleitoral de 15 dias que tinha como objectivo fundamental divulgar o programa de governação dos candidatos e convencer os eleitores a votarem neles.
Hoje e amanhã são dias de reflexão, de acordo com a lei 18/2007 de 18 de Julho, lei da eleição dos órgãos das autarquias locais.

Sérgio Banze, O País

Friday, 2 December 2011

Ambiente de negócios reformado a meio gás

A corrupção, o acesso ao crédito, a burocracia e o crime organizado continuam a inviabilizar o ambiente de negócios em Moçambique. Segundo a 13ª edição da pesquisa do Índice do Ambiente de Negócios da KPMG, o contacto entre as empresas e o sector público mantém-se muito duro e difícil.
A KPMG Moçambique apresentou, última quarta-feira, a 13ª edição do Índice do Ambiente de Negócios (IAN) no país. O documento repete os velhos problemas que inviabilizam a realização sadia de negócios, no âmbito da atracção de investimentos e de criação de facilidades para actuação do sector privado instalado.
Os resultados do IAN mostram que as empresas que querem instalar-se enfrentam uma grande carga burocrática junto às instituições do Governo vocacionadas ao tratamento de expedientes iniciais dos investidores. Apontam ainda que as empresas instaladas já algum tempo no país queixam-se dos procedimentos e do tempo que despendem no pagamento de impostos, assim como dos processos que envolvem o comércio transfronteiriço.
Mas os analistas da KPMG consideram que Moçambique está estável em termos de evolução no IAN, não subindo e nem descendo um número considerável de pontos no índice.
No geral, o país atingiu, no presente ano, 102.21 pontos, o que corresponde a uma subida de 0.71 pontos percentuais em comparação com o ano passado. Porém, em termos agregados, o índice mostra que Moçambique situava-se nos 110 pontos em 1998, o que corresponde a uma descida de 8 pontos em relação à classificação actual no IAN. O IAN abrangeu 1 000 empresas (100 em cada província, e tendo juntado os dados da cidade e província de Maputo), das quais 93% fazem parte do grupo de pequenas e médias.

O País

Moçambique ocupa 120ª posição no Índice de Percepção de Corrupção 2011

Maputo, 01 dez (Lusa) - Moçambique ocupa a 120ª posição do Índice de Percepção da Corrupção divulgado hoje pela organização Transparência Internacional, com a pontuação de 2.7, a mesma do ano anterior.
"Moçambique não tem melhorado a sua posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) ao longo dos anos da governação de Armando Emílio Guebuza", lê-se num comunicado divulgado hoje pelo Centro de Integridade Pública, uma entidade filiada à Transparência Internacional (TI).
O índice divulgado pela TI analisa 183 países numa avaliação onde "0 pontos corresponde ao país mais corrupto e 10 ao mais limpo".
"O IPC classifica países/territórios baseado em quão corrupto o sector público é percebido. É um índice composto, uma combinação de sondagens, concebido sobre dados relacionados à corrupção colhidos por uma variedade de instituições reputadas", refere o comunicado.
Em 2010, Moçambique alcançou uma subida no índice de 15 lugares face ao ano anterior, ocupando a 116ª posição com a pontuação de 2.7, mas agora, apesar de manter o mesmo número de pontos, desce quatro lugares, figurando na 120ª posição.
"Moçambique tem vindo a ser penalizado justamente. As reformas anti-corrupção não têm produzido efeito e estão concentradas em meia dúzia de medidas administrativas de pouco impacto", avança a nota de imprensa.
"A estratégia anti-corrupcão, lançada em 2005, é um dos exemplos. Uma avaliação recente sobre perceções de corrupção em Moçambique, encomendada pelo Governo (que ainda não a disseminou) e paga pelos doadores, mostra que ela foi ineficaz.", conclui a nota.
Em conjunto com Moçambique, figuram na posição 120ª do IPC países como o Irão, Bangladesh, Mongólia ou Guatemala.

Lusa

Thursday, 1 December 2011

Jardim Zoológico será repovoado e modernizado


O JARDIM Zoológico do Maputo, onde quase que já não existem animais e nem se presta cuidados aos que ainda restam, e com infra-estruturas em degradação, poderá, proximamente, apresentar nova imagem, mercê de uma iniciativa para o seu repovoamento e modernização.

Maputo, Quinta-Feira, 1 de Dezembro de 2011:: Notícias


A intenção foi revelada, há dias, pelo presidente da Associação dos Jardim Zoológico de Moçambique, Daúde Carimo, num contacto com o nosso Jornal em que falou de alguns problemas que afectam aquele local de diversão, incluindo as condições que ditaram a extinção de animais.
A reabilitação vai transformar o jardim num espaço educativo, de reserva de animais de pequeno porte do país, de África e de outras regiões do mundo.
Para a modernização do Jardim Zoológico, a associação contará com apoio de especialistas de Joanesburgo e Pretória (África do Sul), sobretudo no domínio de formação de tratadores, assistência e saúde dos animais.
“Nós elaboramos um plano-director, em que já estamos a avançar com a reabilitação da parte do jardim, que será concluída até meados do próximo ano e acreditamos que num futuro próximo conseguiremos modernizar e ampliar o espaço, adequando-o aos padrões internacionais exigidos”, disse Daúde.
Ao abrigo da convenção internacional, a colocação de animais em cativeiro pressupõe a criação de maior espaço para a sua movimentação, o que não é o caso do Jardim Zoológico do Maputo, cujas dimensões já não correspondem ao recomendado.
Segundo Daúde Carimo, o desaparecimento de algumas espécies que ainda se podiam ver, deveu-se ao facto de o espaço do zoo estar a ser usado como caminho pelos residentes de Inhagóia “B” (por detrás daquele local), para acesso à Estrada Nacional Número Um e vice-versa. “Algumas espécies como antílopes, zebras, galinhas e outros animais dos quais o Homem se alimenta foram roubados por residentes que usam o jardim como travessia”, lamentou a nossa fonte.
Trabalhadores do Jardim Zoológico recusaram-se a falar ao nosso jornal. Soubemos que alguns deles partilhavam com os animais a carne destinada à alimentação destes. Mas chegou uma altura em que o alimento já não chegava aos seus destinatários.
Felizardo Banze, um dos visitantes abordados no local pela nossa Reportagem, lamentou o facto de não haver informação sobre os poucos animais sobreviventes. “O zoo está a desaparecer aos poucos, já não é o mesmo de antes, esperamos que seja repovoado o mais breve”, disse Banze.

Um lugar esquecido

Maputo, Quinta-Feira, 1 de Dezembro de 2011:: Notícias

Actualmente, o aspecto que o Jardim Zoológico apresenta é de um local abandonado. Quase tudo desapareceu, incluindo o cemitério onde eram enterrados os animais que iam morrendo. As campas foram vandalizadas e o mármore saqueado.
Das pessoas que ainda se fazem ao jardim, algumas vão para namorar à vontade e sem incómodo, outros ainda para fumar um cigarro, fazendo tempo para um posterior compromisso. A estes problemas juntam-se as péssimas condições de tratamento dos animais, má alimentação destes e ausência de limpeza, que tornaram a vida daqueles seres num autêntico pesadelo.
O hipopótamo, o animal mais velho da casa, aparentemente não goza de boa saúde. Ao que soubemos, há já muito tempo que não vai lá um veterinário para tomar conta dos poucos animais que restam.
Se num passado não muito longínquo se podia ver animais que o transformavam num local com vida, hoje encontramos apenas dois macacos (o cinzento e o cão), um hipopótamo, três tartarugas, algumas aves, quatro cobras, das quais uma jibóia e meia dezena de crocodilos.
Animais que anteriormente podiam ser vistos, como leões, impalas, hienas, ursos, elefantes, entre outros, morreram por falta de comida e assistência adequada.

CLAMOR DA DEMOCRACIA NÃO GARANTE ESTABILIDADE POLÍTICA E SOCIAL - MARP

MAPUTO, 30 NOV (AIM) – O clamor da democracia em Moçambique só por si não garante a estabilidade social e política, pelo contrário, a estabilidade deve assentar na redistribuição social e no combate cerrado contra a corrupção.
Esta constatação vem inserida no relatório do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP - 2010), que aconselha Moçambique a seguir este sistema por considera-lo estável para a mobilização de recursos financeiros internacionais e a investir um maior capital no desenvolvimento de recursos humanos.
A estabilidade política é um bem importante que Moçambique não pode se dar ao luxo de desperdiçar, destaca o MARP, acrescentando que as evidências apontam para o facto de que a estabilidade política e o crescimento económico sustentável estão associados e se reforçam mutuamente com aplicação de políticas adequadas.
O relatório avança que a estabilidade política desempenha papel primordial para a determinação da estabilidade económica e o progresso de um país, por isso, uma nação com um regime político estável e uma liderança visionária conduz a um patamar de crescimento elevado.
“A questão que agora se coloca é consolidar as conquistas que Moçambique obteve a custa de muito sacrifício explorando as oportunidades existentes que incluem recursos naturais abundantes e um extenso litoral e avançar na criação de sinergias entre a sua política dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e a sua estratégia de crescimento e combate a pobreza”, destaca o MARP.
O MARP refere que em Moçambique existe um Governo responsável que goza de uma base de apoio significativa no plano interno que está a realizar acções de capacitação institucional para além de se registar um forte empenho no que respeita a resolução democrática dos conflitos por parte dos principais actores sociais.
Contudo, a criação de consensos em relação ao interesse comum de garantir o desenvolvimento sustentável do país exigirá esforços concertados e um mecanismo de diálogo efectivo e o empenho de todos.
O documento avança que o aumento das exportações, as transferências do estrangeiro, as receitas provenientes do turismo, a ajuda internacional e o investimento directo estrangeiro têm uma estreita ligação com a estabilidade dos regimes políticos.
“A mobilização de recursos financeiros internacionais só pode ser conseguida por um Governo estável”, insiste o MARP, alertando que só com um Governo estável é que Moçambique poderá investir capital no desenvolvimento dos recursos humanos com base num financiamento da ajuda internacional para alcançar um crescimento económico maior.
Embora a estabilidade económica, sob forma de desenvolvimento sustentável, seja o principal objectivo que o país pretende alcançar, é de notar-se que podem surgir problemas de crescimento económico robusto, em relação aos quais não se pode desejar que desapareçam apenas com um bom crescimento de Produto Interno Bruto (PIB).
O desafio para Moçambique é como traduzir tal crescimento e estabilidade económica de que o país goza, neste momento, refere o documento, vincando que a coesão social é um investimento a longo prazo conducente a geração de riqueza e a uma estabilidade económica adicional.
O documento conclui destacando que a estabilidade económica também depende, em grande medida, da estabilidade e coesão social factos que exigem a existência de pessoas responsáveis pela formulação de políticas.

(AIM)

Dinheiro da ajuda externa não beneficia moçambicanos

– conclui outro estudo das Nações Unidas

A ajuda externa que anualmente é canalizada a Moçambique para alegadamente financiar diversas iniciativas do Governo de combate à pobreza, continua sem se reflectir na vida da maioria dos moçambicanos, sobretudo nas mulheres, consideradas as mais vulneráveis. A conclusão é da pesquisa da UN-Women, Agência das Nações Unidas para a igualdade de Género e Empoderamento das mulheres cujos resultados preliminares foram divulgados ontem em Maputo.

Raimundo Moiane, Canalmoz. Continue lendo aqui.


“A quem beneficiam os biliões de dólares doados pela comunidade internacional?”

- questiona Graça Samo, presidente do Fórum Mulher

“O país continua sem boas estradas, sem hospitais suficientes e sem um plano de produção de comida para abastecer todos os moçambicanos, mas por detrás de tanta pobreza temos carros de luxo e mansões para um grupo de pessoas, o que significa que os fundos que são canalizados para o combate à pobreza são desviados”


Maputo (Canalmoz) - A presidente do Fórum Mulher, Graça Samo, afirmou ontem que apesar de o país receber biliões de dólares por ano a maioria dos moçambicanos continua a viver em extrema pobreza.

Leia aqui.

Moçambique: Megaprojectos não geram desenvolvimento económico


Não existem em Tete, Moatize e suas redondezas sinais evidentes da redução da pobreza como resultado da implantação dos mega projectos de mineração da Vale e da Riversdale.

Não há qualquer prova de que os megaprojectos tenham trazido desenvolvimento económico para as regiões onde se intalaram em Moçambique. Esta a principal conclusão de um estudo hoje divulgado em Maputo, trabalho intitulado “El Dorado Tete: Os Mega Projectos de Mineração“,da autoria de João Mosca, professor da Universidade Politécnica, e de Tomás Selemane, investigador do Centro de Integridade Pública, entidade que patrocinou o trabalho.
Em entrevista à VOA, Tomás Selemane especifica que não existem em Tete, Moatize e suas redondezas sinais evidentes da redução da pobreza como resultado da implantação dos mega projectos de mineração da Vale e da Riversdale.
O estudo, efectuado entre 2007 e 2011, concluiu também que se registaram danos ambientais e para a saúde naquelas zonas, a par de um visível empobrecimento das instituições públicas e a diminuição da sua capacidade de negociar com as multinacionais.
Por outro lado, os reassentamentos têm provocado redução de oportunidades de obtenção de rendimentos das famílias, obstaculizam a produção agrícola, dificultam a mobilidade das pessoas e bens e reduzem o acesso aos mercados.
Há,no terreno,evidências do enfraquecimento relativo das instituições públicas por não ajustamento na capacitação técnica e de poder de decisão face às novas exigências e comparativamente com as capacidades das empresas mineiras. Isso tem resultado em organizações centralizadas, concentradas, hierarquizadas e com relacionamentos e tipos de disciplina para-militarizados.
A pesquisa visou dois objectivos centrais: primeiro, contribuir para o debate da economia política e da política económica moçambicana através da compreensão e análise dos efeitos da concentração das mineradoras internacionais em Tete. E, segundo, sugerir boas práticas de implantação de mega projectos para o benefício do meio rural moçambicano e da economia nacional.

Filipe Vieira, Voz da América. Escute a entrevista aqui.